A Fuga de Marissa (Encerrado)

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A Fuga de Marissa (Encerrado)

Mensagem por Admin em Dom Dez 28, 2014 12:27 am

Narrador
*Marissa havia sido presa pelos crimes cometidos. Ela havia sido acusada do assassinato de dois homens e de pequenos furtos. O crime que havia cometido fora rapidamente punido, enquanto a morte de seus pais nem fora comentada. Ela fora mandada para a prisão local A Pedreira. O local era uma antiga pedreira, que depois fora transformada numa prisão. Após entrarem lá, os presos só saíam para ver a luz do sol no dia de suas punições. As instalações eram desconfortáveis, apenas um cubículo a meia luz e nada mais. A jovem estava ali já deviam fazer uns dois dias, ou pelo menos assim imaginava. Era mal alimentada e mesmo a água que recebia era pouca. "Sem muita comida, sem muita bebida, sem muita sujeira" era mais ou menos que diziam os guardas. Mas a verdade era que o local fedia. Sem ter onde fazerem suas necessidades, a cela era a única opção que tinham. Ali os guardas que trabalhavam, andavam mascarados. Eram grosseiros e violentos. A garota realmente havia dado sorte de ainda não ter sido violentada por algum deles. Mas talvez sua sorte estivesse para mudar, pois estava ouvindo os passos de um guarda, e era cedo demais para uma nova refeição. Um guarda corpulento parava diante da cela e coçava grosseiramente por entre as pernas. Ele então olhava para o lado como se falasse com alguém* Você querer comprar essa vagabunda? Eu vou adiantar pra você que ela não é boa coisa... Tem cara de coitada, mas ela matou dois homens.... * Uma outra pessoa ia chegando ali Um homem de uns 30 anos, cabelos negros, lisos, penteados de lado. Usava roupas finas, verde oliva, com botas de couro. Tinha olhos negros, e pele clara* Hummm sim... *dizia este segundo homem, cobrindo as narinas com um lenço bege* Se ela for virgem eu posso pagar o dobro. Quero olhar por entre as pernas dela para me certificar...*ele olhava o guarda* Abra! *O homem mal humorado ia abrindo a porta. Marissa tinha as pernas e braços presos a correntes... Poderia se mover, mas não fugir da cela... O homem bem vestido ia entrando na cela.* Boa noite, senhorita! Como está? *ele falava um tom de voz debochado e cínico de quem estava achando aquilo divertido*

Marissa
*Marissa ouvia as vozes e pensava se tinha chegado o seu dia. No entanto quando começou realmente a prestar atenção no diálogo que se dava no exterior de sua cela ela notava que o encaminhar das coisas erma muito diferentes. Ela não seria morta, mas seria vendida. Ela se levantou, olhou para as correntes que a limitavam os movimentos e praguejou em voz baixa. Quando um homem bem vestido adentrou em sua cela e lhe cumprimentou a moça deu alguns passos para aumentar a distância entre eles, aquilo de nada adiantaria, pois ela estava literalmente presa e não fugiria da cela nem sequer um metro. Ela olhou para o homem e disse* O que pretende comigo, milorde?

Narrador
Eu? Eu vou lhe libertar deste fosso... *ele sorria suavemente* Não se sente contente com isso?....*ele fazia uma pequena pausa.* Marissa não é? humm... Então... eu quero que abra bem suas pernas e me deixe olhar por entre elas.. se você for virgem... ah.... *ele olhou para trás e depois a olhou de novo* Acho que ele a deixa assustada não é? *ele indicava o guarda e ia se virando para o mesmo* Por obséquio, meu bom senhor, poderia nos dar licença? A jovem está para me mostrar a intimidade. Eu certamente tenho o direito, já que pagarei um bom preço. Quanto a senhor, lamento. Só depois que pagar o preço que irei cobrar... *O guarda fechava a cara e parecia bastante contrariado. O homem continuou a observa-lo como se indicasse que estava esperando que ele se retirasse* Se eu tiver algum problema eu lhe chamo.... *Contrariado o guarda ia saindo da cela. O homem que ficava ia olhando a jovem novamente* Então, onde estávamos mesmo? Ah... *o semblante do homem ia ficando mais calmo e sereno* Parece que a senhorita foi presa injustamente não? *falava num tom de voz baixo*

Marissa
*Marissa o olhou incrédulo, como se tentasse descobrir se estava ouvindo corretamente. Deu mais alguns passos, por mais que soubesse que não adiantaria. Ela o olhou em silêncio por mais algum tempo e então bufou* Senhor...perdoe-me, mas não farei isso que me pedes!!! Não mesmo! Se o senhor realmente pagou por mim terá que me levar da maneira que estou.....não me rebaixarei a isso de modo algum! *levantou a cabeça e colocou as mãos na cintura. Lembrou-se pro alguns flashes de memória dos homens que havia matado. Queria ter a mesma coragem para fazer o mesmo naquele momento com aquele milorde bem vestido e com o asqueroso guarda*

Narrador
*O homem que estava na sala, permanecia observando-a.. Ele balançava a cabeça negativamente* Parece que você não entendeu nada querida. Estamos num teatro, e as vezes é preciso saber atuar.... *ele seguia falando baixo, de modo calmo* Soube que matou dois homens, mas também soube que teve seus pais assassinados. Talvez esteja me equivocando, mas essas mortes se ligam as outras não? Você deseja sair daqui? Deseja poder vingar seus pais e também a si mesmo? Você ainda não passa de uma menina, que logo logo será morta, sem nem chegar perto de seus objetivos. Mas se aceitar minha oferta eu lhe tiro daqui. E melhor, lhe dou a capacidade para conseguir se vingar, porque se não melhorar em nada, eu suponho que seus futuro seja ser pega novamente...*ele ficava a observando, seu semblante permanecia calmo, assim como o tom de voz. Parecias apenas explicar a situação para a jovem*Você tem duas escolhas, morrer ou viver. Qual escolhe?

Marissa
*Marissa o encarou enquanto cruzava os braços sentindo os limites das correntes..* Teatro? Por que o senhor me livraria daqui e me daria a oportunidade de me vingar? Eu simplesmente não consigo entender o objetivo e nem argumentos de sua encenação, milorde....*olhou em direção ao guarda que estava no exterior da cela e voltou a falar* Qual é a intenção desse seu teatro?

Narrador
*O homem cruzava os braços e erguia a mão direita com o dedo indicador erguido, fazendo um gesto de negação, enquanto ia falando* Suas opções são ficar e morrer ou ir comigo e ser severamente treinada para cumprir seu objetivo. O que isso lhe custará? Bem... Não muito, apenas sua fidelidade irrestrita... Eu posso liberta-la daqui. Só eu posso fazê-lo nesse momento. Posso lhe dar muito poder. Em troca, quando morrer, eu fico com sua alma. Você me dá uma parte dela agora, e a outra parte eu pego ao final do contrato.*ele sorria gentilmente* Então jovem senhorita. O que me diz? Sim ou não? O tempo de barganha acabou, se eu sair por aquela porta, sua morte será uma certeza.

Marissa
*Marissa ficou em silêncio e observou com atenção ao homem. Certamente havia algo de muito poderoso e, ao mesmo tempo, perigoso. Aquela conversa toda de entregar a alma era algo que sempre ouvira como sendo obscura. No entanto o que ela perderia, além da própria vida? A garota seria de enforcada dali à alguns dias. Ela balançou a cabeça positivamente e disse, por fim* Eu vou com você! *Tornou a silenciar-se e teve noção de que seria um caminho sem volta*

Narrador
*Qhando Marissa respondeu ao homem, ele abriu um largo sorriso de satisfação* Garota esperta! *Na verdade não haviam outras opções para ela, e talvez fosse por isso que ele estava achando tão divertido.* Eu irei dizer ao nosso amigo de corpo grande que você vai ser liberta, mas antes disso.... Tem algumas formalidades que precisamos cumprir...*ele estendia a mão direita, que aos poucos ia se transformando. Nada realmente grotesco, apenas cresciam um pouco, mas as unhas viravam garras negras e afiadas* Sabe.... Eu detesto essa parte...*ele dizia com certo sarcasmo e erguia um pouco a manga do braço esquerdo e ebtão forçava a garra do polegar próximo do pulso, aos poucos a pele ia sendo rompida. Ele então fazia uma gesto mais firme e fazia um corte, fazendo uma leve careta de dor.... O sangue agora começava a lhe escorrer pela mão* Venha, prove um pouco do meu sangue, e vamos fazer este pequeno pacto.... *ele estendia o braço na direção do rosto da jovem* Você só vai parar quando eu disser que deve parar...

Marissa
*Marissa tinha certeza que não poderia voltar atrás e, realmente, talvez não houvesse outra saída a morte ou algo pior seria inevitável, mas talvez tivesse a chance de vingar a morte de seus pais, agora de um maneira pensada e bem estruturada. Ela olhou com certo terror para o que acontecia com o braço do homem. Via o sangue e ouviu suas instruções. Demorou alguns instantes para obedecer, sentia certa angústia e sua respiração ficou um pouco ofegante. Ela se aproximou dele, suspirou e finalmente fez o que lhe era dito e esperou a próxima orientação*

Narrador
*A jovem lhe bebia o sangue, com os lábios colados em sua pele... Ele apenas observava, calmamente. Como se tivesse alimentando um pequeno animal faminto. Ele então ia recuando o braço* Já é o bastante! *ele ajeitava a manga da roupa.* E então? Vai demorar mais? *O guarda corpulento ia voltando e falando de maneira mal humorada... O homem virou-se rapidamente* Estou no meio de algo importante, senhor! *ele ficou de frente com o guarda* Você deveria voltar e esperar eu chama-lo! *Ele falava num tom de voz suave, mas num tom mais imperativo. O guarda ficava o olhando por algum momento* Eu vou espera-lo senhor. *o homem então via o guarda saindo e voltava-se para a jovem ali presa, com um sorriso nos lábios* Intrometido não? *ele então caminhava até a jovem* Bem, vamos continuar.... Essa é a parte que eu começo a gostar... *Com a mão direita ele golpeava a jovem... Ele sentia os dedos a lhe perfurar a carne, na altura do abdomen. Sentia uma terrível queimação. Ele a mantinha presa contra a parede.* Você pode gritar se quiser.... *A garota ia começando a sentir como se sua energia corporal estivesse se esvaindo, a baixa iluminação parecia quase deixar de existir, sentia todo o corpo tremer e sentia um terrível frio percorrer todo seu corpo. Quando se dava conta estava caída no chão e o homem de pé, com um largo sorriso, enquanto lambia os dedos* Acho que só falta agora chama-lo para saírmos daqui.

