Uma Cerimônia Inusitada - Domine Mathesis (Encerrado)

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Uma Cerimônia Inusitada - Domine Mathesis (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter Fev 24, 2015 4:18 pm

[Resumo: Para tentar aproximar a família Keylosh e seus aliados da população de Domine Mathesis, Lei tem a ideia de realizar o casamento de sua filha Hatsuko com Tsubaki seguindo os costumes da cidade. Enquanto isso, Lei envia um mensageiro para buscar Annabela, já que agora ele tem condições de abrigar a moça com segurança. O casamento termina com o lobo Aethelwulf adentrando a catedral e espantando todos os convidados. Apenas a família de Lei e agregados permanecem para o banquete após a cerimônia.]





Introdução - Todos
A crise de loucura de Domine Mathesis estava resolvida. Um homem chamado Isaac havia removido a maldição dos habitantes infectados, trazendo uma tão esperada paz à cidade. Ainda havia aqueles que eram contra a estadia da família Keylosh, mas o fato é que o último incidente fez diminuir a rejeição ao novo comando. Lei não perdeu a oportunidade de tentar se aproximar mais da população, trabalhando em conjunto com sua esposa Minami, Sieg Hart e Lilandra para aprimorar as defesas da cidade e a eficácia de seus serviços.
Lei queria mostrar que estavam ali com o único objetivo de ajudar os Mathesianos e ele sabia que o fator cultural era importante. Seria impossível mudar a mentalidade religiosa daquelas pessoas, então Lei fez questão de permitir à população que mantivesse seus ritos e costumes, apenas não permitindo práticas religiosas que causassem qualquer tipo de mal a outras pessoas. As missas de domingo e outros costumes continuaram, pregadas pelos poucos padres honestos que restaram.
Lei pensou em uma ótima oportunidade para mostrar que a família Keylosh e seus aliados estavam dispostos a respeitar as tradições religiosas da cidade. Que ideia seria melhor do que realizar o tão adiado casamento de sua filha Hatsuko com Tsubaki?
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Hatsuko e Tsubaki
*Em uma certa tarde após a última crise da cidade, Lei chamou Hatsuko e Tsubaki para conversarem na casa dos Keylosh. [ Minami pode estar também, mas se a Fernanda não quiser fazer dois personagens ao mesmo tempo, não tem problema ] O barbudo estava estranhamente gentil. Não que ele não fosse gentil no dia a dia, mas estava exagerando ligeiramente. Fez uma mesa de comes e bebes para o casal e até puxou as cadeiras para se sentarem. Não demorou muito até que Lei fosse ao assunto principal, esfregando as mãos.*
Muito bem, ouçam... Já sabem que aprovo a união de vocês e o que mais quero é vê-los juntos. E, devido a todas as coisas ocorridas no último ano, não conseguimos planejar o casamento. Eu estava lendo uma cópia do Diário do Lago, que reportou um casamento luxuoso no reino de Altonia que serviu como símbolo para unir duas famílias. Então eu pensei em fazer o mesmo aqui, para que nos aproximemos dos Mathesianos, para que mostremos a eles que estamos dispostos a conviver com eles e protegê-los. *Lei se levantou, andando de um lado a outro da cozinha, e continuou.*
E se fizéssemos o casamento de vocês na catedral, seguindo todas as normas que eles ditam? Com o padre e os juramentos e toda aquela coisa... Não seria uma grande oportunidade?? Depois faremos um grande banquete, os Mathesianos ficarão felizes e começarão a nos ver com outros olhos! Alguns deles já nos olham de forma diferente depois de todo o problema com aquela maldição e muitos deles até nos apoiam agora! Eu entenderei se não quiserem! A vida do casal cabe apenas ao casal e vocês têm liberdade para fazer o que quiserem. Foi apenas uma ideia e qualquer que seja a resposta, eu ficarei feliz por vocês.
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Sieg Hart e Lilandra
*As semanas em que Sieg e Lilandra ficaram na casa dos Keylosh proporcionaram os dias mais divertidos para aquela família em muito tempo. Como esquecer daquela noite em que Lei e Sieg se embriagaram na varanda da casa após o jantar e Minami fez os dois dormirem no quintal? Ou daquela manhã em que Sieg levou os trigêmeos para passear no bosque e acabaram se envolvendo em uma aventura através do espaço-tempo, onde salvaram toda a integridade daquela linha temporal e ainda conseguiram voltar para o almoço? Ou naquela tarde quando Lei insistiu em colocar Lei Jr no colo de Lilandra e o pequeno vomitou nela? Ah, que semanas inesquecíveis!*
*Mas aquilo não podia durar para sempre. Sieg precisava de um lugar só dele, até para estabelecer um novo local de trabalho. Uma das vítimas da maldição morava sozinho em uma casa espaçosa e a mesma se tornou vaga após sua morte. Lei deu a casa à Sieg e disse aos habitantes que o guardião precisava de um novo local onde pudesse trabalhar em prol da segurança da cidade, o que não deixava de ser verdade. Ali havia espaço suficiente para ele e Lilandra morarem e trabalharem.*
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Annabela
*Na transição de Lagus para Domine Mathesis, Lei tinha medo do que pudesse acontecer com Annabela. Ele não tinha homens ou recursos suficientes para proteger a moça de forma eficaz naquele período e seus esforços já eram consumidos para proteger sua própria família. Então ele fez um trato com a moça: Enviaria Annabela e alguns soldados de escolta até a vila onde ela cresceu. Assim, o taverneiro Bark poderia acolhê-la até que todos os males de Mathesis fossem combatidos.*
*Annabela finalmente teria notícias. Um mensageiro chegaria na taverna de Bark: Era um dos soldados da época de Lagus. Lei o escolheu justamente porque o rapaz já havia visto Annabela e saberia reconhecê-la. O soldado adentrou a taverna procurando a moça com os olhos. Caso ela não estivesse ali no salão, ele se aproximaria de Bark, dizendo possuir uma carta endereçada a Annabela e somente a ela.*



Sieg Hart/Lilandra
- Não...Pergunte.

Essa era a resposta que Sieg havia dado a respeito daquela noite que, por alguma razão, acabou bebendo um "pouco" demais junto com Lei, dizem os presentes (qualquer um que passava e que Lei e Sieg praticamente arrastavam até ali para ouvir histórias, sendo que a maioria delas não fazia o menor sentido:

- Não! Vocês não estão pensando quadrimensionalmente! Temos que nos deslocar através do tempo espaço cruzando a quarta dimensão e noss deslocamento pode representar o instante do agora! Ou não!

As explicações dele se tornavam um pouco mais confusas, as histórias ainda mais sem nexo e tudo um pouco mais sem sentido. Lei não devia ter grandes lembranças, mas a parte que recordava fazia parecer ainda mais que estava esquecendo de algo:

- Comandante você não entende: Existem outras versões suas, uma é um pescador que sequer sabe usar uma arma, outro o dono de uma Taverna e algumas que...Digamos, você não ia querer encontrar. Eu entretanto não possuo "versões", existe apenas "um" Sieg. Mas esse pode estar em diferentes pontos do tempo espaço, em determinados períodos de tempo. Confuso? Devia ouvir eu explicando sobre Lilandra!

Mas ele não explicava, não falava absolutamente nada. Precisaria mais que alcool para falar naquilo. Sieg em determinado ponto apenas ficava um tanto mais sério e quieto antes de "pegar no sono", e comentava quase que consigo mesmo em um sorriso desanimado

- E mesmo assim não consegui salva-la...E ela morreu duas vezes. As duas.

Essa era a coisa mais clara que Sieg dizia, apesar que provavelmente so Lei entenderia.

- Não...Pergunte.

Era tudo que dizia após aparecer enquanto as crianças corriam pela casa, com o lobo latindo dezenas de vezes ao mesmo tempo que as crianças falavam ao mesmo tempo, narrando como Sieg e elas haviam derrotado "Aquela coisa que queria matar o papai", como haviam encontrado versões adultas deles mesmo, usado armas e habilidades incriveis e...Voltado. Além de bastante impressionados com uma série de "coisas legais" que Lilandra havia feito naquela jornada, apesar dela parecer tão participativa quanto sempre.

No mais, Sieg parecia bem envolvido no que segundo ele eram..."modificações" na casa, e Lilandra apenas para variar era vista com alternancia.


Minami/Hatsuko
*Evidente que Hatsuko estranhou toda aquela gentileza excessiva de Lei. Ele era bom pai, sem dúvida, mas com tanto cuidado sempre havia alguma coisa, algum objetivo "obscuro" por trás de tudo. Olhou Tsubaki após sentarem-se, imaginando se ele tinha noção do tamanho da encrenca em que provavelmente estavam se metendo.*

*Beslicava vez ou outra pedaços de carne crua de cervo caçado naquela manhã por Minami e o filho lupino, junto com um pouco de água. Não havia lido sobre o casamento - não tinha muita paciência para leitura ou escrita, já estava começando a esquecer algumas palavras - e o que havia ouvido falar não pareceu assim tão grandioso, apenas a união de duas pessoas. Servir de cobaia para um casamento à moda daqueles loucos era algo incômodo.*

- Mas como vai ser esse casamento? Por que não pode ser como fazem onde Tsubaki nasceu? Ele vai ficar mais feliz, não é, Tsu-kun? Eu não vi casamento nenhum... Nunca.
Mas vocês decidem!

Ujina Tsubaki
- Non estar em Rokugan, non ter shugenja, enton aceitar casar nas reguras desta cidade. Fazer pessoas gostar de nós, fazer amigos... Eu concordar... Se non tiver sangue nos ritos da cidade

*Tsubaki sabia o tamanho da encrenca, apenas queria evitar sangue. Não se acostumava à ideia de Hatsuko comendo carne crua perto, mas este era mero detalhe. Esteve um pouco sério nos últimos dias, estudando furiosamente alguns livros dele, como se procurando por algum detalhe que tinha esquecido*

Sieg Hart/Lilandra
Conviver com Lilandra era...Estranho.

Ela não era vista falando. Comendo. Dormindo. As vezes era simplesmente não vista. Como se existisse simplesmente para ser a "secretária" de Sieg, ou algo mais. Ela não ria, fazia qualquer solicitação sem questionar apesar de geralmente precisar de que Sieg dissesse para ela faze-lo.

E em casos assim, ela até mesmo comia ou respondia perguntas vagas.

Nem mesmo coberta de vomito ela parecia incomodada ou qualquer outra coisa. Na verdade, conviver com ela era apenas mais um sinal de que ela realmente não era completamente humana. As crianças chamarem ela de "Elfa estatua" era bem adequado. Uma vez que Sieg tinha arrumado uma "casa" uma das primeiras coisas que pode ser visto era ela mais uma vez sentada em uma mesa, preenchendo relatórios sem sequer piscar e organizando a "papelada" necessária não apenas para Sieg, mas todos ali.

A sala onde estava, antes do que determinava ser o "escritório" de Sieg desafiava a lógica: Não parecia possível a mesma sala estar ali. Padrões e tamanhos errados que poderiam enlouquecer o mais competente arquiteto anão. Mas a sala estava ali, e Sieg, e Lilandra.

Estava ali, seja la o que Lilandra é afinal...

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Annabela Bradbury
A impressão que tinha era que faziam semanas invés de meses desde que voltou para a proteção paternal que Bark sempre a ofereceu. O taverneiro ficou imensamente extasiado ao rever sua garotinha, embora soubesse que o lugar de Annabela não era mais ali... e nunca foi, mesmo sendo o mais próximo de ‘lar, doce lar’ do que ela um dia já teve. E apesar de tudo pelo que passou, Anna não hesitava em dizer que... ela era feliz. Ao lado do seu pai... o verdadeiro e único pai que conheceu, a mocinha se encontrou.

