Acordo e Intenções - Jogo em Brrzengard (Encerrado)

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Acordo e Intenções - Jogo em Brrzengard (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui Jan 08, 2015 2:39 am

[Resumo: Jason e seu exército se instalam na vila em Brrzengard. Claire Hellstorm vai até lá atraída pela energia da adaga de Jason, que foi dada a ele por Daimonius Hellstorm. Jason diz que só dará a adaga caso Claire o ajudar a conquistar Brrzengard. Ele e Linda Morte, juntamente com seu exército, partem montanha acima, enquanto Claire permanece na cidade.

Claire conhece uma das camponesas que revela-se uma elemental de gelo. Ela diz que Gelamensfix, o regente de Brrzengard, a aguarda. Um mecanismo secreto na fonte da praça da vila leva Claire até uma gigantesca caverna subterrânea onde fica o verdadeiro reino. Enquanto isso, Jason e Linda Morte se encontram com Kalekrasi e são emboscados pelos elementais de gelo.

Jason e os demais sobrevivem à armadilha e retornam até a vila. Torturam os camponeses até um deles revelar sua verdadeira natureza e abrir o caminho da fonte. Encontram com elementais vindos da passagem e um novo conflito se inicia. Enquanto isso, Gelamensfix vende sua alma para Claire e em troca ela teletransporta toda a população para um local seguro, evacuando totalmente a cidade. Em seguida, ela teletransporta a estrutura da cidade para seus domínios em En Sabah Nur e a nova Brrzengard se torna um distrito liderado por Gelamensfix.

Linda Morte desiste da empreitada e vai embora, levando dez dos mortos-vivos de Jason consigo. Jason e Kalekrasi permanecem na agora vazia Brrzengard e instalam-se definitivamente lá. Linda Morte retorna para o Monastério de Thyatis e o rebatiza de Monastério da Morte, reconstruindo-o de acordo com sua vontade com a ajuda dos mortos-vivos.]







Narrador
*A paisagem branca daquela pequena vila, proporcionada pela neve que caía em abundância, escondia a verdadeira situação: O pequeno exército de Jason, formado por macacos gigantes da neve e de mortos-vivos, havia dominado o vilarejo, fazendo de todos os seus habitantes escravos. As primeiras defesas de Brrzengard foram eliminadas por Linda Morte, o que daria mais tempo para Jason, mas ele precisava agir logo. Não contava mais com os reforços prometidos pelo monastério de Thyatis. Será que suas forças seriam suficientes para invadir Brrzengard, ou aquele reino guardava alguma forma de defesa secreta?*
*Parou ali perto da fonte congelada da praça, olhando ao redor, pensativo. Pelo menos Linda Morte não havia colocado uma flecha em sua cabeça, mas começava a desconfiar que a loira tinha motivos de sobra para fazer isso.*


Última edição por Admin em Sex Set 30, 2016 1:57 am, editado 6 vez(es)
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Re: Acordo e Intenções - Jogo em Brrzengard (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Jan 16, 2015 3:22 pm

Claire G. Hellstorm
*A princípio meramente o frio a atraíra, mas havia algo no ar diferente. Uma energia bastante familiar, não sentida há muito tempo. Observou a bagunça de mortos-vivos e de macacos gigantes naquele acampamento pré-guerra. Sempre detestou macacos de pêlo, apesar de se divertir com aqueles macacos bípedes de poucos pêlos que chamavam de humanos. Caminhou calmamente pelo local usando suas habilidades [Arcanum e Desaparecer aos Olhos Mortais], quando enfim encontrou a estranha figura de Jason e chegou a assistir a calorosa discussão entre ele e Linda Morte, através da janela. Se Lei fosse mais novo, mais impuro e mais mal, com certeza seria ele, principalmente por conta da habilidade nata com as mulheres. Bom, não era de se admirar que um homem tão mulherengo tivesse filhos espalhados por toda parte*
.
*Achava enfim a fonte da energia que a atraíra e por isso desabilitou o que deixava sua imagem incógnita, apenas mantendo sua energia parcialmente oculta, sendo passível a tomar como meramente humana pelos seres intelectualmente subdesenvolvidos. Surgia há 3 metros dele assim que ele resolvia seguir até a fonte para ordenar os pensamentos e ficava sozinho. A voz de Claire era calma e suave como uma brisa de outono, ainda assim o tom empregado era sempre levemente sarcástico, como quem sempre encontra algo engraçado para si mesma nas coisas e pessoas* Eu posso estar errada, mas sua estratégia é no mínimo equivocada. Tem a seu favor a força bruta dos macacos, a inteligência de seres que pouco podem alterar condições físicas, e uma aliada que apesar de dispor de ambos, vai acabar mesmo puxando o arco um pouco mais para a direita da próxima vez. Claro que ao julgar pela tensão que demonstra sabe disso, ou será que essa tensão é simplesmente fruto da rejeição que sofreu? *terminava suas palavras com um sorrisinho no mínimo impertinente*

Linda Morte
*Linda Morte deixou a taverna pouco depois, refugiando-se na casa que havia tomado para si. Não fazia questão de ter escravos ou de tratá-los mal, mas queria obviamente ser bem servida. Uma conversa breve com os habitantes daquela casa havia sido suficiente. Após alimentar-se de uma sopa agradavelmente quente, Linda Morte confeccionou algumas flechas para repor as usadas no monastério. Além disso, era um bom exercício para repensar algumas questões. Não sairia por enquanto.*

Narrador / Jason Keylosh
*Ao deixar a taverna, Linda Morte invariavelmente teria avistado uma mulher estranha conversar com Jason perto da fonte. Mas, considerando como era mulherengo, aquilo era absolutamente normal.*

*Ao ouvir a voz feminina atrás de si, Jason se virou, assustado, e instintivamente levou a mão até a adaga de Daimonius, presa à um coldre em sua cintura. Apesar do tom agradável, era uma presença repentina. Ela havia surgido como um fantasma, sem fazer barulho ou deixar rastros na neve. O rapaz sorriu desdenhosamente, tentando disfarçar o medo e disse.*

Por mais que eu adore receber visitas inesperadas de lindas loiras como você, eu devo lhe perguntar: Como diabos chegou até aqui e quem é você?? Como passou pelas minhas defesas?? *Deu alguns passos para o lado.* Pelo visto você já estava me observando na taverna. E para a sua informação, eu não fui "rejeitado"! Aquilo foi apenas uma... Retirada estratégica! De qualquer maneira... Se quisesse atacar alguém aqui, já o teria feito, portanto... Fale!

Claire G. Hellstorm
*A reação dele era esperada, na verdade, era justamente o preocupar o que ela mais desejava, mas logo sorria ao ver a adaga, no que poderia muito bem ser entendido como se ela visse graça naquela atitude, mas na verdade era por ela finalmente localizar o foco da energia que sentia com exatidão* Simples, sou um demônio de uma linhagem bastante forte. E quero essa adaga. *sua voz ainda era calma e suave, e permanecia parada. Não desmentia o fato de que se quisesse atacar qualquer um lá teria uma vantagem enorme. Era melhor que ele pensasse que ela o faria* Mas não se preocupe, minha linhagem não permite roubos, e, ao que tudo indica, vc tem algum parentesco com Lei Keylosh, então estou impedida de matá-lo para tomá-la. Proponho então uma troca. O ajudo com sua estratégia para a conquista desse reino, e vc me dá a adaga. *Mal parava de falar para dar a chance dele de se manifestar quando se lembrava, então abria um sorriso agora amável* Sou Claire, à propósito.

Linda Morte
*Após confeccionar algumas poucas flechas em maio aos pensamentos sobre a breve conversa com Jason na taverna e logo depois vendo-o conversar com outra mulher - linda, a propósito - Linda Morte sentiu-se um pouco ameaçada, desconfortável. Levantou-se e pegou mais uma vez todas os casacos de pele que usava para se aquecer, o arco que agora pertencia a ela e as flechas, incluindo as especiais fornecidas pelo arqueiro morto dias antes. Deixou a casa em silêncio, observando-os enquanto aproximava-se o suficiente para ouvir parte da conversa, praticamente apenas a proposta de acordo e o nome da "intrusa". Linda Morte puxou uma flecha, encaixou-a e retesou a corda, mirando em Claire, antes de finalmente falar.* - Ele já tem ajuda suficiente, Claire. Jason...? *O tom da pergunta feita a ele denotava que apenas aguardava um mísero sinal para soltar a flecha e atingi-la.*

Narrador / Jason Keylosh
*Ele deu uma risada irônica frente às propostas dela, sacando a adaga e brincando com a arma em uma das mãos enquanto falava. Tinha até certa habilidade com aquilo.* Direto ao ponto! Gosto disso! Pode me chamar de Jason! Saiba, minha cara Claire, que esta adaga aqui foi dada por ninguém menos que Daimonius Hellstorm! O que lhe faz pensar que você pode tê-la??

*E a expressão dele mudou completamente ao ouvir o nome que ela citou.* Argh! Não cite o nome do desgraçado do meu pai na minha frente! Eu tenho o azar de carregar o sangue daquele maldito! Por que este fato lhe impede de tentar me matar?

*E então ouviu a voz de Linda Morte ali perto e esperava que a arqueira tivesse sido furtiva o suficiente para surpreender Claire.* Finalmente! Achei que teria que ficar enrolando esta estranha o dia todo! Mas não atire ainda, Linda Morte! Eu realmente quero saber de que forma nossa amiga Claire poderia contribuir para a invasão de Brrzengard!

Claire G. Hellstorm
*Claire podia sentir a energia da arqueira e tb a ouvir se aproximando, e a diferença entre as flechas, mas não o demonstrou. Também não houve alteração alguma nela quando ouviu o fio do arco estalar, continuando de costas para a arqueira. Ouviu a resposta petulante de Jason, e por um instante pensou seriamente em MOSTRAR pra ele pq o que oferecia não era pouca coisa, mas achou mais divertido simplesmente o convencer. Ainda atenta aos sons que os movimentos da loira faziam, iniciou, com a mesma calma de antes, falando apenas com Jason, como se ignorasse a loira por sua intromissão* Acredito poder possuí-la pelo simples fato de que não fosse vc filho de LEI KEYLOSH *repetia propositalmente, frizando bem o nome, apesar de não alterar o volume da voz* eu não estaria negociando, e nem mesmo sua arqueira poderia o proteger, mesmo tão prodigiosa quanto se mostra. Quanto à minha proposta, entenda que fala com alguém que viveu na Cidadela mesmo sendo um demônio, pelo tempo que quis, e que foi a minha estratégia a acabar com a luta por En Sabah Nur, que agora me pertence. Entretanto, se quer apenas me enrolar em busca de um combate que eu não travarei, talvez eu deva oferecer minha ajuda para Gelamensfix. Duvido muito que ele vá se importar em me dar em troca uma simples adaga, depois de ter seu corpo inerte aos pés dele, Jason Keylosh, ou que entrar lá guarde alguma dificuldade para mim.

Linda Morte
*"Demônio?! Ela é um demônio?!* - foi tudo o que conseguiu pensar enquanto era ignorada e permanecia em posição. Aos poucos a foi afrouxando a corda, abaixando o arco enquanto a ouvia. Conhecia Lei Keylosh e só aí que percebeu porque achava que o conhecia - era filho do comandante inútil que havia sido responsável pela dissolução dos exércitos de Terânia. Um demônio parece mais capaz que Jason de conseguir dominar um reino.. E ela já havia tomado um. Linda Morte não era do tipo que gostava de perder. Abaixou completamente o arco, deixando de estar na posição de ataque.*
- É, Jason. Acho que vou mudar de lado!

Narrador / Jason Keylosh
Esse é meu ponto, minha cara! *Segurou a adaga de maneira firme, apontando para ela.* Se não fará nada contra mim por conta de meu parentesco com Lei, significa que possui algum tipo de... Respeito por ele, e isso é ridículo! E quem é Gelamensfix?? *Jason realmente não sabia quem era o regente de Brrzengard. Frente ao que Linda disse, Jason a fitou, incrédulo.*

Você o quê?? Como pode considerar isso?? Você nem conhece esta mulher! Ela matará a nós dois assim que tiver a oportunidade! O que ela pode lhe oferecer que eu não posso?? Um deserto que está há centenas de quilômetros de distância?? Muito útil! Eu sou o sujeito com um exército aqui, minha querida! Ainda não vi Claire provar nada do que diz, além de conseguir entrar na vila sem ser vista!

Claire G. Hellstorm
*Não que estivesse surpresa de fato, mas fazia parte de sua cena, então olhou com aparente surpresa a jovem quando ela disse que iria mudar de lado, enfim a deixando participar da conversa, por isso ficando de lado para os dois. Acabou rindo diante das palavras de Jason, meneando a cabeça em negativa* Parece acuado e por isso assustado, Keylosh... Vou deixar vc se organizar com sua aliada. Tem 5 minutos até que eu faça uma proposta a ela para que rompa seu crânio com uma dessas flechas e eu ganhe a adaga. E veja bem que acho que nem terei de oferecer muito, já que intelectualmente falando, vc demonstra deixar muito a desejar como líder. Sequer sabe quem é Gelamensfix! *e riu, como se fosse algo realmente divertido*

Linda Morte
*Linda Morte suspirou, observando-os em todo aquele dilema entre os dois. Não que fizesse muito sentido tudo aquilo por uma adaga, nem o motivo para Jason mostrar tanto nervosismo se ele tem todo um exército para protegê-lo.*

- Seu exército não fez merda nenhuma para chegar até aqui! EU trouxe seu exército até esse inferno congelado. Você não conseguiu atravessar uma maldita ponte com o seu exército!!! Aliás, onde estão seus guardas? Deixaram-na passar.

*Respondeu-o enquanto guardava a flecha recém-esculpida de volta na aljava. Parecia mesmo desconsiderar a estranha uma ameaça... Mas não seria difícil atirar com rapidez suficiente para ter alguns segundos a mais para se afastar. E o alvo era... Jason.*

- E o que ela pode oferecer? Não deve ser difícil oferecer algo melhor. Vilas congeladas... Quem quer isso?!

Narrador / Jason Keylosh
*Jason ficava cada vez mais indignado com o rumo que aquela conversa estava tomando, principalmente porque a coisa estava se virando contra ele. Bateu o pé, esbravejando.* Hey, hey, esperem um minuto! As duas loiras, parem! *Fitou a recém chegada.* Claire, quem é você para fazer exigências?? Eu tenho o que você deseja e se quiser tentar pegar a adaga à força, então venha! Mas lhe garanto que se aguardar, você terá muito mais do que esta adaga. Matar-me não adiantará de nada!

*E depois se virou para Linda.* E você... Você me traiu! Dei-lhe dez dos meus mortos-vivos e você me roubou um deles! Eu lhe dei as ferramentas necessárias para chegar até aqui! *Jason chacoalhou a cabeça.*

Enfim! O que estou tentando dizer para as duas é que me matar não trará nenhum benefício! Ao invés de discutir, deveríamos estar avançando reino adentro! Eu tenho certeza que Brrzengard esconde mais coisas do que aparenta, não são apenas vilas congeladas! Portanto, eis a ideia, suas malucas: Vocês me ajudam a dominar Brrzengard, Claire fica com sua tão desejada adaga e Linda Morte com todo o ouro que quiser para comprar quantos arcos e flechas ela quiser. Todos saem ganhando, fim da história!

Claire G. Hellstorm
*Claire vibrava internamente com aquele desacerto entre os dois. Era incrível a forma como aquilo estava sendo fácil! Dissera que daria 5 minutos para ele, mas afinal de contas era filho de Lei. Não era difícil predizer o tipo de atividades nas quais o rapaz se embrenhara, ou que herdara a mania de subestimar mulheres, mesmo que não humanas, então teria de voltar atrás nessas palavras para impor certos limites. Estava concentrada para qualquer tipo de ataque, e por isso não viu dificuldade nenhuma em usar isso em seu favor e sem precisar sequer se mover evocou seu velho amigo Fogo Infernal para criar uma espécie de gaiola sem porta em torno de Jason, em um belíssimo fogo de um azul escuro que cintilava em suas bordas com um dourado feito ouro. Um espetáculo, não fossem os danos que causariam em quem ousasse encostar nela. Era larga, pro caso dele tentar recuar, já que a não pretendia o ferir, mas mesmo essa evocação não a distraiu de Linda, que imaginava que poderia reagir de forma abrupta, por demonstrar uma certa impulsividade até mesmo admirável, de certa forma. Sorriu para Jason, com os demais sentidos voltados á manutenção das chamas naquela forma e às reações de Linda* Modere o linguajar e não subestime minha inteligência, Keylosh. Eu só quero a adaga. Nada mais aqui me interessa nem um pouco, muito menos sua vida ou a dominação desse reino que me é inútil. Ofereci minha capacidade de análise do inimigo e meus conhecimentos em estratégia, e absolutamente nada mais. Não me verá em suas fileiras. E não é pq não o ataco que não posso o fazer em pedaços para tomar a única coisa que me interessa como espólio, então seja mais gentil e menos parecido com seus incríveis guardas, pois, respondendo sua pergunta, sou alguém que pode definir nesse momento seu fim ou seu sucesso, estamos entendidos? *novamente o volume de sua voz não se alterava em nada, mas o tom soava mais autoritário e firme, assim como seu olhar*

Linda Morte
- Eu não traí você! Se eu não tivesse a ajuda de Septa, eu nem mesmo estaria aqui, viva, seu idiota! Se eu quisesse trair... Você nem veria de onde a flecha viria!

*Ouvia a outra mulher com sua arrogância e tom imperativo que chegou a imaginar ser carcaterística daqueles seres malditos. Estranho, achava, ela e todos que conhecia - que demônios deviam ter chifres e serem horrorosos, com rabo pontudo... E ela é bonita, normal como Linda Morte mesmo. Recuou um passo ao ver a gaiola formar-se e olhou ao próprio redor para ver se não estava na mesma situação, enjaulada.*

- Bah...

*Mas parecia que a capetinha não queria "ajudantes" ou aliados, já que nenhuma oferta foi feita quando Linda Morte singelamente "cantou" uma. Limitou-se a encostar-se preguiçosamente na parede da casa, apoiando o arco na parede e cruzando os braços..*

Narrador / Jason Keylosh
*Ele se assustou com a barreira de fogo erguida. Tentou dissipar aquele fogo mágico com suas próprias habilidades, sem sucesso. Então apenas ficou parado ali e respondeu à Claire.* Ótimo! Não queria mesmo ver a sua cara nas minhas fileiras! E quanto à você, Linda Morte! Nós conversaremos muito seriamente! Agora tire-me daqui!!