Marissa
*A garota quando alertada para que parasse de lhe sugar o sangue levantou-se. Limpou a boca rapidamente e viu que o guarda aproximava-se e voltava a ser mandado para fora. Obviamente aquilo não seria o fim do pacto proclamado pelo estranho homem bem vestido. Continuando aquele estranho processo, o homem golpeou-a e ela no momento sentiu dor o que a fez encurvar o corpo para a frente. De repente uma sensação horrível dominara-lhe, uma queimação na região abdominal quase lhe provocava náuseas. O homem a mantinha presa contra a parede, era só por isso que ela não cedia ao chão. A dor aumentava e Marissa pressionava os dentes e lágrimas passaram a rolar dos seus olhos e ela não conseguiu segurar alguns gemidos. Seu corpo se esvaia e sua visão se turvava cada vez mais até que ela já não tinha mais consciência de si nem do que acontecera anteriormente. Só sabia que sentia frio e um tremor impossível de controlar. Quando se deu conta estava no chão e ouvia a voz do homem dizendo que agora estavam prontos para partir. Ela olhou-o ainda recuperando a visão e demorou alguns instantes para se levantar. Ela olhava na região abdominal para saber se ficara cicatrizes do que ocorrera anteriormente. Aquele homem tinha um poder que certamente não era bom, era algo que ela não entendia ainda e provavelmente não entenderia por um bom tempo. Mas estava feito...ela estava entregue para aquele poder obscuro.*

Narrador
Volto em breve! *fora o que dissera o homem que a deixou sozinha na cela... Ela teria algum tempo para se recompor um pouco... Mas ainda estava meio enfraquecida. Efeito da pouco alimentação que tinha... Quando ela olhou para a barriga, veria o tecido manchado de sangue, mas quando ergueu a roupa, não veria ferimentos, mas uma marca negra... Era a face do esqueleto de um touro, com algumas marcas que pareciam chamas ao seu redor, sem dúvida uma bela marca que indicaria que aquilo fora bastante real... Ele voltava algum tempo depois acompanhando do mesmo guarda que trazia com ele uma chave e uma coberta.... Ele ia soltando as algemas da jovem, dos pés e mãos...* Melhor cobri-la... *dizia o homem e logo o guarda assim o fazia e então este a erguia do chão, passando a carrega-la no colo, com o rosto escondido pelo coberta* Vamos! *o homem seguia com o guarda que levava Marissa. Seguiram pela prisão até a saída, onde uma carruagem os aguardava. Assim que fora colocada na carruagem e ele entrou a mesma partiu* Eu me chamo Adarin! *dizia calmamente e se virava e batia para falar com o cocheiro e lhe dizia para irem para uma estalagem*

Marissa
*Marissa ainda se encontrava fraca e trêmula quando levantou-se. Quando checou o lugar golpeado pelo homem, viu a estranha marca que se criava no lugar. Passou os dedos sobre ela e se perguntava o que aquilo queria dizer. Sentia-se angustiada por ter concordado com aquele acordo e pensava o que teria ocorrido com ela e o que aquela marca poderia significar, algum tipo de clã? De organização? De grupo? Algum culto? Ela fazia parte de algo que era totalmente alheio a sua vida, mas ela tinha que descobrir e faria isso quando estivesse fora daquele lugar. Foi levada até a carruagem coberta pelo cobertor e manteve-se em silêncio. O homem se apresentou e ela apenas o olhou com cuidado. Tinha medo de saber quem ele realmente era, mas sabia que era necessário e que aquele não seria um tempo de ignorância, não depois do que ocorrera dentro da cela. O cocheiro tocou a carruagem em direção a uma estalagem e depois de alguns instantes ela o olhou o analisou primeiro e disse* Sou Marissa....como soube tudo aquilo de mim? *tocou o lugar da marca com o esqueleto de touro e questionou* O que isso quer dizer? Quer dizer...o que significa além do fato de eu ter vendido minha alma para você? *pausou a fala como se pensasse em mais alguma pergunta e então falou rapidamente antes que se arrependesse* O que é você?

Narrador
*Ele ficou a olhando enquanto fazia a perguntas... A carruagem seguia num ritmo normal de um passeio* Quantas perguntas. *ele sorriu* Bem... O crime que foi cometido contra sua família, teve certa repercussão... Sabe... Tanto nos meios legais, quanto no submundo. Mas acho que você não teria muito conhecimento sobre isso não? Seu pai era um comerciante de muitas coisas e nem todas muito legais... Mexendo com as pessoas erradas a morte dele veio rápido. Quando soube que você havia sido capturada eu vi ali uma grande oportunidade... Foi apenas o acaso que me levou até você... A respeito da marca em sua bela barriga... Bem, ela só para lhe lembrar de nosso acordo. É como um selo para o contrato. A minha marca para você..... Hummm mas agora está uma pergunta difícil... O que sou eu..... Acho que a maneira mais simples de explicar é... Eu sou o seu bem feitor..* ele dava um singelo sorriso*

Marissa
*Marissa levantou uma das sobrancelhas enquanto o homem falava. Obviamente ela não acreditava em boa parte do que ele falava, mas era prudente não discutir, ainda mais com Ele. Quando ele por fim acabou de falar ela disse ironicamente, com um sorriso mais assustado do que propriamente oriundo de uma piada* Bem feitor! Claro....Um dia eu vou saber? *olhou-o um pouco mais desafiadoramente* Você é...*parou com a boca ainda semiaberta, e se calou virando-se novamente para a frente. Não podia perguntar e/ou afirmar que ele era um tipo de demônio....podia?!!*

Narrador
Eu sou...? *ele a olhou sério* Por um momento eu pensei que iria dizer alguma coisa desagradável.... Não seria nada cortês não é mesmo? *Sentiriam a carruagem diminuir o ritmo..* Quando descermos, continue coberta... Irei pagar para que possa se banhar.... Trocaremos também de carruagem, acho que essa já está fedendo o suficiente.... *ele ia se erguendo quando a carruagem parava e abria a porta antes mesmo que o cocheiro o fizesse* Enfim ar puro... Não que seja exatamente puro, mas o ar na carruagem estava muito mais carregado... Chegava a sentir arder minhas narinas.... Venha! *ele se apressava na direção da estalagem.... Entravam numa sala mediana iluminada por velas. Havia um balcão com um homem gordo atrás e na lateral esquerda subia um escada e na direita havia uma porta que dava para outro ambiente... Assim que entraram o homem torceu o nariz por conta do cheiro*Eu quero pagar um serviço de banho para essa jovem... * o homem alto e gordo olhou para a jovem que ainda fedia bastante...* Griselda....*ele chamava com uma voz forte.... Enquanto Adarin ia pegava uma bolsinha de seu cinto e pagando o serviço* Um jantar também seria apropriado. Isso.. Banho para duas pessoas e jantar também.... *ele falava a jovem* Espere aqui! Eu irei falar ao cocheiro.

Marissa
*Marissa concordou disse* Hum...eu jamais deixaria de ser cortês com o meu bem feitor....*sorriu cínica. A carruagem parou e finalmente ela pode descer, ainda coberta e agora ouvindo algumas palavrinhas mal educadas sobre seu péssimo odor, fruto daquela prisão quase pútrida. Ela concordava, claro que nunca fedeu tanto na vida. Aquele lugar acabou com qualquer chance de parecer uma pessoa normal, até o homem da estalagem fez questão de dizer. Então, seu bem feitor - como ela fazia questão de ressaltar de forma irônica - reservou banhos e jantar. Ele se afastou para falar algo com o cocheiro e ela somente olhou na direção dele e depois em direção ao atendente. Levantou as sobrancelhas para o homem e disse* Sinto muito pelo odor...

Narrador
* Adarin havia se afastado para falar com o cocheiro. O homem que estava no balcão coçava a cabeça sem jeito.. Cabelos castanhos, meio ralos. O homem não teria mais de 40 anos.*hummmm tudo bem! *uma mulher magra e com poucos dentes na boca, vinha para o balcão, de uma porta que sai embaixo da escada* Pelos deuses, que cheiro é esse? *ela olhava a garota, com uma cara fechada, e se tremia sacudindo a cabeça* Nossa! *o homem ficava sem jeito..* Vá preparar o banho dela...*A mulher que devia ter uns 30 anos falava* Banho? Haja banho para essa daí....*dizia resmungando* Vai acabar com a água do poço....*ela ia saíndo e Adarin voltava com um sorriso bem humorado* Bem, acho que a mulher está realmente certa. MAs eu suponho que a quantia que eu paguei, cubra toda o trabalho que esta jovem senhorita lhes dará.

