Quem vai ficar com Annabela? - Domine Mathesis (Encerrado)

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Quem vai ficar com Annabela? - Domine Mathesis (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Maio 15, 2015 4:04 pm

[Resumo: A entrevista de Annabela, escrita por Theodore Lung e publicada no Diário do Lago, fez com que pretendentes de todas as partes do continente viessem até Domine Mathesis tentar a mão da linda moça cega. Lei se reúne com Annabela, Sieg, Lilandra e Minami para tentarem chegar a uma solução para o problema.]



--Introdução--
*Conforme prometido, a publicação com a entrevista de Annabela entrou em circulação uma semana depois do encontro com o enviado do Diário do Lago, Theodore Lung. A senhora Ava adentrou o aposento de Annabela como um trovão, segurando uma das cópias do periódico:*
- Annabela!! Mas que história é essa?? Você disse ao repórter que está procurando um marido??
*Naturalmente, a pobre Annabela ainda não sabia do que se tratava. A senhora Ava leu todo o artigo para Anna, sua voz ficando mais alterada no último parágrafo.* [ Descreva a reação da Annabela, que com certeza foi algo hilário LOL ]
*Alguns dias se passaram e os efeitos da publicação começaram a aparecer. Os homens de Mathesis, a princípio, ficaram acanhados, não sabendo se o que leram no artigo realmente representava a intenção de Annabela. A coisa só se alastrou quando um homem de outro reino veio tentar a mão da moça. Depois mais um de outro lugar distante... E mais um... Logo, Mathesis estava repleta de homens vindos de todos os cantos do continente e alguns sequer eram humanos.*
*A cidade se agitou com a chegada de tantos forasteiros. É claro que havia os aproveitadores e os guardas trataram de expulsar estes, mas a esmagadora maioria realmente queria a mão de Anna. Desnecessário dizer que Theodore Lung passava longe de Annabela, imaginando que a moça queria matá-lo. A situação ficou tão complicada que Lei mandou trazer Anna para sua casa em segredo para não atrair os pretendentes, a fim de conversar com ela e decidirem o que poderia ser feito.*
*O lobo Aethelwulf foi quem ficou mais feliz com a visita de Anna. O bicho sempre acompanhava a jovem em suas caminhadas na floresta fora da cidade e, ao mesmo tempo, lhe dava companhia e proteção. O lupino começava a criar uma ligação forte com Annabela.*



Minami
*Minami não estava nada satisfeita com a presença de alguém tão cobiçado entre os homens e que ainda fazia seu filho ficar todo o tempo com ela. Já conversava muito pouco no dia a dia e, com a presença de Anabella, estava literalmente muda. Vez ou outra apenas rosnava para um dos filhos - o lobo ou o metamorfo - e resmungava para o humano alguma bronca ou ordem. Nada além.*

Annabela Bradbury
Annabela simplesmente não podia imaginar o quanto sua vida mudaria nos próximos dias... assim como a sua tão preciosa paz.

Todas as vezes em que se lembrava do tom irritado e chocado de Ava, Anna sentia ainda mais vontade de puxar as orelhas daquele escriba com toda a força do mundo. Nossa, só de pensar...

Sua primeira reação foi arregalar os olhos e se levantar da cama, ignorando até mesmo os pertences que estavam sobre seu colo. Nunca tinha visto Ava tão alterada como naquela ocasião. E apesar de tentar acalmá-la, sua voz doce não teve efeito algum sobre a fúria da mulher, que com o mesmo timbre carregado, começou a ler a reportagem com sua entrevista. Até então, nada fora do que tinha sido realmente dito... tirando a parte final. Annabela caiu sentada sobre a cama com ambas as mãos sobre os lábios, silenciando-os. Porque não seria louca em irritar ainda mais Ava com o nada bonito xingamento que deslizou em sua língua.

Aquele... aquele...

Como ousava a humilhá-la assim?!?!

Mentiroso!

O rubor que se espalhou pelo rosto, pescoço e colo... Não era de vergonha – ok, também era... – mas sim de revolta.

Ela estava furiosa! E o mataria!

Levantou-se de repente, certamente assustando a pobre e nervosa senhora. Estava com os punhos cerrados e os lábios crispados.