*Antes que ela desfizesse a jaula de fogo, Jason queria testar uma teoria. Ele tocou as chamas com a adaga e observou se houve algum efeito diferente.*

Claire G. Hellstorm
*Claire ficou satisfeita pelo fato de Linda não atacar e por isso sorriu, e, tendo Jason mais calmo, não havia pq não soltá-lo. Entretanto, quando ele fizesse seu teste notaria uma leve e muito breve alteração em Claire, que fez rapidamente as chamas desviarem da adaga, evitando o contato, e enfim as desfazia completamente. Olhou torto para Jason por alguns instantes, então deu as costas para Linda, iniciando em um tom mórbido* Não lhe ocorreu que se tenho tanto interesse por essa adaga que os efeitos poderiam ser devastadores para VC, Keylosh? Afinal de contas, como vc mesmo disse, ela lhe foi dada pelo poderoso Daimonius Hellstorm! Tsc... *começava a caminhar, retomando no tom calmo de antes, ainda que mantivesse a soberba em sua voz e postura* Eu deixarei que conversem e elaborem suas estratégias em paz. E espero que essa estalagem não crie caso com minha presença. *era de fato muito arrogante, e passava segura por Jason, mas, obviamente, sem deixar de ficar atenta ao que ele faria* Amanhã voltarei para saber a resposta de ambos. Boa noite, senhores.

Linda Morte
*Linda Morte observou e ouviu todo o diálogo em silêncio, sem responder mesmo a Jason quando "ameaçada". Mas não deixaria de passar um recado breve à visitante que já se tornava irritantemente arrogante. O silvo de uma flecha seria brevemente ouvido e Claire a sentiria cortando alguns fios de cabelo ou mesmo causando um pequeno corte em seu rosto.*
- Senhorita, aliás.

Narrador / Jason Keylosh
*Depois daquele pequeno experimento, a expressão de Jason mudou para um sorriso irônico. Ele permaneceu ali, brincando com a adaga na mão e fitando Claire se afastar, respondendo.* É... Acho que agora estou começando a entender por que esta arma é tão importante para você... Fique à vontade, minha cara Claire! Qualquer um desses camponeses imundos nesta vila estão à sua disposição! Cortesia minha para milady! *E depois deu uma gargalhada de zombamento.*

*Que se interrompeu quando viu a flecha cortar o ar na direção de Claire. Olhou assustado para Linda Morte, fazendo uma expressão para ela de "você enlouqueceu??"*

Claire G. Hellstorm
*Claire ouvia a corda do arco se esticando e sem sequer olhar para trás fez uma lufada de vento desviar a flecha para cima, sem se preocupar se atingiria alguém, permanecendo assim intacta. Parava de andar, mas ainda sem olhar a garota, dizia em tom divertido* Não me obrigue a testar suas habilidades de esquiva tão cedo, senhora... E sim, é senhora. Nós demônios levamos a virgindade humana bastante a sério... *Claro que a afronta da garota desviava a atenção de Claire da zombaria de Jason. Voltava a andar em seguida, caso nada mais a impedisse*

Linda Morte
- Pelos Deuses, como eu odeio esses truques idiotas.

*Praguejou em um sussurro quando a flecha foi desviada obviamente por um truque qualquer da demônio. Linda Morte não desviou o olhar dela, sem se intimidar facilmente. Mas não aguentou quando a estranha citou sobre o motivo do "senhora": gargalhou divertidamente, dando a ela quase um olhar cúmplice.*

Narrador / Jason Keylosh
Linda M.
*No caminho de volta, a flecha quase acertou Jason, caindo na neve. Ele pegou a flecha e foi até Linda, entregando a seta de volta para ela.* Hey, acho que isto é seu! Você errou! O que aconteceu? Você não ia dar as mãos com a Claire e sair feliz e saltitante com ela? Ou percebeu que ela é pior do que eu??

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Claire G.
*Assim que Claire adentrou a pequena taverna, os olhares se voltaram naturalmente a ela. Era um povo simples em um lugar simples e estavam assustados. Eles imaginavam que aquela mulher estranha fazia parte dos invasores, então a serviram imediatamente. Uma moça morena, que não devia ter mais do que 16 anos, se aproximou. Ela tremia ligeiramente e olhava para o chão o tempo todo.*

Milady gostaria de alguma bebida ou comida? Temos pouca coisa, mas dá para saciar a fome.

Linda Morte
- Eu não errei. Foi algum truque maldito dessa mulher. Hm.. Estou sentindo um cheiro ruim... Você... se borrou de medo dela, não foi? É daí o cheiro.

*Com a flecha na mão, observou se precisaria fazer algum conserto antes de guardá-la de volta. Piscou para Jason, sorrindo.*

- Eu saio com quem me paga melhor. Achei que já tivesse aprendido isso.

Claire G. Hellstorm
*Deixou aquele lugar com um sorriso divertido no rosto quando saiu do campo de visão de ambos. Entrou com naturalidade no lugar e não se incomodou com os olhares. Estava acostumada. Em seguida observou a menina e meneou a cabeça em negativa* Uma jarra de vinho, uma galinha assada. *julgou que era um pedido simples o bastante para o lugar* E gostaria de saber se dispõem de quartos aqui pra eu passar a noite. *falava de forma calma e olhava a jovem de maneira amena, para a deixar menos desconfortável. Não gostava de tensão perto dela quando ia comer*

Narrador / Jason Keylosh
Linda M.
Muito engraçado! Se a profissão de arqueira não der certo, você vai virar uma barda! *Respondeu Jason da forma mais irônica possível e complementou.* Já percebi isso! Mas eu duvido que você esteja só em busca de dinheiro... Nós podemos ter tudo! Brrzengard, até mesmo aquela arrogante da Claire! Não viu a reação dela quando eu encostei esta adaga em suas chamas? Isto é a chave para derrotar aquela vadia!

*Jason girou a adaga na mão à frente de Linda.* Pense bem, loira! E se Claire sair do controle? O que você fará para pará-la? Você já tem a prova de que suas flechas não funcionam... Mas e se você disparasse algo como, não sei... Como esta adaga... Bem no coração da vadia arrogante...

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Claire G.
Sim, milady. Temos quartos. *Que, obviamente, não estavam no nível dos lugares onde Claire costumava ficar. Quartos frios com camas com pulgas. Este era o máximo de conforto que teria naquele lugar. Enquanto a galinha era preparada, o vinho chegou. Era de péssima qualidade. Beber água suja talvez tivesse sido melhor. Enquanto a comida não vinha, a garota permaneceu ao lado de Claire, fitando-a. Uma mulher mais velha próxima disse.*

Carolyn, não encare a mulher! *E a garota perguntou à Claire.* Você veio para nos salvar do homem loiro e dos macacos grandes?

Linda Morte
- Ela não me parece uma vadia arrogante. Algumas coisas ditas por ela não passam de verdades. Ah, Jason... Parece bem claro que não se importa em me ter ao seu lado ou não. Talvez seja melhor deixá-lo com Claire e partir para outro lugar.

*Olhou a adaga que ele segurava e "bufou", mostrando o arco.*

- Eu uso arco e flecha. Não atiro adagas. Devia saber isso. E não vou me envolver em assunto não relacionado a mim! Se a adaga é dela, devolva. Se quiser que eu atire, atirarei. Mas viu que algum truque desvia todas. Posso até tentar com uma das flechas mágicas que achei com o arqueiro.

*Desencostou-se da parede e aproximou os lábios aos ouvidos de Jason, sussurrando em poucas palavras o que pensava.*

- Novas ofertas?

Claire G. Hellstorm
Perfeito. Gostaria de um deles, por gentileza. Pagarei adiantado *e logo colocou duas lindas moedas douradas sobre a mesa* Adianto que detesto que me incomodem, então peço a gentileza de que não atrapalhem meu sono e que não informem para ninguém em que quarto estou *estava pagando bastante por aquele pulgueiro, era um pedido razoável. Quando o vinho chegou o bebeu, mas, não gostando do sabor, levou uma das mãos até a jarra. Estava se concentrando em algo, alheia a garota que a encarava, quando ouviu a bronca que ela levou e em seguida sua pergunta* Não, na verdade eu vim atrás de um artefato. Mas, sente-se e me conte o que o homem loiro e os macacos grandes têm feito por aqui e lhe dou o vinho mais saboroso que já bebeu na vida em troca... *e sorria de forma gentil para a garota, quase sedutora, ainda que não fosse uma sedução sexual, a menos que a garota tivesse inclinação para homossexualidade. A olhava nos olhos de maneira suave e envolvente, quase hipnótica, e não deixava de estender esse efeito para a mulher mais velha, apesar de parcialmente, já que não a olhava, como se só tivesse olhos para a jovem, para a atrair ou para a deixar completamente admirada. Era quando colocava a terceira moeda dourada na mesa, falando mais alto para a mulher mais velha* Pelo tempo de sua ajudante, sim? *já eram 3 grandes moedas de ouro, grossas, diretamente do reino que muitos ainda acreditavam estar mais ao sul, En Sabah Nur*

Narrador / Jason Keylosh
Linda M.
*Jason guardou a adaga na cintura, fitando-a de maneira insatisfeita, e respondeu.* Não! Eu não tenho mais nada para oferecer para você! Amanhã partimos para o resto do reino! Se quiser me ajudar a conquistar Brrzengard, que seja! Se não quiser, não fará diferença para mim! *E foi para a casa que adotou como aposento todo revoltado, em passos pesados.*

*Não demorou muito até que a loira ouvisse a voz de Septa.* Que patético. Estou eternamente agradecido por ter me acolhido, mestra.

---------

Claire G.
*A mulher mais velha parecia ser atraída exclusivamente pelas grandes e bonitas moedas de ouro que via sobre o balcão. Nunca havia visto moedas tão reluzentes naquele fim de mundo. Imaginava que valiam muito mais do que uma peça unitária. A mulher respondeu, com aquela expressão de "Por essa quantia, faça o que quiser com qualquer um aqui dentro".* Sim, claro, milady. Ninguém a perturbará ou saberá em qual quarto está.

*Enquanto isso, a garota que se chamava Carolyn fitava Claire como se hipnotizada. A garota era completamente virgem, então era atraída em parte sexualmente por pura curiosidade. Ela respondeu quase sem flexões na voz.*

O homem loiro chegou com seus macacos grandes e com seus soldados... Podres. Partes dos corpos dos soldados caem e alguns deles são apenas esqueletos. Os macacos ficam comendo a neve o dia todo e os soldados podres apareceram apenas quando o homem loiro ordena. A mulher loira está com ele, mas tentou matá-lo antes de você chegar. Eles brigaram. Antes, ele havia tocado meu corpo por cima do meu vestido. Eu... gostei.

Claire G. Hellstorm
*Ficou satisfeita com o fato da mulher mais velha ser tão fácil de se levar, e ouviu atentamente o relato da jovem Carolyn. Teve de segurar o riso diante da forma como ela terminava. Ficou até tentada em levar a garota embora. Esse grau de inocência em uma jovem de 16 anos seria muito bem vindo entre seus cortesões. Por fim manteve um sorriso ameno e serviu vinho para ambas, já devidamente modificado para algo realmente excepcional [Alterar líquidos]. Bebeu um gole e logo disse, com calma e afabilidade* Se gostou pq quer que eu salve vcs deles? Por acaso o casal loiro e seu exército bizarro não estão apenas de passagem para alguma conquista? *e acabava vendo que Jason poderia até detestar o pai dele, mas era igualzinho, e achava muita graça nisso, o que a fazia reforçar e renovar sua paciência, já que reavivava seu gosto pela brincadeira de fazer Jason lhe entregar de bom grado a adaga que quase explodira com o lugar todo naquele teste imprudente feito por ele momentos antes*

Linda Morte
- Sim, meu senhor.

*Respondeu com o cinismo necessário, mantendo nos lábios o sorriso. Ouviu Septa e respondeu-o apenas quando estavam de volta dentro da cabana. Precisava ainda descansar para o dia seguinte, para quando "partiriam para a conquista".*

- O ataque vai ser um desastre. Desde quando ele acha que tem condições de vencer esse clima? Com tantos lugares para arqueiros como aqueles? E eu sou uma apenas.

*Dispensou os criados, trocou-se e enfiou-se na cama desconfortável que tinha ali.*

- E ainda acho que ele aprontou para me matar.

Narrador / Jason Keylosh
Linda M.
*Apenas dentro da cabana foi que Septa assumiu sua forma de névoa cinzenta, quando apenas ele e Linda estavam, e respondeu.* Se Jason estiver envolvido na armadilha do monastério, nós saberemos. E então ele pagará por isso. *Depois, ficou pairando acima da cama, quando ela se deitou.*

Talvez esteja certa. Eu sondei a área rapidamente. Há extensas áreas montanhosas de gelo, mas nenhum sinal de outra vila ou cidade. É provável que este reino não passe de uma montanha abandonada. A expressão de Jason ao descobrir isso será... Impagável.

*E Septa permaneceu ali, flutuando acima dela, observando-a, quase... Admirando-a. Por fim ele disse.* Nenhum arqueiro ou qualquer outro inimigo vai lhe ferir. Eu não vou permitir, mestra. Agora descanse. Eu ficarei aqui em vigília.

--------------

Claire G.
*A garota também não conhecia direito os prazeres de um bom vinho, primeiro porque o que era feito ali era de péssima qualidade, e segundo porque ela havia experimentado a bebida apenas algumas vezes. Ficou maravilhada com o sabor e bebeu um pouco demais antes de responder.*

Eu gostei de como ele me tocou, mas não gosto do que ele faz. Ele machucou os anciões da vila e as crianças. Ele maltrata a todos. Espero que ele esteja só de passagem, mas... Ele não está, não é? Nós ouvimos ele dizer que quer toda Brrzengard. Eu não quero ser escrava dele para sempre.

Claire G. Hellstorm
Brrzengard não tem exército? Onde ficam as defesas da cidade? *perguntava, calmamente, servindo ainda mais vinho para a jovem, atenta ao que ela dizia com a boca, o que dizia com seu olhar e tb o que lhe escapava pela mente cada vez mais ébria. Naquele momento buscava apenas motivos para entrar numa briga que não era sua*

Linda Morte
Não estou muito disposta a me arriscar tanto por um reino que parece não existir, Septa. Tem que valer muito, muito a pena... E aquela mulher?! Nunca havia visto um demônio, não sabia que eram... bonitos.

*Pelo menos dentro do quarto escolhido por ela, com o auxílio do calor de uma lareira, ela conseguia vestir trajes mais leves e dormir de modo mais confortável. Linda Morte também olhava o morto-vivo que parecia ter se tornado leal o suficiente em pouco tempo. Sorriu.*

Obrigada, Septa. Parece-me que escolhi muito bem o morto-vivo que roubei de Jason. É muito valioso. E sábio.

Narrador / Jason Keylosh
Linda M.

*Septa respondeu quanto à primeira observação dela.* Aquela mulher deve ser uma succubus ou de natureza semelhante. Eu já presenciei uma em ação com Jason. O patife caiu nas garras da demônio facilmente, o que não é nenhuma surpresa. Ele teve sorte que ela não quis matá-lo. Temos que ter cautela com ela tanto quanto com ele.

*E depois fez uma mesura, perceptível porque uma parte da névoa sempre assumia uma forma que lembrava uma cabeça.* Fico agradecido, mestra. E você não me roubou. Eu apenas encontrei alguém mais digno para servir. Agora descanse. Eu não preciso dormir ou comer. Posso ficar aqui até que desperte.

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Claire G.

*A garota continuou bebendo o delicioso vinho. Como não sabia beber por sua inexperiência, não demorou muito até que Carolyn estivesse embriagada. Ela respondeu à Claire.* Eu não faço ideia! Ninguém me conta nada neste lugar! Todos apenas me dão ordens! "Carolyn faça isso", "Carolyn faça aquilo"! Quer saber?? Para o inferno com todos vocês! Não mandarão mais em mim!!

*E o próximo som ouvido foi o de Carolyn caindo ao chão da taverna, desmaiada. A garota só voltaria a si no dia seguinte com uma tremenda dor de cabeça. A mulher da taverna arrastaria Carolyn para os fundos, onde a garota costumava dormir, a menos que Claire quisesse fazer outra coisa com ela. De qualquer maneira, ninguém interromperia Claire em seu quarto até o dia seguinte.*

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Todos

*Um dos mortos-vivos de Jason teve que acordá-lo aos primeiros raios da manhã, que mal penetravam a neve que ainda caía fortemente na vila. Jason foi o último a ir até a praça, onde todos se reuniriam para partir. Ali estavam os 69 mortos-vivos que o serviam [Eram 70, mas Linda Morte havia roubado um], mais todos os Klonks, os grandes macacos da neve, que totalizavam 150 criaturas. Esfregava os olhos e bocejava e demorou para retomar plena consciência. Aproximou-se de Linda e Claire, dizendo.*

Bem, considerando que as duas ainda não tentaram me matar ou confabular contra mim, acho que este dia finalmente começou! Deixarei três dos mortos-vivos aqui para impedir que estes camponeses simplórios tentem fugir ou buscar ajuda! Três deles são mais do que suficiente! Agora MARCHEM! A glória nos aguarda! Em frente!

*Dito isso, os macacos e os mortos-vivos começaram a andar pela trilha coberta de neve montanha adentro. Linda e Septa tinham liberdade para sondar a área e deter qualquer defesa que encontrassem. E não encontrariam nada. Não havia uma alma viva em um raio de quilômetros. Após caminhar por metade de um dia, ainda não haviam encontrado nenhum sinal de outra vila ou cidade.*

Linda Morte
Não confiei nela, Septa. Nunca vi algo assim e pretendo não me envolver em nada que não me dê grandes garantias de prêmios, dinheiro, essas coisas. Não quero me envolver com mais loucos. Boa noite...