Marissa
*Marissa viu uma mulher se aproximar e reclamar, assim como os demais, do odor que ela exalava. Ela abriu a boca para falar algo, quando Adarin voltou e também comentou algo. Ela o olhou e sorriu dizendo* Sabe....o fedor irá sair com alguns litros de água, mas certamente os dentes dela não poderão ser repostos! *falou em tom de voz mais baixo e sinalizou em direção a mulher. Sorriu, mostrando que não lhe faltavam dentes* Prefiro feder, porque eu me livrarei do cheiro....com licença!!! *virou os olhos aproximando-se da mulher demonstrando pouca empatia. Estava aliviada por poder finalmente tomar um banho. Seu cabelo que era naturalmente loiro estava bem mais escuro, o que a incomodava.*

Narrador
*Adarin deu uma divertida risada* De fato esta é uma ótima observação! Eu estarei ali onde fazem a refeição... Veja se fica bem limpa! *ele iria saindo para a direita. Onde ficava o salão onde serviam as refeições.... A jovem seguia por um corredor até um quarto de banho... Uma tina era preparada, a água no máximo era um pouco morna... Fora dado a ela um pedaço de pano e um pedaço de sabão... Certamente a água fora trocada algumas vezes para que ela realmente ficasse limpa... Seu banho fora demorado..... Quando estava para acabar o banho, alguém entrou no lugar. Adarin tinha no braço um vestido simples, e um casaco longo* Tome! Você não poderia ficar sem vestes novas após o banho. *ele as pendurava num gancho estando indiferente a nudez da jovem* Eu estou lhe aguardando! *assim como entrou, ele saiu*

Marissa
*Marissa começou a se sentir limpa depois da terceira vez que a água da tina fora trocada. Somente assim ela pode sentir que o cheiro do sabão realmente começava a ficar em sua pele que, por sinal, estava totalmente branca, como deveria ser. Seus cabelos agora estavam loiros claros como eram de verdade, o que fez a garota sorrir alegremente. Tudo pôde ser feito, inclusive cortar as unhas e outras coisas relativas a higiene. Adarin adentrou no quarto de banho sem ser anunciado e lhe deixou um vestido e um casaco. As roupas não eram grande coisa, mas para quem tinha ficado tanto tempo em uma prisão como aquela, as roupas eram maravilhosas. O vestido, de fato, não era feio. Um modelo simples, mas a cor azul escuro agradou a garota, bem como o casaco marrom. Ela ficou dentro da tina quando ele adentrou no quarto e abraçou os joelhos e disse quando o viu* Mas...o que é isso....*Quando ele deixou o lugar e ela finalmente se enxugou e vestiu, ficou satisfeita com o resultado. Era ela....de novo! Quando vestia o vestido olhou novamente para aquela estranha marca e prometeu a si mesma que não desistiria de descobrir o que realmente significava. Depois de vestida saiu do quarto e olhou para a mulher desdentada e sorriu dizendo* Sinto acabar com sua água! *deu de ombros de forma cínica e foi encontrar Adarin no refeitório. Sentou-se na sua frente e disse* O que tem para comer? *o olhou-o por uns instantes de maneira satisfeita mostrando que o resultado do banho tinha sido muito bom, principalmente os cabelos que quase encostavam nos ombros e eram bem lisos, mas que só poderiam ser vistos dessa forma após o banho*

Narrador
Roupas.*fora isso o que dissera o homem quando ela falou no quarto de banho "mas o que é isso?"... Ele saiu sem dizer mais nada... Quando a jovem finalmente chegou ao local onde ele estava. Ele a olhava* Você parece mais apresentável agora. Depois precisamos lhe arranjar um calçado..Mas por hora acho que está de bom tamanho não? Para o jantar servirão carne de porco e fatias de presunto. Batatas, cenouras, algumas outras quaisquer que encham o prato...ahh e vinho... Eles devem nos servir logo... *Assim foi feito... Não demorou muito e estavam lhes servindo. A jovem não era exatamente uma figura pública ou bastante conhecida no local, por isso sua presença ali não estava chamando atenção.* Então, após o jantar vamos viajar... *ele dizia quando as serventes se afastavam* Não ficaremos aqui. Vamos para Ravínia! *uma cidade média com um mercado crescente, era isso que a jovem sabia do local. Sabia também que haviam construído um porto la*

Marissa
*a garota riu brevemente e disse* Estou bem melhor do que apresentável e perto daquela mulher...diria que apresentável não é uma boa palavra....até porque estou bem mais limpa e tenho todos os dentes! *esperou a comida qie logo fora servida e disse* Ainda bem estou faminta.....*enquanto comia olhava para o homem de vez em quando e se perguntava se poderia fazer outras perguntas. Ele dera algumas outras informações e disse que iriam para Ravinia. Ela balançou a cabeça mostrando que conhecia aquele nome* Meu pai dizia que essa cidade esta crescendo e possui um comércio próspero. ...ainda mais com a construção do porto....Por que iremos para lá?

Narrador
Você disputando com uma mulher desdentada? *ele sorria* Bem, pelo menos de alguém você precisava ganhar não? *ele ia comendo, achando graça no que ela havia falado* Sabe eu até consegui imaginar alguém tendo que escolher entre você e Milady Sem Dente.... *ele dava uma boa risada* Desculpe! *ele balançava a cabeça ainda rindo um pouco* Bem... Vamos para Ravínia pelos motivos que falou. Lá você poderá crescer e se manter escondida. Aqui não poderá fazer o mesmo...Você vai precisar de algum tempo para se preparar.

Marissa
*Ela riu daquelas besteiras* Talvez o guarda da prisão escolhesse ela....quem sabe?! *Quando ele falou o porque iriam para a outra cidade ela ainda se sentiu incomodada, pois era tudo novo e muito estranho e ela sabia que um dia teria que pagar por tudo aquilo e era isso que a deixava com medo. É claro que aquele homem não escolheu ao acaso, sabia que ela seria morta em breve e usou o sentimento de vingança qie possuia para manipula-la e conseguir sua alma. Por incrivel que pareça a menina não era ignorante e por mais que a situação fosse perigosa ela estava bastante consciente da escolha que fizera. Ela esperou o homem acabar de falar e então perguntou diretamente* E você mora lá? *balançou a cabeça e nao resistindo perguntou* Você é um demônio?

Narrador
*ele riu com o comentário dela... Ele comia um pouco mais e a ouvia falar* Eu tenho uma casa lá... Ficaremos nela. Bem, parece que nos dão muitos nomes por aí não? Pode se dizer que sim.... Eu nasci nos planos abissais, se isso mata a sua curiosidade. Eu tenho poderes terríveis e minha missão é corromper os humanos. Você tem alguma coisa contra isso? *ele voltava a comer, esperando pela resposta da jovem*

Marissa
* A garota ficou um tempo sem dizer nada engoliu um pedaço de carne e então disse* Pra falar a verdade....eu tinha.....até acontecer comigo...*desviou o olhar e entao disse enquanto partia mais um pedaço de carne* Mas....mas eu não tenho muita escolha agora. ...porque fui eu que escolhi isso....*olhou para ele séria como se tivesse finalmente caído em conta do que fizera. Ficou em silencio pelo resto da refeição. *

Narrador
*Marissa finalmente se dava conta do que realmente estava acontecendo. Adarin seguiu comendo em silêncio. Ao terminar ele deixou algumas moedas sobre a mesa e então se levantou, indicando para que ela seguisse com ele e então começou a caminhar* Sabe, parece que você não está num mar de rosas não é? Mas nem tudo será apenas espinhos. Quando aprender a relaxar e aproveitar, você vai ver que não é tão ruim assim....*ele seguia para o lado de fora da estalagem... Do lado de fora, havia uma nova carruagem os esperando... O chocheiro era um homem alto, de cabelos rente a cabeça. Usava roupas pesadas e escuras... Ele abria a porta da carruagem. Era uma carruagem simples, pequena. Adarin parou diante da porta e gesticulou para que entrasse*

Marissa
*Marissa o olhou e disse* Se você fosse humano eu perguntaria se estava reproduzindo algo que já te tinham falado...mas acho que não é o caso...*após finalizar sua refeição seguiu-o até a carruagem e adentrou. Depois de alguns instantes recobrou a fala dizendo* Você sempre fez isso? Digo...corromper pessoas que estão a beira do desespero?

Narrador
*Já estavam entrando na carruagem quando ele começou a respondê-la* Hum, mais ou menos... Eu já fiz outras coisas também... Sabe de tempos em tempos você precisar mudar um pouco sabe? Então, acho que você foi a sortuda da vez. Foi uma sorte tremenda eu estar por perto quando o crime aconteceu, e também quando a capturaram... * a carroça agora já estava em movimento* Bem... Quando chegarmos lá, eu lhe darei uma boa casa e também dinheiro. E irei observa-la agir... Serei seu fiel companheiro. *ele sorria agradavelmente* Então se precisa de alguma favor, pode me dizer. Apenas devo lhe lembrar que grandes favores possuem um alto preço.

Marissa
*Marissa o olhou e disse * Acho que já lhe devo muito.....*sorriu e olhou para frente*

Narrador
*A viagem foi quieta, monótona. Adarin não via problemas em dormir diante da jovem, provavelmente não a considerava um perigo. Não fora uma noite lá confortável, já que a carruagem não tinha muito espaço. Ficaram sentados um de frente para o outro e foi assim que tiveram de dormir. Quando a carruagem parou finalmente, já estava de manhã.. Era bem cedo quando ela parou. Adarim não demorou a se levantar e sair da carruagem, e do lado de fora ele se esticou. Estava ainda bem cedo, o ar estava gelado. Era uma manhã agradavelmente pálida. Estavam num pequeno vilarejo sem graça e sem cor.* Que manhã excepcional! *ele falava e então olhava para a jovem* Venha! Temos que tomar um desjejum antes de seguirmos viagem... Assim poderemos conversar um pouco mais e você pode contar um pouco dos seus planos.. O que acha?

Marissa
*Marissa quase não dormir e quando Adarin acordou ela o olhava como se o analisasse. Quando desceu da carruagem olhou para o céu e falou * Monótono *concordou com a ideia do desejum e falou enquanto caminhavam* Hum...planos? *riu...e balançou a cabeça negativamente * Acho que não tenho um plano ainda....afinal de contas, minha vida mudou muito....como você percebeu....*o olhou*

Narrador
Tsc, tsc.. *Adarin balançou a cabeça negativamente, tendo uma expressão de quem lamentava o fato* Então deveria começar a fazê-los. Vamos para uma cidade segura que lhe dará tempo para isso.... *ele suspirava e seguia na direção do que seria a taverna. Um estabelecimento pequeno... Algumas mesas retangulares se espalhavam por lá, com cadeiras as cercando. Estava vazia. O local não era realmente grande coisa, mal iluminado, um pouco sujo, com mesas corroídas do tempo... Um homem estava encostado ao balcão, olhando-os.... Edarim entrou como se estivesse em um bom estabelecimento e sentou-se sem frescuras em uma das cadeiras da mesa retangular* o melhor daqui são os almoços comunitários... *O homem saí de trás do balcão* O que vão querer? *Devia ter uns 20 anos. Cabelos castanhos curtos, magro. Vestia roupas simples e por cima um avental encardido. Edarim ia falando* Por favor, faça as honras!