- ELE VAI VER QUEM É A MOÇA GENTIL QUANDO COLOCAR MINHAS MÃOS EM SEU PESCOÇO!!! – Annabela gritou.

E ainda por cima ofereceu chá para esse mal agradecido!

Ah, Theodore Lung... Você não perde por esperar.

Poucas palavras? Tsc... Pois agora ela tinha muito o que falar!!!

E a dor de cabeça só havia começado...

Annabela teve que lidar com todos os homens – e criaturas – que a notícia atraiu. Ela não sabia como se comportar com a situação, ficando nervosa em vários momentos, enrolando-se com as palavras, já que procurava ser o mais delicada possível nos ‘nãos’ que distribuía, além de tentar desfazer o mal entendido. Porém, era tarde demais...

Pelos diferentes sotaques e costumes dos pretendentes, ela já tinha ideia de que a entrevista ultrapassara os limites da cidade.

Desde então, no meio dessa confusão, o único homem que não cruzou o seu caminho foi Theo. E a cada pedido feito por sua mão... mais aumentava sua raiva por ele.

Então, Lei acabou intervindo e a decisão foi levá-la para sua casa, que nessa história toda, tinha sido o ponto mais positivo. Poderia estar com Wulf, a quem Anna pegara imensa afeição e carinho, sentimento que se mostrava recíproco por parte do lobo. Ele era tão doce, mesmo com todo aquele tamanho e brutalidade. E sua presença mantinha os pretendentes distantes... um pouco de calmaria para ambos. Apesar da aparência, Annabela não o tratava como um “bichinho de estimação”. Na verdade, lidava com ele como se o mesmo fosse uma criança – o que era em certo ponto, não?

Estava sentada no sofá, aguardando Lei. Enquanto isso, Wulf lhe fazia companhia, empurrando suas pernas com o longo focinho.

- Não, Wulf, agora não podemos passear... Seja paciente, sim? – ela sussurrou, aproveitando para acariciá-lo próximo das orelhas.

Escutou quando Minami rosnou para o filho, certamente querendo controlá-lo. Anna abaixou a cabeça, sem graça. A mulher não falava com ela... certamente sentindo que sua presença era uma invasão de espaço e privacidade. E também notava o quanto ela ficava incomodada com Wulf constantemente rodeando Anna... e vice versa também.

Annabela suspirou e mordeu o lábio de leve, controlando o nervosismo.

Podia piorar?

Sieg Hart / Lilandra
Sieg Hart, havia estranhado toda aquela movimentação a frente da casa. Pessoas com...Flores? Presentes? O que era tudo aquilo?

Para surpresa de muitos (e desgosto dos autores) Sieg geralmente estava ocupado demais para ler o diario do lago, e Lilandra parecia não muito fã da tarefa ja que geralmente o pedido de "Me conte caso leia algo interessante" não resultava em nada.

Enfim, via ainda algumas pessoas lhe olhando de uma forma um tanto...Incomum quando entrava na casa. Worg se agitava, e olhava confuso na direção de Lilandra mas o sacerdote era reconhecido. Sieg sempre erguia levemente a mão, deixando que o filho de Lei se aproximasse se desejasse, ele falaria:

- Milady Annabela? Eu...Achei estranha a movimentação nos arredores de sua casa. Achei melhor verificar se estava tudo bem, uma vez que não consegui entender a causa.

Lilandra, que Anna ja ouvia explicações como "Elfa estranha que segue Sieg e age como uma estatua" carregava uma caneta tinteiro e um livro embaixo do braço, mas olhava pela janela...

- Aparentemente são pessoas interessadas em matrimonio, Annabela Bradbury atraiu interessados de todas as partes do reino,e de outros reinos em pedir a sua mão.

Falava como se comentasse do tempo ou da cor da casa, sem grande emoção. Entretanto Sieg parecia um tanto...Sem palavras.

- Oh...Bem....

Lilandra parecia não ter terminado:

- E aqueles homens do lado de fora estão comentando alguma coisa sobre "Ser injusto competir com aquele mago de cabelos azuis que é braço direito do comandante".

Sieg se aproximava da janela?

- Eles...DISSERAM O QUE?

