Um casamento em Altonia - Lord Cerberus (Encerrado)

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Um casamento em Altonia - Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg Fev 09, 2015 12:56 pm

[Resumo: Enquanto o casamento entre Thomas Espenniard e Myrcella Baratheon se desenrola, Lorde Cerberus se apresenta para os regentes das cidades importantes de Altonia. Vivienne, a esposa do regente de Korhaus, percebe a intenção de Cerberus e o olha com raiva. Na semana seguinte, ela organiza um simpósio com os líderes das grandes cidades de Altonia, incluindo Cerberus, para discutir sobre a abertura do reino.]




Narrador:
*Argan descobriria que havia, naturalmente, muitos escândalos envolvendo a família real de Espennia, como sempre acontece com todas as famílias reais. Os boatos mais frequentes envolviam Thomas, o herdeiro da coroa. O jovem viajava muito e não eram incomuns relatos de filhos bastardos e amantes em cada canto do continente. Era difícil, entretanto, conferir a veracidade destes boatos, já que muitos nobres inventavam e espalhavam rumores falsos apenas para enfraquecer a corte em benefício próprio. A opinião pública, no geral, apoiava Arton Espenniard, o pai de Thomas. O velho fazia um bom governo e os habitantes não se importavam muito com os conflitos entre as três grandes cidades desde que continuassem com sua biblioteca e suas ruas limpas e organizadas.*

*Enquanto isso, no prédio central de Allagrite, Locust fazia um afirmativo para Cerberus, dizendo.* Certo, não errarei mais os nomes de seus subordinados, Lord Cerberus. E sim, pode levar qualquer companhia que deseje. Se Espennia não está envolvida nesta história toda, então que pelo menos eles nos paguem um bom banquete, não é mesmo? *No dia seguinte, conforme combinado, lá estava a comitiva pronta ao entardecer. Cerberus teria três veículos à sua disposição e Locust mais três. Cada veículo carregava quatro pessoas, totalizando doze passageiros e mais dois cocheiros por veículo. Também havia quatro construtos guardiões para acompanhar a comitiva do lado de fora e garantir a segurança. A forma como os construtos "rolavam" ao invés de andar fazia deles perfeitas escoltas para esse tipo de viagem.*

*As carruagens deixariam os limites de Allagrite e partiriam rumo à Espennia, atravessando uma estrada em uma vasta planície. Aos poucos, Cerberus notava como Altonia era um reino gigantesco territorialmente. Se conseguisse dominar todo aquele território, com certeza alcançaria um poder naquele continente que poucos possuíam. Foram bem recebidos em Espennia. A população fazia mesuras conforme a comitiva atravessava as ruas da cidade. Chegaram ao castelo central, onde os passageiros desciam à frente da longa escadaria frontal, para então depois acessar o salão onde seria realizada a cerimônia.*

*Lá estavam, no outro lado do salão, Thomas e Myrcella. Cumprimentavam os convidados conforme os mesmos chegavam, e demoraram um pouco até alcançar Cerberus e Locust. Thomas foi o primeiro a se aproximar e cumprimentou Locust primeiro, o único que conhecia. Depois, as apresentações foram feitas. Thomas disse.* Cavaleiros, fico feliz com a presença de vocês. Esta é minha noiva Myrcella Baratheon. Myrcella, este é Lorde Locust, regente de Allagrite. E este seria? *E Thomas fitou Cerberus, com curiosidade. Locust respondeu de imediato.* Jovem príncipe, este é Lord Cerberus, regente da Cidade do Porto e aliado oficial de Allagrite.