Marissa
*Marissa concordou e falou* Eu irei em breve....mas por enquanto...comer seria muito melhor....*ao dizer isso acompanhou Adarin e começou a observar aos homens que os encaravam. Olhou para frente e um pouco para baixo se modo que não chamasse atenção. Sentou-se com o seu bem feitor em uma daqielas mesas corroídas e viu o atendente se aproximar, tendo a oportunidade de falar..pediu* Frango....e pão?! *olhou para Adarin afirmando mas aquilo parecia mais uma pergunta. Depois que ele fizesse o pedido ela o perguntaria* Quantos anos você tem? Para alguém como você. ...você é jovem ou velho? Você faz tudo sozinho ou trabalha para alguém? *parecia curiosa ainda que Adarin pudesse perceber certo receio*

Narrador
*O homem a olhava* Vão beber alguma coisa? * Adarin falou* Vinho! E pra ela uma copo de leite aquecido....*falava com um sorriso meio debochado nos lábios e o homem ia saíndo. Adarim ia completando* Se tiverem queijo, tragam com uma travessa de pães. Um pedaço de pernil também seria adequado.... *o homem que havia parado para ouvir o restante do pedido voltava a caminhar para trás do balcão e depois para uma porta atras dele... Adarin ia olhando para Marissa* Minha idade? Humm... podemos dizer que sou de meia idade.... Nossa você é mesmo muito curiosa heim.... Eu atualmente trabalho sozinho... Mas não muda muito a minha vida. E você, porque não me diz quantos anos tem? E ah... Porque não me diz quais seriam seus sonhos se seus pais estivessem vivos?

Marissa
*Ela balançou a cabeça e disse alto para o atendente* Desconsidere o leite....por favor!!!! *levantou as sobrancelhas olhando para Adarin. ..e disse* Bem....sinto muito se as pessoas as quais você ja comprou as almas não fizeram-lhe perguntas....Não sou muito esse tipo de pessoa...minha mãe dizia que eu era uma garota curiosa....acho que tinha razão. ..*desviou o olhar para o balcão e depois para o homem novamente* Ah....meia idade não responde minha questão...não poderia ser mais específico? Atualmente você trabalha sozinho. ..isso quer dizer que já trabalhou para quem ou o que? *pareceu ficar pensativa* Bem...sabia tudo de mim..menos minha idade? *riu* Bem...por que não tenta descobrir?

Narrador
*adarin sorria divertidamente com o que a garota dizia e de uma hora para outra ficava sério.. Ele a encarava de modo frio e sombrio, inclinando-se ligeiramente para frente e falando baixo* Não! Não posso e não serei específico. Minhas alianças dizem respeito somente a mim. A sua curiosidade seria mais proveitosa se fosse melhor direcionada. E não.. Não sei ao certo a sua idade. Não quero tentar descobrir. Pouco me importa, pois no fim. Mesmo que tenha 15 ou 30, sua alma ainda será minha. Eu poderei usa-la como eu quiser... Posso usar como decoração de uma sala, ou como petisco de animais... Posso vendê-la ou fazer o que for.... Então não tente ser tão engraçadinha assim... Eu simplesmente detesto esse tipo de pessoas... Não estamos aqui pra brincar de adivinhar idade, ou falar que sua mãe a achava um estúpido animalzinho curioso.... Eu espero que eu tenha sido claro. *ele a olhava nos olhos, como se pudesse fazê-la queimar apenas desta maneira*

Marissa
*Marissa também teve suas feições modificadas. Ficou imóvel apenas o olhando...obviamente tinha se assustado com o que o homem dissera de repente. Quando ele terminou ela disse seriamente e talvez estivesse sendo corajosa* Eu acho que você ouviu demais. ...eu não disse que minha alma não seria sua....eu ja escolhi...e mesmo tendo escolhido de forma inconsequente eu ainda escolhi...e acho que não está me vendo chorar....*franziu a testa mas seu tom de voz permaneceu inalterado...ela continuava falando em voz baixa.* Acho que eu não preciso saber sua idade...e você também não precisa saber maos nada sobre mim...alem de possuir o que já possui....eu só não sabia que demônios eram tão temperamentais...com licença. ...meu senhor! *levantou-se devagar e lhe fez uma reverência o que mostrava que ela não era de uma camada social tão baixa...deveria ser de família que possuise boa renda ainda que não fossem nobres...* Eu lhe espero na saída. ...

Narrador
*Ele a ouviu quieto... Quando ela se ergueu da mesa, ele recostou-se na cadeira e a olhou* Não! Não irá me esperar na saída... Sabe, você me fez pensar.... Eu já fiz o bastante não? *ele colocava a mão por dentro da camisa que usava e pegava uma bolsinha com uma moedas e ia colocando calmamente sobre a mesa* Isto paga a minha e a sua refeição. Se quiser comer, coma!.. Se quiser ficar com fome, fique! O cocheiro a lavará até Ravínia se você o pedir. O resto do seu caminho você terá de trilhar sozinha.... Qualquer outro favor, você sabe o preço... *ele apontou com o dedo indicador para a barriga da jovem*

Marissa
*ela o olhou desconfiadamente. Cruzou os braços e disse* E o que de pior aconteceria se já me vendi para você? *o olhou* Sério.....Adarin por que logo eu? Só porque eu não tinha outra escolha? Ou....o meu pai fazia algo que desagradava o submundo? *olhou para os lados* Por favor me responda. ...isso não é curiosidade qualquer....

Narrador
*ele batucou na mesa com as mãos* O que de pior pode acontecer? Não sei, pense... Talvez a curiosidade lhe tenha feito um pouco criativa também... *ele escutava as outras perguntas e o pedido* Está disposta a pagar o preço da resposta? Se estiver eu posso responder? *o taverneiro voltava com uma bandeja com os pedidos que haviam sido feitos... Inclusive o copo de leite.... Assim que a mesa foi servida, Adarin empurrou as moedas para ele, que logo as pegou*

Marissa
*A garota o olhou por um tempo e então falou* Você sabe não é? Você sabe.....*sentou-se e o olhou por alguns instantes...suspirou* E qual seria o preço da resposta?

Narrador
*Adarin ia partindo um pedaço de pão com a mão e ia comendo-o de modo desinteressado. enquanto ia ouvindo a jovem falar... Ele deixava outra parte do pão sobre a travessa, bebia um gole de vinho e depois pegava uma das coxas do frango.... Ele a mordia e lambia a gordura dos lábios* Hummm isso é realmente bom.... *ele dizia olhando-a, e assim não ficava tão claro se ele estava falando do frango ou do interesse dela na resposta.* Dez.... Dez dias a menos da sua vida...*ele sorria de modo agradável e bebia um gole de vinho e empurrava a ela o copo de leite morno* Beba um pouco para ajuda-la a pensar.




Marissa
*Marissa não bebeu o leite, mas ficou um tempo o observando comer, parecia apetitoso. Ele deveria fazer aquilo com certa frequência, pois era muito seguro de suas negociações e termos. Ela passou os olhos pelo lugar e novamente pelos homens que no início os encaravam. Será que alguém ali teria ideia do que Adarin era?! Olhou-o mais uma vez e bufou* Hum....a situação está ficando cada vez mais delicada....*estalou os dedos* Escute....não faria nada sem cobrar dias? Não haveria um outro preço sem ser os dias...afinal de contas minha alma....já é sua Adarin....*passou a mão nos cabelos*

Narrador
*As taverna começava a ganhar mais movimento... OS trabalhadores ia começando a chegar para o desjejum. Iam espalhando-se pelas mesas e alguns até mesmo sentavam na mesa onde estavam, ficando umas cadeiras afastados.. Adarin não se importava, conhecia o local, sabia que seria daquele modo. Era por isso que as mesas eram grandes* Delicada? ..Humm... *ele bebia um gole de vinho* Bem na verdade eu ainda acho que estamos da mesma maneira....*ele parava tudo o que fazia para olhar para a garota* Vamos lá, Marissa! Vamos negociar! O que você me oferece? Qual seria seu preço justo por esta informação? Se você me oferecer algo que eu considerar justo eu aceito, se fizer eu perder meu tempo então eu vou cobrar 15 dias ao invés de 10 dias... *ele sorria e pegava a faca e ia cortando um fino pedaço de queijo*

Marissa
*Marissa coçou a cabeça parecendo irritada ou, simplesmente, encurralada. Esfregou as mãos no rosto e então sorriu parecendo cansada e sem resposta. Apontou para ele com uma das mãos e disse* Nossa....você foi feito para isso...Você deve precisar de alguma coisa...ao invés dos dias...quero dizer...não precisar de algo de forma humana..acho que disso você não não precisa, mas deve precisar de alguma coisa...*sorriu nervosa* Olha....veja....eu preciso saber pelo menos uma pista para entender porque assassinaram meus pais!!! Vai Adarin....um acordo razoável!! *o olhou, mas não parecia muito esperançosa*

Narrador
*ele a olhava como se estivesse ficando meio confuso* Me desculpa, você ofereceu algo? Eu ofereço agora 16 dias pela resposta que você quer ouvir...*ele comia um pedaço de queijo...* Aqui, amigo! *ele pegava o copo de leite que a garota recusou e ofereceu a um homem ao lado.. O homem o olhou e sorriu agradecido* Obrigado! *Adarim sorriu cordialmente, gesticulando com a mão* Não é nada! A minha amiga não estava afim.... *ele ia voltando a atenção para ela* Então 20 dias, ou tem uma nova proposta? Eu geralmente não gosto de sair perdendo sabe... EU até poderia pedir a sua virgindade, mas ma sentiria sujo e se dignidade se fizesse isso... *sorria e pegava a outra coxa do frango* Opa, essa era sua... *mesmo tendo falado, ele mordeu a carne* O lugar pode ser feio e sujo, mas a comida é realmente gostosa.