Ele era o seu ‘lugar’.

Quanto mais o tempo passava, mais Annabela podia sentir a preocupação de Bark aumentar. Afinal, ambos sabiam que mais cedo ou mais tarde, ela teria que partir. Por isso, quando o soldado, ao meio dia, em pleno horário de almoço, entrou na taverna... O velho rabugento simplesmente sentiu o que estava por vir. Sentiu... que aquela, infelizmente, era a hora dela... ir. E ele nada poderia fazer, mesmo desejando mantê-la o mais protegida possível de todos os males que sua condição espiritual a forçava vivenciar. No entanto, os dons de Anna eram perigosos demais... para todos, e para ela própria. Apesar de estar afastada da ‘confusão’, nesse meio tempo, as visões, os pesadelos e arrepios... Os sopros nada discretos nas orelhas...

Continuaram a atormentá-la.

Bark posicionou-se na frente do soldado como uma muralha e mesmo sendo um homem de idade, era grande e troncudo, com uma carranca nada agradável enfeitando as feições gastas. Olhava de maneira séria para o rapaz e apenas o escutou. As pálpebras se estreitaram e considerou, considerou mesmo, dar um chute na bunda daquele moleque e mandá-lo engolir a carta. Todavia, só o fez em pensamentos.

- Espere aqui.

Não muito distante, ele poderia ver o momento em que Bark aproximou-se do balcão, onde Anna terminava de secar alguns copos, completamente confortável com os afazeres. O taverneiro sussurrou algo em seu ouvido, e a expressão de calma se desfez quando as finas sobrancelhas se uniram de leve. E não demorou que a compreensão a acertasse. Ele a levou até o soldado, que seria recebido com um delicado sorriso da jovem.

- Não se preocupe, Bark. Está tudo bem... Termine de atender os clientes e não os deixem fazer bagunça. Ainda é cedo – seu tom era suave e ela ainda sorria – Venha comigo, por favor – falou para o outro.

Ela se movimentava com graça, não esbarrando em nada... conhecia o caminho. E mesmo os olhos não enxergando o trajeto, para Annabela, ali, em sua casa, não existia a menor dificuldade. Enfim, eles chegaram numa sala pequena e reservada, com alguns entulhos e bebidas espalhados.

- Pronto... – ela virou-se para o rapaz, juntando as mãos na frente do corpo e a cabeça erguida, tentando encará-lo, mas os olhos azuis não focavam em nenhum ponto especifico – Pode fazer a gentileza de ler para mim, senhor?

Parecia melhor... recuperada.

Quando a vira antes, ela era a imagem de uma criaturinha assustada e cheia de desespero.

Não que não fosse agora...

Mas ela aprendera a controlar.

Ao menos um pouco.

Narrador/Lei Keylosh

Hatsuko e Tsubaki

*Lei gostou da confirmação de Tsubaki e em seguida respondeu para aliviá-lo.* Não! Não há sangue! *E depois respondeu para a filha.* Hatsuko, andei perguntando pela cidade e é bem simples, ouça. Primeiro, precisamos escolher uma roupa elegante para Tsubaki e um vestido para você. Terá de usá-lo apenas por algumas horas, eu prometo! E tem que ser um vestido branco, por algum motivo. Vocês não podem se ver antes de se encontrarem no altar, ou isso trará azar ao casal.

*Lei continuou, tentando lembrar tudo de cabeça.* Vocês entram separados na catedral. Tsubaki entra primeiro e depois você, Hatsuko, comigo acompanhando-a. Por alguma razão a mulher sempre se atrasa, é quase uma tradição para eles. Acho que eles gostam tanto da igreja que preferem esperar nela! Depois o padre falará algumas coisas e vocês só precisam fazer e repetir o que ele disser! E pronto! Simples, não? Depois podemos todos ir ao banquete e comemorar!

*Lei pareceu se lembrar de algo.* Não, espere! As alianças! São aneis idênticos que os dois têm de usar neste dedo aqui. *Indicou o próprio anelar*. Elas têm de ser de ouro,não é como as que eu e sua mãe usamos. Eu mandarei o ourives forjá-las o mais rápido possível, o que também dará tempo aos escribas para confeccionar os convites. Hmmm... Estarei esquecendo de algo?
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Sieg Hart / Lilandra

*Naquela fatídica noite, Lei dava mais risada a cada coisa que Sieg revelava. Quando Sieg lhe disse que havia uma versão dele que era dono de uma taverna, Lei respondeu.* Hey, então deveríamos falar com ele para nos dar hidromel de graça! Huahahaha!! *Gargalhava, tossia violentamente e bebia mais. Os pobres habitantes que foram puxados para aquele vórtex de besteiras mal podiam acreditar que as defesas da cidade estavam nas mãos daqueles dois bêbados. Ao citar - posssivelmente - a morte de Tana, Lei já estava em estado de semiconsciência, de forma que o barbudo não se lembrava daquilo. Melhor para Sieg, ou Lei teria o enchido de perguntas.*

*Lei ganhou noites dormidas no jardim e três dias sendo ignorado por Minami depois daquilo, mas valeu a pena. Minami provavelmente achou a saída de Sieg um alívio, especialmente depois que os trigêmeos (apenas o lobo que se comunicava mentalmente, os outros dois ainda eram muito novos para falar) voltaram relatando aquela aventura absurda que era verdadeira.*

*De qualquer forma, Lei deixaria que Sieg montasse seu local de trabalho da forma como quisesse, apenas ajudando se o guardião requisitasse. Já imaginava que seu escritório tivesse uma sala que não combinava com o resto da construção, como ele tinha em Terânia. Era uma espécie de marca registrada dele. Quando estivesse tudo pronto, esperava que Sieg o levasse para conhecer o novo ambiente, ou o barbudo apareceria por lá por conta própria mesmo.*
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Annabela

*O jovem soldado tentou manter uma postura irredutível, mas Bark conseguiria botar medo em qualquer criatura que o encarasse. O soldado realmente pensou por um instante que o homem o agrediria e respirou aliviado quando ele se afastou. Ele não se lembrava de Annabela ser tão habilidosa ao andar, mesmo com sua deficiência, mas então lembrou-se de que apenas a conhecia de vista e não havia convivido de fato com ela.*

*Já na outra pequena sala, que o soldado imaginou servir como uma dispensa ou depósito, Annabela ouviu o rapaz responder "Certamente, senhorita Annabela" e em seguida remexeu a bolsa de couro que carregava. Ele retirou um objeto dali, mas não fazia barulho de papel.* Acho que esse é o tipo de carta que os magos usam, não? O senhor Keylosh é cheio de truques. *Ele deu uma pequena risada e em seguida colocou um objeto na mão de Annabela. Era um objeto frio e irregular, tendo a textura de uma pedra. Era um cristal, que se ativou quando ela o segurou. Annabela ouviu a voz de Lei.*

"Annabela, se estiver ouvindo isto, significa que meu mensageiro chegou ao seu destino. Peço desculpas por me comunicar desta maneira, mas, no momento, é todo o recurso que tenho. A situação em Domine Mathesis está finalmente controlada e agora é seguro ficar aqui. Espero que entenda por que eu tive que mandá-la embora há meses atrás. Eu peço para que me perdoe e para que retorne, assim podemos continuar seu treinamento. Você é muito importante para a nossa comunidade, Annabela. Aguardo seu retorno."

*E a voz silenciou-se. Annabela não sentia mais nenhuma energia emanando do cristal. O soldado falou.* Senhorita Annabela, estou pronto para levá-la de volta, caso deseje.

Minami/Hatsuko
*Tsu parou de comer carne quando ouviu-o falar sobre como devia ser a cerimônia. Cheia de detalhes desnecessários e nada que parecesse com o jeito de Tsubaki. Ela mesma nem sabia para que serviria aquilo, se serviria de algo. Usar um vestido, não ver Tsubaki para não ter azar, repetir palavras... Suspirou, segurando a mão de Tsubaki por baixo da mesa.*

- Se Tsubaki aceita, pai, tudo bem. Vai ser uma coisa estranha, não é? Vestido branco, repetir palavras... Você e mãe fizeram assim também? Depois podemos fazer do jeito que fazem em Rokugan também?

Sieg Hart/Lilandra
De fato. a sala de Lilandra, ou o que chamava de ante-sala ou sala de espera era extremamente igual ao que ele lembrava, ou queria não lembrar. Era um marmore branco incrivelmente limpo, a mesa de Lilandra organizada e bem limpa, com a mesma escrevendo em papéis sem prestar aparentemente atenção ao ambiente ao redor. Certamente por Sieg estsa ali, ou ficaria encarando eventuais visitantes até ele dizer porque estava ali. Enfim falava:

- Eu não preciso de uma cozinha, não sei cozinhar e Lilandra...Bem, tecnicamente ela não se alimenta. Acredito que posso ser bem mais util dessa forma. Lilandra parece plenamente capaz de interpretar toda informação necessaria e redigir diretamente para mim.

Ao ouvir seu nome, a Elfa parecia parar de escrever e retirar seus óculos de leitura. Olhava para ambos e dizia com calma:

- Apenas...Não acredito compreender ao certo alguns pontos do assim atribuido"relacionamento" que teriamos Sieg Hart.

Ela piscava os olhos de maneira serena, para em seguida frente a uma falta de resposta voltar a atividade anterior. Quando o sorriso de Lei começava a surgir no rosto do barbudo, Sieg logo parecia ter uma resposta:

- Lembremos que eu sei seu outro sobrenome...

Passava pela porta que levava ao verdadeiro escritório de Sieg. Apesar dos objetos, estantes e arquivos exatamente iguais (ou ao menos até aonde Lei se lembrava) a visão pela janela era diferente. Haviam apenas estrelas, como se estivessem em um ponto do céu até porque não havia um solo visível ou algo do tipo em uma janela que tomava toda parte de trás da sala. Enquanto permanecia em pé, olhava por alguns segundos os brilhos variados e a movimentação de eventuais estrelas cadentes ou semelhantes antes de falar.

- Depois de tantos dias com Lilandra, a observando de perto responda algo Lei: O que acredita que ela seja?

A pergunta parecia estranha ja que se tratava de uma pessoa, mas conhecendo Lilandra, Lei sabia o que Sieg queria dizer na verdade. E especialmente conhecendo Sieg, entendia a pergunta. Entretanto, isso atrapalhava ainda mais uma resposta...

Ujina Tsubaki
- Ser diferente, mas parecer que ser o mesmo em essência. Jurar diante os deuses, non? Como ser roupa que eu purecisar usar? Ter turoca de roupa de esposa? Em Rokugan, buranco ser cor de morte, e depois, esposa tirar o manto da morte e usar esta cor...

*apontou para o vermelho do kimono. L já era ruim de falar. LH então...*

- Esta ser cor de bida. Nova bida, como memburo de nova famíria...

Minami/Hatsuko
- Vermelho?

*Hm.. Pensou, olhando o noivo por alguns segundos e logo depois o pai.*

- Posso usar o vestido que você diz que usam e depois usar um kimono como as mulheres usam em Rokugan? Tsu-kun pode desenhar um!

Annabela Bradbury
Naquele pedaço de chão, na sua casa... não existia uma única pedra que Annabela não conhecesse. Por isso, mostrava tanta maestria, calma e confiança nos passos. Mas seus limites eram mais do que claros.

O ‘além’ daquela vila... era o desconhecido para a sensitiva.

E o medo se aproveitava disso, espreitando até o momento certo de agir.