*Após despedir-se de Septa, Linda Morte adormeceu em pouco tempo. Com o morto vivo como aliado e fazendo vigília, ela conseguia descansar melhor. Sua última boa noite de sono havia sido ainda em Terania.*

*Despertou nos primeiros raios da manhã, espreguiçando-se. Trocou-se, comeu, fez tudo o que precisava e deixou a casa apenas quando necessário. Ouviu Jason e seu grande discurso e decidiu seguir entre os últimos, sem forçar muito o cavalo ou procurar por defesas. Ainda se lembrava de que Septa não havia encontrado nada por perto, nenhum vestígio de civilização.*

Claire G. Hellstorm
*Claire achou graça na resposta da menina e mais graça ainda quando ela capotou. Continuou bebendo sem pressa até acabar com o vinho e a galinha, mas isso apenas a deixou mais relaxada. Dormiu sem problemas no pulgueiro que alugara e não foi acordada pela luz da manhã, mas sim pela bagunça na praça. Resolveu descer para ver o que acontecia, sem se importar de estar vestindo apenas uma espécie de camisola longa de uma seda bastante delicada que fazia parecer pérola, que não protegeria em nada ninguém do frio e que revelava bastante as curvas dela, principalmente por suas alças finas. Viu, assim que parou diante de Linda, Jason chegar com suas gracinhas. Estava começando a ficar realmente farta dele, ou talvez só tivesse acordado de mal-humor. Não se pronunciou, e logo olhava a fila se formando. Notava que ele não pedira a ela seu parecer estratégico e concluiu então que não haveria um trato entre eles. Olhou a adaga e pensou por breves instantes, se aproximando de Linda para lhe falar baixo, deixando que apenas Septa, se este estivesse por perto, a ouvisse além de Linda* Está vendo aquela árvore maior? Receberá o peso dela em ouro se o pior acontecer, Jason morrer, e me trouxer a adaga *se espreguiçou com os braços erguidos, bocejando ao mesmo tempo* Isso é claro, se quiser fazer esse trato comigo... Boa sorte na neve *Seguiu de volta para a taberna... Até parece que ficaria andando com aqueles seres horríveis e fedidos no meio da neve como se fizesse parte do exército de alguém tão inferior a ela!* Mantenha seus mortos-vivos fora do meu caminho se não quiser perdê-los, Jason *dizia alto, já de costas*

Linda Morte
*Linda Morte ouviu s proposta com aparente seriedade e até certa descrença. Desconhecia quem possuísse tanto ouro quanto o peso da tal árvore para usá-lo apenas por uma adaga qualquer. Mas... Quem sabe.*
- Verei o que posso fazer. Ouro sempre é bem vindo... Não há trato formal, alerto. Se eu conseguir, trarei. Se não... Bom, paciência.
*E tocou o cavalo para que voltasse a caminhar para seguir a coluna. Aguardava que Septa se pronunciasse.*

A Morte
[Jason]
Em meio a tudo aquilo, a atenção de Jason por alguns instantes, e claro que teria que ser algo bem especifico para chamar a "atenção" dele: Havia o que parecia ser uma jovem de longos cabelos negros próxima a uma arvore de costas. As formas suaves e delicadas dela eram perceptiveis mesmo a distância, de forma que Jason não conseguia quebrar o contato visual tentando ver seu rosto. Em um segundo entretanto, ela pareceu pegar algo que estava apoiado junta a arvore em descanso antes de se virar, que ele logo viu como sendo...Uma foice? Ao mesmo tempo, ele conseguia ver o rosto cadavérico dela, como um semblante completamente vazio e destroçado de forma perturbadora até mesmo para ele, que conseguia até ouvir um grito agoniante em sua mente:

- Keyloshhhhhhhhhhhhhhhh...

[Todos]

Qualquer um que observasse entretanto, apenas via Jason com um feição um tanto,,,Boba olhando para lugar algum, para logo em seguida dar um salto de alguns centimetros para tras como se o nada tivesse pregado uma peça nele. Na mesma hora, uma voz poderia ser ouvida:

- Flertando com a morte Jason Keylosh?

Essa era uma voz que ele não ouvia a algum tempo, e mesmo sem se virar ja sabia de quem se tratava. Alguns klonks pareciam observar a figura completamente coberta por um manto negro, com apenas uma das mãos, feminina e com unhas escarlates segurando uma maça que comia por tras do capuz, sentada numa pedra aparentemente indiferente a tudo aquilo, carregando obviamente uma foice.

Jason reconhecia algumas palavras do confuso dialeto que os Klonks usavam entre si, algumas palavras não podiam ser traduzidas mas ele reconhecia especialmente as mais usadas, como ""Kalekrasi", que era algo como a entidade responsável por guiar aqueles que não haviam sido muito..."comportados em vida.

Narrador / Jason Keylosh
Ainda na vila

*Jason perdeu a concentração por um momento quando viu Claire de camisola. Isto, entretanto, não o impediu de zombar das duas loiras, e quando Claire declarou que ia ficar, ele deu de ombros.* Está fazendo um ótimo trabalho em me convencer a lhe dar minha adaga! Não se preocupe, quando eu voltar, você poderá se curvar a mim como regente de Brrzengard! Hahahaha!!

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Claire G.

*A vila ficou deveras silenciosa sem o rapaz tagarela e seu pequeno exército. Os três mortos-vivos que ficaram não se meteriam com Claire, mas fariam o que fosse necessário para impedir que qualquer habitante fugisse ou outra atividade suspeita. Assim que voltou para a taverna, Claire viu Carolyn debruçada sobre o balcão. Estava descabelada, com olheiras terríveis e a julgar por sua ligeira expressão de dor, com muita dor de cabeça. Ela olhou para Claire e disse.*

Eles partiram?

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Linda Morte

*Septa ficou em silêncio durante o diálogo de Linda com Claire. Ele só se pronunciou depois, quando já estavam longe da vila e seguindo o comboio atrás. Sua aparência de névoa se confundia com a neve ao redor.*

Obviamente, a succubus não é de confiança, mestra. Não há garantia nenhuma de que ela lhe poupará, mesmo se você conseguir a adaga. Mas há uma coisa que deve saber e eu, naturalmente, não diria isso na frente dela. Jason tem dispositivos mágicos aplicados naquela adaga. Não são recentes, pelo que posso dizer. Nós ainda não o servíamos quando ele conseguiu a arma. Deve haver alguma armadilha ou artifício para qualquer um que tente roubá-la. Eu não sei como desativar estas defesas.

[Siga para a próxima.]

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Linda Morte e Dona Morte

*A cada par de quilômetros percorridos onde não se via nenhum sinal de civilização, Jason ficava mais nervoso. Não de ódio, e sim de medo. Caso não existisse nada em Brrzengard além de uma montanha coberta de neve, ele teria pouquíssimo com o que barganhar por sua vida. Havia apostado tudo na invasão daquele reino e começava a pensar que fora um grande erro.*

*A figura feminina lhe chamou a atenção, claro, e ele realmente deu um salto para trás ao perceber quem realmente era. Fez um sinal para que seu comboio parasse e se aproximou da figura.* Você!! Por onde andou?? Eu e Camilly esperamos uma eternidade por você no plano de gelo! Camilly foi embora, aquela traidora! Depois que tudo aqui estiver resolvido, o próximo passo é ir atrás daquela vadia! Eu não podia ficar parado lá, eu tinha que voltar para este continente e colocar os macacos à prova!

*Lá atrás, Linda Morte percebeu que a multidão de criaturas parou de caminhar. Era difícil enxergar à frente com a neve, o que foi rapidamente contornado com Septa ganhando altitude para espiar o que estava acontecendo. Ele retornou com a descoberta.* A entidade que forneceu o exército à Jason está aqui.

Linda Morte
- Não estou em uma situação muito vantajosa com Jason mas é um pouco mais... garantido do que confiar em uma demônio. Mas uma adaga com alguns poderes poderia ser interessante, eventualmente.

*Pelo modo como falava era evidente que não possuía pressa em conseguir as coisas de Jason, pelo bem ou pelo mal. Estava tranquila. O uso do arco e flecha era quase um hobby como a caça a suas vítimas. Não era cansativo ou algo forçado.*

*Quando o exército parou, Linda Morte pensou que finalmente Jason havia entendido que não havia nada naquele "reino" além de neve e pedras. A informação repassada por Septa deixava tudo um pouco mais interessante e curioso.*

- Ah é? Entidade que forneceu os mortos-vivos ou os macacos?

*De qualquer modo ela tocou a barriga do cavalo com as botas, contornando a fileira para chegar aonde Jason estava. Era bom fazer um pouco de "teatro", sabia. Chegou já com arco e flecha prontos, apontando para... para... aquilo.*

- Que.... merda é essa?!

A Morte
- "Kalekrasi", fazia algum tempo que não ouvia essa expressão...

Ela largava o que restava da maça junto a neve, ouvindo o que Jason falava, ou acusava. Logo se levantava obviamente segurando a foice. Em reação a jovem arqueira, ela apenas riu: Uma risada que Jason jamais iria se acostumar, parecendo mais um velho tuberculoso com falta de ar, em completo contraste a voz feminina que falava calmamente.

- Estou vendo, e um destes testes era reduzir o exército em... 1/5? Paciência nunca foi o forte de vocês, Camily foi uma decepção, alguém tão promissor aos olhos da morte... Espero apenas que suas companhias sejam melhores que as anteriores jovem Keylosh. Poupe suas flechas... Você não esta mirando em nada.

Fitaria o arco, apesar que apenas escuridão podia ser vista onde deveria estar um rosto.

- A respeito de onde estive, espero que não tenha esquecido de nosso plano...E de uma velha tradição que e gosto muito, a de dar presentes.

A ceifadora parecia pegar algo de dentro da capa e extender a Jason. Na verdade era uma pequena corrente que servia colo colar, preso a ele havia um fragmento de uma espada, mas ele facilmente notava ser maior do que antes, mostrando que ao menos alguem ainda buscava restaurar a Vingadora Profana...

- Se soubesse que tinha novos aliados, teria trazido algo para elas também. Em que uma serva da Morte pode ser útil?

Claire G. Hellstorm
Nunca quis que me desse coisa alguma *disse simplesmente. Quanto à Linda e sua ênfase em dizer que não era um trato, em vez de notar que em momento pediu a ela que roubasse a adaga, mas sim que garantisse que caso Jason morresse a mesma retornaria, deu de ombros e pouca importância. Era só um capricho no final. Entrou na taberna e olhou Carolyn, rindo levemente* Sim, partiram, mas vão voltar caso não sejam mortos pelo frio, pelo exército inimigo, ou simplesmente matem uns aos outros mesmo *dava de ombros* Em qualquer possibilidade, voltarão aos cacos. Deviam organizar o povo para os colocar para correr quando voltarem enfraquecidos. E, se eu estiver enganada, se prepararam à toa apenas. Basta não atacarem e ficarão bem, sem deixar de perder uma possibilidade de ouro como essa... Mas é cedo demais. Eu dormirei mais, e sugiro que faça o mesmo, Carolyn *seguia assim de volta para seu quarto*
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Re: Acordo e Intenções - Jogo em Brrzengard (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter Fev 24, 2015 4:00 pm

Narrador

Claire G.

*A garota respondeu à Claire em um tom diferente de tudo o que ela havia dito até aquele momento, quase como se fosse outra pessoa falando.* Sim. Eles morrerão na neve, como todos que tentam invadir Brrzengard. Não encontrarão nada nestas montanhas além do próprio oblívio. *A mulher mais velha disse em seguida.* Carolyn, não seja má educada com nossa convidada. Você pode ficar o quanto quiser, minha querida. *Disse a mulher à Claire.*

*E, como num passe de mágica, Carolyn voltou ao normal, com uma voz mais acanhada.* Sim, senhora. Desculpe. Irei me arrumar.

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Linda Morte e a própria Morte

*Septa sequer precisou responder à pergunta de Linda, pois, pelo diálogo entre eles, ficava claro que aquela figura estranha já conhecia o membro da família Keylosh. Jason pegou o colar oferecido e o colocou no pescoço sem nem ao menos pensar duas vezes. Apesar de tudo, o rapaz respeitava aquela criatura sombria. Tinha três adagas em sua cintura: A que foi dada por Daimonius Hellstorm e as que a Morte ofereceu no plano de gelo. Ele respondeu, enquanto observava o fragmento do colar.*

Não trouxe todos os macacos. Uma parte ficou no plano de gelo. *E, depois que Linda apareceu, Jason complementou.* E aí está a culpada por eu ter tão pouco!! Linda Morte, conheça a... Morte. *Linda se lembraria que Jason citou aquela criatura, quando ainda estavam no monastério de Thyatis. Ele complementou.*

Está bem, está bem! Eu sei reconhecer talento onde ele existe, e o fato é que essa loira teimosa já matou Klonks, monges, guerreiros, batedores e alguns dos meus mortos-vivos, tudo isso com uma porcaria de arco. Já que Camilly nos traiu, eu pensei que podíamos ter um novo anjo da morte. Isto é, se conseguir convencer esta mulher de cabeça dura!!

Linda Morte
*Afrouxou aos poucos o arco e guardou e flecha, ainda observando com espanto a "morte". Era o que concluía diante de tudo o que já havia ouvido na vida de como aquela entidade devia ser e parecia ser mesmo.*

- Só me defendi.

*Espantou-se com a acusação de ser a culpada pelo exército ser tão "pequeno". Só havia se defendido... Mas havia pelo menos recebido algum elogio ou reconhecimento. Continuou montada, próxima ao local onde estavam.*

Claire G. Hellstorm
*Notou a diferença de imediato, e tentou rastrear a linha psíquica de quem assumiu o controle da menina, para descobrir quem era ou onde estava, preferencialmente ambos. Apesar de por dentro fazer isso, por fora ria com a bronca, virando para a mais velha e mantendo um sorriso* Não é necessário nada disso. Estou à vontade *e mostrava as roupas, rindo mais um pouco. Oblívio era uma das poucas ameaças que respeitava, e sorria ao pensar que havia feito a escolha certa* Vou para meu quarto. Até mais tarde, senhoras... *Preferia ficar sozinha para quem sabe localizar quem era o garantidor daquilo que mais parecia uma profecia*

Kalekrasi
- Jogando a culpa em Camilly, em sua nova aliada. Esta na hora de assumir seus erros Jason... Talvez eles estejam em seus julgamentos. Mas vamos procurar culpados em um segundo momento certo?

Dois Klonks próximos continuavam a praguejar alguma coisa relacionada a presença da encapuzada ali que com tda certeza não era muito apreciada, quando a mesma voltou a falar.

- Acredito que com sua mais nova aliada, me chamar dessa forma pode criar certa...Confusão. Se refira a mim como "Kalekrasi". Agradeço as apresentações, mas são desnecessárias...Afinal a morte tem diversos rostos.

Linda Morte poderia ver a figura retirar seu capuz e...Era como olhar no espelho, ou ao menos da ultima vez que havia visto o próprio reflexo. A sua companhia parecia perplexa da mesma forma, vendo sua mestra ali literalmente em dois lugares ao mesmo tempo, com aquele sorriso...Provocante e familiar.

Jason entretanto estava destraído demais com o seguinte fato: O colar parecia um simples fragmento de metal mas de alguma forma ele se sentia...Confiante. Não uma confiança vazia ou arrogante, nem megalomaniaca. Mas uma confiança serena, que ele não recordava ter sentido. Que estava no caminho certo, que aquele era o caminho da vitória. Quando conmseguia desviar a atenção do amuleto, "Kalekrasi" ja estava mais uma vez com o manto.

- Convencer a sua aliada? Bem...Eu poderia fazer uma oferta, todos nós queremos alguma coisa afinal, mas antes disso vamos a uma pequena pergunta..."Linda Morte". Eu realmente não me importo com a sua resposta desde que ela seja verdadeira: Se eu agora lhe oferecesse, sem jogos ou falsas promessas tudo aquilo que mais deseja desde que arrancasse a cabeça de Jason Keylosh nesse instante sem pestanejar, você faria?

Kalekrasi se virava para Jason, e o angulo da luz permitia que ele visse os lábios femininos por baixo do capuz, perfeitos e bem desenhados mas com um filete de sangue escorrendo lentamente...Mais um daqueles truques que certamente ele nunca estaria acostumado.

Narrador

Claire G.

*Após fazer suas análises mágicas, Claire chegaria à conclusão de que Carolyn não sofreu nenhuma influência ou domínio externo, o que deixava apenas uma possibilidade: A garota não era o que aparentava ser e por um momento deixou vir à tona esta personalidade secreta. Como Claire havia pagado meses de estadia com tudo que estivesse ao alcance com aquelas moedas, ela não seria perturbada.*

*Exceto por batidas à porta de seu quarto horas depois, no começo da noite. Caso Claire abrisse - ou usasse qualquer outro método de identificação - veria que era Carolyn. A garota manteve as mãos atrás das costas e falou, de maneira acanhada.* Milady? Posso lhe falar um minuto? *Trajava um vestidinho simples de algodão não tingido.*

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Linda Morte e Khaleesi, digo, Kalekrasi

*A princípio, Jason deu uma risada debochada, dizendo.* Vejam só! Esses macacos sabiam seu nome desde o começo e nenhum deles me contou! Melhor assim! Eu já estava começando a ficar sem apelidos para você! *Depois ficou confuso, pois realmente não havia se acostumado com aqueles truques daquela criatura de duplicar e copiar a imagem de alguém. Pelo menos ele achava que era uma ilusão, e se fosse o caso, era uma magia poderosa.*

*E depois, contrastando totalmente com a confiança que seu novo colar lhe conferiu, ele ouviu a pergunta de Kalekrasi à Linda Morte e fitou a primeira, em choque.* O quê?? Espere um instante, espere um instante!! Eu lhe disse para convencê-la, mas não em troca da minha vida! Ela já estava quase fazendo isto sem nenhum incentivo! *Quase que imediatamente, Jason se virou para Linda, dizendo.*

Ouça, nós podemos... Chegar a um acordo, certo?? Você não precisa aceitar isso! *E ficou olhando para ela, esperando a resposta. Suava em abundância, apesar do frio intenso.*

Claire G. Hellstorm
*Claire ficava intrigada com a descoberta, e, sendo a desocupada que era, não pestanejou em abrir a porta e deixar Carolyn entrar quando a mesma pediu isso. Indicou para ela uma cadeira e com um sorriso fechou a porta. Naquele quarto sua energia ficava mais evidente, de maneira que a garota, caso possuísse dons para tanto, saberia rápido e facilmente quem ou o que era realmente Claire. A succubus apenas observou a jovem, dando a ela a oportunidade de falar, enquanto analisava os riscos envolvidos naquele encontro com alguém que não sabia exatamente o que era. Calmamente se colocou a ler a aura da criatura além das aparências, enquanto esperava ela falar*

Linda Morte
*Linda Morte gelou ao ver a própria face no rosto da morte. Tudo bem que o apelido recebido até podia fazer jus à sua eficiência em alvejar os inimigos... Mas se ver assim era estranho demais. Manteve-se quieta enquanto a ouvia, alternando o olhar entre a morte e Jason, até surpreender-se com a oferta. E a reação da mulher foi óbvia diante de todo o medo que Jason demonstrou. Tamanha covardia chegava a feder.*

- Eu? Se puder substituir o "arrancar a cabeça" por uma flecha, sim, eu não hesitaria. Até agora não consegui nada além de dor de cabeça. Nenhum reconhecimento, nada. Quase fui morta depois que ele me retirou os outros 9 mortos-vivos... Teria sido morta se não tivesse um me servindo. Portanto... Sim, arrancaria. Ou alvejaria.

Kalekrasi
Kalekrasi não parecia muito dedicada a explicar mais uma vez a Jason que aquele não era REALMENTE um nome, ja que tinha coisas maiores a se preocupar.

Ou Jason tinha?

- Negociar? O que vai oferecer? "Tudo que ela quiser sem rodeios" pode ser superado pelo que?

Logo ela ouviu a resposta e riu, ou o que aquele som de alguem parecendo se asfixiar era. Para voltar-se a Linda e Jason logo em seguida:

- Jason...Ela tem ambição. Sabe porque Camilly fugiu? Porque ela não buscava nada, porque não havia nada a lhe oferecer. Ela não tinha um objetivo. Não havia uma ambição, algo a buscar...E quando não se tem pelo que lutar...Não se luta.