Marissa
*Marissa o olhou como se perguntasse "Ah sério que você se sentiria sujo? Só você"....Olhou comendo a coxa de frango que seria sua e fez um gesto que demonstrava para ele fazer bom proveito. Sorriu* Posso...corromper alguém para você...se me mostrar o por que assassinaram meus pais. Posso trabalhar para você...até que leve minha alma...alguma alma em troca da minha informação! *o olhou ansiosa*

Narrador
*ele riu largamente diante da proposta* Ai, ai Marissa, você quer fazer o meu trabalho? Verdade isso? Nossa eu estava mesmo precisando de um ajudante.... É realmente difícil corromper as pessoas... Elas não se encantam com propostas fáceis... Riqueza, fama, mulheres, inimigos mortos, dívidas pagas, cura de doenças....Sabe, eu já não sei como fazer para trazê-las para o meu lado... E... Nossa.... Justamente era você quem eu precisava pra isso... É como se agora toda a minha existência se torna-se muito mais fácil agora..... *ele a olhava sério* São 25 dias agora pela piada de mal gosto... Acho melhor parar por aí, se eu não gostar da próxima proposta... Vou lhe cobrar 1 ano da sua vida... *ia sentando ao lado deles na mesa uma mulher com uma manto de viagem... Uma viajante de uns 30 anos.. Ela deixava a bolsa de lado junto a ela, no chão e gesticulava ao taverneiro. Marissa poderia ver seus cabelos loiros e olhos castanhos, estava ao lado de Adarin ela.. Percebia um broche com o formato de uma folha, que prendia sua capa de viagem.*


Marissa
*Marissa bufou irritada...balançou a cabeça negativamente e disse por fim* Talvez seja melhor eu descobrir por mim mesma....se você for achar tudo piada de mal gosto....*cruzou os braços emburrada e ficou em silêncio...de repente percebeu a aproximação de uma mulher que se sentava, não tão jovem como ela mas não era velha e era bonita. A garota olhou para o broche que prendia sua capa e franzia a testa. Depois olhou para Adarin procurando saber se a conhecia*

Narrador
*Adarin deu de ombros em relação ao que ela dizia e seguia comendo...Quando a mulher sentou-se ao lado dele... Ele lhe desejou bom dia e a mulher retribuiu..* Bom dia, senhor...*olhava para Marissa* Senhorita! *A mulher ficava quieta por um momento e depois voltava-se para ele* Senhor! Gostaria de comprar algumas ervas? Algum remédio? *Adarin a olhou, depois correu os olhos ao redor e falou mais baixo* Tem alguma fantasia com você? *a mulher sorriu e fez um meneio positivo* Eu acho que a minha amiga vai querer.. Ela é chata e monótona. Talvez precise de alguma energia. Quem sabe isso não a ajude a se soltar um pouco... Sabe... Do contrário ela nunca vai arranjar um homem.... *a mulher sorriu baixo, correndo os olhos para Marissa* É algo cruel a se dizer de uma jovem dama tão bonita.... *dizia a mulher e Adarim falava* Bonita, mas chata.... *a mulher balançava a cabeça e sorria, curvando-se para mexer na bolsa, enquanto ele ia pegando a bolsinha de dinheiro*

Marissa
*Marissa acompanhou a conversa e disse* Eu? Monótona? Você é quem não gosta das minhas piadas!! *depois pausou a voz e pensou: "Estão encenando....a conversa não deve ter realmente o significado aparente...". Lembrou-se da prisão e de quando ele disse que ela não entendera o que ele dizia que era um teatro e era preciso encenar. Aquela conversa deveria ser a mesma coisa. Olhou para a mulher e a viu mexendo na bolsa, atentou-se para o que aquilo significaria e passou os olhos da mulher para Adarin*

Narrador
*a mulher ergueu-se com um pequeno embrulho de papel. Um embrulho tão pequeno que cabia na palma da mão... Estava cuidadosamente dobrado. O papel usado era amarelo. Adarin sorriu satisfeito... Ele pegou uma moeda de cobre e pagou pelo remédio. A mulher fez um meneio com a cabeça após ter pego o dinheiro e depois foi mudando de lugar.... Adarin voltou a comer em silêncio.. Ele tomou um ultimo gole de vinho.* Humm Satisfeito... *ainda sobrava parte de desjejum ali.. Era a parte que cabia a Marissa* 30 dias da sua vida, minha querida...*ela sentia uma leve coceira na barriga, sobre a marca que ali estava e logo parava..Ele colocava o pequeno embrulho diante dela* Aqui está sua resposta. *ele ergueu-se e foi saindo da taverna calmamente*

Marissa
*Marissa olhou para o embrulho e para Adarin. Como poderia ter certeza que não seria enganada caso aceitasse aquilo? Claro que ela nunca saberia e por um instante desejou acordar e estar novamente na prisão sem ter feito aquele acordo insano com aquele homem. Adarin tinha questionado a mulher sobre "fantasia" e se realmente fosse aquilo que tivesse no embrulho? Se fosse apenas uma fantasia e não a realidade...ela perderia 30 dias de sua vida e de nada teria valido. Adarin saía da mesa e então ela falou* Hey....como posso ter certeza que não é uma encenação? Como saber que se eu aceitar não estarei perdendo 30 dias a toa? *olhou para o embrulho*

Narrador
*ele respondia sem olhar para trás* Você já perdeu, donzela! Querendo ou não, eles já vieram pra mim.. E resposta está na sua mão.. Devore-a! Devore e entenderá! Não é tão difícil, vá em frente! *ele deixaria a taverna que agora estava mais cheia que antes. A mulher que entregou o pequeno embrulho para Adarin, ia ajeitando a bolsa e ia caminhando para a saída do estabelecimento*

Marissa
*Marissa ficou pensativa e um pouco assustada ao ouvir que já havia perdido 30 dias de sua vida. Era incômodo saber que Adarin tinha tanto poder sobre ela....sua alma, sua vida....tudo. Ela olhou para o pequenino pacote que estava sobre a mesa e o apanhou...abriu-o...e esperou pelo que aconteceria a seguir, agora torcia, pois seria inútil rezar, para que o que tivesse ali não fosse um escárnio e sim algo importante para sua vingança*

Narrador
*Adarim havia deixado o estabelecimento. As outras pessoas por lá pouco se importavam por Marissa, exceto por um ou outro que a olhavam por vez ou outra, provavelmente admirando a beleza jovial da moça.. Ela se colocava a abrir aquele pequeno embrulho de papel. Quando o fez um pouco de pé derramou-se sobre sua mão. Quando terminou de abrir com mais cuidado, viu uma pequena quantidade e pó levemente gorduroso de cor suavemente amarelada. Talvez a troca tenha sido justa, 30 dias por um pó amarelo*

Marissa
*Marissa balançou mão irritad. Olhou aquele pó com atenção e depois riu de forma nervosa dizendo* Desgraçado......*esfregou um dedo tomado pelo pó gorduroso em outro e balançou a cabeça desapontada. Bufou e disse em tom de voz baixo* Onde eu estava com a cabeça. ..quando aceitei isso tudo....*olhou para for do estabelecimento e se levantou encaminhando-se para fora. Decidiria o que fazer da sua ridícula nova vida*

Narrador
*Ao chegar do lado de fora, a carruagem ainda estava parada. O cocheiro parecia pronto para seguir. Adarim não era visto ali por fora, então provavelmente estava já dentro da carruagem. Algumas pessoas iam seguindo suas rotinas matinais... Uma pequena feira já estava quase pronta para vender seus produtos. O Sol ia surgindo, indicando que teriam um belo dia pela frente*

Marissa
*Olhou oara o céu e colocou a mão próxima as olhos para não confrontar diretamente a luz do sol. Desviou o olhar para a carruagem e lembrou-se do pequeno pacote que abrira há alguns instantes. ..tinha trazido consigo ....entrou na carruagem...não sabia se o "bem feitor" estaria no interior. Acomodou-se a abriu a mão que ainda segurava o pacote*

Narrador
*Adarim estava confortavelmente dentro da carruagem... Assim que a jovem entrou ele bateu junto a madeira, para indicar ao cocheiro que estavam prontos. Assim a carruagem voltou a se movimentar. Estariam em viagem novamente e Marissa nem sequer havia feito seus desjejum ou pego algo para comer* Bem, logo estaremos em Ravínia. Ah.. a propósito. Tome cuidado com os guardas de lá... Eles são bons principalmente o que chamam de Fantasma. Ouvi dizer que ele pode estar em qualquer lugar a qualquer momento... *ele fingia tremer* Isso me causa arrepios...

Marissa
*a garota o olhou em silêncio e em alguns momentos com ar de indignação. Quando ele acabou de falar ela desviou seu olha para fora da carruagem passando a olhar para a paisagem e entao falou sem olha-lo* Então você me escolheu porque sou estúpida o bastante para vender-me e perder dias de vida esperando uma resposta que na verdade é um escárnio? *suspirou * Seja lá quem você segue. ...deve estar muito orgulhoso de você....afinal de contas ganhou o mais limitaos dos humanos. Parabéns...*bufou chateada e fechou os olhos. Não sentia fome....sentia-se, apenas, cansada...e irada consigo mesmo por ser tão fraca.*

Narrador
Pelos deuses, Marissa.... Como pode ser tão chata? *ele a olhava parecendo entendiado* Devia ser proibido que pessoas assim existissem nesse mundo... Nossa você é tão chata que estou quase achando que encontrei minha penitência... Sério acho que largarei meu ofício. Vou para algum templo e passarei lá o resto dos meus dias. Vou rezar para algum deus, praticar o bem e ser uma nova pessoa... Nossa.. Se os exorcistas e clérigos soubessem da eficácia das suas táticas... Não... O mundo não pode saber disso... Coitado dos... Não.. Que coitados o que.... Isso vou leva-la para um templo e dizer que você é a chave da guerra entre o bem o mal.... Dizer que possui o maior dos poderes, uma aura de tédio que se transborda e contamina como uma peste que se alastra pela pele... Que toma o corpo e ahh.... *ele gesticulava com deslizando pelo braço, fingindo estar sofrendo. Sem dúvida era um grand ator.. Ele leva a mão até o peito e terminava de falar* Não poder ser... Está eu meu coração... Não..Não posso mais.. *ele então começava a rir divertidamente* Marissa, por favor! Eu lhe imploro.... Vamos levar isso um pouco mais a sério. Mas de uma forma mais....contagiante... Você tem uma nova vida... Eu lhe darei poderes... E tudo o que faz é choramingar? Celebre sua nova vida... O que raios vou querer com uma alma tão enfadonha? Quem vai querer comprar isso? Eu estou quase te levando de volta para a prisão e desfazendo tudo.... E desta vez não é brincadeira heim.... *ele a olhava e parecia mesmo que estava cogitando a idéia*

Marissa
*Não fizera menção de se mover. Quando ele disse algo sobre poderes instantaneamente a garota abriu um dos olhos e, logo, o outro. Quando ele acabou de falar ela soltou um breve sorriso que para ele poderia significar interesse.* Poderes? E quanto isso vai me custar...meu caro bem feitor? *cruzou os braços observando interessada e curiosa ao mesmo tempo* E que tipo de poderes?