Última edição por Admin em Sex Maio 15, 2015 3:56 pm, editado 3 vez(es)
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Re: Um casamento em Altonia - Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter Fev 24, 2015 3:44 pm

Lord Cerberus
Argan rondaria em busca de segredos, mas ao que parece, nas ruas, não tinham muito o que falar além da natural falta de decoro do filho nobre. Esses fatos costumeiros poderiam render algo, mas não naquele momento, afinal eram fatos parasitas, como Cerberus denominava, só serviam após a primeira exposição, davam força ao primeiro desgosto e acabava por afundar o barco. Ele precisava de mais, de algo realmente forte para derrubar um Império tão coeso. Argan não teria muita utilidade, por isso tratou de iniciar a outra missão, instalar em Espennia o grupo rebelde da Estrela da Manhã.
Durante a conversa com Locust, o Lorde tentou deixar claro que seus empregados eram submissos somente a ele, para que o governante não tentasse achar que estava com tão grande poderio assim, além de que Cerberus jamais coisificava quem o servia e o nobre ofídio lhe era bem quisto até então.
Ao sair da presença de Milorde Locust, ordenou que lhe chamassem um outra nobre trazida do continente esquecido, Milady Aracna. Ainda naquele dia a nobre chegaria, pouco antes do horário combinado. Ela não tinha aparência juvenil, assim como Cerberus, tinha um porte elegante e o olhos cansados. Conservava um maquiagem suave no rosto e o cabelo negros em coque, vestia-se com um vestido mais simples, o que combinava com seus jeito suave de andar. Ela não seria apresentada imediatamente a Locust, se conheceriam, assim como todos os demais apenas na cerimônia de casamento.
Após o período de viagem, bem cansativo devido ao trotar dos cavalos, coisa a qual Cerberus não se acostumara, eles seguiram ao salão, onde o casamento aconteceria, com as devidas apresentações oferecidas pelo Lorde Locust.*
- É um prazer conhecê-lo! Felicito-o pelo casamento, a julgar pela dama que escolheu é certo que será feliz!
*Cerberus sorriu e apresentou* - Está comigo é Milady Aracna, uma das minhas comandantes. Lhe tenho em mais alta conta, pois é uma pessoa muito efetiva, além de ser um alento para os olhos.

Narrador
*Iniciar uma célula da Estrela da Manhã em Espennia era um desafio maior do que em Allagrite. Espennia também possuía bairros periféricos e pessoas descontentes com o atual governo, mas não em um número expressivo para iniciar uma revolta. A aristocracia Espenniense não desejava poder, eles não se importavam com o conflito entre Allagrite e Korhaus. Havia apenas uma coisa que interessava e unia os Espennienses: Conhecimento. Se Cerberus pudesse oferecer mais neste campo do que o atual regente Arton Espenniard, então conseguiria criar uma razão para que a população trocasse de governo.*
*Enquanto isso, na festa, Thomas cumprimentava Lady Aracna.* É um prazer, milady. Muito obrigado pelo elogio, Lord Cerberus. Por favor, fiquem à vontade. Deem-nos licença um instante, eu e Myrcella cumprimentaremos os outros convidados. Podem ir se sentando, por favor. *Thomas e Myrcella se afastaram. Havia grandes três mesas de madeira que ocupavam quase todo o salão dispostas em U e no centro estava a mesa dos noivos e pais dos noivos. Locust se sentou à direita de Cerberus e comentou com ele, apontando um casal na mesa do lado oposto.*
Está vendo aquele velho decrépito acompanhado de uma mulher pomposa? Ele é o regente de Korhaus: Fabricius Korhaus. Acha melhor o abordarmos diretamente ou falar com Arton Espenniard primeiro? De qualquer maneira precisamos sair com a verdade daqui.
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Re: Um casamento em Altonia - Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Mar 20, 2015 12:13 pm

Lorde Cerberus
- Muito obrigado, Príncipe Thomas, já me sinto em casa.
Cerberus sorriu. Aracna era um pouco menos cordial, então não fez gracejo algum. Apesar de levá-la aos encontros e gostar de sua companhia, Cerberus tinha certeza que a sua general não nascera para os assuntos políticos.
Seguiram até as mesas, juntamente ao Lord Locust, o ambiente estava bem organizado como era de se esperar de uma festa nobre, mas era algo importante ali saber onde sentar, não havia demarcações para os convidados, por isso a opção de Cerberus logo seria evidenciada.
- Devemos nos sentar com nossa anfitrião, milorde, hoje não é dia de tratar de assuntos de guerra, apesar de podermos deixar boas impressões e intenções aqui expostas. Tenho a sutil impressão de que Lorde Espenniard vai gostar de nossa presença e de nossa boa conversa.
Cerberus se encaminharia para perto do anfitrião e o cumprimentaria, apresentaria-se e a sua acompanhante também.