Kalekrasi extendeu a mão, a imagem familiar a Jason de uma espada se fazendo em fragmentos, que flutuavam no ar se mostrava diante dela.

- Ambos vocês são assim como eu ferramentas da morte. Ela precisa de vocês, quer que conquistem suas ambições. Mas vocês precisam entender que ambos podem ter o que querem, e coexistir. Vocês tem mais chances assim, trabalhando em sociedade. Preciso apenas que se tolerem a saibam que nada sera impossível, nada....

Era como ouvir a serpente oferecendo a maça: Tentador e convincente. A imagem se desfazia e ela se apoiava na foice olhando a arqueira.

- Mas para começarmos, eu preciso saber: O que quer? Algo simples como poder ou algo mais complexo que precisamos trabalhar? Eu gosto de presentes...Dizem que é educado presentear...

Narrador

Claire G.

*Carolyn agradeceu com um gesto e se sentou, repousando as mãos sobre o colo. Seja lá o que ela fosse de verdade, estava dormente dentro dela, bem escondido. A garota colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha e começou a falar.* Bem, eu... Gostaria de me desculpar por meu comportamento inadequado ontem à noite e pelo modo como falei hoje de manhã. Você nos deu muito dinheiro e nos tratou bem até agora, então eu não tinha o direito de agir daquela maneira. Mil perdões, milady.

*E então aquela forma diferente de falar voltou. Claire sentiu uma forte aura de gelo emanar da garota.* Agora que nos livramos das formalidades, vamos falar francamente... Eu sei o que você é e também sei que não compartilha da loucura de Jason. Você quer algo dele, correto? Ele citou uma adaga antes de partir. Ele gritou em plena praça, seria impossível não ouvir. E sei que não é estúpida. Você descobriria minha natureza mais cedo ou mais tarde.

*A garota se levantou, fazendo uma pausa. Seus olhos ficaram totalmente brancos antes que ela se virasse e olhasse para o lado de fora através da janela.* Você é uma criatura antiga e poderosa. Se tivesse alguma intenção danosa em relação à Brrzengard, já estaríamos em apuros. Gelamensfix demonstrou interesse em você depois do que eu relatei a ele. Ele quer conhecê-la. Então eis a minha proposta: Nós nos livramos daqueles três lacaios lá fora que Jason deixou para trás e eu a levo até Gelamensfix. O que me diz?

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Linda Morte e alguma coisa da Morte (eu sei, essa piadinha já está cansando)

*Até mesmo Jason concordou com Linda. Ele realmente havia sido filho da puta com ela. Mas isso não diminuía seu medo de morrer. Depois que Kalekrasi falou sobre trabalhar em sociedade, Jason apontou para ela e falou à Linda.*

Está vendo? É isso o que eu sempre disse, precisamos trabalhar juntos, e não matar uns aos outros! *E então esperou Linda responder à pergunta de Kalekrasi, estando muito feliz por dentro que a primeira oferta dela foi ignorada. Ou assim ele achava.*

Claire G. Hellstorm
*Claire estava pronta para responder Carolyn quando ela deixou de ser ela mesma. Observou com atenção a garota, ou o que havia sobrado dela, esperando ter alguma pista de quem era o ser com quem negociava. Medo de se machucar nunca teve, de morrer então... Nem lhe passava pela cabeça, mas mesmo assim sorriu para o ser, o encarando nos olhos* Digo que isso parece finalmente algo bastante interessante para se fazer, vez que seu reino me parece bastante singular, sendo por esse motivo bastante interessante. Digo ainda que aceito sua proposta de trocar o extermínio daqueles três seres inferiores por uma visita pacífica onde minha integridade total seja preservada, desde que eu igualmente não ofenda a integridade de ser algum além dos três lá fora. Apenas devo alertar que, na condição de demônio, quebra de palavra é algo intolerável para mim. Esta é minha única condição para que tenhamos o prazer de conhecermos uns aos outros melhor, e, estando de acordo, terá minha palavra como espero a sua *e sorria, de maneira suave agora*

Linda Morte
- O que eu quero? Bom... Preciso pensar antes de responder. Jason poderia começar com um reconhecimento... Mas o presente? Não sei ainda. Preciso pensar.. Ahn... Kale..krasi.

*A oferta não havia sido ignorada... A morte só precisa mudar "arrancar a cabeça" por algo mais compatível com as armas que usava e um bom "presente".*

Kalekrasi
- Teremos tempo para pensar... Você devia pensar em algo que pode lhe auxiliar na nossa jornada, ja que a mesma pode ser desafiadora...Mas tem suas recompensas...

As criaturas ao redor deles eram uma amostra daquilo, Jason ainda estaria acuado e sozinho em um canto do continente se não fosse apenas a primeira parte...O que poderia vir depois?

- Jason, teria por acaso mais algum...Ou alguma aliada?

Narrador
Claire G.

*A garota sorria de volta para Claire, respondendo.* Certamente. Eu e Gelamensfix não seríamos tolos de romper um acordo com um demônio, mas eu tenho uma condição pessoal. Eu aceito, desde que milady faça mais daquele vinho. É a melhor bebida que já provei em muitos anos. *A garota então abriu a porta do quarto, curvando-se para a passagem de Claire e, enquanto passavam pela taverna, a mulher velha atrás do balcão falou novamente.* Carolyn, tente não fazer muita sujeira. Limpar o chão com esta neve é terrível, minha querida. *Carolyn acenou para a mulher, que demonstrou que já conhecia a natureza da garota.* Sim senhora, não se preocupe.

*Uma vez lá fora, os três mortos-vivos empurravam alguns habitantes que passavam por ali e riam de deboche. Não eram zumbis desprovidos de inteligência. Cada um deles falava e tinha personalidade própria, assim como diferentes habilidades. Um deles era um esqueleto vivo que tinha uma risada irritante. Ao ver Claire e a garota, o esqueleto apontou para as duas, chamando seus "companheiros".*

Vejam! A mulher infernal gosta de garotinhas! Hihihihehehehahahaha!! *Carolyn colocou as mãos na cintura, sorrindo ironicamente.* Garotinha, hã? *Ela finalmente liberou todo seu poder e se transformou. Seu corpo virou puro gelo e Claire podia identificá-la como uma elemental do gelo, de uma espécie que conseguia disfarçar sua forma original. Provavelmente era originária de um espírito antigo daquelas montanhas.*

*Ao sentir que a luta estava prestes a acontecer, os habitantes ao redor se afastaram. Carolyn se engalfinhou com um dos mortos-vivos, o que deixou Claire com os outros dois, entre eles, o esqueleto risonho. A caveira ambulante disse, sacando uma espada que levava na "magra" cintura.* Hey, mulher infernal, responda-me uma coisa antes! Não está com ciúmes de nosso mestre depois que ele partiu com a outra loira para um encontro romântico nas montanhas? Hihihihehehehehahahaha!



Narrador
Linda Morte e Kalabresi

*Ao ouvir a primeira condição de Linda, Jason não perdeu tempo.* Reconhecimento?? Eu dou todo o reconhecimento que quiser! Você é a melhor arqueira que já vi na vida! Eu acho que não há elogio melhor que este, certo? Certo, Kalekrasi? *E depois contribuiu para pensar em um presente para a loira, embora desconfiava que, com isso, estivesse incentivando sua própria morte.*

Um arco! Dê a ela um arco decente, assim ela não reclamará mais sobre isso! E não, não tenho mais nenhum aliado. A mulher que ficou na vila, Claire... Ela só quer uma adaga minha dada por Daimonius Hellstorm. Eu ainda não sei o motivo, mas ela não terá! Sinto que ela é capaz de tudo para pegar isto de mim, portanto, não podemos tê-la como aliada!

*Não mais que de repente, todos ali sentiram um tremor leve, que foi aumentando gradativamente. Um barulho muito grande veio da montanha à frente deles e aumentava a cada momento. Era uma gigantesca avalanche e descia rapidamente na direção dos três e do exército. Havia neve descendo ali suficiente para cobrir aquele vale todo, incluindo todo o batalhão.*

Claire G. Hellstorm
*Claire ria de maneira divertida diante da condição da jovem* Posso providenciar alguns barris para seu uso pessoal ao longo de minha estadia como um presente amistoso... *Meneou a cabeça respeitosamente ao passar por ela, e quando a velha pareceu saber exatamente quem era ela não se surpreendeu. Mas acabou sim se surpreendendo ao ver a forma verdadeira da garota. Aquilo sim era providencial. Justo gelo... Aquela viagem acabava de ficar irresistivelmente atraente. Viu ela avançar contra um dos mortos-vivos, e pensou logo que não queria perder aquela luta. Ouviu o que o esqueleto irritante disse, mas não se deu ao trabalho de responder a provocação dele* Sugiro que envie um sinal de perigo ao seu mestre *mas não dava realmente tempo para isso. Erguia sua mão e evocava suas chamas infernais, cujos danos eram absorvidos pela alma, em uma coluna maciça de fogo com um diâmetro maior que o alcance de salto das criaturas e alta o bastante para ser vista bem de longe. Os queimaria até serem engolidos pelo inferno se nada a interrompesse*

Linda Morte
- E os 9 mortos-vivos de volta. Não estou afim de quase morrer outra vez. Uma foi mais que suficiente. Entendido e combinado, Jason?

*Voltava ao silêncio... Até ouvir a avalanche e dar uma boa risada. Ironia morrer congelada depois de quase morrer queimada. Mas não ficaria ali, não morreria assim tão docilmente. Virou o cavalo e tocou-o com certa força para que galopasse montanha abaixo, mesmo sabendo que dificilmente escaparia..*

- Septa! O quanto tenho que correr?? - *E riu, outra vez da próprio azar.*

Narrador
Claire G.

*O fogo infernal, além de derreter a neve em uma área grande ao redor da praça da vila, também deu cabo do esqueleto risonho. O outro morto-vivo era mais resistente e, embora as chamas tenham danificado bastante seu corpo, ele ainda estava em pé. Aquela criatura era maior e mais robusta. O morto-vivo atravessou as chamas infernais e foi na direção de Claire, segurando-a pelo pescoço com sua grande mão. Ele a fitou com sua face podre, dizendo.*

Não é necessário chamar meu mestre. Quando ele retornar, encontrará o seu corpo aqui, sem vida! Quem sabe você poderá tornar-se uma de nós!

[ Pode descrever como Claire destruiu este, não precisa rolar nada. ]

Claire G. Hellstorm
*Claire ficava satisfeita com a pulverização do esqueleto, mas via o outro se aproximando. Não dava a ele a chance de tocar realmente nela, já que assim que o tinha próximo o bastante fazia um movimento com seu braço na direção do meio do corpo dele, de baixo para cima. Era uma espécie de língua de fogo verde na base, azul no comprimento e amarela nas pontas. Era como um maçarico, e cortava o ser ao meio, literalmente, cauterizando o corte com o fogo e não fazendo com isso muita sujeira. A coluna de fogo se extinguia e ela logo voltava o olhar para Carolyn, para ver como ela estava se saindo. Não havia alteração alguma nela com a luta*

Kalekrasi
"Kalekrasi" parecia um tanto impaciente, respirando profundamente (ela respirava?) pareceu pensar por um segundo ou dois antes de continuar:

- Se ela quer poder...Existem outras formas. Porque todas as mulheres lhe querem morto Jason?

Ouvia o questionamento de Linda para Jason mas parecia não querer se intrometer, talvez ela testava se o jovem conseguia resolver ALGO sozinho. Ao ouvir o som da neve apenas se virou em direção a mesma

- É melhor correr Jason...Eu os alcanço depois.

Ela parecia REALMENTE não fazer a menor questão de sair dali, olhando enquanto a nevasca se aproximava e...Parecia a consumir, fazendo com que ela sumisse de vista, ao menos por hora.

Talvez uma nevasca não seja problema quando sequer se esta vivo?

Narrador
Claire G.

*O segundo morto-vivo foi pulverizado com o corte preciso de Claire e suas cinzas misturaram-se à nevasca sempre presente. Claire ainda escutava a risada do esqueleto risonho porque apenas o crânio dele havia ficado intacto na neve, mas logo desapareceu também. As criaturas retornariam, mas não antes de um dia inteiro. Esta era a maldição pela qual eram ligadas.*

*Claire virou-se a tempo de ver Carolyn emitir uma rajada de gelo que congelou o morto-vivo à frente dela. Em seguida, ela usou sua arma de gelo conjurada para quebrar o alvo, fazendo-o literalmente em pedacinhos. Assim que viu que Claire já havia se livrado dos outros inimigos, Carolyn retornou à sua forma humana, dizendo.* Ótimo. Não achei mesmo que estas coisas podres representassem algum desafio para você! Vamos falar com Gelamensfix.

*A moça então se dirigiu até a fonte congelada da praça e se concentrou, apontando a mão para uma figura esculpida na pedra. Uma série de runas brilhou em um tom azulado e a fonte se deslocou para o lado como parte de um mecanismo oculto. O chão ao redor da fonte em um raio de alguns metros "desceu", revelando uma passagem secreta com uma escadaria que descia em um túnel de gelo até onde a vista alcançava. Carolyn fez um sinal para que Claire a seguisse.*

É por isso que Brrzengard nunca foi invadida. Venha, vou lhe mostrar.

-----------------

Linda Morte e Kalekrasi

*Antes da correria, Jason ficou indignado com a última exigência da loira.* Não está satisfeita em ter roubado um dos meus mortos-vivos, você quer os outros nove?? *E depois se lembrou de sua atual posição delicada.* Está bem! Eles são seus! Mas serão os exatos nove que eu lhe confiei antes! *Isto significava que Linda teria o risonho esqueleto ao seu lado novamente. Depois ele se virou para Kalekrasi, respondendo a ela.* Bem, este é um efeito que eu NÃO queria causar nas mulheres! Mas eu não...

*E a avalanche começou. Septa respondeu à Linda, elevando-se para ver melhor a torrente de neve.* Mesmo que seu cavalo corra como o vento, não será veloz o suficiente. A neve é mais rápida. *Ao ouvir o que Kalekrasi disse, Jason a fitou, balançando os braços.* Como assim?? Você não tem uma arma secreta?? Não consegue barrar uma avalanche com as próprias mãos?? Eu pensei que você fosse um deus maligno poderoso ou algo do gênero! *E sairia correndo para longe como um louco.*

*Assim como a própria Morte não poderia morrer com a neve, os Klonks também não, afinal, vinham de um plano de gelo. Instintivamente, vários deles se amontoaram ao redor de Jason, abraçando uns aos outros, formando uma bolha protetora viva. Septa viu aquilo e falou imediatamente à Linda.* Deixe o cavalo, mestra! Vá até os macacos! É a única maneira! *Mesmo se Linda se recusasse a fazer isso, um dos macacos a puxaria do cavalo, fazendo com que ela fosse abraçada por muitos deles ao mesmo tempo.*

*Quando a avalanche cobriu todo aquele vale com neve, Linda e Jason giraram como se estivessem no centro de gigantescas bolas de neve, mas não receberam nada do impacto. Demorou alguns minutos para que os Klonks cavassem a neve e retornassem Linda e Jason para a superfície. Os macacos estavam até felizes pois, para eles, era como estar em uma piscina gigante, porque estavam em seu elemento.*

Claire G. Hellstorm
*Claire observou com atenção a forma como ela se livrava do terceiro morto-vivo, mas prestou ainda mais atenção quando ela começou a abrir o lugar. Sempre fora boa em captar a magia utilizada quando se tratava de magia elemental, e tinha um conhecimento básico sobre aquele elemento, motivo pelo qual não incomodava nem um pouco o gelo do lugar, pesar dela sempre permanecer quente. Por segurança, usou a ilusão para maquiar completamente o que Carolyn fazia, mantendo assim as duas protegidas de olhos alheios, vivos ou mortos. Abriu um sorriso para a garota, se aproximando calmamente* Faz extremo sentido... *e esperou ela guiar para a seguir, se colocando numa posição passiva sem problema algum. Agora mais do que nunca pretendia conhecer Gelamensfix*

Linda Morte
*Nem mesmo teve tempo de pensar em recusar a ir até os klonks, já que foi agarrada por um deles. Quando conseguiu sair daquele meio de macacos e neve, Linda Morte tremia de frio e raiva.*
- Pelo menos para alguma coisa esses macacos foram úteis. Mas chega! Jason, não há nada, NADA além daquela vila nessa maldita montanha. Ou entende e recua ou eu vou embora, vou procurar outra coisa. Estou cansada dessa sua fixação por uma montanha deserta de gelo.

Kalekrasi
- Motivações são importantes...

A figura de manto dizia em contradição a Linda, revelando-se acima da neve tranquilamente "desenhando" algo com a sua foice, parecia ser um tipo elaborado de pentagrama, mas talvez não fosse coisa alguma. Ela logo prosseguia:

- Como ja expliquei, é preciso buscar algo. Jason pode falhar por várias vezes, mas a sua recusa em aceitar a derrota é ao mesmo tempo sua força. Não nos deixe jovem arqueira, não agora que encontrou alguem que pode lhe oferecer o que quiser...

Ela falava com certo "sorriso na voz", ainda prestando atenção ao seu "desenho", logo voltava-se para Jason.

- Jovem Keylosh, se sua outra "aliada" apenas quer sua adaga, então podemos oferecer algo que ela queira...Ao menos eu posso, como ja disse, eu gosto de dar presentes

Narrador

Claire G.