E se aproximava da janela, enquanto os homens disfarçavam e saiam dali.Fazendo a parte de "disfarçar" tão mal quanto Sieg em parecer não...Ligeiramente incomodado

Ser sem expressão e reações como Lilandra ajuda as vezes...

Minami
*Minami estava quase surtando com toda aquela movimentação em sua casa. Annabela, Sieg e Lilandra entrando e saindo como se a metamorfa não existisse, nem seus dois filhos mais normais. Andava entre rosnados, preferindo ficar sozinha no quintal enquanto os dois brincavam.*

Narrador / Lei Keylosh
*Não faltaria informações para os sentidos de Annabela na casa da família Keylosh. Mais imediato, havia o cheiro e sons óbvios de Wulf, que estava aos pés dela. Cada toque do focinho dele nas pernas de Anna quase a empurrava para o outro lado do sofá e ele emitia um som que parecia um latido de cachorro. Depois se deitava com o focinho no tapete quando ouvia o rosnado repreensivo da mãe. Mesmo completamente deitado, ele ainda ficava muito grande, e era de se perguntar como os móveis daquela casa ficavam inteiros com um bicho daquele tamanho ali dentro.*

*Que, aliás, era outra coisa curiosa sobre aquela casa: O interior era grande e espaçoso. Exageradamente espaçoso, na verdade, e a moça sentia que poderia até mesmo correr ali dentro e demoraria alguns segundos para acertar qualquer objeto. Teria sido aquela uma adaptação para Wulf? Afinal, não é sempre que se dá à luz um lobo de quase três metros de altura. O cheiro de peles de animais na frente da lareira e nos sofás predominava, bem como o de comida. Sim, havia sempre comida na casa dos Keylosh, de todos os tipos, mas não havia nenhum cheiro de hidromel porque Minami proibira Lei e Sieg de tocar em qualquer tipo de bebida alcoólica e o motivo Anna viria a descobrir mais tarde.*

*Minami não ficou nada feliz com a chegada de Sieg e Lilandra, o casal de cabelos azuis, e foi para o quintal com os irmãos bebês humanos de Wulf. Lei, ao contrário, os recebeu muito bem:*

- Sieg, Lilandra! Não havia melhor hora para chegar! Estávamos discutindo justamente esta situação inusitada na cidade! Sentem-se, vou preparar algo para comermos! - Lei ia preparando algo enquanto Annabela respondia à Sieg. Wulf também era muito próximo de Sieg, sempre se aproximando para receber carinho quando o Guardião do Tempo chegava, mas ainda ficava confuso em relação à Lilandra.

Sieg Hart / Lilandra
Lilandra parecia ainda olhar pela janela

- Minami Keylosh parece se sentir um tanto deslocada no Jardim. Talvez eu devesse...

E quando ela olhasse na direção de sua casa novamente, poderia ver Lilandra, logo ela sorrindo de uma maneira EXTREMAMENTE incomum para seu comportamento Tipico. Acenava animada como uma garota normal da idade dela faria. Correspondendo ou não. Lilandra logo se voltaria para dentro.

- Tecnicamente eu não preciso de alimentos para me manter viva.

De volta ao normal pelo visto.

Annabela Bradbury
Ela percebeu esses detalhes porque já lhe era comum prestar atenção em coisas do tipo. Afinal, era verdade o que diziam sobre os deficientes visuais, ao menos podia afirmar por si mesma. Os outros sentidos pareciam dobrar de intensidade, como se para compensar a falta do outro, e no caso de Annabela... ok, vamos deixar de lado. Por enquanto. Os cheiros, a temperatura e o espaço não a incomodavam... No começo, era sempre uma surpresa e ela ficava momentaneamente tonta, mas se adaptava rápido. E Anna gostava do cheiro de Wulf, como também da maciez dos pêlos grossos.

Percebeu que Wulf se aquietou aos seus pés diante da bronca da mãe, assim como notou que Minami abandonou o recinto, ao mesmo tempo em que outros chegavam. Pelo som dos passos, Anna pôde identificar que eram duas pessoas, ou mais. Repousou as mãos sobre o colo e ajeitou um pouco mais a postura, ficando tensa... E quem poderia culpá-la? As visitas dos últimos dias não têm sido das mais... tranquilas. Pensou que poderia encontrar só um cadinho de paz na casa do Comandante, mas parece que não. Aguardou em silêncio, até que reconheceu a voz de Sieg. Rapidamente o nervosismo foi substituído por alívio. Annabela levantou-se do sofá, porém preferiu não arriscar andar e esbarrar em algo, já que conhecia o lugar.