Narrador
Bem.. Tudo isso é variável. Vai depender bastante de você... Por exemplo, eu posso lhe ensinar algumas coisas ou lhe emprestar um pouco do meu poder por um certo tempo ou para certas finalidades. Mas claro que quanto mais poder usar, menos tempo você terá. Quanto mais importante a causa, quanto mais poder você precisar, maior será o preço... Então pense cautelosamente. Eu serei seu companheiro, mas depois que lhe fizer dar os primeiros passos, eu cobrarei as taxas dos serviços pedidos. Se sua devoção for boa... Quem sabe eu não possa ser gentil e lhe conceder alguns favores? Não sei... Tudo vai depender se eu me simpatizar com você.

Marissa
*Levantou as sobrancelhas acompanhando a explicação de Adarin e em algumas partes concordou com a cabeça. Em outras simplesmente o observou. Enquanto ele falava ela se questionava se aquela aparência era verdadeira ou se ele verdadeiramente se parecia com aquelas descrições de demônios que lhe faziam quando era pequena em meio az histórias contadas. Marissa era uma ignorante naquele assunto...nao sabia que, de fato, existiam seres abissais e sempre que pensava nisso tinha medo, mas agora ela fizera um acordo com um deles. Queria saber mais, mas tinha receio de perguntar. Em meio a esses pensamentos quase inúteis notou que o homem tinha parado de falar e...então era sua vez. Apertou os olhos enquanto pensava e disse* Bem.....simpatia é uma bastante específica na relação que possuímos. ..não é verdade? *sorriu e continuou* Vamos nessa...então!!! *ficou em silêncio por alguns momentos... continuou cruzando os braços e depois abriu a boca sem que deixasse sair o som, mas acabou por dizer* Adarin....Você...tem.....ou teve pais? Eu tinha ouvido falar muito pouco sobre vocês...*a expressão da garota não era desafiadora mas sim apenas séria. ..nao tinha a intenção de provocá-lo*

Narrador
*Adarin estava recostado.* Bem... Eu posso sentir alguma simpatia por você no futuro.. *ele dava de ombros* Eu não descarto possibilidades... *ele sorria e depois de algum tempo a ouvia perguntar sobre os pais dele... Ele parou a olhou com uma expressão curiosa* Acha que fui plantado? Jogaram um pouco de adubo, água e então eu cresci assim? Bem, eu suponho que não... Eu tive pais, mas isso já faz um bom tempo. Você se dava bem com os seus pais? Gostava deles?

Marissa
*sorriu e disse* Não. ..Não acho que fostes plantado....seus pais também pertenciam ao submundo? *colocou os cabelos atrás da orelha mudou de posição no assento* Eu tinha uma boa relação com eles....era filha única. ...entao acho que isso nos aproximava..*olhou para cima como se recordasse* Meu pai era rígido....mas era um bom pai...quer dizer eu não seo se era um bom ser humano...eu fico pensando se ele não se envolvera com pessoas erradas...que o mataram..enfim...

Narrador
Eram sim! *dizia ele calmamente* Vivíamos num plano divertido e mágico. *ele sorria divertidamente* Bom.... Quanto seu pai... Certo que ele andava fazendo algumas coisas erradas. Sabe aquele pacote que você pegou? Então... Aquilo foi o que o levou a morte. Engraçado como algo tão pequeno pode levar alguém a algo tão trágico....*ele dava de ombros*

Marissa
*riu ao escutar a descrição do plano em que viviam mas voltou a ficar séria com o que ele dissera sobre seu pai e sua morte* Mas o qie era aquilo no pacote? Aquele pó? É algo valioso? *olhou para o pacote e tentava imaginar por que seu pai estaria com aquilo*

Narrador
Você provou?*ele o olhou com olhar desafiador* Essa é a fantasia de que te falei. Seu pai começou a mexer com ela sem autorização e logo foi descoberto.. Ninguém se preocupava com a venda de escravos e outros negócios ilegais como roubo de seda e tapeçarias. Mas Fantasia? Não.... Isso era a única coisa que ele não podia mexer. Até os bordéis estavam sem problemas.... Mas os humanos são sempre tão gananciosos não é?

Marissa
*Ela franziu a testa e olhou para o pacote que ainda se encontrava com ela.* Não....Não provei...mas o que há nisso é alguma substância mágica?* passou um dos dedos no resquício de pó que ainda estava no pacote e disse* Porque meu pai estava envolvido com isso?

Narrador
Mágica? Hum... De certo modo... *ele sorria* Porque seu pai estava envolvido? Bom..Vamos parar e pensar um pouco. Imagina que seu pai fazia muitos negócios. Era um homem ganancioso. Vendia mulheres, crianças, mercadorias roubadas..Hummm... O que você acha que ele queria com isso? Acha que conseguiria acompanhar o pensamento dele? *A carruagem continuava seguindo seu rumo. Provavelmente chegariam no destino na metade daquele dia.. Até provavelmente Marissa sentiria bastante fome*

Marissa
*Marissa balançava a cabeça como se não quisesse acreditar* Eu sabia que meu pai era um homem de negócios, mas nunca soube que vendia escravos...acho que, provavelmente, minha mãe também não tinha conhecimento disso. *deu um pequeno tapa na testa* Quando eles estavam vivos, muitas pessoas visitavam meu pai e, somente quando algumas pessoas chegavam, ele me mandava para o quarto ou para qualquer outro lugar. Quando eu era pequena eu não percebia, mas depois que cresci eu tinha aulas durante o dia então não via os negociantes lá. Eram pessoas específicas...Que diabos!!!Eu nunca pensei que ele estivesse envolvido com algo dessa grandeza! *olhou-o e sorriu indignada* O que isso faz? *mostrou o pacotinho, referindo-se ao pó amarelo* Se o meu estava interessado...talvez não valesse somente dinheiro!

Narrador
*O homem a ouvia falar.* Bem era de se esperar que você não soubesse de nada... *ele desviava o olhar para o pequeno embrulho* Vamos supor que esse remédio na sua mão seja algo tão bom que façam as pessoas o quererem sempre mais e mais.... Então quem tiver o controle da venda destes produtos vai ter acesso a bastante dinheiro, não acha? Então... Esse mercado já está sendo controlado por um certo grupo. Lá em Dalos... (a cidade de onde saíram).... Já ouviu falar das Hienas?

Marissa
*Marissa concordou com a explicação do homem* Realmente eu nunca imaginaria isso.....*olhou para o pacote* Você foi hipotético ao dizer remédio não foi? Isso é algum tipo substância viciante? Que efeitos colaterais desenvolve? *olhou-o e respondeu sua pergunta* Hienas? Não. ..nunca. ..o que são?

Narrador
Bem, eu posso lhe dizer que é viciante... Os efeitos? Bem, eu nunca usei... *ele sorriu... Provavelmente deveria saber a resposta, mas essa ele não daria.* Bem, sobre as Hienas... É uma guilda local... Sabe.. Vendedores do submundo... Sabe, tem quem diga que são um grupo de assassinos... *ele dava de ombros* Pra mim tanto faz, eu que não ia querer eles no meu encalço... Mas bem... Até onde sei o grupo é organizado e estruturado. E como as Hienas, eles são matriarcais... Davos está sob o controle desta guilda... Por isso o crime contra seus pais passou despercebido, mas o seu não...


Última edição por Admin em Seg Abr 20, 2015 3:05 am, editado 3 vez(es)
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Re: A Fuga de Marissa (Encerrado)

Mensagem por Admin em Dom Dez 28, 2014 12:28 am

Marissa
*Marissa riu brevemente quando ele disse que não havia provado a substância* Você deve saber bem mais....mas...*riu..e colocou os cabelos atrás da orelha. Depois ficou séria e pensativa com o desenrolar da explicação dele sobre as Hienas e o assassinato por ela cometido. * Então....estou na mira das Hienas?

Narrador
Bem, se eu lhe disser tudo de uma vez acho que perderá a graça não é? É como quando um homem toma uma mulher de uma só vez ela não.... ah..*ele ria* Você ainda não sabe sobre isso.... Tinha me esquecido.... Então... Sobre as Hienas... Sim! Eles logo vão saber que você caiu fora da prisão... Mas é claro que não vão acha-la em Dalos. Eles também não sabem sobre quem a tirou de lá... Isso dá algum tempo para você ir se preparando. Eu posso lhe dar alguns poderes, mas você também vai precisar de treinamento. E também vai precisar aprender a se virar não é? Não poderá depender de mim o tempo todo.

Marissa
*Marissa levantou uma das sobrancelhas e disse com ar de riso* Nossa você deve saber tudo sobre como agradar uma mulher....*virou os olhos e riu. Depois começou a pensar que estaria em grandes problemas se não se preparasse ao que viria caso as Hienas a descobrissem. Obviamente Adarin também não era o ser mais confiável que conhecia mas era o que tinha com mais conhecimento de causa. Por isso, o olhava e concordava com a explicação e disse* Está bem....você tem razão.....vou me esforçar pra me preparar e evoluir....sei que sem isso eu não vou escapar....*sentiu a barriga roncar, colocou a mão na barriga e disse* Estou começando a ficar com fome....*olhou-o e disse* Não fale nada....*sorriu e olhou pra frente*

Narrador
*ele sorriu agradavelmente* Eu faço o possível...*Ele a observava enquanto parecia pensativa.* Justamente! Afinal de contas, foi para isso que você quis outra chance não é? Se ficar parada terá vendido sua alma por nada... *ele sorria quando a ouvia falar sobre estar com fome* Não se preocupe... Chegaremos ao nosso destino por volta do final da tarde.... É melhor que durma um pouco. Você me parece bastante abatida...