*A entrada secreta da praça dava acesso à uma rampa larga de gelo em espiral que descia até onde os olhos conseguiam alcançar. Depois de começarem a descida, o mecanismo fechou a entrada, devolvendo a fonte da praça ao seu lugar original.*

*Agora estavam em uma gigantesca caverna de gelo subterrânea. Gigantesca no sentido de abrigar uma cidade inteira de porte grande. Aquele era o verdadeiro reino de Brrzengard. Se Claire olhasse para cima, para o teto de gelo, veria várias outras entradas como aquela da praça, o que mostrava que havia dezenas, talvez centenas de acessos secretos como aquele, por onde os habitantes iam e voltavam da superfície. Era uma cidade como qualquer outra, ocupada em sua maioria por elementais de gelo, mas ali também havia humanos e outras criaturas exóticas. O teto de gelo deixava passar parte da luz do sol e conferia aos raios uma coloração azulada, fazendo da cidade uma vista a ser admirada. Carolyn guiou Claire até a primeira rua, no ponto mais baixo da caverna. Enquanto andavam, os habitantes olhavam para Claire com curiosidade e alguns com medo. Além de sua aparência exótica, eles também sentiam a temperatura elevada daquele ser.*

*Carolyn indicaria uma besta que parecia um tigre das montanhas, de pelagem branca, que puxava um veículo de madeira. A viagem até o palácio de Gelamensfiix seria mais rápida daquela forma. Alcançaram um grande palácio de gelo, deixando a besta branca no lado de fora e subindo a escadaria de entrada. Uma vez no interior, Carolyn acenou para os elementais ali dentro e ela e Claire foram liberadas para a sala do trono. Adentraram um salão oval de paredes feitas de gelo, mas os móveis eram de madeira e pedra. Havia um homem baixinho e gordo parado no centro do salão, que trajava um casaco de peles grande para o tamanho dele. Tinha cabelos e bigode brancos e era calvo, com as bochechas rosadas. Ele parecia apreensivo por algum motivo e estava de costas para a entrada, não percebendo a aproximação das duas visitantes.*

Linda M. e Kalekrasi

*Jason também tremia de frio, o bafo gelado saindo de sua boca e nariz com intensidade e a pele ligeiramente queimada pelo gelo. Ouviu a desistência da loira e depois a resposta de Kalekrasi, dizendo.* Sim, Kalekrasi tem razão! Eununca desisto e é nisto que reside minha força! *E também nunca consegue nada, mas Jason estava ignorando esse fato implícito. Ele respondeu à Kalekrasi.* Sim, essa é uma boa ideia. Tenho certeza de que pode dar àquela criatura algo que ela queira que não seja a minha arma! *Depois de tirar o gelo de quase todas as entradas de seu casaco, Jason disse.* Muito bem, sua arqueira teimosa, você venceu! Vamos voltar para a vila e estabelecer um posto lá. Se estas montanhas malditas realmente não possuem nada de valor, nós a faremos ter valor! Kalekrasi, você vem? O que está desenhando na neve?

*E antes que a pergunta pudesse ser respondida, surgiam da neve diversos elementais de gelo, cada um em uma forma diferente. Alguns eram humanoides, mas também havia bestas feitas de puro gelo. Centenas deles, em número suficiente para se equiparar ao grupamento de Klonks, surgiram ao redor do vale. Claro, aquela avalanche não foi causada naturalmente. Eles eram os responsáveis e agora vinham para terminar o serviço. Aquilo claramente foi uma armadilha.*

*O batalhão de elementais não aguardou reações. Partiram para o ataque imediatamente, cercando a todos. Jason, para variar, recuaria o máximo que pudesse, deixando Kalekrasi para organizar a estratégia de luta dos Klonks, se é que havia alguma. O arco de Linda Morte, recuperado do arqueiro morto no confronto da ponte, faria com que suas flechas causassem dano nos elementais normalmente. Muitos deles não entendiam como aquela mulher conseguira um arco de Brrzengard, ainda mais um tão poderoso como aquele.*

Claire G. Hellstorm
*Tão logo entrava, Claire interrompia a concentração que mantinha para criar a ilusão usada para encobrir a entrada de ambas para qualquer ser inferior ao seu nível de habilidade para ilusões. Seguiu Carolyn sem pressa, observando o lugar todo com uma curiosidade crescente, e com certo fascínio tb, chegando a acenar tchauzinhos para os que a encaravam, principalmente os que o faziam com espanto ou receio, quase como quem tenta diminuir a ameaça através da simpatia. Notou que aquela inquietação era pela diferença dela entre eles, então tratou logo de eliminar o ponto mais diferente, diminuindo sua corrente sanguínea de forma a baixar sua temperatura. Aquele lugar era incrível. Olhou o animal que as levaria, concordando, e achou aquele animal bastante interessante, pois o observou atentamente, a forma como se movia e tudo. Predadores a interessavam sobremaneira, e isso a impedia de estudar muito as saídas e entradas que aquele lugar oferecia. Numa emergêcia, o teto era de gelo, seria muito fácil brotar na superfície de novo, pensava. As cores das luzes a cativavam e a acalmavam ainda mais. Quando entraram no palácio, e no grande salão, viu o homem e franziu o cenho. Beleza era seu modo de vida. Como alguém poderia deter poder o bastante para criar algo tão belo e maravilhoso e não mudar uma aparência tão... tão... caricata. As peles maiores que ele a relaxavam um pouco. Muito provavelmente aquele não era Gelamensfix, ou então este ocultava sua forma real, como em uma espécie de teste. Olhou Carolyn, esperando que ela dissesse algo. Era convidada ali e não pretendia desrespeitar seus anfitriões e seus possíveis costumes*


Linda Morte
- Não vou ficar nesse lugar gelado, Jason, nem por qualquer presente que a morte possa me oferecer. É frio e não há nada aqui. Nada além de neve querendo nos matar.

*Ainda tinha mais motivos para mostrar por que não ficaria ali mesmo se Jason recuasse para a vila. Entretanto, com o aparecimento de tantos adversários saídos literalmente do nada, Linda Morte preocupou-se apenas em se afastar o suficiente para poder usar as flechas. Atirava uma a uma com cuidado para não desperdiçá-las, permanecendo fisicamente longe da batalha como gostada.*

Kalekrasi
- Acho que você precisa ao menos de uma aliada que lhe acompanhe no final das contas. Isso? Digamos...Que é um segredo feminino

Kalekrasi não parava de falar diante do surgimento das criaturas, e nem mesmo parecia se mover quando as criaturas seguiam, como se soubesse que algo daquela forma aconteceria. Quando as criaturas começavam a atacar, uma barreira de energia negra como a noite parecia deter alguns dos ataques ao menos dos "lideres" dos Klonks, não impedindo entretanto que eventuais ataques de Jason e as flechas de linda morte cruzassem do outro lado.

- Pelo visto alguem tem que tomar a frente...

Kalekrasi não parecia muito animada em fazer aquilo, mas avançava com agilidade, como se deslizasse pelo ar praticamente se desaparecendo e reaparecendo atras dos seres de gelo, desferindo golpes precisos com sua pesada foice como se a mesma tivesse um peso nulo, desmembrando os elementais ou os partindo ao meio como se fossem de papel.

Uma vez que a situação estivesse normalizada, ela ficava imóvel oculta pelo manto esvoaçante, antes de andar até o corpo de um grande Klonk que havia sido morto. Analizando algo

Narrador

Claire G.

*Carolyn parou a alguns metros do senhor baixinho e careca e fez uma reverência a ele, dizendo.* Eu retornei, senhor, e trouxe nossa convidada que você tanto esperava conhecer. *O homem se virou, se assustando ligeiramente, pois estava distraído. Depois que ele se moveu foi que Claire conseguiu ver no que ele estava trabalhando. Era uma espécie de aparato mágico formado por cristais que flutuavam e se moviam em conjunto. O homem se aproximou das duas e fitou Claire olhando para cima, pois realmente era baixinho.*

Ah, sim sim sim, obrigado, minha querida. Então você é Claire, correto? Fascinante, fascinante... *Ele a observou mais de perto, caminhando ao redor dela, como se estivesse analisando uma nova espécie.* Quanto poder em um só ser. Aposto que poderia varrer grande parte do reino apenas com uma demonstração de poder. *Carolyn pigarreou alto e o homem voltou ao normal, dizendo.* Ah, claro! Que mal educado eu sou! Eu sou Gelamensfix, muito prazer! Seja bem vinda à Brrzengard! Eu devo dizer que...

*No meio da reverência, ele balançou as mãos ao ar.* Oh, espere espere espere!! Espere um minuto! Você não seria... Amiga de nenhum dragão, certo? Eu não me dou bem com dragões... Eu não suporto dragões!

Linda M. e Kalekrasi

*Jason também não gostava de ficar na linha de frente, já que ele usava magia. Ele e Linda deixaram que os Klonks assumissem essa posição e permaneceram atrás, atingindo os elementais à distância. Jason usava bolas de fogo e outros projéteis mágicos para atingir os adversários. Ele se surpreendeu quando Kalekrasi começou a destruir os elementais um a um de forma brutal, pois até então nunca havia presenciado aquela criatura lutar de fato.*

*O vale voltou a ficar silencioso depois que os elementais foram derrotados. Apenas após retomar o fôlego foi que Jason respondeu à Linda.* Você poderá fazer o que quiser quando sair daqui, não me importo! Mas não deixará esta montanha até encontrar o responsável por isto! Nós voltaremos à vila e queimaremos aquele lugar se for preciso, mas eu quero saber quem preparou esta armadilha! Nós teremos vingança! Marchem de volta, agora!!

*Supondo que os Klonks começassem a fazer o caminho de volta, Jason se aproximou de Kalekrasi, dizendo.* Kalekrasi, retorne conosco e ajude-nos a punir os traidores! Poderemos abrigar os Klonks neste lugar! Não é tão frio quanto no plano deles, mas teremos uma segunda base! O que me diz?


Claire G. Hellstorm
*Claire olhou o aparato no qual ele trabalhava com bastante atenção e curiosidade, demorando-se por isso alguns instantes para voltar a atenção para ele, olhando para baixo e sorrindo enquanto meneava a cabeça em positiva. Viu ele se apresentar e fez uma leve reverência, mais a cabeça que o tronco, sorrindo ainda* É um prazer, majestade. Como já sabe, sou Claire *nada comentou sobre o poder, apesar de ter ficado um pouco vaidosa com o elogio, mas acabou rindo com a mudança brusca de assunto dele* Não sou o tipo que tem amigos, majestade, quanto mais com seres tão repulsivos quanto esses lagardos superdesenvolvidos... Neste ponto partilhamos do mesmo ponto de vista. Tb não os suporto. *suspirou, olhando em volta brevemente* É um belíssimo reino que construiu aqui, e súditos realmente interessantes e educados, como a gentil Carolyn. Por favor, aceite meus cumprimentos.

Kalekrasi
- Se não o conhecesse...Dizia que esta surpreso.

Kalekrasi comentava sem olhar para Jason mas se direcionando a ele, enquanto terminava de olhar o Klonk caído. Em um instante ele se levantava, assustando seus companheiros. Outros caídos levantavam da mesma forma mas a diferença em seus olhos eram claras: Vazios e completamente brancos. Além disso, eles eram bem mais "estáticos" como se aguardassem antes de se mover ou agir. Os ferimentos não fechavam, eles seguiam como os demais.

Sim, pelo visto temos Klonks zumbis.

- Impressionante Linda, suas habilidades me fazem querer ainda menos ve-la ir...Mas não vamos nos preocupar com isso, temos uma vila a colocar fogo pelo visto.

E sorria. Ela mais uma vez mostrando o capuz do manto e revelando a face de uma jovem de cabelos completamente negros, os Klonks (vivos) pareciam um pouco menos preocupados e temerários com ela andando sem capuz, talvez essa fosse a causa. Ela ouvia Jason falar e sorria de maneira infantil, falando de um modo doce que com certeza agradava Jason. Ela ainda colocava a mão em seu ombro em um tipo de "caricia" conforme falava:

- Jason Keylosh...Você não precisa me convencer! Mais uma vez digo: Eu estou seguindo todo e qualquer comando seu, uma leal serva da Irmandade que iremos reerguer. Se você ordenar, será feito. Tudo o que desejar rumo aos nossos objetivos...

Jason poderia dar um sorriso com aquelas palavras, especialmente ao ver um rosto na ceifadora. Entretanto, o toque dela que era agradável parecia gradualmente ficar...Mais frio.

- Claro que não espero um fracasso absoluto. A morte acredita em você e lhe confiou poder, soldados e ainda a muito por vir...E seria uma pena se as coisas não saissem como o desejado não é?

Quando Jason ja pensava em admitir que seu ombro ja estava quase congelando, ela retirava a mão ainda sorrindo, e andava mais para frente das tropa


Última edição por Admin em Ter Fev 24, 2015 4:04 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Acordo e Intenções - Jogo em Brrzengard (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter Fev 24, 2015 4:01 pm




Linda Morte
*Linda Morte ainda precisava se acostumar com todas aquele magias, com a presença da morte, dos klonks, das loucuras de Jason. Com o fim de tudo, atravessou o arco no corpo e ficou observando os dois conversarem.*

*Riu de deboche ao ouvir Jason quase exigindo que ela conquistasse a vila ou o que quer que fosse necessário.*

- É louco? Acha mesmo que vou conquistar algo para você novamente? Sozinha? Por que você, como homem que é... Ou devia ser, não faz nada além de se esconder???

*Quando tudo ali terminassem e começassem a descer, Linda Morte ficaria afastada do grupo de Klonks zumbis, seguindo entre os últimos.*

Narrador

Claire G.

*Aquela resposta de Claire ganhou o regente de forma definitiva. Ele ficou tão feliz com o que ela disse que abriu um largo sorriso e apontou o resto do salão de gelo, dizendo.* Excelente! Excelente! Estou vendo que nos daremos muito bem! Hahaha! Por aqui! *Apontou o objeto com os cristais flutuantes.* Oh, não ligue para isso. É algo novo em que estou trabalhando. É um aparato que faz qualquer superfície de gelo se iluminar como se fosse o próprio sol! Não é incrível isso?? Ainda precisa de uns ajustes!

*Ele apontou uma larga mesa de madeira com muitas cadeiras e fez menção para que Claire se sentasse. Ele e Carolyn sentaram-se em seguida. A elemental comentou, meio sem jeito.* Agradeço os elogios, Claire. Conhecemos-nos em uma situação um tanto quanto estranha, em meu disfarce de garota camponesa, mas fico feliz que agora você saiba a verdade. Entenda que temos que proteger nosso reino e fazemos isso mascarando nossas aparências. *Gelamensfix fez um afirmativo com a cabeça, complementando.* Sim, sim, sim. Segurança é essencial. Temos que ficar seguros e a melhor tática é nos esconder! Eu me escondi dos dragões no continente por muito tempo, então eu sei fazer isto melhor do que ninguém! Hahaha!

*Carolyn continuou.* Quando Gelamensfix chegou aqui, ele pediu proteção contra os dragões que o perseguiam. Nós fizemos um trato: Meu povo, os elementais, o protegeriam, e em troca ele usaria seus conhecimentos para melhorar nossa vida. E foi exatamente isso que aconteceu. A passagem secreta, a estrutura no gelo, as construções, tudo foi obra de Gelamensfix. Ele é um gênio. *As bochechas já rosadas do pequeno homem ficaram ainda mais vermelhas e ele respondeu.*

Ora, pare com isso, Carolyn! Hahaha! *E em seguida sua expressão ficou mais séria. Ele fitou Claire.* Mas, me diga... Você conhece o líder do grupo que deseja invadir nosso reino? Carolyn me disse que você tinha algum tipo de... Acordo com o líder?

Linda M. e Kalekrasi

*Primeiro as habilidades incríveis mostradas ao matar os elementais facilmente e agora ressuscitando os Klonks. Aos poucos, aquela criatura estranha mostrava seus verdadeiros poderes e Jason começava a sentir um misto de confiança e preocupação com isso. Ele se assustou quando o klonk se levantou ainda com os ferimentos abertos, o que era no mínimo irônico, já que ele mesmo possuía mortos-vivos.*

*Mas assustado mesmo ficaria com o toque gélido em seu ombro e com as palavras de Kalekrasi. Era quase como se ela estivesse brincando com ele. Mostrava um rosto bonito, tinha uma voz sedutora e um toque macio, apenas para se transformar em uma ameaça. Sim, aquilo foi uma ameaça e Jason estava convencido, tanto que, ao soltá-lo, ele cambaleou para o lado e respondeu, com a voz trêmula.* Sim, sim... Seria uma pena, Kalekrasi! Mas vai dar certo! Não se preocupe!

*Jason afastou-se dela, mexendo o próprio ombro como que para se certificar de que ele ainda estava ali. Não respondeu a provocação de Linda Morte a princípio, o que era no mínimo estranho. Jason se afastou de Kalekrasi na marcha e se aproximou de Linda. Parecia que o rapaz havia visto um fantasma, nesse caso, literalmente. Ele gritou para a loira, do nada.* Quem está se escondendo?? Eu sou um homem de verdade e vou matar o desgraçado que nos fez passar por isto!!

*Imediatamente em seguida, ele sussurrou para Linda.* Escute! Eu preciso de você aqui! Kalekrasi irá me matar se eu falhar em tomar este lugar ou se eu perder mais dos macacos! Você tem que me ajudar!

Linda Morte
*A arqueira observava de longe, paciente, todas as reações que Jason demonstrava diante da estranha morte. Estava convencida de que aquele homem não era muito além de um pequeno covarde por trás de um exército de mortos e macacos de gelo vivos e zumbis. Sem tudo aquilo, bem capaz que começasse a chorar copiosamente por piedade. Com uma risadinha breve ela continuou a caminhada pelo gelo, de braços cruzados para conservar o calor.*

*Estava já distraída quando o "mestre" aproximou-se branco daquele jeito e já gritando. Chegou a inclinar a cabeça e abrir a boca para responder, desistindo logo em seguida. Riu mais uma vez, com gosto.*

- Ah sim! E você, o chefe todo poderoso de um exército, vem pedir a MINHA ajuda? De uma humana que apenas tem uma boa mira? Para destruir quem quer que tenha feito a emboscada? Estou pensando seriamente em sair do meio dessa palhaçada antes que EU termine morta!

Narrador

Linda M. e Kalekrasi - Continuação

*Jason respondeu à Linda rapidamente, sempre olhando Kalekrasi à distância e ainda sussurrando.* Esse é o ponto! Não percebe que você também corre perigo? Nós temos que... *Ele teve a impressão de que Kalekrasi olhou na direção deles, mesmo que não tenha olhado de fato, e se afastou de Linda, encerrando com um "Conversaremos depois".*

*E o "depois" realmente veio. Mal chegaram à vila, Jason ordenou que os mortos-vivos invadissem todas as casas e levassem os habitantes até a praça. Neste ponto, não havia nada realmente impedindo Linda Morte de partir. Jason não impediria a partida dela e a menos que Kalekrasi o fizesse, ela poderia ir. A outra opção era ficar e saber como aquele circo acabaria por pura curiosidade mórbida.*

*De qualquer maneira, Jason subiu mais uma vez na fonte da praça e gritou de lá para todos.* Ouçam bem, seus malditos, pois eu direi apenas uma vez! Vocês sabiam! Vocês nos enviaram para a morte certa naquelas montanhas, mas agora a morte voltou para pegá-los! Eu quero um culpado! Eu quero a pessoa que planejou isto! Se ninguém apontar ninguém, todos vocês morrerão! Digam! Quem fez a armadilha??