- Ah, é você Sieg... e presumo que esteja acompanhado pela Lilandra – aumentou o sorriso – Oh, sim... – mostrou-se um pouco sem graça com a observação evidente e quem respondeu a pergunta foi a elfa, e Anna logo concluiu, franzindo o cenho – É verdade. Uma confusão! Aquele repórter me enganou com suas boas maneiras. Ele... Ele...

Ela calou-se com a continuidade da fala de Lilandra e corou violentamente.

Era claro que Annabela não acreditava ser aquele o motivo da visita de Sieg, mas mesmo assim...

- Por favor, não se importe com esses comentários! Sinto muito! A situação fugiu completamente do controle... Já não sei mais o que fazer. Parece que minhas negativas estimulam ainda mais as visitas, o que não faz o menor sentido!

Nesse meio tempo, Lei voltou para a sala, recebendo os dois com a animação de sempre. Annabela mordeu o lábio, um gesto nervoso.

Sentiu uma movimentação brusca e era Wulf levantando. Esperou que o lobo viesse em sua direção, mas isso não aconteceu.

- Estou causando problemas... Se eu soubesse que ele seria tão hipócrita e maldoso, não o receberia!

Ah, Anna...

Receberia sim.

Nem que fosse para negar e agradecer o pedido.

Agora é tarde demais.

Então Lilandra falava sobre Minami e perfeito! Não queria incomodá-la... Não queria incomodar ninguém. Só que a sua vida simplesmente não concordava com esse desejo.

- Céus... – sussurrou, balançando a cabeça.

Narrador / Lei Keylosh
*Todo aquele cômodo era unificado, de forma que Lei conseguia conversar com todos mesmo preparando algo na cozinha. De lá ele comentou:*

- Ah, Minami é assim mesmo! Sieg e Lilandra já a conhecem! Quando menos esperarem, ela estará aqui entre nós! - O otimismo externo de Lei contrastava com o medo interior, já prevendo a surra que levaria da esposa por ter trazido convidados sem avisar. Lei trouxe cestas de pão, queijo, frutas e jarros de leite e água até a mesa. Annabela sentiu o cheiro inusitado de carne crua. Era Lei entregando um bife cru para Lilandra e dizendo:

- Leve até a Minami no quintal, ela vai adorar! Confie em mim! - Depois o barbudo finalmente se sentou e disse: - Sabe como é, Annabela, na última vez em que eu e Sieg estivemos juntos nesta casa havia hidromel... Muito hidromel... E a noite foi longa... E minha esposa nos expulsou e não falou comigo por algumas semanas... Mas enfim! - pigarreada violenta - Vamos discutir a situação atual! Pelo que entendi, a culpa disso tudo é daquele escriba do Diário do Lago, correto? E agora temos homens vindos de não sei de quais cantos do continente querendo casar-se com Annabela. Muito bem... Quem tem alguma sugestão do que fazer? Menos você, Wulf. Comer todos os pretendentes não é uma solução possível!

Sieg Hart / Lilandra
Lilandra parecia mais uma vez dentro de sua postura "normal", mas enclinava a cabeça levemente tentando avaliar se levar aquele bife em um prato para Minami era algo realmente certo a fazer. Após um segundo ou dois entretanto, prontamente iria até o jardim.

- Sra...Keylosh, seu marido me solicitou que trouxesse isso. Apesar de ter minhas duvidas a respeito da reação que ele procurava despertar.

Enquanto isso Sieg, que ja se encontrava em uma situação confusa demais para relembrar historias do que havia acontecido ali, preferiu focar na história atual.

- Bem...Se Milady Annabela realmente esta incomodada com tamanho assédio, talvez devesse declarar ja estar comprometida, isso encerraria o problema. Não quis dizer uma escolha verdadeira, mas os pretendentes apenas precisam acreditar que se trata de uma...