Aguardava que ele começasse com a leitura, e procurava disfarçar o nervosismo, deixando as mãos entrelaçadas uma na outra, quase prendendo a circulação dos dedos. No entanto, sua expressão era suave. Mas em determinado momento, ela estranhou os ruídos que tomaram conta da salinha, já que não eram nada parecidos com papéis sendo desdobrados, ou algo assim. Então, ela sentiu uma energia diferente que veio acompanhada pela voz divertida do rapaz ao soltar o comentário sobre Lei. Quase recuou a mão quanto esta tocou o objeto estranho, mas procurou relaxar, e na mesma hora em que o envolveu na palma delicada, o timbre do barbudo se destacou no ambiente, arrancando um sorriso de Annabela, que o reconheceu na primeira sílaba.

Quando a mensagem chegou ao fim, ela não demonstrava surpresa. Só que demorou uns minutinhos antes de falar qualquer coisa, ou sequer responder a pergunta do soldado. Guardou o cristal no bolso do avental e acenou com a cabeça, concordando, enfim.

- Só preciso que me dê um tempo para arrumar alguns pertences e...

Ela suspirou.

O jovem compreenderia o silêncio.

Arrumar suas coisas e falar com Bark.

- Vá para o salão e relaxe um pouco, sim? Vou pedir para que te sirvam algo enquanto aguarda.

Assim que o soldado se retirou, Bark entrou logo em seguida, com cuidado e em tempo de ver uma Annabela pensativa. E ele nem precisou anunciar sua presença, pois assim que a mocinha sorriu, o taverneiro soube que acabara se entregando.

- Seu caminhar não é nada leve, Bark. Até um elefante consegue ser mais discreto...

- Annabela...

Ela fechou os olhos e inspirou fundo diante do tom sofrido.

Aquela era a tão temida despedida.

Narrador/Lei Keylosh

Hatsuko e Tsubaki

*Lei respondeu à Tsubaki com outra pergunta.* Quando você diz “depois”, você quer dizer horas depois da cerimônia ou logo após, no banquete? O branco deve ser usado na cerimônia de qualquer maneira, não podemos mudar isso, pois seria desrespeitoso. Mas no banquete... Não sei. Talvez não liguem se a noiva trocar de roupa. E você terá que vestir preto, Tsubaki.

*Depois respondeu à pergunta de Hatsuko, coçando a nuca meio sem jeito.* Hã... Eu e sua mãe, bem, nós... Nós nos casamos duas vezes e as duas foram em tavernas. Se as pessoas desta cidade soubessem disso, nos expulsariam imediatamente. *Deu uma pequena risada e depois pigarreou.* E sim, se desejarem, podemos fazer um casamento típico de Rokugan depois deste, mas em outro lugar para não causar conflitos. Tsubaki apenas precisa nos explicar os detalhes.

*Lei apoiou-se à mesa, fitando os dois alternadamente.* Eu agradeço muito a vocês dois por isto. Significa muito para mim e para o nosso bem estar nesta cidade. E eu, hã... Tenho que pedir mais uma coisa. Vocês permitem que eu chame um escriba do Diário do Lago? Imaginem só, a notícia do casamento percorrendo todo o continente! Mostrará a todos que Mathesis é uma cidade pacífica e que nós conseguimos isto! *Lei parou por um instante, olhando para cima e perdido em seus pensamentos de grandeza. Um segundo depois voltou ao normal.* Mas, claro... Apenas se quiserem...
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Sieg Hart / Lilandra

*Lei chegou a abrir a boca para zombar de Sieg e seu “relacionamento” com Lilandra, mas ser chamado por seu odiado nome do meio era um preço alto demais a se pagar, e o barbudo acabou ficando quieto. Em seguida, ele observou a nova sala de Sieg, percebendo que era quase idêntica à antiga. Ele parou ao lado do guardião e ficou observando o “espaço” através da janela, ainda tentando entender como funcionava aquilo. Só olhou para Sieg de volta após a pergunta.*

Bem, a julgar pela reação dos meus filhos em relação a ela, principalmente de Wulf, e pelas atitudes dela, eu diria que Lilandra é algum tipo de... Vida artificial? Um construto, talvez? Sieg, se ela for uma elfa como qualquer outra, eu peço desculpas, não quis ofendê-la... Apenas estou sendo sincero em relação à sua pergunta.
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Annabela

*O soldado aguardou Annabela naqueles minutos de silêncio, não tentando apressá-la em nenhum momento. Ele entendia perfeitamente a situação. Frente ao pedido dela, ele apenas respondeu.* Claro, senhorita Annabela. Estarei esperando no salão. Tome o tempo que precisar. *E depois deixou aquela sala, cruzando com Bark no caminho.* [ Se quiser descrever mais a cena de despedida ou colocar mais diálogo com Bark, fique à vontade ]

*O soldado ficaria em uma das mesas tomando apenas água. Quando Annabela estivesse pronta, eles iriam até o lado de fora, onde o cavalo do rapaz aguardava. Ele penduraria todos os pertences dela na sela do animal e ajudaria a moça a montá-lo, com ele subindo em seguida. Caso ela não dissesse mais nada, o soldado partiria em ritmo forte na direção de Domine Mathesis.*

*Parariam uma vez para descansar e comer, já que a viagem duraria todo o dia. O cavalo era rápido e resistente e faria o percurso bem rápido. Enquanto descansavam às margens de um riacho, o rapaz contou que ele sabia como despedidas eram difíceis, pois ele mesmo teve que deixar a própria família para se alistar no exército de Terânia, anos atrás. Ele disse que ainda não tinha notícias da família, mas que iria atrás disso agora que as coisas em Mathesis haviam se acalmado.*

*O restante da viagem foi tranquilo, com o soldado preferindo estradas mais abertas e seguras. Quando já estavam próximos, Annabela ouviu poucas vozes. Não havia barulho de movimento por perto, apenas o som de água correndo em abundância e botas e cascos de cavalo chocando-se contra pedra, o que sinalizava que devia haver um rio e uma ponte que dava acesso aos portões principais da cidade. Todos esses sons foram cortados com a voz do soldado, que anunciava sua chegada.*

Minami/Hatsuko
*Hatsuko ouviu em silêncio e analisando cada detalhe do pai, suas expressões e o modo como falava. Já estava achando suspeita a súbita urgência pelo casamento e ainda por um tão pensado para agradar a cidade e não ao casal. A frase final concluía o que estava mesmo achando. Suspirou em meio a um breve rosnado, descontente.*

- É um casamento para agradar a cidade e fazer Mathesis ficar famosa. Não é um casamento para nós... Não pensou mesmo em nós hora nenhuma, não é? Usar a roupa que eles aprovam, no lugar que eles aprovam... E uma escriba de um jornal.

*Havia ficado um pouco decepcionada e não se esforçava para esconder.*

- É tudo por causa daquele casamento em Altania? Altonia, sei lá? Pai, lá eram reis, príncipes, princesas... Aqui será um "monstro" e um rapaz que veio de longe, de olhos puxadinhos. Vai ser motivo de piada...

Sieg Hart/Lilandra
Sieg permanecia olhando pela janela enquanto ouvia Lei deixar clara sua opinião. Claro que as crianças tinham uma boa "versão" para o mistério de quem era Lilandra. Deixavam opiniões claras devido a ela praticamente não ter "cheiro algum", apesar que algumas vezes Wulf relatar sentir um cheiro enjoativo de maresia e aguua salgada. Era difícil ainda ter uma opinião exata se levar em conta que as crianças diziam que Lilandra ainda podia lutar "muito bem", e ter habilidades incriveis como "criar barreiras do nada", "relâmpagos pelos olhos" (segundo Ryojunken não era bem assim) entre outras coisas.

Claro que em especial, Lei Jr. dizer que ela podia "até mesmo fazer chover doces" parecia anular todo o relato.

- Acredite. Lilandra esta tão "viva" quanto eu ou você. Ela pode ser ferida e até mesmo morta. Contudo, o seu palpite e o de seus filhos não esta completamente errado. Eu gostaria de explicar melhor mas...Permita-me uma analogia simples.

As palavras "explicações" e "simples" vindas de Sieg nunca pareciam fazer mais sentido do que as explicações em si, de forma que Lei deveria esperar não entender:

- Você como um guerreiro deve estar familiarizado com um conceito simples: Por razões específicas, nunca mostramos nosso melhor "golpe" antes da hora certa. É como...Um As na Manga. Você só vai usa-lo se necessário, ou ainda só vai revelar um bom golpe se tiver um ainda melhor preparado...

Sieg parava e voltava-se para Lei. Não sorria mas seu tom era completamente tranquilo:

- Essa é a razão de que eu não posso explicar a respeito de Lilandra, ela é a melhor "cartada" que tenho em meu baralho. Precisa ser utilizada somente no momento certo.

Ujina Tsubaki
Eu non me importar de usar pureto, se puder carregar mon de meu crã. Poder ser pingente, um pano... Hatsuko usar branco tanto em cerimônia Rokugani quanto daqui, mas na recepçon do casal, em Rokugan, ela tirar kimono buranco que estar em cima e ficar desta cor... Ser pouco diferente...

*falava calmamente enquanto relembrava os passos da cerimônia em Rokugan. Não era tão distinto, embora toda a simbologia de lá fosse bem diferente*

Annabela Bradbury
Foi uma conversa de poucas palavras, mas cheia de afeto. Apesar de não querer, Bark não tentou impedi-la de seguir com o jovem soldado. Não poderia fazer isso... Ainda mais quando enxergava nos lindos olhos de Annabela que a garota já tinha tomado sua decisão. Ele a puxou para um abraço apertado, deixando que Anna enterrasse o rosto em seu peito e... o choro foi inevitável.

- Você vai ficar bem, docinho... Tenho certeza disso. E qualquer coisa... – ele a estreitou ainda mais, envolvendo os ombros frágeis com força – Saberá onde me encontrar.

Após mais trocas carinhosas entre os dois, ambos finalmente foram para o aposento dela, e Bark a ajudou a juntar alguns pertences e roupas. O que não foi uma tarefa difícil, já que ela não tinha muita coisa mesmo. Enfim, por volta de meia hora depois, Bark e Annabela apareceram no salão, próximos do soldado, que fora muito bem servido. Pelo menos não seguiria viagem de barriga vazia.

Bark entregou a bolsa para ele e sua expressão seguia séria, como se culpasse o rapaz por levá-la embora. No entanto, era um sentimento instantâneo, uma forma de aliviar a já crescente saudade.

- Já estou pronta... Desculpe a demora, mas precisava vestir algo mais confortável.

Os fios escuros foram presos numa trança comprida e grossa, com algumas mechas se soltando do penteado, forçando-a a ajeitá-las atrás das orelhas. O vestido era de tom claro e tecido leve. Mangas compridas e com as barras dobradas abaixo dos cotovelos, corpete trançado e cinza, se destacando sobre a saia lisa e sem volume. Não colocara maquiagem ou qualquer tipo de adorno – não que precisasse...

Do lado de fora, ela e Bark se abraçaram mais uma vez e o homem carinhosamente a beijou na testa.

- Vá em paz, Anna. E não deixe de mandar notícias, ou eu mesmo vou buscá-las... – a ameaça não soava assustadora, mas também não era em vão.

Foi a vez dela beijá-lo na bochecha antes de se aproximar do rapaz, que logo a colocou em cima do cavalo com facilidade. Ainda no lombo do animal, Annabela finalizou a despedida.

- Eu te amo... pai. Fique bem, por mim.

E assim eles partiram.

A viagem estava ocorrendo sem grandes problemas. Annabela e o soldado conversavam em determinados momentos, principalmente nas paradas para o descanso. Ele falava sobre a família e ela chegou a soltar que estava nervosa com o retorno, mas sem entrar em detalhes. Seguiram caminho e antes mesmo da metade, Anna sentia o corpo protestar de dor e cansaço, pois fazia tempo que não montava... Quanto mais numa viagem de um dia inteiro. Mas não reclamava.