*Nada. Era possível ouvir o som da neve caindo tamanho foi o silêncio feito pela multidão de camponeses.*

Claire G. Hellstorm
Impossível não ligar. É uma tecnologia fascinante a sua... E ilumina apenas ou gera energia que serviria para, digamos, alquimistas ou outros tipos de feiticeiros que se valem da energia do sol? *Perguntou, curiosa. Aliás, fazia tempo que não ficava curiosa com algo, e isso a cativava. Claire estava cada vez mais cativada pelos dois e o pra lá de curioso reino que construíram. Ouviu as palavras de ambos, sorrindo de forma amena ao se sentar à mesa, observando para ver se havia algum líquido servido na mesma, para cumprir sua palavra para Carolyn. Sorriu diante da gentileza dela, e acabou rindo com o comentário de Gelamensfix sobre se esconder* Parece um trato inteligente e lucrativo, pois de fato me parece um gênio *enfim ouvia a pergunta que sabia ser o motivo para ela estar ali, e sorria de maneira branda* Propus a ele ajuda para tomar seu reino em troca de uma adaga que ele possui e que me interessa. Não o conheço tão bem, mas conheço o pai dele, um homem um tanto tonto, mas inofensivo. Muito provavelmente o filho é o mesmo, já que pelo que entendi, já estaria morto não fosse a outra aliada dele, meramente humana. Ele não aceitou o trato, e, diante do que estou vendo aqui, e a acolhida tão educada que estou recebendo, mais certo que eu tome a adaga dele do que aceite prejudicar esse reino. *explicava com total naturalidade. O benefício de ser um demônio era falar claramente, sem rodeios, e ela abusava sempre desse benefício*

Kalekrasi
Kalekrasi realmente não parecia interessada em ouvir o que Jason e Linda falavam. Nem um pouco na verdade, o que parecia estranho para alguem que parecia...Onisciente. Curioso, será que na verdade ela sabia do que se tratava? De fato ela parecia se satisfazer em apenas observar, durante o massacre ela não parecia tomar nenhuma posição ofensiva. Na verdade parecia ter desaparecido em meio aquela série de mortes...

Logo Jason estava sobre a ponte dando aquela declaração, e Linda podia ver uma movimentação atrás dela: Uma fogueira se iniciava enquanto os Klonks zumbis colocavam cuidadosamente algumas pessoas selecionadas: Homens, mulheres e crianças em roupas exageradamente luxuosas. Todos de olhos abertos, mas com um olhar opaco em vazio encarando as chamas da fogueira, a quão eram posicionados ao redor de uma maneira sinistra. Kalekrasi se limitava a fazer simbolos nas testas dos mesmos com o que deveria ser sangue, falando com calma.

- Eu sei o que esta pensando. Assim como o que Jason esta pensando. Convenhamos que ele esta longe de ser o guerreiro invencivel e inspirador, mas espero que entenda o que eu vejo nele...Potencial. Como eu vejo em você, porque são escolhidos da Morte. Eu não vou fazer ameaças, e não vou amarra-la aqui contra a sua vontade Linda. Apenas acho que suas habilidades seriam melhor aproveitadas por nós, e que como toda a jornada teremos nossa recompensa. Mas a decisão é sua afinal.

A sensação para muitos daquela cena seria perturbadora ao minimo. Mas não para eles ali em especial não para Linda. Era algo obviamente maligno mas era até curioso...Seja o que for o objetivo daquele ritual, havia um desejo de ver o que ocorreria

Claire G.
*Gelamensfix respondeu à pergunta de Claire sobre seu experimento com entusiasmo, já que ninguém nunca perguntava sobre seus inventos. Se a intenção de Claire era conquistar o regente, estava fazendo um ótimo trabalho.* Oh não, não gera nenhuma energia! Pelo menos não ainda, mas estou trabalhando nisto! Por enquanto ele apenas ilumina grandes corpos de gelo, emitindo grande quantidade de luz que chega a cegar quem não estiver usando nenhuma proteção! Hahaha! Mas, para ser sincero, eu ainda não sei bem para que isto serve... Mas aposto que terá alguma utilidade algum dia!

*Já à mesa, demorou uns minutos até que Carolyn entendesse o movimento de olhos de Claire. Ela até mesmo interrompeu Gelamensfix para dizer.* Senhor, espere um instante. Eu sei de algo que fará o senhor gostar ainda mais de Claire. O senhor tem de provar isto. Eu volto em um instante. *E retornou com um jarro de água e três taças. Enquanto Carolyn torcia para que Claire fizesse seu truque novamente, Gelamensfix respondia.*

Bem, eu fico aliviado em saber que recusou o acordo, minha cara Claire, ou estaríamos todos derretidos agora, hahaha! Você disse que conhece o pai deste invasor e que ele é inofensivo. Isto significa que o pai dele não concorda com esta invasão? Entenda, Claire, não é meu desejo fazer mal à qualquer pessoa que pise em Brrzengard, pelo contrário. Mas Carolyn disse que aquele homem e seus seguidores tinham claras intenções malignas, que foram confirmadas pelo que você disse.

Linda Morte
*"Ver o que aconteceria" era exatamente o que travava Linda ali, após descer para a vila em silêncio e imersa em pensamentos. Jason sabia ser irritante e sabia mostrar-se covarde o suficiente quando possuía chance. Ao chegarem, observou as pessoas alinhadas e todo o ritual que a estranha preparava e logo mais executava. Franziu a testa, sem entender o objetivo e, pior, sem entender porque parecia não se importar. Desviou o olhar até Kalekrasi, ouvindo seus argumentos.*

- E que vantagem há em ser mero soldado de manobra, como Jason insiste em fazer? Libere a ponte, encontre quem fez isso ou aquilo... Quero ser mais que isso. Muito mais.

Claire G. Hellstorm
*E a curiosidade dela era genuína. Ponderou um pouco, logo fazendo uma nova pergunta* Poderia usar para dar a luz de um dia ensolarado para seu povo, sem o incômodo do calor. Por mais que produza tanta luz, em um ambiente enorme como o teto de seu reino, essa luz poderia muito bem ser bem distribuída... Mas me diga, será que essa luz não seria útil para que pudesse cultivar aqui em baixo mesmo alimentos para seu povo? *e viu a jarra, ouvindo as palavras de Carolyn e sorrindo. Levou a mão à jarra, se concentrando, mas não era uma concentração tão grande assim o que necessitava para repetir a proeza, de maneira que ouviu claramente as palavras do rei rechonchudo. Quando terminou serviu as três taças, para cada um e bebeu um gole antes de se pronunciar, depois de um breve riso sobre derreter tudo* Ao que me consta, o pai dele deixou de ser maligno, e provavelmente esse é o motivo da desavença entre eles. Quanto ao mal, bom, digamos que o mal se paga com mal. Estou certa de que não gostaria de morrer e deixar seu povo ser escravizado depois de passar tanto tempo vitorioso contra dragões infinitamente mais poderosos do que aquele borra botas, majestade. Por outro lado, se ele é como o pai dele, posso afirmar que eles têm o péssimo hábito de voltarem da morte, então aconselho que verifique entre seus magos, ou seus aparatos, algo capaz de aprisionar ou mesmo obliterar a alma dele.

Narrador

Linda M. e Kalekrasi

*Até mesmo Jason, que já havia visto sua parcela de coisas macabras e malignas no mundo, se assustou quando olhou para trás e viu aquele ritual bizarro organizado por Kalekrasi e os klonks. Ao que parecia haviam montado aquilo muito rápido, durante o tempo que levou para tirar os habitantes de suas casas e levá-los até a praça. Jason aproveitou a oportunidade para colocar mais medo nos camponeses, e gritou.*

Estão vendo aquilo?? Vocês se tornarão escravos de corpo e alma para sempre se não começarem a falar! Eu quero uma resposta, agora! Quem sabia da armadilha?? Ou todos vocês sabiam, seus vermes imprestáveis?? Quem é o líder de vocês?? *E mais silêncio. Enquanto Kalekrasi conversava com Linda, Jason desceu da fonte e agarrou uma velha pelo braço, a mesma velha que cuidava da taverna.*

Ela vai morrer se ninguém falar! É isso que querem?? Linda Morte! *Ele gritou pela loira, enquanto colocava a velha de joelhos na neve.* Coloque uma flecha na cabeça desta mulher e veremos se estes vermes continuarão em silêncio!

Linda Morte
*Virou-se na direção de Jason apenas quando ouviu o próprio nome. As gritarias e ameaças já estavam sendo quase ignoradas por ela, de tão frequentes. Ainda deu uma espiada no estranho ritual antes de obedecer.*

- Agora? Ou vai dar a chance de alguém falar?

*Enquanto perguntava, retirou a flecha da aljava e posicionou-a, já com a cabeça da velha na mira.*

Narrador

Claire G.

*Gelamensfix fez um afirmativo com a cabeça frente à sugestão de Claire, respondendo.* Sim sim sim, você está certa. O que produzimos aqui alimenta os seres de gelo, mas as outras raças dependem do que produzimos na superfície. Talvez se esta técnica gerar calor e energia suficientes, podemos cultivar outras coisas aqui!

*E então provaram o vinho transformado por Claire. O regente gorducho adorou, tomando quase toda a primeira taça de uma vez. Depois serviu-se de um pouco mais. Carolyn apreciava lentamente, esperando que o regente deixasse um pouco para ela. Gelamensfix respondeu então, voltando a se concentrar na questão principal.*

Hmmm... Talvez pudéssemos falar com o pai dele, tentar convencê-lo a não prosseguir com a invasão... *Carolyn respondeu antes que Claire pudesse fazê-lo.* Acredito que esta não seja uma opção, senhor. O líder chama-se Jason. É um rapaz de não mais de 25 anos, possuidor de uma sede de sangue gigantesca. Pelo que vi, ele não vai parar até vasculhar cada centímetro de Brrzengard.

Claire G. Hellstorm
*Claire sorria satisfeita, tanto por sua sugestão ser levada em consideração, quanto por terem apreciado o vinho. Observava a conversa entre os dois e meneava a cabeça em negativa* Mesmo pq Jason odeia o pai e o tentaria matar, sem dar ouvidos a ele... Muito mais prático seria matá-lo e aprisionar sua alma... *dava de ombros, como se fosse algo simples mesmo, bebendo mais um pouco de sua taça e sorrindo para o rei* Sabe que vinho embebeda, não sabe, majestade?

Kalekrasi
Kalekrasi parecia ter terminado seu "ritual" por hora, e olhava mais diretamente para Linda:

- Estamos começando a nos entender.

E ela sorria, e parecia realmente feliz.

- Desculpe se entendeu errado mas... Eu não quero que você seja um soldado. Eu quero que esteja exatamente na mesma posição de Lei. Talvez não saiba, mas eu o recrutei e comecei tudo isso. Claro, ele me da ordens e eu sigo quando conveniente...E não espero que faça o contrario.

Kalekrasi limpava os dedos sujos de sangue na foice, de uma forma bastante...Estranha, enquanto seguia falando.

- Exatamente esse algo a mais que estou guiando Jason: Em busca de um poder que ele pensa que tem noção das proporções, mas sequer imagina. E ele ja entendeu que não vai conseguir sozinho, ele não precisa de subordinados mas sim de aliados. Não precisamos ser melhores amigas e fazermos tranças uma nos cabelos da outra para sempre...Apenas fique conosco um tempo, aguarde meu próximo passo e caso não esteja satisfeita, eu garanto que pode ir embora independente do que Jason falar...

Talvez Jason precisasse de um pouco de...."ajuda", então Kalekrasi dava um suspiro entediado e olhava para uma jovem de cabelos encaracolados e loiros, falando de maneira seca.

- Levante-se

A garota levantava como uma marionete distorcida, em um padrão nada humano, como se controlada por cordas. Ela aguardava olhando com as orbitas vazias para Kalekrasi, quando a ceifadora dizia.

- Arranque sua mão esquerda.

A garota não parecia exitar, e começava a...Rasgar a pele com as proprias unhas e dentes, sem pressa, causando um dano enorme a carne mas fazendo o seu maximo para comprir a ordem. Sequer parecia sentir dor, mas todos aqueles que olhavam em compensação pareciam sentir muito mais que dor fisica...

Narrador

Claire G.

*Gelamensfix deu uma risada como só os gorduchos sabem dar e respondeu, enquanto bebia sua segunda taça.* Certamente que sei, minha cara Claire! Mas acredite, aqui embaixo, neste frio, o vinho mais esquenta do que embriaga! *E depois voltou ao assunto emergencial.* Carolyn, temos algum mago bom o suficiente para fazer algo como o que Claire citou? *A elemental, que ainda estava em sua forma humana, deixou a taça sobre a mesa e respondeu.*

Eu realmente não sei, senhor. Nunca tentamos aprisionar a alma de alguém ou algo parecido. Mas, se queremos fazer isso, então sugiro que nos apressemos, pois ele já deve estar morto agora. Ele e seu batalhão partiram montanha adentro e se a avalanche não os soterrou, meu exército de elementais terminou o serviço.

*Claire sabia que a armadilha não havia funcionado. Ela podia sentir a presença de todos acima dela, na superfície, o que mostrava que Jason havia voltado à vila. Ela sentia-o, bem como à Linda, os macacos da neve e mortos-vivos. Havia, porém, uma nova presença entre eles, alguém que não estava lá quando Jason partiu. Um ser que emanava uma energia maligna muito forte e poderosa.*

Narrador

Linda M. e Kalekrasi

*Jason respondeu à Linda.* Eu vou dar apenas cinco segundos, e se ninguém disser nada, a flecha vai atravessar a cabeça dest... *Ele parou de falar quando viu Kalekrasi fazendo a garota se levantar e em seguida começar a arrancar a própria mão. Aquilo causou a reação desejada dos camponeses, pois a maioria deles virou o rosto em outra direção ou fez caretas. Antes que a garota completasse a tarefa, um homem saiu da multidão e veio à frente, gritando.*

Parem!! Já chega!! Eu contarei tudo!! *Uma mulher do lado dele murmurou.* Os invasores devem perecer. Não devemos nos revelar. *Ao que o homem respondeu.* E ver meus semelhantes sofrerem desta maneira sem fazer nada?? Nunca!! Escutem! Esta armadilha já estava planejada antes de vocês chegarem! Nós fazemos isso com todos os invasores! Eles vêm até aqui para invadir e conquistar, mas acabam mortos no gelo!

*O homem deu mais alguns passos à frente, fitando Jason, Linda e Kalekrasi alternadamente.* Por favor, não nos machuquem mais! Apenas digam o que querem!!

Kalekrasi
Kalekrasi olhava para a garota com a mesma emoção que olhava para...A neve, enquanto os olhares que de uma forma quease que hipnotica não conseguiam se desviar da garota que agia daquela forma criavam ainda mais espanto e repulsa quando ela alcançava o osso fazendo um barulho esranho do encontro do mesmo com os dentes. Kalekrasi entretanto pareceu surpresa ao ouvir um dos homens falar o que Jason queria.

- Viram? Não foi tão difícil foi?

Ela caminhou até a direção da garota e apagou o simbolo de sua testa, a mesma piscava e recobrava os sentidos instantes depois, olhando com o mesmo pavor do que os outros a própria mão e a mancha de sangue no chão, entendendo graças ao gosto metálico na sua boca que aquilo que estava em sua mente estava longe de ser apenas um pesadelo.

Porque sim, ela lembrava do que tinha feito.

- ME AJUDEM! MINHA....ME...ALGUEMMMMMMMM. AHHHHHH!

Eram poucas as palavras que ela conseguia dizer, antes de em choque segurar o resto da mão direita e cair de joelhos com vários sentimentos surgindo ao mesmo tempo. Pavor, choque, panico, dor, medo, desespero. Ela gritava com toda a força dos pulmões, quando Kalekrasi fechava os olhos com um sorriso, parecendo desagradada:

- Linda...Se importaria de "ajuda-la"? Um favor entre garotas?

Não precisava ser um gênio para entender que tipo de "ajuda" ela solicitava para arqueira. Entretanto, realmente não soava como uma ordem, ja que ela não fazia qualquer tipo de ameaça ou aguardar parada por uma resolução. De resto, voltava a apenas aguardar o que seria feito...

Claire G. Hellstorm
*Claire ouviu as palavras de ambos enquanto bebia calmamente sua taça de vinho. Sentia não apenas as presenças, quanto já tentava identificar quem era o novo ser maligno no assunto. Sua energia, como sempre, era bastante disfarçada e despistada contra rastreamentos que a denunciassem. Vivia sempre o mais incognita que pudesse, a menos que se mostrar trouxesse algum lucro, como o foi quando negociou com Jason sobre a adaga. Quando terminaram ela disse com calma e naturalidade* Não apenas sobreviveram intactos quanto ainda têm um novo aliado, bastante poderoso pelo visto, já que o ritual de necromancia que emanou energia por esse vale inteiro não é para qualquer um... *bebeu mais um gole, inabalável* Ah, sim, ritual de necromancia com seu povo, majestade. Logo estarão todos mortos lá na superfície, já que este novo aliado tem poder o bastante para isso e ainda existem as flechas da mercenária loira que serve ao Jason...

Linda Morte
*Aguardava impaciente pelo aval de Jason mas deixou de retesar a corda do arco quando a garota começou a "comer" o próprio braço. Aquilo era estranho, bizarro, nojento. Ouviu a confissão do grupo de camponeses com surpresa, já que até então pareciam tão... Comuns.*

*Quanto a garota recobrou os sentidos e começou com a gritaria, toda a confusão que certamente a dor era capaz de causar, Linda Morte não necessitou de um pedido de Kalekrasi. Assim que a garota caiu de joelhos uma flecha foi cravada no meio de sua testa.*

- Não me importo em matar, Kalekrasi. Mas fazer sofrer é crueldade demais. Tenho boa mira justamente para providenciar... mortes limpas e rápidas.

Kalekrasi
Kalekrasi apenas deixava um sorriso quando via que Linda prontamente acabava com o sofrimento da garota que caia no chão sem vida. Ela entretanto, fazia uma expressão verdadeira de dúvida quando ela falava a respeito de "sofrimento":

- Ela não estava sentido nada, e as pessoas queriam que eu "parasse". Isso vem de encontro a história das pessoas não saber o que querem.

Voltava a atenção para Jason, como se aguardasse o que ele faria em seguida, mas ainda falando com Linda.

- Então você mata pessoas mas não é uma assassina cruel e sem escrupulos. Interessante, como eu disse é importante ter alguns principios. Realmente não pensei muito a respeito do que fiz, nas não quero que fique incomodada com meus atos, pelo contrário...

E voltava a sorrir de forma simpática, não demonstrando nenhum tipo de remorso ou arrependimento, mas sincera no que falava. Fazia sentido no final das contas, porque a Morte se sentiria culpada?

Narrador

Claire G.

*Gelamensfix quase engasgou com o vinho quando ouviu o que Claire disse. Carolyn a fitou assustada e se levantou de imediato, dizendo.* Então eles sobreviveram e retornaram à vila. Devem estar ainda mais furiosos. Eles matarão a todos. Eu vou preparar os outros elementais. *Gelamensfix, após limpar o vinho da barba, respondeu.* Não! Se eles ainda não entraram aqui, significa que não sabem como! Apenas... Aguardemos. *Carolyn respondeu, indignada.* Está sugerindo que eu fique aqui e espere meu povo ser massacrado?? Sinto muito, senhor, mas esta é uma ordem que não posso cumprir!