Marissa
*Marissa riu e disse* Eu posso imaginar...Bem...sobre minha outra chance...você está certo e eu espero ter condições de fazer o que devo fazer.....e tentar não ser pega pelas Hienas! *quando ele lhe disse que ela parecia abatida ela retrucou rindo* Depois que eu tomei banho não me sinto abatida apenas com fome! Até parece que você se preocupa comigo!*riu e então fechou os olhos, após alguns instantes cochilou*

Narrador
Eu me preocupo.. Me preocupo muito... Afinal de contas eu quero uma boa alma no futuro. Para ter uma boa colheita, é preciso ter uma boa semente e um bom cuidado.... * Marissa dormiria.... Despertaria com Adarim a tocando suavemente o ombro* Vamos, acorde! Já chegamos, sua preguiçosa...*ela o veria descer da carruagem... Quando fizesse veria que estavam diante de casarão feito de pedras cinzentas* Cá estamos! *ele dizia abrindo os braços.... Diante dele, um halfling se curvava numa mesura ligeiramente atrapalhada... Tinha cabelos castanhos arrepiados e longa costeleta. Estava vestido com roupas simples, porém muito melhor do que muitos por ai. Devia ser um dos criados da casa* Boa tarde, meu senhor! *dizia o pequeno... Adarim passava a mão sobre a cabeça dele e seguia adiante, pelo portão de ferro em direção a porta de entrada da casa.*

Marissa
*A garota sentindo-se cutucada abriu um fos olhos e depois fez uma careta para Adarin e riu enquanto se espreguiçava. Desceu da carruagem e viu a interessante construção de pedras. Era visível que estava admirada e disse * Nossa...*desviou o olhar para a pequena criatura que cumprimentava o homem. Se aproximou de Adarin e falou quase cochichando* Ele é o que eu estou pensando que é? *sorriu interessada* Eu nunca tinha visto um pessoalmente. ...*caminhou acompanhando o homem e ainda admirava a casa...era imponente*

Narrador
*Adarin a olhava e dava de ombros* E como eu vou saber o que você está pensando? * o pequenino se apressava em passar pelos dois... Apesar das pernas curtas, corria ligeiro... Ele então abria a porta da frente da casa.. Ele a empurrava com as duas mãos e dava espaço para entrarem* Seja bem-vindo senhor! E também você, visitante..... *do lado de dentro tinham uma espaçosa sala, iluminada por velas e candelabros..... O lugar tinha a altura dos dois andares com uma escada no centro... Porém o local era pouco mobiliado.... Algumas estantes e armários... Haviam ali alguns sofás que estavam espalhados em quatro grupos diferentes,... Esses grupos de sofás e poltronas ficavam próximos as lareiras que haviam no local, um total de 4, todas acesas.* Venha vamos até a sala de jantar! *dizia adarin já seguindo em frente*

Marissa
*A garota analisava cada canto da casa. Quando passou pela halfling meneou com a cabeça tendo a intenção de cumprimenta-lo. Seguiu Adarin para a sala de jantar e torcia para que a comida fosse tão apetitosa e que valesse sua alma. *

Narrador
*Assim que estivessem na sala de jantar Adarim lhe dizia* Jante e descanse! Nos veremos amanhã.... *ele logo virou-se e deixou o local. Assim a jovem ficaria acompanhada pelo pequeno halfling... O local era amplo.. Uma longa mesa para uma grande família jantar, mas apenas ela estaria ali sentada. Sobre a mesa de madeira estavam alguns castiçais... Havia ali também uma lareira, que estava acesa... Armários se espalhavam harmoniosamente pelo local.... O Halfling diante da jovem a olhava e ia perguntando* Então jovem mestra! O que deseja?

Marissa
*A garota sentou a mesa e viu Adarin se retirar e fez um meneio com a cabeça enquanto o olhava. Quando ele sumiu de vista ela olhou para frente, balançou a cabeça negativamente e esfregando os olhos com as mãos. Foi interrompida, porém, pela voz da criatura que trabalhava para Adarin, um hafling....bastante estranho como a maioria deles. Marissa o olhou e respondeu-lhe educadamente* Ah....bem...acho que eu gostaria de comer alguma coisa e beber algo...tipo um suco de uva....seria possível sem que eu diminuísse mais ainda meus dias? *riu para si mesmo como se a piada fosse imensa. Viu que o Hafling ainda a observava e então pigarreou e voltou a dizer* Você trabalha pra ele há quanto tempo? Qual é seu nome?

Narrador
* O halfling olhava a jovem, esperando seu pedido... Ele parecia não entender bem a piada dela* Diminuir seus dias? Não, não.... A comida nunca poderia fazer isso... Não uma boa comida.... Hum..*ele ouvia as perguntas* Tem tempo.... 5 anos..*ele dava de ombros* ah... *ele estendia a pequena mão com satisfação* Sou Hendry! Prazer em conhecê-la, jovem senhora! Ficará por quanto tempo conosco? Será uma honra poder servi-la... A senhora gostaria de costelas de porco e peixe? A costela está suculenta.... Suco de uva? A senhora não prefere vinho ou uma boa caneca de cerveja? Também temos Hidromel se a senhora preferir... Trazido do bairro das pedras claras.... Pedras Brancas, quero dizer....*ele sorria um pouquinho após se corrigir*

Marissa
*Estendeu a mão e sorrindo apertou-lhe levemente a mão cumprimentando-o* Prazer....meu nome é Marissa.....espero não ficar muito....mas ter condições de seguir independentemente!!!! *balançou a cabeça agradecendo as ofertas* Ah adoraria as costelas...e pão se for possível. ...mas ficarei apenas com o suco mesmo....sem bebidas alcoólicas por hoje!!!! *olhou para a criatura antes que ele saísse e disse* Por que trabalha pra ele?

Narrador
*Hendry a cumprimentava* hummm Sim... Sim.... Suco? Está certo... Então eu irei buscar o seu pedido Sra. Marissa... *ele ia se virando quando ouvia a pergunta...* Ué... Pelo dinheiro.... Sr. Adarin é muito rico e poderoso... Eu tenho sorte de poder servi-lo *O halfling sorria e então se afastava da mesa... Algum tempo depois algumas criadas vinham com bandejas. Estas cumprimentavam a jovem e iam servindo a mesa... Estava ali tudo o que ela havia pedido e também o suco de uva.. Um jarro para que pudesse beber avontade.... As mulheres saíam e o halfling ia voltando* Assim que a senhora terminar, desejar tomar um banho?

Marissa
*Marissa concordou com a cabeça e pensou se os haflings tinham alma para que pudessem vender para Adarin. Logo que as criadas chegaram ela agradeceu e como estava com muita fome quase não falou e Hendry poderia notar o quanto parecia esfomeada. Quando el lhe perguntou se tomaria banho ela apenas fez um sinal positivo com a cabeça e sem olhar para ele, mas continuava a focar a comida. Depois que acabou ficou um tempo sentada e sentiu uma pequena e passageira dor no estômago devido a velocidade que comera. Ela levantou-se enquanto aguardava ser chamada para o banho e ficou explorando a sala. Os objetos e os moveis eram delicados e cuidadosamente dispostos no lugar. *

Narrador
* a jovem ficou sozinha por um tempo.... Fez sua refeição e depois teve um tempo para admirar as móveis e objetos da sala... Adarin certamente era um homem rico e de bom gosto* Senhora! *Hendry ia voltando* Já está satisfeita? A senhora comia como um bando de mendigos... Se quiser mais pode falar.... Se estiver pronta para seguir, o banho está lhe esperando... A grande banheira está cheia e quente... O servo lhe aguarda para lhe esfregar as costas e lavar seus cabelos. Será preciso, pois não está cheirando nada bem. *ele torcia levemente o nariz* Teremos de lavar toda a sala de jantar ou o mestre irá ficar zangado.

Marissa
*Marissa voltou-se bruscamente quando ouviu a voz do hafling, pois assustou-se* Ah...sim já terminei...obrigada. Estava tudo muito saboroso...e peço desculpas pelo mal jeito...mas faz dias que não me alimento direito. *quando Hendry falou algo sobre o banho e seu mal cheiro ela cruzou os braços e levantou as sobrancelhas* Olha estou pronta para me banhar....mas não preciso de ajuda...conseguirei lavar meis cabelos e todo o resto do meu corpo....*sorriu de forma maliciosa e disse* Sinto por você ter trabalho para limpar a sala de jantar por conta do odor, mas digamos que é o preço pela minha alma! Com licença!!!!! *reverenciou ao hafling o que mostrava que não era uma pobretona de origem *

Narrador
Como desejar senhora! A sabão e sais de banho avontade. Poderá banhar-se e perfumar-se... Há também oleo para que passe sobre a pele e sobre os cabelos. Assim será uma bela senhora em nosso lar. Pedirei que o servo se afaste durante o banho, que sua nudez é proibida... Quanto ao trabalho, não há porque se preocupar... É nosso dever cuidar para que tudo esteja em ordem. E para que se sinta bem acomodada... A senhora tem toda a licença que necessita... *ele se adiantava nos passos, passando por ela numa rápida corrida....* Mas deixe-me guia-la... As criadas cuidarão de todo o resto... Elas já lhe separaram algumas vestes que certamente lhe serão adequadas.... Venha! *se ela o seguisse passariam por aquela salão de entrada e seguiriam por uma porta... Dali caminhariam por um corredor iluminado por tochas.. O corredor estava vazio, exceto por umas armaduras.. duas de cada lado... Armaduras comuns de cavaleiros. Não havia qualquer luxo nelas.... Entraria numa porta ao final daquele curto corredor, saindo em um outro corredor transversal... E assim ele seguiu para a esquerda.... Ao final deste corredor chegariam ao "quarto de banho".... Uma sala grande e arejada.... ao centro dela uma banheira grande de pedra... Um homem de cabelos compridos estava mexendo a água calmamente com um cabo largo de madeira... Num canto havia um local com uma fogueira... Esta ficava um pouco escondida, pois ficava numa espécie de buraco... O jovem que espera não tinha mais de vinte anos.. Era magro e belo. Este usava uma túnica roxa, sem mangas, sandálias nos pés e uma corda branca na cintura, prendendo o túnica pra que não ficasse solta* Minha senhora! *ele dizia com um bondoso sorriso... O Halfling abanava as mãos* Venha, Horácio! Ela dispensa seus serviços. A nudez dela não é algo que possa ser visto, nem mesmo para alguém como você... *o rapaz então olhava do Halfling para a jovem, e ia se afastando da banheira, levando consigo o pedaço de madeira, com o qual mexia a água* Minhas sinceras desculpas senhora! Eu não pretendia ofendê-la!