De repente os sons se tornaram mais perceptíveis e ela conseguia identificá-los, e fazer suas próprias deduções. A água correndo, o trotar dos cavalos... Mas a certeza só veio quando o soldado anunciou a presença dos dois. E isso só podia significar uma coisa...

Eles haviam chegado.

Annabela fechou os olhos e permaneceu calada...

Mas sentia a mudança. Não algo bom ou ruim.

Apenas... diferente.

Narrador/Lei Keylosh

Hatsuko e Tsubaki

Sim, claro, Tsubaki, poderá usar o símbolo de seu clã. *Respondeu Lei à Tsubaki e depois ouviu Hatsuko e disse, sentando-se novamente.* Não, não! Claro que pensei em vocês, filha! Eu penso apenas em vocês, é por esse motivo que quero fazer isto! Uma melhor relação com a população significa mais segurança para vocês e toda a nossa família. Eu sempre coloco a família em primeiro lugar, lembra-se? Somos uma matilha e cuidamos uns dos outros.

*Ele segurou a mão dela sobre a mesa.* Você não é um monstro, nunca foi e nunca será. É uma garota com um coração de ouro e Tsubaki é um homem honrado, não importa de onde ele tenha vindo ou qual seja o formato de seus olhos. Eu quero que a população desta cidade veja isso em vocês, eu quero que o mundo todo veja isso! Sei que não temos a pompa de um reino como Altonia, mas não percebem o que fizemos? Trouxemos paz à esta cidade. Se conseguimos isto aqui, conseguiremos em qualquer lugar. É por isso que quero que a notícia se espalhe.

*Ele fez uma pausa, continuando.* Não quero usá-los de forma alguma, tudo o que quero é que sejam felizes e que tenham uma condição de vida boa aqui. Se não aceitarem, não há problema algum. Eu não vou deixar de amá-los por causa disso, nunca. [ Nota do mestre: Aceitem ou mato vocês! Sem pressão, huahaha ]
-------------------------------

Sieg Hart

*Lei ficou coçando a barba durante toda a explicação e fitando Sieg. Ele fez uma cara de quem ainda não entendeu completamente, mas disse por fim.* Por "momento certo", você quer dizer "último recurso"? Quando sua vida estiver em perigo e você não tiver mais nada além de Lilandra? Se for o caso, então vamos torcer para que nunca tenha de usá-la, meu amigo. *Lei sorriu ligeiramente, tocando o ombro de Sieg. Mudou de assunto em seguida.*

Quero aproveitar a ocasião para lhe entregar um convite. *Lei remexeu o bolso interno da roupa que usava e retirou um pedaço retangular de papel com algumas linhas escritas em letra decorativa.* Isto sequer seria necessário, já que você é da família, mas faço questão de cumprir esta formalidade. *Ele pigarreou e mudou a voz, falando de maneira pomposa de propósito.* Vossa senhoria está convidada para a cerimônia de união matrimonial de Hatsuko Keylosh e Ujina Tsubaki, a ser realizada na catedral de Domine Mathesis. Aqui está o convite.

*Lei entregou o pedaço de papel para Sieg, que não demoraria a perceber que haviam escrito o nome completo de Lei no convite - acima do de Hatsuko, onde vão os nomes dos pais dos noivos - onde lia-se "Lei Akbert Keylosh". O barbudo parecia não ter notado isso ainda.*
----------------------

Annabela

*Annabela sentia o cavalo igualmente cansado. Ela ouviu o animal diminuir o ritmo e o soldado puxar as rédeas. O som das patas na grama deu lugar à pedra e o barulho da água vinha de baixo. Estavam atravessando a ponte. O cavalo parou por um instante e o soldado conversou com outros que guardavam os portões. Os homens viram o soldado partir e sabiam da missão, então permitiram sua entrada.*

*Mesmo à noite, com quase ninguém na rua, Annabela sentia que aquele lugar era bem diferente de Lagus. O vento soprava com menos intensidade, cortado pelo emaranhado de ruas que continham centenas de casas e construções. As ruas cheiravam um pouco pior do que em Lagus, até porque, à noite, o cheiro de óleo e corda queimada dominava o ambiente devido às tochas dos soldados em ronda e aquelas nos postes de madeira.*

*O cavalo parou em um local onde era possível ouvir os sons de outros cavalos e os cascos batendo contra o feno. Era o estábulo. O soldado desceu do animal e ajudou Annabela a fazer o mesmo em seguida. Pegou todos os pertences da moça e disse.* Venha comigo, senhorita Annabela. O comandante Keylosh preparou um aposento para você. *O rapaz ainda chamava Lei pelo seu antigo título. Ele ofereceu o braço ou o ombro para que Anna se segurasse nele enquanto caminhavam.*

*Chegaram ao aposento e o soldado dispôs as coisas de Annabela no chão com cuidado, dizendo em seguida.* Uma das mulheres da casa virá ajudá-la a se trocar e organizar suas coisas. O comandante com certeza gostaria de vê-la, mas podemos deixar isso para amanhã, se estiver muito exausta.

Ujina Tsubaki
- Estar de acordo se Tsu-chan estar.

*e olhou para Hatsuko, um pequeno sorriso no rosto, uma das poucas manifestações emocionais dele desde que voltou a ser o Tsubaki de sempre: severo, sisudo, mas uma fera assassina quando era para proteger quem gostava*

Minami/Hatsuko
Com ou sem esse casamento do jeito que você quer, pai, nada acontecerá a nossa família. Sabe disso... Mas se ficará feliz... Então faremos.
*Olhou para Tsubaki e sorriu de volta. Já não havia resquício de raiva ou mágoa pelo tempo em que ele ficou sumido. Passou a mão em seu rosto com doçura, com aquele olhar bobo de pessoa apaixonada.*
Será quando, meu pai?

Sieg Hart/Lilandra
Sieg fez um meneio com a cabeça.

- Espero não chegarmos a tanto, ela é um bom trunfo contra um adversário poderoso. Seria até mesmo útil como elemento surpresa para deter alguem como você, nunca se sabe...

Lei podia se assustar com aquilo, mas havia um tom bem humorado na voz de Sieg. Se ele estava brincando o sorriso tinha sumido antes de Lei perceber. Ele parecia levemente surpreendido com o convite:

- Ah claro, pelo visto ainda penso em Hatsuko como a garota que recuperou sua boneca. As coisas mudaram realmente...Naruralmente vou estar la.

Ele olhava com atenção o convite, antes de mostrar a Lei sem devolve-lo.

- Imagino que...Não leu algumas partes do convite ou teria matado quem escreveu?

Narrador/Lei Keylosh

Hatsuko e Tsubaki

*Lei sorriu diante da resposta de Hatsuko, dizendo.* Tem razão, filha. Nada acontecerá com nossa família enquanto estivermos juntos, independente de qualquer casamento. Nossa matilha será sempre unida e Tsubaki faz parte dela, claro. *Em seguida, coçou a nuca, respondendo à outra pergunta.* Bem, se tudo correr como planejado, a cerimônia acontecerá daqui a duas semanas. Tsubaki, você irá comigo até o alfaiate daqui a dois dias para vermos sua roupa e Minami irá com Hatsuko até a costureira para acertarem o vestido.

*Fez uma expressão pensativa, continuando.* Nesse meio tempo, a comunidade que cuida da catedral arrumará toda a decoração. Os bardos conseguirão ensaiar as músicas, o ourives forjará as alianças e... Ah sim, vocês devem escolher um lugar para ir após a cerimônia para a... Como eles chamam? Noite de núpcias. A propósito, se alguém perguntar, digam que nunca fizeram isso. É sinal de desrespeito se a noiva não for... Pura.

Minami/Hatsuko
*Hatsuko teve vários motivos para rir naquela sequência de falar de seu pai e estava sendo quase difícil ficar séria.. Coçou a nuca mais uma vez e olhou Lei..*

- Minha mãe? Arrumar vestido comigo??? Minha mãe? Com o humor que ela está com meus três irmãos e a sua bebedeira??? Pai... Você bebeu mais? E noiva pura??

*E ria mais um pouco, meio idiota mesmo, ao lado de Tsubaki. Era tudo muito absurdo... Casamento. Seria bom se ela estivesse de bom humor no dia ou capaz que mandasse padre e convidados para o quinto dos infernos. Tudo parecia uma "palhaçada".*

Narrador/Lei Keylosh

Sieg Hart

*Lei já estava acostumado com as coisas enigmáticas que Sieg sempre dizia, mas aquela, em particular, o surpreendeu um pouco mais que o normal. Lei olhou surpreso para ele e depois brincou novamente, tentando manter o clima de humor.* Espero que seja contra o Lei dono de taverna! Será uma luta muito fácil, pois ele deve ser barrigudo e preguiçoso, huahaha!!

*E depois respondeu, olhando para outra direção.* Nem me diga! Parece que foi ontem quando posei para aquela pintura com ela na Cidadela dos Justiceiros Sagrados, ela era uma criancinha! Aliás, por falar em Justiceiros, eu me encontrei com Vlad enquanto você estava sumido. Ele está bem, graças aos deuses. Aquela mensagem dele que você recuperou no orbe em Terânia havia nos preocupado bastante.

*E então ouviu o que Sieg disse e fez uma cara de dúvida enquanto relia o convite.* Hein? Do que está falando? Acredito que esteja tudo cert... ARRRGHHH!!!! Maldito escriba!! Eu vou matá-lo!! Agora a cidade toda sabe meu nome do meio! Maldição!!

Sieg Hart/Lilandra
- Ele é bem ágil para alguem do tamanho dele. Arrancou a mão de um minotauro e até hoje tem o machado dele...E ao contrário de alguém que eu conheço sempre teve ambas as mãos.

Sieg deu um sorriso momentaneo. Ah sim, Vlad Kain. Isso fazia o sacerdote se recordar de uma série de coisas que aconteceram e ainda iriam ocorrer, mas teriam que esperar até uma hora mais apropriada. Virava o convire na própria direção olhando para o mesmo:

- É apenas um incidente insignificante, Seria simples digamos.... Nesse momento, eu você ou Lilandra poderiamos voltar e alertar o escriba, então retornar a esse ponto e o convite estaria...

Sieg extendia o convite a Lei virado, pelo que Sieg falou, talvez algo assim tão..."bobo" não fosse despedaçar a realidade em pedaços, na verdade o sacerdote dizia que era tão simples que aparentemente ja estava feito. Logo que Lei olhasse o convite de fato...

Ele AINDA tinha seu nome do meio

- Eu disse que "seria simples", não que seria feito

Talvez Sieg não fosse assim tão serio no final das contas

Annabela Bradbury
Com as pálpebras cerradas de leve, era mais fácil para ela se concentrar nos barulhos e em suas identificações, o que a partir de agora seria extremamente necessário para uma adaptação. Embora seu lar fosse na taverna, com Bark... ali também seria sua casa, afinal. E Annabela não podia negar o quanto se sentia acuada com tal mudança.

Percebia o clima, os odores... e a discreta movimentação. Mesmo assim, com a pouca circulação de pessoas, era atordoante. Enfim, quando chegaram no estábulo – que ela reconheceu quando os pés tocaram o feno espalhado e também pelo forte cheiro característico dos animais -, Anna inspirou fundo, chegando a gemer baixinho.

Ela acenou com a cabeça e logo a mão segurava o braço do soldado, e à medida que ambos caminhavam, Annabela se colava cada vez mais nele, em busca de uma proteção silenciosa. Se o percurso foi longo ou não, ela nem sequer percebeu, atenta a outros detalhes. No entanto, imediatamente notou quando ficaram sob um teto, o que a jovem agradeceu em pensamentos.

