Caminhos da Ressurreição - Jogo de introdução de Vinsentorg (Encerrado)

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Caminhos da Ressurreição - Jogo de introdução de Vinsentorg (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Jan 16, 2015 10:57 am

[Resumo: O mercenário Vinsentorg está em uma jornada para entender os acontecimentos de seu passado. Ele conheceu um monge thyatiano em uma vila perto de Lagus. O monge lhe revelou que no monastério eram realizados estudos sobre ressurreição, o que despertou o interesse do mercenário. O monge thyatiano aconselhou que o rapaz fosse até o monastério, onde possuía grandes chances de encontrar as respostas que buscava.

Vinsentorg encontrou os restos de um massacre no monastério. Ao tocar um sobrevivente, teve acesso às memórias do mesmo, onde viu Linda Morte matar os monges e a menção do nome de Jason Keylosh. Por fim, Vinsentorg retornou à vila onde havia encontrado o primeiro monge para lhe informar o ocorrido.]



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Narrador
*Desde o momento em que deixou a floresta e alcançou o grande descampado onde ficava o monastério de Thyatis, Vinsentorg podia sentir que havia algo errado. Reinava ali um silêncio sepulcral. Não havia pássaros ou outros animais por perto e nem mesmo o vento parecia soprar naquele local. Havia apenas o silêncio e uma sensação pairante de vazio. O cavalo de Vinsentorg ficou inquieto ao se aproximar da entrada do monastério (Caso ele esteja à cavalo e o animal for normal). Mesmo em um local de meditação e isolamento, seria normal ouvir passos ou murmúrios nos corredores. Ali não havia nada. A entrada era estreita e forçaria Vinsentorg a desmontar. As paredes antigas de pedra formavam um corredor que dava acesso ao átrio central, de onde era possível ir até as outras alas.*

*A visão ali foi terrível. Havia corpos de monges espalhados por todo o lugar e sangue seco pelo piso de pedra e paredes. Todos, sem exceção, possuíam flechas cravadas em suas cabeças ou corações. Quem quer que tivesse assassinado os monges era muito hábil com um arco, pois as flechas haviam sido disparadas com precisão milimétrica. Antes que o mercenário pudesse vasculhar todo o local, ele ouviu um gemido distante. Um sobrevivente ou uma armadilha? Poderia o assassino ainda estar ali? Os sons vinham do jardim do monastério.*

Vinsentorg
* Vinsentorg cavalgava lentamente, segurava a rédea com sua mão direita, com firmeza. O rosto, oculto pelo capuz de seu manto negro, retrata uma imagem até então enigmática. Puxou com força as rédeas para controlar a sua montaria e parou por uns minutos. Sentiu algo que somente alguém que testemunhou um campo de batalha conheceria de longe. O cheiro de sangue. Ajustou seu manto cobrindo praticamente todo o seu corpo e pôs-se a caminhar a passos curtos, cruzando o corredor em silêncio. Ergueu a mão direita até a altura do ombro esquerdo, e repousou sobre a espada mais longa. Estaria preparado caso algo acontecesse, e também não gostaria de ser pego de surpresa. No fim do corredor, a visão era bem clara, e não era algo que o surpreendia. Os corpos indicavam uma arena de batalha, e o sangue seco entre as paredes o fez refletir e retirar a mão do punho da espada. Previu por um segundo que aquilo que realizou tal ato de violência talvez não estaria mais alí. Fixou o olhar e caminhou para um dos corpos espalhados pelo chão, e retirou aquilo que seria a causa da morte. Uma flecha no coração. A face pálida e morta, assim como suas vestimentas, indicavam ser um monge. Passou o dedo na ponta da flecha, retirando o sangue e esfregou entre os dedos. "Ora, que bagunça", pensou, enquanto escutava os gemidos de sem dúvidas, um sobrevivente. Percebeu que não era tão distante e de longe, avistou aquilo que seria um jardim. Não era tão distante. Vinstentorg pôs-se a caminhar em busca da fonte do barulho *

Narrador
*O jardim do monastério estava bem cuidado e, considerando que havia um sobrevivente, era possível concluir que aquela chacina havia acontecido há pouquíssimo tempo. O homem com a túnica marrom estava caído nos fundos do jardim e metade de seu corpo estava atrás de uma grande árvore, o que mostrava que o homem provavelmente tentou se esconder, mas foi descoberto de algum modo.*

*O monge caído mal conseguia mover um dos braços e tinha o resto do corpo paralisado. Ao avistar Vinsentorg, tentou falar mais alto para chamar atenção e um pouco de sangue saiu de sua boca na tentativa. Ao se aproximar, Vinsentorg observou que a flecha havia penetrado fundo em seu peito e só não o matou porque o monge vestia um peitoral de metal. Mesmo assim, a flecha atravessou aquilo como se fosse papel, mas os milímetros a menos penetrados no coração fizeram a diferença entre a vida e a morte.*

*Qualquer tentativa de Vinsentorg em mover o corpo dele resultaria em mais dor. O monge fez um esforço monumental para falar, a voz saindo fraca e trêmula.* Eu sinto sede, mas não pedirei água. Minha vida irá se esvair em instantes. Viajante, você deve contar aos outros seguidores de Thyatis o que aconteceu aqui... *E tossiu violentamente.*