Narrador
*Locust seguiu a sugestão de Cerberus e o acompanhou até Lorde Espenniard. Arton Espenniard, pai de Thomas, cumprmentou os dois cavaleiros com muito respeito, dizendo.* Lorde Cerberus, Lady Aracna, Lorde Locust, por favor, fiquem à vontade. Quero que todos sejam bem servidos. *O homem de cabelos castanhos e barba aparada fazia um sinal para que fosse trazido mais vinho e depois fitou Cerberus, dizendo.*
Devo admitir que fiquei surpreso com a notícia da aliança entre sua cidade e Allagrite, milorde. Altonia é um reino muito grande mas igualmente isolado. É raro um reino de fora envolver-se em nossas questões, bem como um de nós envolver-se com o resto do continente. Desnecessário dizer que Korhaus mostrou insatisfação com esta aliança externa. Quanto a mim, não apresento nenhuma repudia. Pelo contrário, sou totalmente favorável ao envolvimento de Altonia com outros locais.
*Naturamente, Arton Espenniard dizia tudo isso em um tom que o regente de Korhaus não pudesse ouvir.*
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Re: Um casamento em Altonia - Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Maio 15, 2015 3:54 pm

Lord Cerberus
*Cerberus assentou-se apos os cumprimentos, e nem mesmo precisou se esforçar muito pelo o que queria ouvir. Arton, na certa, estava sendo o mais político e polido que poderia ser, apesar de que a Cerberus não lhe pareceu que era uma mentira o que tinha dito*
- Pois bem, Milorde Espenniard, fico agradecido pelo vosso apoio e estou certo, que apesar da desconfiança de Korhaus, ainda poderemos ter relações muito boas. Altonia, exatamente por ser um reino grande, na certa tem muito a oferecer e muito a aprender ainda.
Cerberus procurou provoca-alo pelo conhecimento.
- O isolamento não faz bem às grandes mentes, estou certo que o senhor concordará comigo.
Cerberus falou em mesmo tom que Espenniard, não queria desagradá-lo naquele momento.
- Mas estamos festejando, não é mesmo. Estou certo de que poderemos conversar mais a vontade em breve. Será um grande prazer.
Cerberus olhou em volta, aproveitou para se mostrar ao lado de Espenniard, tão logo imaginava, Korhaus ficaria mais indignado com aquela nova aliança.

Narrador
*Aquela frase sobre grandes mentes foi o que fisgou o velho Arton, que fitou Cerberus com maior interesse, dizendo.*
- Certamente, meu caro! Gosto da maneira como você pensa! Sempre tentei convencer Korhaus disso, mas nunca deram ouvidos às minhas sugestões! Imagine o que poderíamos aprender com os outros reinos, com culturas e raças diferentes! Altonia sempre foi muito isolada e isso é prejudicial ao reino! Conversaremos mais tarde, sem dúvida, milorde!
*Ao contrário do esperado, o regente de Korhaus, Fabricius, um senhor veterano de guerra e beirando à senilidade, sequer ligou para o diálogo entre Cerberus e Arton. A real indignada com tudo isso era a esposa de Fabricius, uma mulher elegante com pelo menos vinte anos a menos do que ele, que fitava Cerberus com raiva nos olhos. Antecipando a curiosidade de Cerberus, Locust se adiantou.*
- Veja só, já criando inimigos, Lord Cerberus! Aquela é a esposa de Fabricius, Vivienne. Ela parece mais interessada no que acontece deste lado da mesa do que o velho.