Assim que chegaram no aposento preparado para ela, Annabela o soltou com relutância, esticando uma das mãos para se orientar e não derrubar nada.

- Obrigada pela ajuda... e por tudo – ela sorriu e a expressão denunciava o crescente cansaço, mas antes mesmo do soldado terminar a fala, Annabela já balançava a cabeça em gestos negativos – Prefiro encontrá-lo hoje. Estou ótima... e ficarei ainda mais após um banho rápido e roupas limpas.

Por fim, uniu as mãos diante do corpo e aguardou a ajuda.

Narrador/Lei Keylosh

Hatsuko e Tsubaki

*Lei coçou a barba, pensativo.* Tem razão. Sua mãe não seria a... Pessoa ideal para dar palpites na escolha do vestido. Disseram-me que é uma tradição que mãe e filha decidam isso juntas, mas este é um costume deles que é melhor não seguirmos... *E depois pigarreou.* O quê? Não, não bebi mais! Eu parei de beber desde o nascimento dos trigêmeos. Exceto por aquela noite com o Sieg. Acho que é por isso que ficamos tão embriagados, já que ele também não bebe...

*Lei parou por um momento, seguindo com uma risada.* Sua mãe ficou tão brava! Não deixou que eu e Sieg pisássemos em casa durante uma semana e não olhou na minha cara! Então eu mandei trazer um quimono especial de um mercador de Lagus e também cuidei dos garotos durantes dias e arrumei toda a casa. Acho que isso a acalmou um pouco.
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Sieg Hart

*Lei parou por um instante e ficou pensativo, olhando para a própria mão esquerda. Ele não se lembrava se havia contado à Sieg de quando Werric havia cortado aquela mão em uma batalha. O guardião não teria como saber, já que quando Renon trouxe Lei de volta à vida para se juntar aos Cavaleiros Imperiais, seu corpo foi totalmente regenerado. Mas, tratando-se de Sieg, aquilo não o surpreendia. Depois, Lei esfregou a própria testa, tentando se acalmar.*

Não, deixe pra lá. Todos aqui já me conhecem pelo nome e sobrenome, acredito que ninguém usará o do meio. *E depois sorriu, se dirigindo à saída.* De qualquer forma, espero você e Lilandra na catedral no dia marcado. Obrigado, Sieg. Ah, a propósito! Eles possuem uma tradição aqui onde, após a cerimônia, a noiva arremessa um buquê de flores para trás e a mulher que pegar será a próxima a se casar. Será que Lilandra tentará pegar? Hã?? Hã?? *Deu um soquinho no braço de Sieg.*
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Annabela

*O soldado respondeu.* Claro, senhorita Annabela. Chamarei o comandante Keylosh enquanto as senhoras lhe ajudam. Foi uma honra ter feito esta viagem com você. E se me permite dizer... Seu amigo taverneiro é um homem durão, mas ele se importa muito com você, isso é fácil de ver. Acredito que ainda irão se encontrar muitas vezes. Passar bem, senhorita.

*O soldado deixou o aposento e não demoraria muito até que duas mulheres entrassem. Uma delas arrumaria a cama e os pertences de Anna conforme ela gostasse, e a outra iria banhá-la na tina que prepararam. Annabela sentia um cheiro forte de roupa velha e guardada por muito tempo em armário vindo das duas mulheres que não pareciam tão novas, a julgar pelos movimentos e vozes. As duas também produziam um barulho de bolinhas de madeira se chocando constantemente. Um terço? Pelo tom religioso de suas falas, era possível concluir isso.*

*As duas senhoras deixaram Annabela vestida e o quarto arrumado e depois saíram, cumprimentando um homem do lado de fora, cuja voz Anna reconheceu. Lei já devia estar ali perto da porta esperando que elas acabassem. O barbudo entrou logo em seguida com passos apressados.* Annabela! *Sem dar tempo de reação à moça, ele se aproximou e a abraçou apertado, dizendo em seguida.* Que bom que chegou bem! Eu... Perdoe-me! Eu tive que mandá-la para longe, eu temia o que pudesse acontecer se você ficasse, mas eu não queria e... *Ele não pararia de falar se ela não o interrompesse.*

Sieg Hart/Lilandra
Sieg concordou com a cabeça e acompanhava Lei em direção a saída, de forma que ja estavam mais uma vez na mesma sala que Liliana, que seguia fazendo notas quando Lei falava aquilo sobre a cerimonia. Ele olhou aquele..."soco" de Lei mais lembrando Lilandra feito a falta de reação. Para em seguida concordar com a cabeça.

- Estou...Ciente das tradições normais em casamentos. Vou estar la. Alias vamos estar la e...

O sacerdote ficou por alguns segundos com a boca entreaberta como se lembrasse de alguma coisa. Viravasse em direção a mesa onde sua "secretária" de cabelos azuis estava.

- Lilandra por acaso você tem um vestido?

Apesar de tudo que Lei ja tinha visto indicar que ela não iria reagir, ela parava retirando lentamente os óculos de leitura. Parecia realmente pensar a respeito da pergunta direcionava-se para eles e falava da forma mais "humana" que Keylosh se lembrava de ter visto:

- Não...

E parecia com o olhar perdido para algum ponto parecendo realmente preocupada com aquilo. Talvez ela podia agir como uma mulher eventualmente...

Annabela Bradbury
As palavras gentis do rapaz a fizeram sorrir com suavidade, além de provocar uma onda de emoções que Annabela procurou disfarçar ao máximo. Embora aquele fosse apenas o começo... Ela já sentia falta de Bark – e tinha certeza que o mesmo acontecia com o taverneiro.

- A honra foi toda minha... Novamente, muito obrigada. Com certeza o elogiarei para o Comandante.

Assim que ficou sozinha, Annabela começou a se movimentar pelo quarto, tocando os móveis, calculando o número de passos de um ponto para o outro... mas não teve muito tempo para memorizar detalhes, pois o barulho da porta sendo aberta chamou sua atenção. Diante dos cuidados, Anna se sentiu meio perdida e até sem graça, já que não era acostumada com aquele tipo de tratamento. Não conversaram muito, mas as mulheres mostraram preocupação, ainda mais com o seu conforto.

A água estava quente, o que foi uma benção. O corpo relaxou na mesma hora, e embora as mãos fossem pesadas, Annabela fechou os olhos e por um momento quase adormeceu. Enfim, não demorou para que estivesse devidamente arrumada num vestido simples e pálido, de punhos abotoados e tecido grosso e o cabelo solto e ainda úmido por causa do banho recente. Quando escutou a voz de Lei, Anna se colocou de pé, mas antes mesmo dela pronunciar um ‘oi’, o homem já a envolvia num abraço forte. Ela correspondeu o gesto afetuoso, realmente feliz em reencontrar o Comandante. Como o guarda, Annabela também teria dificuldade a chamá-lo pelo nome invés do antigo titulo.

- Er... Eu estou... Estou...

Era impossível falar! Não com Lei se atropelando nas próprias frases, nem dando uma pausa para respirar. Annabela soltou uma risada baixa, diminuindo a pressão do abraço. As mãos deram tapinhas leves nos ombros dele, tentando fazê-lo se calar por alguns segundos, ao menos.

- O senhor parece melhor desde a última vez... – ela falou, de repente, o sorriso ainda sobre os lábios – Menos... preocupado. Ah, por favor, não quero que pense que me aborreci com sua decisão. Longe disso... Naquele momento, era o melhor que poderia ter feito por mim. E eu agradeço, de verdade.

Ela buscou uma das mãos de Lei, apertando-a entre as delas, num ato carinhoso.

- Agora, me conte... Como estão as coisas? E a sua família?



Narrador/Lei Keylosh

Sieg Hart

*Sieg era sempre cheio de surpresas e mistérios, mas nada prepararia Lei para aquela reação de Lilandra. Aquilo o fazia sentir-se mal por ter chamado-a de "construto". Agora, mais do que nunca, o barbudo tinha dúvidas do que ela realmente era. Ele coçou a nuca e demorou muito para responder, depois de um grave pigarro.*

Certo, eu, hã... Vá ao alfaiate e ele fará um vestido perfeito para você. Ele tem uma dívida de gratidão com minha família e fez questão de confeccionar roupas para todos nós. E vocês são da família, claro. Obrigado mais uma vez por me receberem e nos vemos na cerimônia. *Lei fez um cumprimento e saiu do local, indo resolver outras pendências da cerimônia pela cidade.*

Annabela

*Lei finalmente parou de falar quando Anna o fez. Ele segurou as mãos dela com as duas mãos enquanto respondia.* Estão bem! Minha esposa deu à luz a trigêmeos! Você vai conhecê-los muito em breve! E agora a cidade está segura. Conseguimos derrotar os religiosos corruptos que aqui residiam, que exploravam a população, e depois vencemos uma maldição que se espalhou. As pessoas daqui passaram por muita coisa em pouco tempo, mas agora eles sabem que eu e minha família viemos para ajudar. E você faz parte da família, claro.

*Lei a guiou até a cama, onde se sentaram, e ele continuou.* Eles lhe trataram bem? Sua chegada não podia ser em melhor hora. Minha filha Hatsuko vai se casar na catedral da cidade e, claro, quero que você esteja lá!


Última edição por Admin em Sex Set 30, 2016 1:54 am, editado 4 vez(es)
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Re: Uma Cerimônia Inusitada - Domine Mathesis (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Mar 20, 2015 12:23 pm

Ujina Tsubaki
*Tsubaki coçou a nuca. Tantos costumes pareciam sua terra natal. Regra pra tudo, mas isso quase que apenas no casamento. Tudo bem, era por uma causa maior*

- Keyroshi-sama, permitir sugeston?

Hatsuko / Minami
*Hatsuko manteve-se em silêncio mesmo depois de Lei e Tsubaki falaram, ainda pensando no que precisaria fazer para agradar Lei. Não estava muito satisfeita com a idéia de fazer tudo apenas para deixar Mathesis mais "amigável".*

Annabela Bradbury
Ela sinceramente estava ansiosa por respostas positivas, e ficou feliz quando Lei as deu. O sorriso alargou-se à medida que o barbudo contava os detalhes e chegou a se sentir emocionada com a notícia dos trigêmeos. Crianças tinham essa capacidade de mexer com qualquer um...

Eram tantas as novidades que Annabela chegava a prender o fôlego, surpresa e animada por todas terem sido boas – apesar dos apesares. No entanto, os males foram afastados, e agora todos poderiam viver bem.

Só que...

Claro que Anna não falaria nada, pois era uma opinião pessoal, ainda mais de alguém que passou por tanta coisa como ela... e que continuava passando... Enfim, Lei conseguiu conquistar seu pequeno pedaço de paz junto de entes queridos. E isso era o suficiente para deixá-la alegre por eles. Quem sabe não encontrasse a tão sonhada calmaria nesse lugar...? Afinal, Anna tinha esperanças. Precisava ter.

- São tantas coisas maravilhosas... Estou tão feliz por todos vocês... – apertou suavemente as mãos do homem, sorrindo com mais ternura – É uma honra ter tanta consideração sua... E saiba que é recíproca. Muito obrigada, sen... – ela balançou a cabeça e riu – Lei.

Ajeitou-se na cama quando ambos se sentaram, até mais confortável por causa do colchão, já que o corpo ainda protestava pelas dores leves e o cansaço.

- Sim, o soldado que enviou foi muito gentil e atencioso. É um bom rapaz – o comunicado sobre o casamento a fez arregalar os olhos, surpresa – Oh, sério? Nossa! Mal posso acreditar que farei parte de algo tão bonito... Meus parabéns! Acredito que esteja orgulhoso por ela. Não tive muito contato, mas deu a impressão de ser uma boa menina.