Minami
*Minami estava até que "em paz" no quintal, aos poucos acalmando-se por estar longe dos "invasores". Sentiu o cheiro de Lilandra e o de carne. Olhou-a... Olhou o prato... E rosnou enquanto se levantava e passava pela mulher sem tocar na refeição oferecida. Entrou na sala enquanto literalmente ignorava os outros.*

- Agora eu sou cachorro para que mande entregarem carne pra mim no quintal???? É isso, Lei? Um cachorro!?!!??

Annabela Bradbury
Quando Lei falou sobre Minami, Annabela apenas sorriu, acenando com a cabeça. Não faria nenhum comentário, porque não a conhecia... mas não parecia ser uma irritação de momento. Na verdade, ela dava a impressão de ser muito brava. Mas... se ele não estava preocupado, ou melhor, intimidado, Anna procuraria se concentrar nos seus problemas... que não eram exatamente fáceis de lidar. Annabela recuou alguns passos, até que sentiu as canelas tocarem o sofá, onde ela voltou a se sentar.

Novos aromas entraram em contato com seu olfato, sendo que um se destacou. Ela franziu o nariz de leve, não pelo cheiro ser ruim, só era estranho.

- Hmm... carne crua? – comentou mais para si mesma, até que escutou Lei falar com Lilandra, logo compreendendo a razão.

Bem, faz sentido...

O relato do Comandante a fez rir e levar uma mão até os lábios. Ela podia ser ranzinza... mas o marido não ajudava muito.

- Oh, imagino que ela deve ter uma excelente razão para não deixá-los mais beber por aqui... Não posso condená-la – sorriu.

Então, voltaram para o assunto que era o principal propósito para aquela pequena reunião. Annabela mostrou-se pensativa diante da interrogação e expôs outro sorrisinho com a menção de Wulf comer os pretendentes.

- Não consigo pensar em nada... Já até fiquei escondida por um tempo, esperando que esquecessem, mas não funcionou.

O cheiro da carne enfraqueceu até sumir, e Anna concluiu que Lilandra tivesse feito o que Lei pedira.

Então, o primeiro a dar alguma ideia foi Sieg e Annabela arregalou os olhos.

Parecia ser um ótimo plano!

- Sim, claro... Como não pensei nisso antes? Posso dizer que já aceitei um pedido! Pelo bom senso, eles seriam obrigados a parar! – ela sorria largamente, aliviada... até Minami entrar na sala, enraivecida.

Annabela engoliu em seco e calou-se.

Não podia ver sua expressão, mas era mais do que óbvio que a esposa do Comandante estava muito aborrecida.

Narrador / Lei Keylosh
*Lei tomou um susto quando Minami entrou ali espumando de raiva, quase derrubando a água que estava prestes a beber. Ele levantou-se rapidamente, se aproximando dela com cuidado.*

- Cachorro não, minha querida! Lobo! Você é a minha lobinha! Ha-ha-ha! - Deu um sorriso amarelo e logo apontou a mesa. - Eu apenas queria você e os gêmeos perto de nós! E funcionou, está vendo?? Sente-se, coma alguma coisa enquanto discutimos o destino de Annabela. - O barbudo fez aquilo soar mais dramático do que realmente era. Ele pensou rápido e pegou Lei Jr. do colo de Minami, segurando-o nos próprios braços, se safando de uma surra da esposa... Por enquanto. Então comentou sobre a solução de Sieg:

- Concordo com Annabela, Sieg, é uma ótima ideia. Mas esses pretendentes parecem muito obstinados e não se contentarão apenas com a declaração de Anna de que está comprometida. Precisamos de alguma prova. Um casamento está fora de questão devido ao último que ocorreu na cidade... Mas precisamos de alguém que apareça em público com Anna, que faça parecer que realmente são um casal. Quem poderia ser essa pessoa?

Minami
*Minami não respondeu seu marido nem o impediu de segurar o filho em uma tentativa de se defender. Com o outro filho no colo ela foi sentar-se na mesa ainda entre rosnados.*

Sieg Hart / Lilandra
Curiosamente, as crianças pareciam animadas com a presença de Lilandra, isso provavelmente pela vez que os filhos do casal, Sieghart e Lilandra durante um passeio tendo, de alguma forma, aparentemente salvo de alguma forma toda a realidade de desaparecer... As explicaçoes sobre o evento eram complexas ja que era dificil conseguir um relato preciso das crianças...