Lord Cerberus
Cerberus percebeu o interesse de Arton, se existia algo que poderia oferecer aquelas mentes afoitas era diversidade, seu exército contava com diferentes combinações e experimentos científicos do velho mundo. Isso manteria as velhas mentes ocupadas por décadas.
- Estou certo que amplitude é algo que posso oferecer, e na certa que os nobres pensadores de Altonia muito poderiam contribuir para o crescimento e amadurecimento desta nação.
Novamente olhando o Senhor de Korhaus, aconteceu algo inesperado, alguém lhe devolvia um olhar muito mais afoito que do próprio Lorde.
- Percebo Milorde Locust, isso muito nos diz. Deveras que vir a este casamento nos vai ser de enorme valia.
Cerberus sorriu pra Vivienne, esperava que aquela provocação semeasse um ódio ainda maior em sua alma.
Cerberus ordenara, após colher informações no casamento, que uma segunda parte dos plano começasse a ser executada em Korhaus. Os discípulos da Estrela do Amanhã seriam ordenados a promoverem manifestações em favor da abertura, disseminando a informação de que Allagrite agora tinha um aliado para além das fronteiras

Narrador
*E a provocação funcionou. Vivienne semicerrou os olhos e ficou ainda mais impaciente. Logo depois dos votos de união, ela pediu licença ao novo casal e inventou uma desculpa para ir embora, levando o velho Fabricius pelo braço. Depois disso, Arton Espenniard voltou a conversar com Cerberus, fazendo perguntas sobre a origem do regente de Porto e que tipo de conhecimento a população dele cultivava. Cerberus poderia responder o que quisesse, Arton nunca veria por trás da lábia do lorde sombrio.*
*Nas semanas que se seguiram, notícias de protestos em Korhaus se espalharam por Altonia. O movimento em prol da abertura política e econômica do reino aumentou de tal maneira que exigiu uma retratação do governo korhausiano. A resposta foi deveras inesperada, como Cerberus descobriu em uma certa manhã, quando Locust o convidou para o desjejum na sala de seu trono em Allagrite:*
- Bom dia, Lorde Cerberus! Eu não gostaria de causar uma indigestão em milorde tão cedo, mas precisa ver isto! - Locust desenrolou o que parecia ser um cartaz de anúncio, daqueles que se prega nos muros da cidade. O documento anunciava um grande simpósio em Korhaus a fim de discutir a abertura do reino. O encontro convidava os líderes das três grandes cidades e Lorde Cerberus. O debate poderia ser visto pelo público. Locust complementou, enquanto comia um pedaço de pão fervorosamente:
- Isso foi obra da mulher de Fabricius, tenho certeza! Ela quer nos ridicularizar na frente de toda a população!

Lord Cerberus
Cerberus se sentiu satisfeito, conseguira mobilizar algo de pessoal na Senhora de Korhaus. No tempo restante da festa ele se preocupou menos em dar motivos aos senhores dali, afinal já tinha o que queria naquele instante,então apenas aproveitou para conhecer os nobres e cientistas que na certa haviam sido convidados.
Nas semanas seguintes seu plano estava em andamento em Korhaus, com duas cidades da tríades sob sua influência. Logo as notícias chegaram:
- Bom dia Milorde Locust, na certa a notícia que me tem a dar não me causaria indigestão alguma, meus ouvidos se acostumaram muito a coisas ruins. Mas me diga milorde, o que aconteceu?
Cerberus olhou aquele cartaz, esperava uma tomada de atitude dos senhores de Korhaus, mas imaginava algo mais furtivo e agressivo.
- Não esperava por isso, milorde Locust. - Ele riu - Deveras é uma tática diferenciada dos Senhores de Korhaus. Esperava que fossem mais agressivos, mas diante da diplomacia deles, acredito que possamos derrubá-los em seu próprio jogo. Sou precisarei de um pouco de tempo. Mas aceitemos o que eles nos pedem.
Cerberus logo após tomar seus desjejum com Locust, ordenaria a seus infiltrados do Estrela da Manhã para que descobrissem se havia algo por detrás daquele convite.
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Re: Um casamento em Altonia - Lord Cerberus (Encerrado)

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