Annabela ajeitou uma mecha atrás da orelha e inclinou um pouco a cabeça para o lado, como se estivesse refletindo.

- Pensando bem... Eu nunca estive em um casamento...

Narrador / Lei Keylosh
Hatsuko e Tsubaki
*Lei se reclinou para trás na cadeira pela primeira vez desde que havia se sentado, respondendo à Tsubaki de forma mais tranquila.* Claro, Tsubaki, diga. *Ele notou o olhar de Hatsuko e sabia que ela não estava gostando da situação, mas nunca teria pedido aquilo se não acreditasse que era o melhor para sua família em Mathesis. Ele entendia que era uma situação desagradável e queria acabar com aquilo tão rápido quanto ela.*

Sieg Hart / Lilandra
Talvez de uma forma mais surpreendente ainda, Lilandra parecia prestar atenção no que Lei dizia, levantando-se prontamente ao ouvir falar "alfaiate" e "vestido perfeito". Apenas exitou por um momento olhando para Sieg, que fazia um sinal positivo com a cabeça antes de sair apressada pela porta, e ai de Lei se tentasse sair antes dela que parecia ainda MAIS como uma mulher normal andando pela cidade. Caso olhasse para Sieg tentando compreender, ele apenas balançava a cabeça negativamente.

- Não pergunte...Lembre-se na hora certa. Estarei aqui caso precisar de ajuda, ou de um sacerdote, ou qualquer coisa do tipo.

Permaneceria olhando em pé os papéis na mesa de Lilandra enquanto Lei deixava o local, provavelmente teria muito mais do que fazer enquanto sua secretária parecia realmente atenta enquanto um alfaiate explicava sobre vestidos e cortes, ouvindo e fazendo perguntas e mais perguntas parecendo realmente indecisa...

Narrador / Lei Keylosh
Sieg Hart
*E Lei saiu em silêncio, achando melhor seguir o conselho de Sieg. O alfaiate ficaria feliz em trocar ideias de design do vestido com Lilandra e ele colocaria em prática qualquer ideia dela, desde que não ferisse alguma regra de etiqueta da cultura local. Em duas semanas era chegada a hora da cerimônia, em uma tarde ensolarada.*

Annabela
*Lei deu uma pequena risada, respondendo.* Pra ser sincero, eu também nunca estive em um casamento tão grande e arrumado assim. Já fui em vários casamentos na vila onde cresci, mas eram todos simples, pois era uma comunidade camponesa. E mesmo o meu casamento com Minami... Bem... Foi em uma taverna. Mas não diga isso para nenhum Mathesiano, eles não entenderiam.

*O barbudo continuava segurando a mão dela mesmo depois que se sentaram. Ele pensava que era uma forma a mais de comunicação, além da fala, já que considerava um tanto quanto frio que ela ficasse apenas ouvindo a voz dele no mesmo cômodo. Ela podia ler as sensações dele através da mão. Se estava animado contando uma notícia, os dedos se mexiam mais. Se apenas ouvia, a mão relaxava. A mão dele apertou a dela ligeiramente antes de ele dizer.*

Escute, Annabela. Acredito que eu e minha família ficaremos aqui por um bom tempo e o meu desejo é que você também fique. Eu entendo como deve ter sido difícil ficar com Bark e partir novamente. Nada dói mais que ficar longe de alguém que amamos. Então eu tenho uma proposta: E se Bark abrisse sua própria taverna aqui? A cidade é segura agora e cheia de oportunidades. A rigidez religiosa nunca impediu a entrada das rotas de comércio. Nenhum estabelecimento aqui vende bebidas alcoólicas, mas há muitos outros produtos a serem oferecidos para a população. Pelo que você me conta, Bark tem uma personalidade forte e seu próprio meio de vida, mas ele se adaptaria, não? Assim você poderia ficar perto dele sempre.

*Lei deu dois toques nas costas da mão dela carinhosamente, dizendo por fim.* Pense na proposta, sim? Enviaremos cartas com o convite para Bark se você desejar.

Annabela Bradbury
Annabela sorriu, fazendo um aceno breve com a cabeça e em seguida se mostrou surpresa quando ele disse que sua união com a esposa aconteceu numa taverna. E diante do pedido, ele não teria com o que se preocupar. Poucas pessoas sabiam guardar um segredo tão bem como Annabela, embora ela não mentisse para cumprir promessas feitas.

- Da minha boca não sairá uma única palavra sobre isso, pode ficar tranquilo – ela também riu, voltando a falar sobre a cerimônia – Vai ser maravilhoso... Com certeza estarei presente.

Não eram todos que tinham essa sensibilidade do Comandante, por isso era tão reconfortante conversar com ele, apesar de todo esse tempo distante.

Por isso... com antecedência ela previu a mudança discreta do assunto. Limitou-se em escutar, silenciosa, esperando que Lei chegasse ao fim, mostrando calma até mesmo quando ele propôs o convite para que Bark viesse morar aqui... Com ela. Mesmo quando terminou de fazer a proposta, ainda assim Anna permaneceu calada e delicadamente soltou as mãos entrelaçadas, as repousando sobre o colo. Apesar da expressão serena, o barbudo poderia perceber as palmas sendo esfregadas sobre as coxas de maneira nervosa.

Pendeu a cabeça para baixo e respirou fundo, pensando...

Embora já soubesse qual resposta dar ao Comandante.

- Seria perfeito... – respondeu com a voz embargada depois de um tempinho – Mas não posso aceitar. Digo, não posso pedir isso a ele... Tenho certeza que Bark aceitaria, por mim, porém aquela taverna é uma herança de família. E a casa dele. Simplesmente não posso pedir para que ele largue tudo e... Oh, céus. Não posso fazer isso – fungou enquanto fazia gestos negativos, proibindo a si mesma até mesmo nos pensamentos – E... – levantou o rosto e Lei poderia enxergar uma sombra de... medo – Ele já passou por perigos demais ao meu lado. Confio na sua palavra, claro que sim, de que aqui agora é um lugar seguro, mas... Não posso falar o mesmo de mim... ‘Eles’ ainda atormentam os meus sonhos e, infelizmente, isso nunca vai mudar. Até que eu aprenda a lidar com esse – as sobrancelhas se uniram – dom, é melhor que ele fique longe... e protegido. Eu o amo como se ele fosse meu pai, e é... E esta é minha maior prova de afeto. Enquanto eu não for capaz de controlar, Bark precisa ser preservado. Mas... prometi que sempre estaria em contato, e quando possível, ir vê-lo... Mesmo sendo uma viagem longa – novamente o sorriso apareceu, suavizando a feição dela – O esforço nunca será maior que o ganho.

Hatsuko / Minami
*Hatsuko permaneceu em silêncio, aguardando que Tsubaki falasse a sugestão que possuía. Ela sabia, no entanto, que quase nada faria o pai mudar de ideia. Se precisavam casar do jeito que ele queria, seria daquele jeito e nada diferente.*

Ujina Tsubaki
- Hatsuko vestir cor de Tsubaki por baixo de roupa buranca e eu anunciar o que significar. Ser forma de mosturar que Keyroshi-sama ser homem que aceitar as muitas faces do mundo.

Narrador / Lei Keylosh
Annabela

*Lei sorriu por fim, tocando o ombro de Annabela ligeiramente.* Claro, Annabela. Entendo perfeitamente e concordo. Enquanto você não estiver completamente segura de que não trará perigo nenhum à Bark, seria arriscado tê-lo por perto. É por isso que continuaremos seu treinamento, fazendo você dominar seus dons até que tenha segurança total.

*Lei se levantou por fim.* Vou deixá-la descansar da viagem agora. Poderá se familiarizar com a cidade nas duas próximas semanas e então, no dia da cerimônia, as mulheres a deixarão bem bonita. Caso precisar de algo, por favor me avise. Estarei andando na cidade , resolvendo os assuntos da festa. E, mais uma vez, é muito bom tê-la de volta, Annabela. Agora descanse. *Lei a abraçou carinhosamente e deixou o quarto. Nos próximos dias ela seria acompanhada de uma ama que a ajudaria nos afazeres diários.*

*Annabela sentia que a cidade não era diferente apenas fisicamente. A população era muito religiosa e prendia-se à vários dogmas e costumes antigos. Naturalmente, todos ficaram curiosos em relação a ela. Anna seria bem aceita, pois era uma moça comportada e que sempre fazia o melhor para agradar aos outros. Ninguém na cidade sabia da habilidade da moça.*
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Hatsuko e Tsubaki

*Lei se levantou, apontando Tsubaki e respondendo.* Claro, Tsubaki, é uma ótima ideia. Mas ela só poderá deixar de usar o branco ao final da cerimônia. Bem, temos muito a acertar nestes dias, então vamos lá! *Nas próximas duas semanas, portanto, dedicariam-se a acertar todos os detalhes para a fatídica cerimônia.*
----------------------------

Todos
*O dia chegou. Não se falara de outra coisa na cidade nas semanas anteriores, pois aquele era o único evento que agitara as coisas em Mathesis. A catedral estava lindamente decorada com faixas de tecido que formavam desenhos diferentes e que apenas complementavam a beleza das estátuas e das vidraças de mosaico do interior. A impressão era de que a cidade toda estava ali, pois não havia mais lugares nos bancos de madeira e nem espaço nos corredores. O padre Benjamin, um homem com seus quarenta anos de idade e careca reluzente, já aguardava ao altar enquanto os bardos preenchiam o ambiente com música. Ali também estavam representantes do Diário do Lago prontos para fazer entrevistas e registrar depoimentos.*

*Tsubaki já aguardava próximo ao padre. Ao redor da área do altar estavam os outros convidados, entre eles, Sieg Hart, Lilandra e Annabela. Minami estava ali também com uma moça ao seu lado para ajudar a segurar Lei Jr e Junken. Lei estava do lado de fora, muito nervoso, aguardando a chegada de Hatsuko. Já havia enfrentado de tudo em sua vida, mas esperar por sua filha no dia do casamento dela parecia ser a coisa mais árdua que havia feito.*

Hatsuko / Minami
*Hatsuko estava irritada com toda aquela roupa e toda aquela pompa: um quimono vermelho por baixo, um vestido branco e cheio de frescuras por cima. Um buquê de flores do campo e, para piorar, um véu que a atrapalhava a ver com a clareza que sempre gostava. Com ajuda, chegou diante da Igreja e viu seu pai. Ergueu desajeitadamente o véu apenas para que ele visse o quanto ela estava "feliz" com tanta frascura.*

*Minami aguardava de modo impaciente, incomodada pela ausência de um dos filhos. Não achava certo escondê-lo só por ser um lobo... grande.*

Ujina Tsubaki
*Tsubaki sentia-se limitado pela roupa. Parecia um kimono diferente, mais apertado. Sentia que ia rasgar a roupa se fizesse um movimento mais brusco. Pelo menos tinha algo bom naquele martírio: Casar-se finalmente com Tsu-chan. Sua Tsu-chan. Observava em volta, vendo como era um lugar tão diferente. Por dentro, muito bem escondido no entanto, carregava uma de suas tanto, para defesa pessoal e dos seus caso precisasse*

Sieg Hart / Lilandra
E Lilandra realmente ia até o costureiro e não parecia ter nenhum problema em ouvir o mesmo explicar sobre as diferenças de cortes, modelos e cores. O mesmo até gostava do interesse dela...Pelos primeiros segundos até ver que ela REALMENTE escutaria todas as explicações, exemplos e desenhos e dizendo que voltaria no outro dia, e no outro e no outro...Decisões não pareciam o forte dela.