Vinsentorg
* Vinsentorg continuava a caminhar até a passagem que termina no jardim do monastério. Durante a caminhada, permanecia observando seus flancos com o intuito de não ser surpreendido, também analisando a área do local friamente. Fixou seu olhar no monge enquanto atravessava o jardim, arrastando as pontas do dedo no tronco da árvore. Curvou-se ao lado do monge e coçou levemente a barba rala, no queixo. Apertou os dentes enquanto analisava o peitoral de metal. "Sorte". Um sorriso no canto de sua boca surgiu brevemente. Não deu atenção ao que o monge estava falando, sabia que aquilo era desnecessário, somente aumentaria a dor e diminuiria o tempo de vida do moribundo. Uma palavra chamou sua atenção, "Thyatis". Segurou com a mão direita o braço do monge, não tocando em sua pele e sim, utilizando sua túnica para isso. Levou a mão esquerda até a sua face e pressionou seus olhos com os dedos, de forma a estar se preparando. "Conte-me tudo", pensou. Escorregou a mão direita pelo braço do monge até enfim alcançar a área onde sua túnica já não o cobria, as mãos do monge. Pressionou seus olhos com mais força, de uma forma estranha, e largou a mão do monge, deixando-a repousar no chão. Permaneceu por alguns minutos em silêncio enquanto as imagens clareavam em sua mente. Tudo estava claro, assim como o que aconteceu naquele local. *

Narrador
*O monge, obviamente, não sabia o que estava acontecendo. Ele não entendeu a atitude do homem, pensando que o homem estava considerando-o morto por tocar-lhe os olhos. O monge tentou falar durante aqueles breves instantes, até mesmo tocar o mercenário, tentando lembrá-lo da urgência daquela chacina, mas suas forças esvaíram-se e seu corpo cedeu, já sem vida. Felizmente, houve tempo suficiente para que Vinsentorg absorvesse todas as lembranças do monge.*

*Em meio às memórias tomadas, o mercenário deixava sua consciência e se via na pele do monge morto. Estava em uma sala escura, sentado à uma mesa e rodeado por outros monges. Um deles falava.*

- Precisamos nos livrar do rapaz loiro. Ele é imprevisível. Qual é mesmo o nome dele?

*O outro monge respondeu.* - Jason Keylosh, irmão.

*O primeiro monge replicou.* - Jason Keylosh? Ele é parente de Lei Keylosh?

- Acreditamos que sim, irmão.

- Não importa. Precisamos nos livrar dele. E também do irmão Bryan. O acordo que ele fez com Jason não trará nenhum benefício a este monastério. Os dois são insanos.

- Irmão, podemos usar o sistema crematório do necrotério para nos livrar deles. Vamos trancá-los lá e queimá-los. Não restará nenhuma evidência.

- Boa ideia, irmão. Mas precisamos enganá-los. Jason voltará aqui invariavelmente, acreditando que Bryan tenha alguma novidade para ele. Nós os prenderemos lá quando isso acontecer.

*A visão muda para o monge escondendo-se atrás de uma das paredes do monastério, observando uma mulher loira que carrega um arco nas costas caminhar na direção do necrotério. O monge diz.*

- Jason não veio. Ele enviou a arqueira em seu lugar.

*O outro responde.* - Não importa. Vamos queimá-la. Cuidaremos de Jason depois. Está usando armadura, irmão? Não tema a morte. E, além disso, eles nunca escaparão de lá.

- Claro, irmão, eu apenas... Gosto de me precaver.

*A próxima imagem é a porta do necrotério abrindo e a arqueira loira saindo de lá. A arqueira começa a lançar flechas, matando os monges ao redor. O monge da visão corre até o jardim e se esconde atrás da grande árvore. Uma criatura em forma de névoa cinzenta paira acima dele e grita.* Aqui, Linda Morte! Um deles esconde-se aqui! *Alguns momentos depois, o monge recebe a flecha no peito e cai.*

*Vinsentorg então volta a si. A visão toda tomou poucos segundos.*

Vinsentorg
* Vinsentorg refletia, visualizando em sua mente as imagens "doadas" pelo monge. Jason Keylosh, Lei Keylosh, nomes que ecoavam por aquelas terras, nomes que já havia escutado em outros momentos. Em sua mente, teve a conclusão de que o que aconteceu naquele local não foi por acaso. Era algo grande e provavelmente teve proporções semelhantes ao impacto do ocorrido. Afinal, tantas mortes não são por acaso. "Quem sabe pelo preço certo?". Pôs-se de pé, próximo ao monge, o observou por um segundo e deu um breve sorriso de canto de boca. Deu-lhe as costas, deixando-o alí sem remorsos, partindo em direção a entrada. Atravessou o jardim até chegar ao corredor de entrada, arrumou o capuz sobre sua cabeça e aproximou-se de sua montaria. Segurou firme na cela, montou no cavalo, corrigiu a postura e fez um estalo com a lingua, onde a montaria pôs-se a cavalgar com velocidade, entrando na floresta e afastando ambos do monastério *

Narrador
*Vinsentorg tinha algumas opções. A primeira era retornar ao monge thyatiano que ele encontrou na vila próxima dali e informar-lhe o ocorrido, ou apenas fazer perguntas à ele. A outra opção era fazer sua busca própria, procurando por rastros deixados na área ao redor do monastério ou interrogar as comunidades camponesas próximas. Certamente Vinsentorg possuía habilidades suficientes para seguir qualquer rastro deixado nas redondezas.*

[ Vinsentorg optou por retornar à vila onde havia encontrado um monge de Thyatis. Continua em outra partida! ]
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