*E saiu do salão, indo chamar seus soldados elementais, o que levaria apenas alguns minutos. Gelamensfix permaneceu ali sentado, dizendo.* Sempre devemos nos esconder, nunca confrontar diretamente, nunca... *E depois fitou Claire, segurando a mão dela em súplica.* Claire, por favor, vá com Carolyn e não deixe que invadam Brrzengard! Eu não sei se posso lhe dar algo que você não tenha, mas farei qualquer coisa se você me ajudar!

Linda M. e Kalekrasi

*Assim que a flecha encerrou a vida da jovem que Kalekrasi havia dominado anteriormente, o camponês que estava à frente voltou a suplicar.* Não, parem!! Chega de mortes! *O corpo do homem se transformou em puro gelo, revelando sua verdadeira natureza de elemental, semelhante aos que haviam atacado o grupo nas montanhas. Uma camponesa ao lado dele disse.* O que está fazendo?? Você está colocando tudo a perder! *Ao que o elemental do gelo respondeu.* Não! Eu estou tentando salvar o meu povo! Todos nós sabíamos que alguém viria até aqui e sobreviveria às nossas armadilhas, mais cedo ou mais tarde. Nós fomos tolos em acreditar em Gelamensfix, achando que poderíamos nos esconder aqui para sempre! Eles são muito mais fortes! Não tenho escolha! *O elemental foi caminhando até a fonte na praça, enquanto a mulher tentava impedi-lo.* Não, pare! Não faça isso!

*Jason, que estava pendurado no corpo da fonte, pulou para longe, deixando o elemental ali sozinho. Mesmo com a outra camponesa tentando impedi-lo, o elemental prosseguiu. Ele murmurou algumas palavras no idioma de sua raça e runas brilharam no chão ao redor da fonte. Em seguida, a mesma se deslocou e o chão abriu, revelando um mecanismo com uma entrada subterrânea secreta que dava acesso a um longo e largo corredor de gelo que descia em espiral. Parecia uma caverna, mas era muito maior, a julgar pela enorme torrente de ar que saiu quando a abertura foi revelada.*

*Jason fitou aquilo com surpresa e depois deu uma gargalhada.* Hahaha! Eu falei que havia algo aqui! *Depois fitou Linda e Kalekrasi, alternadamente.* E vocês foram incríveis, garotas! Agora sim, à glória! *Disse o rapaz, sem nem ao menos considerar que aquilo poderia ser outra armadilha.*

Linda Morte
- Ai.. CALA A BOCA, mulher!!

*Tanto mimimi por parte de uma das supostas camponesas já havia irritado além do normal Linda Morte. Em um movimento rápido, de agilidade pouco vista ou compreendida por pessoas comuns, a arqueiro colocou uma flecha no meio da testa também daquela mulher.*

- Melhor.

*Não deu muito papo a Kalekrasi, optando por observar em pleno silêncio o que o elemental de gelo fazia. Observou até com surpresa a fonte se abrindo em um túnel mas nem um milésimo da empolgação de Jason podia ser vista em seu rosto. Ela também não moveu nem um músculo na direção da rampa.*

- Vá sozinho se quiser. Não vou entrar aí sem saber o que há e sem ter lugar favorável para a minha arma.

*Em silêncio novamente, estranhava a falta de comunicação do morto vivo que estava sempre por perto, sempre aconselhando ou fazendo observações preciosas.*

Kalekrasi
- Voce quem disse para acabar com aquilo...

Falou para aquele que logo se mostrou um elemental com certo tom de tedio, olhando para o proprio manto. Contudo, a "transformaçao" posterior sim chamara sua atençao, mas tambem optava pelo silencio. Deixava Jason ir na frente, animado, confortavelmente escorada na ponte destraida olhando para... Alguma coisa

Claire G. Hellstorm
*Apenas observava a breve discussão entre os dois, bebendo seu vinho calmamente e logo comentando* Sempre dá errado. As pessoas procuram outras mais inteligentes para cuidarem de sua proteção e não seguem a risca suas regras, criando vulnerabilidades. Eles já estão entrando... *mas se surpreendia com a súplica de Gelamensfix, e a proposta do mesmo, logo sorrindo calmamente* Qualquer coisa? *e logo se levantava, arrumando o casaco sem pressa, estendendo a mão para ele* Sabe que isso é um pacto com um demônio, não sabe? E um demônio capaz de o perseguir até o céu para ter seu contrato pago... Não sabe? E, sendo genial como o é, sabe que não invadir Brrzengard é impossível, já que já estão entrando. Posso apenas os retirar daqui *estava extremamente calma, apesar do sorriso mais intenso e do brilho mais interessado no olhar, quase como o fogo que a representava tão bem. Até pq, seus olhos ficavam mais próximos do bordô, ardentes*

Narrador

Claire G.

Sim, eu sei. *Respondeu Gelamensfix em tom sério.* Já ouvi falar de sua raça e já conheci pessoas que fizeram pactos. Quando o assunto é fugir, eu faço qualquer coisa, e acho que devo isso à estes elementais por tudo o que fizeram por mim. *O rechonchudo líder se levantou mas não apertou a mão de Claire, perguntando em seguida.* A quem você consegue retirar? Eu e você apenas? Algumas pessoas selecionadas? O reino todo?

*Enquanto isso, Carolyn subia até a superfície, seguida por um batalhão de elementais do gelo.*

Linda M. e Kalekrasi

*O elemental não parou de manipular as runas depois que a camponesa recebeu a flechada fatal de Linda Morte, ele apenas o fez mais rapidamente. Depois, quando percebeu que nem Linda e nem Kalekrasi se mostraram interessadas em descer pelo túnel secreto, Jason deu de ombros.* Não se pode elogiar mesmo! Pro inferno, eu vou sozinho! Klonks, mortos-vivos, sigam-me! *E começou a descer através da passagem de gelo.*

*Ou assim esperava, antes de um projétil de gelo ser arremessado contra ele vindo da passagem e quase acertando-o. Ele recuou imediatamente e do túnel surgiu um batalhão de elementais guiados por uma mulher elemental. Ela ergueu seu cetro de gelo e gritou.* Irmãos do gelo!! O tempo de esconder-se acabou! É chegada a hora de defendermos nosso reino e tingir a neve com o sangue dos invasores! *Isto inflamou os camponeses da vila, que assumiram suas verdadeiras formas de elementais e juntaram-se ao batalhão da líder cativante.*
Kalekrasi
- Eu devia ter imaginado algo assim acontecendo...

Kalekrasi mais uma vez parecia longe de estar animada, recolocando o capuz de seu manto voltando a identidade mais "ceifadora". Ela fazia um comando com a foice e as chamas da fogueira fazia um grande circulo que a envolvia e Linda, mas "ocilava" de acordo com os movimentos da arqueira, que poderia atirar flechas dali ou sair e se movimentar conforme desejasse.

As chamas queimavam sem parecer alimentadas por nada, acima da neve criando uma barreira de calor que por alguma razão não atinghia o lado de dentro, mas especialmente prejudicial contra os elementais. Kalekrasi apenas permanecia "guaindo" as chamas com a mão que não segurava a foice, enquanto alguns dos Klonks que não seguiram Jason saltavam do meio daquilo, agora mais parecendo 'zumbis flamejantes" e atacavam com a furia de gurilas, batendo em todos que encontrassem com seus pesados punhos.

Claire G. Hellstorm
Pensei que queria que eu retirasse os invasores daqui. Esse é nosso combinado, Gelamensfix *disse Claire com a calma costumeira, margeando a impassividade, mesmo com seus olhos bordôs e mesmo sentindo as magias usadas e presumindo assim que o combate começava pouco longe dali* Tirar vc e todos que o seguirem daqui é meu pagamento... Sabe, já tive problemas com dragões antes, vc é bastante útil. E gosto de suas engenhocas, quero aprender sobre elas. Quanto Carolyn e os que a seguirem... *suspirava* É a escolha dela, quanto mais conversarmos e eu demorar, maiores são as chances de que ela morra naquele combate. O que particularmente acho um desperdício. *ela pouco se movia, sinal de que já estava pensando em alguma estratégia, ou, mais provável, se concentrando em alguma magia. Como a leitura energética dela era quase impossível, era difícil se assegurar do que realmente se passava na mente dela*

Narrador

Claire G.

Sim, sim, é o nosso combinado. *Reafirmou Gelamensfix, que complementou.* Eu não quero que nada aconteça à Carolyn e aos outros, mas temos que pensar no pior, sempre pensar no pior, sempre ter um segundo plano! E com você aqui, eu posso finalmente colocá-lo em prática! *Claro, um senhor amedrontado como aquele não iria se meter em uma caverna sem ter pelo menos um plano de fuga. Ele fez um sinal para que Claire o seguisse. O gordinho foi em curtos e rápidos passos até o trono de gelo, onde apertou um botão oculto que acionou um mecanismo secreto. Claire já notava que passagens e botões secretos eram uma constante na vida de Gelamensfix, o que explicava como ele fugiu de dragões por anos. Por sua habilidade em construções poderia ser confundido com um anão, se fosse um pouco mais baixo e menos medroso.*

*O trono afundou na base e virou de ponta-cabeça, revelando um mecanismo mágico de runas. Ele explicou.* Nós falamos sobre a falta de energia aqui embaixo. Este é um mecanismo que eu montei que gera um portal mágico para outro lugar. Ele está calibrado para surgir em um descampado longe daqui, como um último recurso. Mas a energia que eu tenho aqui apenas faz com que seja possível a passagem de uma pessoa por vez.

*Ele segurou o braço de Claire, continuando.* Mas se você emprestar seu poder para o aparato, ele pode gerar um portal grande o suficiente para todos escaparem! Um portal do tamanho de uma parede de gelo, que pode mover centenas de pessoas ao mesmo tempo! Mas isso só será possível se você permanecer aqui, tocando as runas. Não haverá tempo para salvar Carolyn...
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Re: Acordo e Intenções - Jogo em Brrzengard (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Mar 20, 2015 12:04 pm

Linda Morte
*Linda Morte usou a magia de Kalekrasi para mantê-las seguras. Dali de dentro ela era capaz de usar sua habilidade para destruir os elementais que surgissem em seu campo de visão.*

Claire G. Hellstorm
*Claire não tinha muito o que pensar. Mandava apenas uma mensagem para Carolyn, mentalmente* Vc e todos que estão com vc morrerão. Estamos evacuando a cidade, se voltar, poderá sobreviver *era extremamente difícil interceptar a mensagem destinada apenas a Carolyn, e Claire sorria para Gelamensfix, agarrando de súbito pelo tecido que cobria seu peito e o puxando para um beijo mais ardente. Era uma sucubbus afinal das contas. Obviamente que era um beijo que provavelmente o baixinho jamais se esqueceria, e era do êxtase dele que liberaria grande parte de seu poder para emprestar para a engenhoca. A parte que não usava na concentração que mantinha, mesmo naquele momento, para alguma finalidade ainda obscura*

Narrador
Linda M. e Kalekrasi

*A batalha na entrada do túnel durou mais alguns minutos até que a elemental líder parou de repente. Gritou uma ordem para que o restante dos elementais parasse de atacar e em seguida correu túnel adentro, fazendo com que todos os outros a seguissem. Os elementais estavam literalmente deixando o campo de batalha, fugindo pela entrada subterrânea.*

*Jason não perdeu a oportunidade e gritou, enquanto os elementais se retiravam.* Isso mesmo, seus covardes!! Fujam!! *Jason parecia feliz com o resultado, mas Linda e Kalekrasi sabiam que havia algo errado. Os adversários não teriam parado o ataque sem um bom motivo. Valeria a pena persegui-los através da caverna de gelo ou era mais uma armadilha? Precisavam decidir.*
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Claire G.

*Claire teria energia de êxtase de sobra com aquele beijo, principalmente vindo de um gordinho com desejos ocultos como Gelamensfix. O poder de Claire - a parcela que ela desejava dedicar ao artefato, pelo menos - fez acionar todo o mecanismo, o que abriu um portal gigantesco em frente à escadaria do prédio principal onde estavam. A população já sabia o que deveria fazer e famílias inteiras começaram a correr na direção do portal, atravessando-o, largando tudo para trás.*

*Carolyn recebeu a mensagem de Claire e começou a descer o túnel em direção à cidade, seguida de seus soldados elementais. Claire, naturalmente, já sabia que havia a possibilidade de os invasores seguirem Carolyn. A evacuação estava acontecendo devagar, mas constante.*

Kalekrasi
Com o termino aparente da batalha, ao menos naquele momento, Kalekrasi fechou o punho e as chamas desapareceram por completo. Da mesma forma, os Klonks-zumbis pareciam despencar como sacos de batatas flamejantes, enquanto os passos da figura mais uma vez com manto marcavam a neve conforme ela avançava.

- Eles não vão escapar assim, vão virar pequenos pedaços de gelo que os Klonks vão devorar por muito tempo...

Ela caminhava arrastando a foice no chão, que parecia evaporar a neve que tocava. Naquele momento ela não estava realmente preocupada se algum deles iria segui-la, e Jason não achava uma idéia nada boa ficar no caminho dela quando a ceifadora passava parecendo ignora

Linda Morte
*Linda Morte abaixou o arco assim que os inimigos começaram a recuar. Viu as chamas serem desfeitas e a morte seguir adiante rumo ao buraco para onde fugiram. Franziu a testa... Não era uma fuga normal, nem estavam em tanta desvantagem, nem com tantas mortes.*
- Eu não vou entrar aí. Vou descer a montanha.

Claire G. Hellstorm
*Claire piscava para Gelamensfix depois de o beijar, quase como que agradecendo pelo beijo. A energia era mais que o suficiente para manter o portal, mesmo sendo apenas parte da energia dela. Sentia a presença dos elementais de gelo se aproximando, e ficava contente. Havia simpatizado com Carolyn, e ela seria uma excelente adição para seu reino, como Linda tb o teria sido, se não tivesse medo demais de brincar com o demônio... Assim que o último passava pelo corredor que todos usavam para descer para a cidade ela disparava o que estava enfim se concentrando tanto para fazer. Era um portal para a entrada da cidade mais religiosa das redondezas, que ela mesma ainda não havia visitado, Domine Mathesis, vez que o Monastério havia sido destruído e a Cidadela ficava mais distante. Não pretendia empenhar tanta energia assim. O portal era muito bem disfarçado com uma de suas ilusões psiônicas, de maneira que até mesmo a poderosa presença da ceifadora que Claire sentia se aproximar com furor teria dificuldades para tomar conhecimento de sua existência, até passar, tornando-o assim uma excelente armadilha. Aguardava a cidade ser evacuada, sabendo que Gelamensfix seria o último a passar por ele* Assim que vc passar eu vou quebrar esses mecanismos, apagar o rastro energético e botar o lugar abaixo. Encontro vcs lá assim que eu terminar. *dizia baixo e calma, mas sem traços de emoções, por não ter tanta atenção na fala como de costume*


Narrador
Claire G. e Kalekrasi

*A população da cidade subterrânea era surpreendentemente organizada, como se já tivessem treinado para o dia em que precisariam largar tudo para trás e fugir. Aquilo com certeza era influência de Gelamensfix, que sempre tinha pelo menos dois planos de fuga para cada lugar onde residia. Por falar no gordinho careca, ele foi o último a ficar para trás juntamente com Claire. Tentaria levar muitas de suas invenções consigo e, antes de atravessar o portal, ele tocou a parede de gelo e fechou os olhos, fazendo uma despedida silenciosa. Depois deixaria o lugar através do portal.*

*Enquanto isso, Jason seguia Kalekrasi caverna adentro, acompanhados pelos Kronks sobreviventes e demais mortos-vivos do rapaz. Alguns elementais ficariam para trás tentando comprar tempo para a evacuação do resto da população, mas seriam facilmente destruídos por Kalekrasi. Assim que alcançaram o nível mais baixo da gigantesca caverna e atravessaram a rua principal da cidade de gelo, avistaram Claire Hellstorm ao longe, que despendia grande quantidade de energia para manter um portal mágico ativo por onde Gelamensfix acabara de passar. Jason apontou Claire, gritando.*

Claire!! Então você está ajudando estes vermes?? Maldita!! Você quer minha adaga?? Você a terá quando ela entrar em seu coração, traidora!!


Claire G. Hellstorm
*Claire viu o pesar dele em deixar tudo para trás, e achou que seria bom agradar o homem que tanto lhe seria útil, e assim o cativar. Assim que ele passava, ela tirava a mão do mecanismo, o desligando. Olhou em volta e suspirou. Era realmente um lugar lindo, e um verdadeiro desperdício ter de deixar tudo aquilo para trás por um ser tão fraco quanto Jason. Ela detestava desperdício. Observou ao longe eles desaparecendo pelo portal, certificando-se de que apenas a arqueira e o espírito que a acompanhava ficariam pra trás, na superfície. Deu uma boa risada ao imaginar a fúria da ambiciosa arqueira ao ver que escolhera o lado errado, meneando a cabeça em negativa. Por fim, começou a andar para o centro da cidade, se concentrando novamente em algo muito poderoso, provavelmente, pois mesmo com todo o poder dela, dessa vez precisava fechar os olhos em tal concentração, que fazia a cor real de seu cabelo 'escapar', ondulações como pulsações vermelhas como o fogo ao longo cabelo platinado*

Kalekrasi
Kalekrasi parecia realmente andar como se nada fosse capaz de dete-la, ja que o toque de sua foice parecia envolver os elementais em chamas e ela nem parava para ver o resultado. Seguia com Jason e ouvia ele se referir a figura de Claire, isso juntamente com o fato de Linda ter os deixado.

- Pelo visto, mais uma vez seremos apenas nós dois Jason...Vai ser divertido.

Mas não parecia nada "divertida" em falar aquilo. Se não existisse mais nada ali, logo darias as costas e voltaria para a cidade esperando o que o jovem Keylosh faria...

Narrador
Claire e Kalekrasi
*Os klonks e mortos-vivos que desciam à frente de Jason e Kalekrasi até a cidade de gelo de repente desapareceram sem nenhuma explicação. Uma dezena deles sumiu em pleno ar até perceberem que havia alguma coisa errada. O restante parou de marchar e recuou. Não havia nenhum sinal de magia ativa. Jason coçou a cabeça, confuso, dizendo para Kalekrasi.*

Mas que diabos?? O que aconteceu?? Por que nossos soldados estão sumindo ao passar daquele ponto??

-----------------------------

Linda Morte

*Não havia mais nada naquelas montanhas para Linda. A vila na superfície estava vazia e provavelmente Jason e Kalekrasi não haviam encontrado algo agradável no subterrâneo. A única certeza que Linda possuía era que aquele ato com certeza desagradaria Jason e as coisas entre eles não seriam tão pacíficas na próxima vez em que se encontrassem.*

*Septa quebrou o silêncio assim que Linda começou a descer a montanha, dizendo.* Mestra, seja lá qual for o resultado do embate de Jason e sua aliada com os elementais, fez o correto em ir embora. Envolver-se neste conflito por estas montanhas abandonadas não vale a pena. Há pontos muito mais interessantes a serem dominados. Agora você possui a mim e mais nove soldados. Nós podemos construir nossa própria milícia.