- Ah... Que bom que aprovaram a ideia. Bem, imaginei que seria a unica soluçao para afastar esse tipo de visitantes. Ora, como se trata de apenas uma questao tecnica, uma formalidade e uma manobra, eu nao vejo porque n...

Nesse instante, de alguma forma era como se a atençao de Sieg fosse voltada para janela. Lilandra estava la, olhando diretamente para o sacerdote com uma expressao... Singular. Lei ja havia visto olhar semelhante em Minami, em especial antes de ser derrotado pela esposa em duelo e em outras brigas.

- Nao... Podemos encontar alguem...Alguma outra pessoa.

E pegava uma maça e comia sem olhar para ninguem ali, esperando o silencio passar

Annabela Bradbury
O que Minami tinha de braba... o Comandante tinha de corajoso. Mas ele obviamente a conhecia melhor do que ninguém, e Anna estava certa de que aquele tipo de situação era bem corriqueiro entre os dois, levando em conta o jeito de Lei. Por isso, apesar da tensão no ambiente, Annabela abaixou a cabeça, disfarçando um sorriso.

Lei voltou ao assunto enquanto Minami limitava-se em alguns resmungos e rosnados, que prometiam uma ‘conversinha’ mais tarde. Tomara que o Comandante sobrevivesse...

Então, ele falava sobre arranjarem um pretendente de verdade... E espera! Anna não esperava que isso fosse necessário. Ela franziu as sobrancelhas de leve e balançou a cabeça.

- Ora, eles seriam muito hipócritas! Afinal... Por causa de uma mentirosa declaração minha ao jornal, eles facilmente acreditaram! Por que seria diferente nesse caso?! Nossa... – levou as mãos até o rosto – Isso é tão constrangedor e irritante... Eu poderia muito bem dizer que não estou procurando um marido!

Mas não adiantaria...

Ela sabia que seria perda de tempo.

Percebeu que Sieg parecia conhecer alguém para o papel, mas... hesitou de repente. Annabela destapou as faces e soltou um demorado suspiro.

- Eu não conheço ninguém, e... Não seria pedir demais? Pedir alguém para fingir ser meu noivo... Não é algo simples, sem contar que você precisaria confiar na pessoa, Lei. Vai que o homem em questão conte sobre a mentira quando lhe achar conveniente?

Anna prendeu o lábio entre os dentes, contendo outro suspiro desanimado.

- Concordarei com o que decidirem...

Escondia o receio de ter que fingir... estar apaixonada?

Narrador / Lei Keylosh
*Lei percebeu a intenção de Sieg, até porque ele próprio também estava considerando a possibilidade: Usar Sieg para ser o "noivo falso" de Annabela. Seria perfeito. Sieg era respeitado na cidade e até mesmo conhecido em vários lugares do continente por seu trabalho em Terânia e Atlan, além dos relatos do Diário com seu nome. Ninguém duvidaria de sua escolha. Mas havia Lilandra, que claramente nutria sentimentos pelo Guardião do Tempo, e era esperado que ela não aprovasse a ideia. Depois, Lei respondeu à Annabela:*

- Eu realmente queria que a mera declaração de que você está comprometida ou que não está interessada resolvesse o problema, Annabela. Mas estes pretendentes... Alguns atravessaram todo o continente, vindos dos mais diferentes reinos. Eles não perderão a viagem sem um bom motivo e a maioria permanece hospedada aqui. Não há mais vagas nas estalagens e os relatos dos guardas dizem que alguns se tornaram violentos, brigando entre si como se você fosse o prêmio. Não só precisamos apresentar um noivo, como ele deve ser ameaçador o suficiente para... - Lei olhou para Wulf, deitado perto dos pés de Annabela e fez a conclusão óbvia:

- Ora, aquele repórter nunca disse que o pretendente precisa ser humano, certo?? Aethelwulf será seu noivo!

Minami
- Aethelwulf é um FILHOTE! Ele não participará disso. Onde está sua responsabilidade? Colocar um filhote nisso?

*Falou Minami, sem se mover de onde estava. Um "filhote", enorme como era.*
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