Mas no dia do casamento, tanto ela quanto Sieg estariam lá: Sieg Hart havia apenas perguntado quais as roupas que tradicionalmente as pessoas daquela região utilizavam em situações formais e usava a mesma, ainda olhando para a roupa um pouco demais por estranhar, enquanto Lilandra usava sim um vestido, que no final das contas apesar de feito com perfeição não parecia exagerado. Tinha um tom de azul que combinava com seu cabelo, e mesmo este não chamando atenção o fato dela usar um vestido ja era alvo de muitas atenções...Apesar dela não ligar como sempre.

Tanto ela quanto Sieg estavam atentos, mas sem grandes participações naquilo que acontecia ali.

Annabela Bradbury
O sorriso foi o mais discreto de todos, um leve levantar do canto dos lábios, mostrando certo... receio. Ou descrença. Não queria ser pessimista, pois este estava longe de ser um traço marcante em sua personalidade acolhedora, mas Annabela não acreditava que um dia conseguiria controlar 'aquilo'. Só não diria isso para o antigo comandante, que obviamente tinha uma opinião diferente da dela. Continuou calada agora, apenas sorrindo e concordando com a cabeça. Afinal, estava mesmo cansada e isso ficou mais claro na maneira que os olhos ameaçavam fechar em certos momentos. Enfim, ela também se levantou, correspondendo o abraço.

- Obrigada, Lei... Mesmo. Muito obrigada... por tudo. É bom estar de volta...

Quando ele saiu do quarto, Annabela não demorou mais do que cinco minutos para deitar na cama e adormecer de forma profunda.

Uma noite sem sonhos ruins ou sensações esquisitas.

Só podia ser um bom sinal... não?

(...)

O dia do casamento chegou, e Annabela estava ansiosa, mas um ansiosa de expectativa e animação. Nessas últimas semanas, não se falava em outro assunto que não fosse a união entre Hatsuko e Tsubaki. Como Lei a alertara, ela percebeu o quanto os cidadões eram religiosos, e por isso, nada foi comentado sobre sua situação especial. Era tímida, mas mesmo assim conheceu alguns moradores, que não pareciam ter nada contra a mocinha. Ela era gentil, educada... Uma boa garota. Sem contar que era uma 'coisinha' bonita de se admirar. E estava lindamente arrumada para a cerimônia, num vestido rosado bem suave, com alguns detalhes em renda e acinturado. Uma das acompanhantes penteou seu cabelo até que os cachos estivessem realçados. Embora não pudesse ver a própria aparência, Anna não cansava de passar as mãos pelo tecido macio da roupa, abobada como uma criança.

Chegou um tempinho depois de Lilandra e Sieg, sendo acomodada próximo dos dois, mas ficou quieta, aguardando o início do cerimonial. Os dedos estavam unidos de frente ao corpo, entrelaçados, caso contrário acabariam por deixar o vestido todo amassado. Qualquer ruído estranho a fazia virar a cabeça por instinto, o que acontecia em várias ocasiões. Era a primeira vez que as senhoras não estavam com ela, o que a deixou insegura no começo, mas lhe garantiram que não aconteceria nenhum problema. E sentia-se bem assim... Um pouco mais livre.

Narrador / Lei Keylosh
Todos
*No lado de fora, Lei respirava aliviado ao ver Hatsuko se aproximando.* Graças aos deuses! Filha, você está linda! Vamos, não percamos tempo! Entrelace seu braço ao meu e vamos entrar! *No lado de dentro, Lilandra e Annabela atraíam olhares masculinos alheios, disfarçados ao máximo. Principalmente Lilandra que, assim como Sieg, possuía uma cor incomum de cabelo e, apesar dos habitantes já estarem convivendo com eles há quase um mês, ainda não haviam se acostumado completamente. Sieg reconheceria Annabela da época dos Cavaleiros Imperiais, pois a moça morou um tempo na Cidade Imperial.*

*Lei e Hatsuko adentraram a catedral em passos lentos através do tapete vermelho do corredor central. Tsubaki finalmente via sua noiva, pois a tradição o impediu de se encontrar com ela naquele dia. Os bardos mudaram a música para uma espécie de marcha cadenciada. Hatsuko provavelmente acharia muito difícil se movimentar naquele vestido grosso e que tinha uma cauda gigantesca, erguida por uma das ajudantes ao longo do caminho para o altar. Ao chegarem ao destino, Lei abraçou Tsubaki e entregou a ele a mão de Hatsuko e então os noivos deveriam assumir suas posições diante do altar.*

*Lei recolheu-se para o lado perto de Minami, acenando aos demais em cumprimento. (Menos Annabela, para quem ele murmurou) Ele pegaria um dos filhos no colo, sussurrando para Minami.* Preparei uma surpresa com o Wulf, você vai gostar. *O padre Benjamin pigarreou fortemente e começou o sermão.* Noivos caríssimos, viestes à casa da Igreja para que o vosso matrimônio seja firmado com o sagrado selo do Senhor. Diante da Igreja e do povo fiel de Domine Mathesis, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições.

*O padre fez uma pausa, suando frio, como se ele mesmo estivesse fazendo uma reza silenciosa para que nada desse errado na cerimônia. Ele olhou os noivos alternadamente e disse.* Ujina Tsubaki e Hatsuko Keylosh, viestes aqui para celebrar o vosso matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo? Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom do Nosso Senhor e a educá-los segundo a lei da Igreja de Domine Mathesis?

Hatsuko / Minami
*Hatsuko andava mesmo com dificuldade com toda aquela roupa e ainda não conseguia manter o passo tão cadenciado quanto a música que os bardos tocavam. Ao chegar ao altar, Tsu sorriu para o noivo, mesmo estando tão nervosa. Olhou o padre apenas quando ele começou a falar. Aquela linguagem rebuscada também a irritava e ainda a fez franzir a testa brevemente.*
- Claro que é de livre vontade e de todo coração. Mas os filhos serão criados do nosso jeito...
*Resmungou, imaginando que Tsubaki concordaria. Ninguém havia falado para ela que o que devia responder então Tsu foi simplesmente sincera.*

*Minami "fechou a cara" para o marido, olhando-o meio de lado com absoluta desconfiança.*
- Se qualquer um aqui ousar debochar ou agredir Wulf por qualquer invenção sua, Lei, você vai pagar por isso! Sabe o quanto tem sido difícil deixá-lo calmo por não ser como os irmãos.
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Re: Uma Cerimônia Inusitada - Domine Mathesis (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg Abr 20, 2015 3:03 am

Ujina Tsubaki
*coçou um pouco a nuca por uma pergunta tão óbvia, mas tudo bem... Vai que lá tem gente que tem a única chance de dizer "não" ali, o que, na cabeça dele, era inconcebível. Quando Tsu-chan falou aquela frase, teve de conter uma risada pelo jeito tão espirituoso de sua futura esposa*

- Sim, eu a aceito...

*e ajeitou o ombro, o terno incômodo ainda o fazendo se sentir limitado e o vestido dela tão extravagante, mas tudo bem. Não era estranho noivas extravagantes em Rokugan também*

Sieg Hart / Lilandra
Sieg não tinha uma participação muito expressiva, afinal de contas era apenas um convidado. Lilandra parecia muito bem em seu papel puramente "decorativo", ficando em silencio. Quando Hatsuko entretanto respondeu daquela forma, Lilandra olhou para Sieg que balançava a cabeça negativamente

- Tendo em vista os pais dela, não esperava nada diferente...

E sorriu, enquanto Lilandra voltava sua atenção ao evento parecendo extremamente interessada. Sieg por outro lado apenas...Aguardava

Hatsuko / Minami
*Hatsuko não conseguiu segurar os risos ao ver o irmão mais novo vestido e espantando todos da catedral. Repetiu o que o padre pediu, colocou a aliança no dedo de Tsubaki e olhou o pai depois de estar praticamente apenas a família na igreja.*
- Era pra ser assim mesmo?!

Annabela Bradbury
Estava alheia aos olhares de admiração, buscando se concentrar nos ruídos para ter certeza do momento em que a noiva entraria na Igreja. Foi então que sentiu um súbito silêncio invadir o local e pela alteração no ritmo das respirações, ela deduziu que Hatsuko finalmente chegara. Até mesmo a música mudou, transformando-se em algo mais arrastado e suave. Embora não pudesse vê-la, Annabela ostentava um sorrisinho doce, parecendo verdadeiramente emocionada.

Correspondeu o cumprimento de Lei com um sorriso ainda maior e logo tratou de acompanhar a cerimônia... com os ouvidos. As mãos seguiam entrelaçadas na frente do corpo e os olhos fechados. Tudo transcorria bem... até a curiosa resposta da filha de Lei. Annabela tossiu, mas procurou disfarçar, controlando o riso. Enfim, chegou a hora da troca de alianças e... diante dos gritos, mencionando um lobo, Anna ficou subitamente tensa.

- O que... O que está acontecendo? – por instinto, esticou uma das mãos que acabou esbarrando e se prendendo ao braço de alguém...

De Lilandra ou Sieg, ela não saberia dizer.

E apertou de uma maneira fraca e quase imperceptível.

Ficou assim, até que o Padre voltou a falar, e embora o tom nervoso e estridente do homem, nada de grave parecia ter acontecido. Annabela estava confusa e chegou a franzir o cenho, só então notando que ainda segurava o braço do desconhecido.

- Ah... – rapidamente largou, constrangida – Sinto muito...

Os dois mais próximos perceberiam que a garota era cega, pois ela não encarava nenhum ponto fixo.

Sieg Hart / Lilandra
SIeg entretanto permaneceu sentado, não se movia enquanto as pessoas deixavam o local correndo. O padre entretanto permanecia no local, ao menos a tempo de terminar aquilo e sairia correndo. Somente após o termino, Sieg se levantava. Lilandra sentia o toque, e olhava diretamente para a garota.

- Annabela Bredbury...As pessoas correram ao ver o filho de Lei entrar no local, pelo visto não estão habituadas a licantropos.

A voz não era conhecida, mas ela sabia o seu nome. O Sacerdote do tempo deu alguns passos em direção a Lei Keylosh e tocou seu ombro.

- Pelo visto as coisas não acabaram tão mal no final das contas, ao menos todos estamos bem.

Olharia para os noivos, estava aguardando um instante antes de parabeniza-los pessoalmente. Ao ver Lilandra com Annabella, deu um sorriso discreto.

- Gostaria de ver algo...Que acredito que iria lhe surpreender?

Narrador

Todos

*Lei não teve coragem de olhar para Minami durante a confusão. Já sabia que ela o mataria por aquilo, então deixaria o sofrimento para depois. O barbudo respondeu à pergunta de Hatsuko enquanto se aproximava do altar com a esposa e filhos no colo.*

- Hã... Acredito que a cerimônia não deveria ter acabado com todos correndo por suas vidas, mas tirando isso... Acho que fizemos tudo certo! Vocês são oficialmente marido e mulher segundo as normas da cidade! Pena que não teremos muitos convidados para o banquete...

*De fato, só havia restado a família e agregados na catedral, o resto do lugar agora vazio e silencioso. O lobo gigante vestido elegantemente se aproximou de Annabela, cheirando-a com seu focinho enorme, e depois deu uma lambidinha no rosto dela, espalhando saliva pela lateral de seu rosto. Se Sieg não tivesse revelado que se tratava de uma criatura lupina, Annabela podia jurar pelo cheiro e sons que era um cachorro gigante.*

*Por fim Lei disse, se Minami já não tivesse arrancado a cabeça dele com os dentes.* Quem está com fome?? O banquete será servido do lado de fora! Vamos??

Ujina Tsubaki
*Tsubaki IA gritar para todos se acalmarem, mas não iriam ouvi-lo, então apenas ficou de bico calado, olhando Hatsuko e aproveitando para sorrir para ela e dizer sem soltar som*

- "Ai shite iru"

*Assim que tudo acalmou, apenas esperou os outros falarem e ver se Lei ainda ficava com a cabeça sobre o pescoço*

- Esquecer uma coisa. Todos esquecer...