Claire G. Hellstorm
*Claire viu o pesar dele em deixar tudo para trás, e achou que seria bom agradar o homem que tanto lhe seria útil, e assim o cativar. Assim que ele passava, ela tirava a mão do mecanismo, o desligando. Olhou em volta e suspirou. Era realmente um lugar lindo, e um verdadeiro desperdício ter de deixar tudo aquilo para trás por um ser tão fraco quanto Jason. Ela detestava desperdício. Observou ao longe os klonks desaparecendo pelo portal, e os demais estacando. Aguçou a audição e a visão, mantendo-se parada junto do mecanismo que transportara todos os sobreviventes da cidade*

Linda Morte
- Mais nove? Ele não tomou de volta os outros nove depois que descobriu que você jurou fidelidade a mim?

*Perguntou enquanto caminhava montanha abaixo, com o arco na mão e ainda algumas flechas na aljava. Bufou depois de pensar um pouco em como seria o reencontro com Jason.*

- E eu não me associei a ele. Ajudei-o e apenas isso...

Kalekrasi
Claire poderia ser habilidosa, experiente, engenhosa.. Mas havia algo que ela, Linda, e muitos outros que Jason havia cruzado o caminho antes n entendiam...

A morte havia escolhido Jason

E havia uma razao

Ele seguia, nao questionava.

E haveriam recompensas. Varias. Inumeras

Porque ela precisava dele no final...

Que estava cada vez mais proximo.

Kalekrasi erguia a foice a frente de Jason, o parando forçadamente, os demais klonks a obedeciam.

- Nao sei... Mas existe algo chamado "Bom senso". Acabamos aqui jovem Keilosh. Temos uma cidade coberta de neve para seus Klonks, e lutas melhores a combater. Hora do proximo passo.... Prometi poder, apenas voce ouviu. Esta na hora da recompensa....

E dava meia volta, saindo do local.

Narrador
Claire e Kalekrasi

*Jason ia protestar contra a decisão de Kalekrasi, mas ele parou e pensou um minuto. Até aquele momento, todas as decisões da ceifadora foram incrivelmente prudentes, de forma que ela nunca colocou Jason em perigos desnecessários. Além disso, voltar para a superfície era, no final das contas, uma opção inteligente, já que a vila estava vazia agora e o território de toda uma cadeia de montanhas não era de se desprezar, principalmente pela natureza dos macacos de neve que os seguiam.*

*Jason então ficou em silêncio e seguiu Kalekrasi de volta à superfície, bem como os demais seguidores. Claire observaria todos os invasores retornando de onde vieram. Se era essa a intenção da succubus, ela havia feito um ótimo trabalho, mas isso não eliminava a presença de Jason e os demais de Brrzengard. Cabia à Claire tomar o próximo passo.*
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Linda Morte

*Septa respondeu.* Ele lhe conferiu os nove de volta depois que você ameaçou se virar contra ele, lembra-se, mestra? Mais uma das situações em que Jason faz de tudo para salvar a própria vida patética. É provável que, mesmo você não tendo se associado abertamente à ele, ele a considere uma traidora, como já aconteceu com outros aliados temporários. Mas ele não conseguirá machucá-la se vocês se encontrarem novamente. Eu e os outros nove garantimos isso.

*Depois de uma pausa, Septa continuou.* Mestra, é preciso analisar nossas opções. Acredito que uma boa alternativa seja voltar ao Monastério. Não há mais nada lá, o que significa que podemos estabelecer uma base. A planície onde o monastério se encontra pode ser fortificada. É um bom local.

Claire G. Hellstorm
*Claire os viu se retirando e tratou de fechar a entrada para garantir a si mesma um pouco de privacidade. Assim que eles passassem veriam e ouviriam um desmoronamento, que poderia muito bem ser entendido como a suposta armadilha disparando. Sozinha naquela cidade subterrânea, Claire seguia para o centro da mesma, fechando os olhos em grande e poderosa concentração*

Linda Morte
- Então ordeno que todos os outros 9 obedeçam a mim. E apenas a mim. E aí sim poderemos ter uma base e começar algo mais ousado.

*Respondeu-o. Cruzou o arco no corpo para poder cruzar os braços e aquecer-se um pouco, lembrando-se do caminho até o monastério.*

- Hm. Mas demorarei dias se for a pé.

Claire G. Hellstorm
*Levava alguns bons minutos até que tudo estivesse pronto e Claire fosse capaz de teletransportar toda a cidade para En Sabah Nur. Todos os pertences dos cidadãos, todo o gelo, todas as invenções de Gelamensfix e suas riquezas... Absolutamente tudo, a não ser ela mesma e a estrutura que sustentava o teto, era transportado para seja lá onde estava o reino que Apocalipse confiara a ela, transformando aquilo tudo em uma caverna vazia e sem valor. Seus servos recebiam ordens mentais sobre como manter aquela cidade dentro de seu território, deixando para ela apenas a tarefa de apagar os rastros psíquicos da mudança, para preservar a localização atual de seu reino. Levava quase meia hora até que ela terminasse e fosse capaz de se teleportar para onde Gelamensfix e os demais cidadãos estavam, brotando em alguma parte de lá para recolher seu pagamento no pacto que fizera com o baixinho*

Narrador
*Septa respondeu a ela.* Alguns dos dez foram destruídos nas batalhas anteriores, mas retornarão em forma física em um período de um dia. Então todos eles poderão fazer o juramento a você, mestra. A partir desse momento, eles serão seus enquanto você respirar. Quanto ao seu transporte, minha forma de névoa é densa o suficiente para carregá-la pelo ar, devido ao seu pouco peso. Isso encurtará e muito o tempo de nossa viagem.

*Conforme explicado, Septa carregou Linda como uma "nuvem voadora". Eles saíram dos limites de Brrzengard, passando pela região da ponte com o rio violento e depois rumando para a planície onde ficava o monastério abandonado de Thyatis. Linda podia colocar seus novos mortos-vivos para trabalhar e limpar todo o lugar, retirando os corpos dos monges assassinados e tudo o mais que estava quebrado ou sujo.*

*Passado o período de um dia, todos os dez mortos-vivos surgiriam, incluindo o esqueleto risonho Desamas. Eles jurariam lealdade à Linda de forma semelhante ao que Septa fez anteriormente, o que garantia total domínio dela sobre os dez. Os mortos-vivos podiam saquear vilas próximas e trazer suprimentos, como bebida e comida para Linda. Também podiam construir sem se cansarem por dias a fio, fazendo melhorias no monastério e aumentando as defesas do local, conforme instruções da arqueira.*

*Após semanas de trabalho, Septa fez uma pergunta curiosa para Linda.* Mestra, este lugar obviamente não é mais um monastério e muito menos tem qualquer relação com Thyatis. Pensei que a mestra poderia rebatizar o local de acordo com sua própria vontade. Possui alguma sugestão?

Linda Morte
*Ficou muito satisfeita com a lealdade de Septa e a ajuda para conseguir chegar mais rapidamente ao monastério, mesmo que por um meio de transporte inusitado e que a deixava vez ou outra insegura. Exigiu diversas melhorias, adornando a entrada do monastário com alguns dos crânios dos monges, um quarto absolutamente confortável... Enfim, havia sido exigente em tudo, inclusive no que saqueavam para ela. Os melhores vinhos, as melhores comidas, carnes, tudo.*

*Quando na janela do quarto olhando o que havia conquistado, algo inimaginável para alguém que era apenas uma arqueira em um exército, ouviu a pergunta de Septa.*
- Não, não pensei em nada. Tem alguma ideia?

Narrador
*Kalekrasi e Jason sentiriam um tremor gigantesco vindo do subterrâneo, como se algo muito grande tivesse sido deslocado de dentro da terra. Caso Kalekrasi desejasse investigar, após remover os escombros que selaram a entrada, causados por Claire anteriormente, descobririam que toda aquela gigantesca caverna estava vazia. A cidade toda havia sumido. Todos os prédios de gelo, os aparatos, toda e qualquer construção que havia ali se foi. A caverna agora era um gigantesco espaço de nada cercado por paredes de gelo.*

*O que, no final das contas, foi ainda melhor para eles. Agora possuíam todo um espaço subterrâneo onde poderiam colocar, abrigar ou construir o que quisessem. O objetivo de invadir e dominar Brrzengard fora cumprido, afinal. Jason fez questão de comemorar a vitória com Kalekrasi enquanto planejavam os próximos passos de sua expansão. Afinal, a Ceifadora em pessoa e o rapaz mais ganancioso daquele continente não iriam parar apenas com um reino.*


Kalekrasi
- Alguns mortos, acordos com intidades.. Jason, você ja deve ter se questionado algumas vezes porque eu simplesmente não uso meus poderes para conquistar tudo, e quais são minhas intenções. Acho que você merece a verdade...

Ja estavam dolado de fora, Kalekrasi olhava para Jason por debaixo do capuz e falava com calma.

- Você vai gostar da resposta, porque ela é simples: Não sou aquela quem deve faze-lo,apenas a guia. Você não tem aliados? É apenas um banquete onde não pode se servir de tudo por mais que queira. Infelizmente, certa parte so vai ser desperdiçada. Mas isso lhe deixa com mais...Opções.

Kalekrasi não parecia nenhum pouco preocupada com a derrota aparente. A cidade subterranea estar lacrada não era uma preocupação, ainda mais porque fecharia acesso do outro lado. Ela logo continuava.

- Em duas semanas Jason. Levarei você até o proximo passo. Entretanto, existe algo de util que posso lhe ensinar para essa jornada. Descanse, organize suas forças e acima de tudo, não se preocupe. Muitos negam, duvidam ou questionam a morte, mas ela é a unica certeza...

Narrador
*Assim que retornou para a clareira onde toda a população elemental aguardava, Gelamensfix e Carolyn correram até Claire. Carolyn segurou as mãos da succubus, dizendo.* Claire! Você está bem?? O que aconteceu?? *Gelamensfix também ficou feliz ao ver Claire viva, mas lamentou-se em seguida.* Nós... Perdemos tudo, não perdemos? Teremos que recomeçar em outro lugar. Há muito o que fazer!

*Caso Claire contasse o que ela havia feito a todos ali, apenas veria a expressão perplexa de Gelamensfix, Carolyn e de qualquer outro elemental por perto. Para eles, aquele feito era magnífico, reservado apenas aos seres realmente poderosos. Gelamensfix ajoelhou-se perante Claire, o que fez outros habitantes realizarem o mesmo ao redor deles. O baixinho falou então.*

Eu... Não tenho palavras para descrever o que fez por mim e pelo povo de gelo. Eu estou pronto para pagar minha dívida com você. Apenas peço um coisa: Que nenhum deles tenha que pagar mais nada e que possam viver na nova Brrzengard, se é que poderíamos chamar assim, com liberdade.

Linda Morte
*Os mortos-vivos seguiam estritamente qualquer ordem de Linda. Se ela mandasse buscar uma cama luxuosa para seu quarto, é isso que fariam. É claro que todos esses saques chamariam atenção, mas alguns dos mortos-vivos era furtivos e os habitantes das vilas tinham medo de seguir as criaturas. Além disso, eles conseguiam percorrer grandes distâncias, o que garantia que nunca saqueassem o mesmo lugar muitas vezes seguidas.*

*Septa respondeu para Linda, flutuando ao lado dela em seu novo aposento.* Bem, mestra, eu buscaria um nome para causar medo aos nossos inimigos. Considerando que aqui era um lugar sagrado que depois se tornou um antro de morte, então eu pensei em algo como Monastério da Morte, ou até Monastério da Linda Morte, para que as pessoas saibam que aqui reside uma lenda. As histórias logo se espalhariam pelas redondezas e isto, por si só, espantaria curiosos. Logo, populares estarão contando a história do antigo monastério onde um massacre ocorreu e que agora é um reduto de morte e trevas para onde ninguém ousa se aventurar. O que acha?

Narrador
Kalekrasi

Sim, Kalekrasi. *Respondeu Jason sem hesitar nem por um segundo. Agora, mais do que nunca, sua lealdade à Ceifadora era total. O discurso dela fazia Jason sentir que ele era o protagonista e que ela estava ali apenas para conferir-lhe poder e guia-lo. Mesmo que isso não fosse verdade, o rapaz se sentia assim.*

*Aos poucos eles reconstruiriam as defesas de Brrzengard e, ao contrário da regência anterior, não esconderiam o fato de que estavam ali. Até mesmo a ponte que dava acesso ao pé da montanha seria vigiada e reforçada. Vilas próximas saqueadas trariam escravos ou até mesmo seguidores, influenciados pelo poder de Kalekrasi, possibilitando a eles formar uma milícia própria.*

*Jason ainda tinha desejo de se vingar de Linda Morte e Claire, mas isto podia esperar. Primeiro seguiria as instruções de Kalekrasi.*

Claire G. Hellstorm
*Claire deixou a elemental segurar suas mãos, mesmo estando bastante quentes ainda, e sorriu* Não houve confronto, não se preocupe... *ouviu então a lamentação do baixinho e riu, contando de fato todos os acontecimentos e se surpreendeu quando o rei deles se ajoelhou diante dela, fazendo os demais o seguirem. Ouviu suas palavras, e por fim sorriu, brincando com os cabelos dele de foma suave enquanto respondia* Não é meu prisioneiro. Poderão manter o nome de sua cidade, que agora será um distrito de meu reino. Será o administrador deste distrito, e terá recursos para seus inventos, desde que os compartilhe sempre comigo quando os visitar. Todos que quiserem o seguir poderão o fazer, recebendo segurança para viverem em paz, desde que não entrem em atrito com meu povo, de raças variadas, que cumprirão igual determinação. Apenas precisam compreender que meu reino é um deserto, e que isso os limitará ao seu distrito, salvo situações de grande necessidade, onde poderei ajudar no translado. Não me pertencerão, como vc me pertence a partir de hj, mas deverão respeito agora não apenas a vc, mas a mim tb... Quem estiver de acordo com essas regras, poderá o seguir.

Narrador
Claire G.

*Todos os elementais ao redor fizeram afirmativos com a cabeça e se curvaram diante de Claire imediatamente. Gelamensfix concordou com a cabeça e manteve-se curvado enquanto ela brincava com o pouco cabelo da careca dele. Carolyn mandou espalhar a notícia por toda a população presente ali, o que fez com que os elementais se curvassem para Claire em respeito sempre que ela passava próximo a eles.*

*Aguardaram até que Claire os auxiliasse no teletransporte até a nova cidade, um processo que poderia tomar muito tempo e energia, mas a população era paciente e resistente, mesmo fora de seu habitat de gelo. Os meses seguintes foram marcados pela adaptação da população às novas condições, o que ocorreu de maneira tranquila, já que os elementais de gelo respeitavam as criaturas dos outros distritos.*

*Pouco a pouco, os elementais deixaram de ver Gelamensfix como o líder e passaram a considerar Claire como tal. O baixinho assumiu uma função de inventor oficial da succubus, compartilhando seus experimentos que seguiam as necessidades e desejos de Claire. Alguns experimentos eram destinados ao aperfeiçoamento e melhoramento da qualidade de vida de todo o território. Outros eram para a guerra e estes, em especial, eram apresentados à Claire em segredo.*

*Carolyn se aproximou ainda mais de Claire nesse período e estava sempre com a succubus quando lhe era permitido. Imaginava que Claire deveria ter dezenas de súditos e, portanto, tentava conseguir mais espaço para se tornar o braço direito da regente. Também tentava aprender ao máximo com Claire, respeitando-a como líder e como a criatura poderosa que ela era.*

Claire G. Hellstorm
*Claire não nascera para comandar. Daimonius dizia isso, Genesis adorava isso, e Apocalipse respeitava isso. Tinha uma mente brilhante para estratégias, mas não apreciava de todo o combate, apesar de ser boa nele como todos de sua linhagem. Ela sempre voltava os súditos para a regência de Gelamensfix, lhe conferindo poder de decisão praticamente absoluto dentro de seu distrito. As visitas eram frequentes, e estava bastante interessada nos mecanismos, e em como aliar sua magia a tais mecanismos de tal forma que seu poder pudesse, de certa forma, ser cedido a quem ela quisesse, formando assim um exército extremamente poderoso e resistente. Se interessava profundamente na qualidade de vida de seus súditos, de todos os distritos, então incentivava bastante inventos que a ajudassem nisso, e com certa frequência promovia festas, fosse no distrito Brrzengard, fosse em seu palácio adaptado temporariamente para tais criaturas, onde se misturava despida de todos seus títulos com todos que por lá estivessem, em rodas de histórias, bebidas e diversão. Permitiu que Carolyn fizesse o que tinha vontade, e, em troca de aprender a dominar melhor o elemento gelo, treinava Carolyn em boa parte do que sabia que pudesse ser aprendido pela elemental, exceto magia, vez que suas magias se limitavam àquelas que pertenciam apenas a sua linhagem, ou pelo menos essa era a desculpa. O treinamento era exaustivo, e Claire não era tão gentil assim nesses momentos, mas não era nada que a elemental não fosse capaz de suportar, e que não a fizesse mais resistente... Se a elemental pretendia ser a número 2 na linha de comando, teria de ser muito boa no que fazia, e controlar suas emoções perfeitamente, assim como Claire o fazia. Por se tratar de outra dimensão e o tempo correr de forma adversa da forma como corria fora dele, Claire ainda tinha liberdade para ir e vir, e pentelhar a vida dos outros, como de costume.*

Linda Morte
Monastério da Morte ou da Linda Morte...? Talvez Monastério da Morte apenas. "Linda Morte" pode virar motivo de piada.
*Murmurou para o morto-vivo enquanto observava a paisagem visível de seu quarto. Estava muito satisfeita com a conquista, com a lealdade e as vantagens que obteve com a breve aliança com Jason. Aliás, não fazia ideia de onde ele estava... Nem se estava vivo.*
Sabe se Jason sobreviveu? E aquela... morte? A de verdade?

Narrador
Linda M.

*Septa respondeu.* Sim, acredito que Jason e a outra criatura estejam vivos. Se Jason tivesse morrido, os outros mortos-vivos estariam sem mestre agora. E, embora dez de nós pertençamos a você, a ligação com os outros não foi totalmente desfeita. Isso significa que se alguma vez encontrarmos Jason, nós sentiremos a presença dele e de seus mortos-vivos. Infelizmente o contrário também é verdadeiro. Ele poderá nos sentir se estivermos muito próximos.

*Ele fez uma pausa, flutuando para o outro lado de Linda.* Mas creio que não o encontraremos tão cedo. Ele e a criatura tiveram que se reestruturar, assim como nós o fizemos. O conflito, porém, é inevitável e acontecerá algum dia e é por isso que temos que estar preparados. Eu diria que o ideal é continuar nossa expansão, a fim de reunirmos um exército tão grande quanto o dele.
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