*deu um beijo suave sobre os lábios de Hatsuko. Não sabia se era aceitável, mas toda aquela pompa exagerada sem um beijo não seria tão épico como o momento prometia*

Narrador
*Tsubaki tinha razão, todos haviam se esquecido do beijo no final, inclusive o padre, que estava com tanto medo de Wulf que sequer recitou a parte final sobre o beijo. Agora sim o matrimônio estava selado e Lei aplaudiu de maneira muito feliz. Depois fitou Sieg, respondendo.*

- Depois de tudo isso, Sieg, se você tiver algo surpreendente para mostrar, acredito que vale a pena ver. O que é?

Sieg Hart / Lilandra
Sieg, que ainda estava ao lado de Lei sorriu mais uma vez, enquanto olhava para Lilandra e fazia um aceno positivo com a cabeça, a mesma, literalmente "carregava pela mão" uma confusa Annabela Bradburyantes de parar a frente de Lei e....

Sorrir?

- Meus parabéns Lei! Fico feliz em ter assistido a cerimônia, sei que esse pequeno desentendimento com os nativos não vai estragar uma união tão feliz, deve estar orgulhoso da filha que criou!

E o abraçava soltando Annabela, soltando em seguida um confuso Lei enquanto....Arrumava o cabelo? Sieg parecia se divertir com aquilo tudo, apenas observando a reação de Lei.

-Sieg Hart! Precisamos comprimentar os noivos!

E la ia ela, com o mesmo animo....Nunca visto antes


Annabela Bradbury
Franziu o cenho ao escutar seu nome, mas não exatamente por isso, e sim pela leve familiaridade com aquela voz. Não conseguia se lembrar de quem era, mas tinha certeza de não ser um desconhecido. Em seguida, ela arregalou os olhos, já que também não estava acostumada com licantropos, mas diferente daquelas pessoas, não carregava nenhum preconceito.

E também porque se recordou do dono da voz.

- Sieg Hart...? – soava meio em dúvida, mas ele não estava mais lá para confirmar.

Então, de surpresa, ela sentiu o curioso cheiro e não precisou de muito para deduzir quem estava próximo agora. E sua conclusão foi confirmada ao sentir o filho de Lei lhe cheirando e depois lambendo seu rosto. Annabela soltou um gritinho, que logo transformou-se numa risada enquanto uma das mãos alisava o focinho do lobo carinhosamente.

- Você é adorável, querido – ela aumentou o sorriso.

Um estranho a segurou pela mão livre de repente e sem nada dizer, a puxou, deixando Annabela confusa de novo, e ela não teve escolha... Teve que acompanhar os passos, ou acabaria tropeçando e caindo na frente de todos – ou dos poucos que ficaram na Igreja. Escutou a voz, e esta ela não conhecia, e ficou claro que se tratava de uma mulher e que ela a tinha levado até o grupo. Quando Lilandra a soltou, Annabela uniu as mãos na frente do corpo e mostrou-se mais calma, voltando a expor um sorrisinho discreto.

Era verdade o que Lilandra disse.

Apesar dos detalhes nada convencionais, tudo dera certo, não? Os noivos estavam finalmente casados, e Lei poderia se orgulhar.

E ela estava feliz em fazer parte daquela união.

- Parabéns! – enfatizou os votos de Lilandra – Tenho certeza de que serão muito felizes.

Hatsuko / Minami
*Tsu beijou-o depois de toda a confusão que ocorreu na cerimônia. Sorria enquanto olhava apenas Tsubaki, ignorando o restante.*
Eu também amo você.

Narrador

Todos

*Lei precisou de uns 30 segundos para se recompor depois do que Lilandra disse. A elfa que era famosa por sua atitude estoica mostrava que, afinal, tinha tantos sentimentos quanto qualquer outro ali. No final das contas, aquele casamento não aproximou a família Keylosh da população de Mathesis, mas estreitou os laços dentro da família. Ver Lilandra daquele jeito, a última pessoa que o barbudo pensaria estar sorrindo e animada, renovou sua esperança de que tudo vai ficar bem. Além de não estar arrependido de ter organizado o casamento, agora Lei estava feliz que o fizera.*

*Enquanto Lilandra e Sieg cumprimentavam os noivos, Lei fez um sinal para que todos deixassem a catedral e fossem até uma área aberta ali perto onde o banquete estava servido em uma longa mesa de madeira. Uma vez que o número de convidados ao banquete caíra vertiginosamente, esperava-se uma sobra grande de comida. O lobo Wulf, entretanto, se encarregaria de comer por várias pessoas. Ele preferia carne crua, mas não reclamava nem um pouco das peças assadas, que ele comia em uma abocanhada.*

*Todos permaneceram ali comendo e conversando e o banquete estendeu-se por todo o dia, sem a participação dos Mathesianos que ainda estavam amedrontados. Ali, os noivos poderiam ficar mais à vontade e Hatsuko poderia tirar aquele pesado vestido branco, ficando com o outro vermelho que havia colocado por baixo. Tsubaki poderia fazer seus votos e brindar à maneira de sua terra natal, sem que ninguém o repreendesse. O lobo Wulf agora ficava sempre perto de sua mais nova amiga Annabela, tocando-a com o focinho enquanto Lei mandava ele parar de incomodá-la. O barbudo, por sua vez, tentou se aproximar de Lilandra e conversar com ela, uma oportunidade que nunca havia tido até então.*

*A verdade é que eram um bando de estranhos vindos de lugares diferentes por motivos diferentes. Todos, literalmente, renegados de seus lugares de origem. Mas eram uma família, incluindo Annabela, Sieg e Lilndra, e aquele momento de paz deveria ser aproveitado ao máximo.*

Hatsuko / Minami
*Hatsuko estava toooooda derretida pelo marido, já livre daquele vestido enorme e incômodo. Estava à vontade com o kimono nas cores da família de Tsubaki.*

*Minami olhava de longe a aproximação de Lei e Lilandra, ainda segurando a cambada de filho e vigiando Wulf sozinha. Rosnou e não tardou a deixara festa, voltando para casa.*

Sieg Hart / Lilandra
- Você deve estar orgulhoso Lei! Sua filha virou uma bela mulher, e apesar de tudo o casamento ocorreu bem!

E Lilandra em sua felicidade...Talvez natural seguia falando de maneira animada com quem quer que fosse, apesar de que falava apenas sobre o evento, se alguem questionasse sobre sua atitude ela diria algo como "Um casamento é uma ocasião para celebrar certo?" Enquanto Sieg apenas olhava com meio sorriso, denunciando que não fosse um simples bom humor...

O sacerdote entretanto ia até os noivos...Ou recém-casados. Não conhecia muito bem o esposo de Hatsuko, limitando-se a ser objetivo.

- Meus parabens a ambos...Felizmente pude retornar a tempo de ver o casamento. Acredito que se passou mais tempo do que percebi Hatsuko, para mim a nossa saída da cidade imperial quando logo após recuperar alguns de seus pertences parece ainda bem recente. Não tive tempo de lhe falar pessoalmente, desculpe não ter conseguido recuperar o quadro com Lei.

Certamente se referia a boneca/Elfa-gorda que havia solicitado que Lilandra entregasse a garota. Quanto ao quadro de Hatsuko com pai, era uma das coisas que haviam se perdido durante a fuga. De qualquer forma, o sacerdote apenas parabenizava os recém casados, e sairia dali se nada mais fosse dito.

Annabela Bradbury
Esperou o momento mais oportuno para parabenizar os noivos e desejar seus votos de felicidade para os dois. E embora mal se conhecessem, ambos teriam a certeza que Annabela estava sendo verdadeira em suas palavras. Por fim, foi guiada até o local onde seria realizada a comemoração do casório e o cheiro da farta refeição encheu o olfato de Anna, que na mesma hora sentiu o estômago protestar de fome. Acomodada numa das várias cadeiras, Annabela permitiu-se relaxar um pouco, divertindo-se com os comentários e enchendo a barriga como há muito tempo não fazia.

Nesse meio tempo, em diversos momentos, ela sentia a aproximação do filho de Lei e sorria com a atenção dele. Diante das broncas do barbudo, Annabela pediu para que ele não se preocupasse, pois Wulf não estava a incomodando. Na verdade, ela apreciava a companhia. Enquanto alisava a cabeça do Lobo, acabou se distraindo e divagando... E os pensamentos a levaram até a situação de horas atrás. Todas aquelas pessoas simplesmente se mostraram horrorizados com a presença do filho do Comandante, ignorando que existia uma criança dentro do corpo transformado...

Eles não aceitavam o que não podiam compreender.

E Annabela era tão diferente quanto Wulf.

Se os malthesianos soubessem...

Ela balançou a cabeça, interrompendo-se.

Tomaria todo o cuidado para que ninguém descobrisse.

Saberia controlar...

Precisava saber.

Aguardaria o momento que alguém se oferecesse para levá-la de volta, mas sem qualquer tipo de pressa.

Hatsuko / Minami
*Hatsuko ainda sorria, mesmo depois de toda a confusão e correria que arruinava o casamento perfeito que seu pai havia planejado. Já usava um kimono na cor vermelha, do clã de seu agora marido.*

- Obrigada, Sieghart. Não só por estar presente mas por tudo o que sei que fez por mim e por meus pais. Muito pouco teria sido possível sem a sua ajuda. E eu recebi a Elfa-Gorda, obrigada!! Mas acho que ela foi 'raptada' por um dos trigêmeos. Irei encontrá-la. Quanto ao quadro... Não se preocupe, a imagem está sempre junto da minha mente e do coração.

*Indicou o japa, sorrindo.*

- Não sei se o conhece... Esse é Tsubaki. É meu marido agora. Veio de.... De onde mesmo, Tsubaki? Nunca me lembro do nome corretamente.

Ujina Tsubaki
- Rokugan, minya esposa. Eu ser Ujina Tsubaki, de Usagi Ichizoku, bushi tureinado em Ujina Tantojutsu... E agora marido de Ujina Hatsuko.

*Olhava Sieg com certa placidez, curvando-se como dava com aquela roupa estranha e incômoda que era o terno para quem estava acostumado aos folgados kimonos. Apenas observava a festa em celebração, pelas primeiras vezes expondo seus sentimentos de maneira mais aberta e sem freios. Quem conhecia o frio e severo Tsubaki o veria ali, sem "máscaras sociais", mais ele mesmo.*

Hatsuko / Minami
- Rokugan! Sim, isso mesmo. E... Não quer trocar-se, Tsu-kun?

Ujina Tsubaki
- Eu non kerer perder festa. Aguentar roupa esturanya e aperutada para fikar com Tsu-chan....

Hatsuko / Minami
- Mas a festa não vai acabar ainda. Vá trocar... Fica mais bonito com kimono...

Ujina Tsubaki
*se curvou profundamente a todo mundo, indo obedecer à esposa. E quando voltou, veio com seu kimono vermelho e branco de seda bem cuidado*

- Eu retornar para junto de Tsu-chan....

Hatsuko / Minami
*Abraçou-o com carinho assim que o viu de volta. Ela mesma já havia se livrado do vestido branco e irritante, optando por usar a cor do marido.*
- Eu sou Ujina Hatsuko? Pq não Hatsuko Ujina? Era Hatsuko Keylosh...

Ujina Tsubaki
- Ser igual. Só mudar ordem. Eu estar acostumado a falar soburenome purimeiro... Se querer, eu dizer que eu ser Tsubaki Ujina...

Hatsuko / Minami
Ujina Hatsuko.
*Estava bem disposta a ser mais do jeito dele que daquele que estava acostumada.*
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