Marissa
*Marissa acompanhou Hendry e ao longo do caminho ia olhando atentamente a todos os detalhes. Quando chegaram ao quarto de banho ela sorriu ao ver a tina com água. Precisava mesmo se banhar. Ela olhou para o rapaz que mexia a água e o achou muito bonito. O hafling repreendeu o rapaz dizendo que se retirasse e ele se desculpou * Oh...Não é necessário se desculpar. ...É que prefiro tomar banho sozinha....sei que não quis ofender-me. *sorriu brevemente para Horácio e depois olhou para o hafling e disse* Por que dissera que minha nudez era proibida até para alguém como ele? *ela olhou para os lados* Ele tem algum problema?



Narrador
*O rapaz fazia um leve meneio com a cabeça... Ele parecia realmente desapontado...* Tudo bem, senhora! Com licença! *ele fazia um meneio e então ia se retirando... Hendry sorriu de canto de boca* Perdeu uma ótima oportunidade de alguém lhe tirar o encardido das costas, minha senhora.... Ora... Horácio não é um homem como os outros... Apenas isso, minha senhora! Com sua licença! * o halfling fazia uma mesura e ia se afastando, retirando-se do local do banho e fechando a porta. Ali ela teria uma momento para descansar e refletir um pouco*

Marissa
*Marissa franziu a testa como se tentasse entender o que aquele comentário significava. Ela fez um meneio para o hafling e depois que ele saiu, despiu-se e começou a banhar-se. Ficou tempo o suficiente para se limpar e ficar, satisfatoriamente, cheirosa e pôde fica o tempo necessário para pensar em tudo que a levava até aquele quarto de banho, ou seja, desde a morte de seus pais, o assassinato que cometera, a prisão, Adarin lhe tirando de lá....o pacto. A garota escorregou o corpo para baixo fazendo com que a água subisse em seu corpo que já começava a ficar arrepiado devido a temperatura da água que começara a baixar. Ela cerrou os olhos por um instante e lembrou de forma muito real dos pais, sentiu uma lágrima a lhe escorrer a face e, então abriu os olhos esfregou o rosto com as mãos molhadas e disse para si* Você não tem tempo pra isso....*assim levantou-se, se enxugou e vestiu-se. Ficou feliz com o resultado, sentia-se limpa, seus cabelos estavam macios e a roupa que lhe reservaram era confortável e, ao mesmo tempo, elegante. Agora ela tinha sapatos, eram um par de botas de cano curto, sem salto e de material aveludado, um tipo de camurça. Quando estava pronta saiu do quarto de banho e caminhou no corredor, queria encontrar Hendry para saber onde seria o quarto que ia dormir. Enquanto não encontrava o servo de Adarin ela ia olhando as coisas e detalhes. Pensou por um instante se o seu benfeitor dormia naquele corredor e se realmente dormia....ela sabia muito pouco sobre o que a espécie de um demônio fazia! Ao caminhar deu umas rápidas

Narrador
*Marissa não teve a chance de ver muita coisa.... Hendry a esperava sentado no chão do lado de fora no corredor... Quando a jovem saía, ele se erguia batendo as vestes* Ah.... Quanta beleza numa só pessoa.... Nem de longe parece aquela senhora com um apetite de mendigos.... *ele sorria* Venha! Acho que deve estar cansada não é? Eu vou lhe levar ao seu quarto... Eles então iam voltando para a sala principal... Pelo visto o quarto dela não seria ali naquele corredor.... Subiram então as escadas ... No andar superior numa parede recuada havia um quadro de um homem que ela logo reconheceria como Adarin, mesmo que tivesse cabelos mais compridos... Passariam diante do quadro seguindo por um corredor*



Marissa
*Marissa sorriu para Hendry quando ele lhe disse sobre a diferença dela após o banho. Acompanhou a pequena criatura até o andar superior e levantou a sobrancelhas um pouco admirada com o quadro de Adarin e disse para Hendry* Ele sempre foi assim? Desde que o conheceu? Sabe...fisicamente? *apontou para o quadro e continuou acompanhando-o até o seu quarto*

Narrador
E ele seria como? Vermelho e com chifres? *o halfling ria da prórpia piada* A senhora faz perguntas estranhas. *ele balançava a cabeça negativamente, ainda rindo um pouco e ia abrindo a segunda porta a esquerda.... Quando entrasse Marissa veria um belo quarto... Estava arrumado, tendo uma grande cama, com um véu ao redor. Uma bela penteadeira com uma cadeira com um acolchoado e uma grande armário. Para completar haviam uma mesinha fina num canto com um arranjo simples e outra mesa maior com duas cadeiras, onde poderia fazer a refeição se quisesse. Ao lado da cama haviam dois criados mudos. A janela estava aberta e o ar corria suavemente, estando as pesadas cortinas abertas* Seu quarto, senhora!

Marissa
*Marissa riu do comentário de Hendry e falou* Ah...Não quis dizer isso...tá bom? É que ele parece muito jovem....e deve ser mais velho que esse qiadro..por exemplo!!! *quando entrou no quarto ficou surpresa e maravilhada....tudo era cuidadosamente arrumado e bastante delicado. Ela agradeceu ao hafling sorrindo e depois adentrou no cômodo* Nossa!!! Que lindo....ele deve ser muito rico!!! Bom...é bonito também, mas aquela aparência. ...não sei!!!! *aproximou-se da cama e deitou-se continuando acordada....não conseguia dormir com tanta facilidade.....*

Narrador
*Hendry dava de ombros para o que ela falava* A senhora se preocupa com coisas estranhas.. Bem, eu espero que a senhora tenha uma ótima noite... Nos veremos pela manhã...* O halfling deixava o quarto.... Marissa poderia descansar tranquilamente (ou nem tanto assim)... O dia seguinte amanhecia fresco... O vento entrava através da janela aberta e parte do quarto estava iluminado pelo Sol... Ela veria sobre a cadeira uma vestido a cadeira. Não era grandioso, mas seria adequado para o dia... Após vestir-se, ao sair do quarto Marissa veria uma criada sentada numa cadeira, ao lado do quarto. Esta logo se levantava. Uma garota baixa e magra, de uns 20 anos. Cabelos castanho claro e pele clara.* Bom dia,senhora! Eu sou Jane! *ela fazia uma leve mesura a Marissa* O desjejum será servido... *ela parecia esperar a garota para guia-la até onde faria seu desjejum*

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Marissa
*Marissa acordou com algumas olheiras, mas tinha conseguido dormir por algumas horas. Quando sentou na cama, esticou pernas e braços e ouviu alguns estalos. Ficou apenas sentada por alguns instantes e suspirou, deixou o corpo cair para atrás deitando-se novamente, enquanto as pernas estavam penduradas para fora da cama. Ficou olhando o teto e quando virou a cabeça viu o vestido que estava exposto sobre a cadeira no canto. Levantou as sobrancelhas e se levantou de uma vez caminhando até a cadeira. Pegou o vestido e sorriu* Que lindo! Faz tempo que não vejo nada assim....*passou a mão ao longo do tecido vendo o quanto era macio. Tudo era de seu agrado; modelo, cor....tudo. Assim, tirou a roupa que vestia ali mesmo e se pôs a vestir o novo vestido de cor verde. Sobre a mesa havia uma pequena bacia e uma jarra de barro com água. Ela lavou o rosto e molhou um pouco os cabelos. Quando saiu do quarto e ouviu a criada ela já estava com os fios atrás da orelha. A garota cumprimentou a criada que tinha basicamente a sua idade.* Ah, bom dia! Não sabia que tinha alguém me esperando....desculpe demorar! Bem....vamos lá...*fez um sinal com a cabeça e seguiu a moça*

Narrador
*A mulher sorria* Não precisa se desculpar senhora! *Ela ia seguindo o caminho para a sala de jantar.... Quando chegavam lá, havia um homem de vestes desalinhadas e cabelos castanhos presos num rabo de cavalo, mas seus cabelos estavam desarrumados, com partes fora do prendedor... Ele usava uma camisa branca com as mangas dobradas até quase os cotovelos, com os cadarços da gola, meio abertos... usava brincos prateados de argolas. Usava calça marrom um pouco justa e botas de couro da mesma cor... Ele comia sem qualquer requinte ou educação... Colocando pedaço de pão na boca e antes que mastigasse, a enchendo com vinho e comendo tudo junto... Ele cortava um pedaço de queijo e o levava até a boca com a ponta da faca. Ali perto haviam algumas criadas que o olhavam. Eles cochichavam e trocavam sorrisinhos. A criada que seguia com Marissa o cumprimentava* Bom dia Sr. Jake. Não sabíamos que o senhor chegaria hoje.... *o homem abanava a mão* Bom dia, Jane! *falava em tom agradável e olhava para Marissa... Ele lhe dava um boa olhada de cima a baixo* Quem é essa? O novo brinquedinho de Adarin?



Marissa
*Marissa a acompanhou até a sala de jantar e conforme ia chegando mais perto da mesa viu o homem que ali se alimentava. Era um pouco rude, tanto em seus modos, quanto em seus trajes, mas ela não poderia julgá-lo já que no dia anterior estava muito pior. Ela tomou um lugar na mesa enquanto sentia o olhar minucioso do homem sobre ela. Quando chegara no ambiente vira as criadas sorrindo, talvez admirando ao homem, ela mesma ainda não tinha conseguido vê-lo mais em detalhe para tirar suas próprias conclusões. Somente o olhou diretamente quando o ouviu perguntar à criada se Marissa era brinquedinho de Adarin. Ela esboçou um pequeno sorriso e pensou: "Se um brinquedo significa vender a alma para um demônio, então sim ela era.". Porém lhe respondeu antes da criada* Bom dia...meu nome é Marissa....e o senhor é? *agora sim o olhava da mesma forma que ele lhe olhara anteriormente*

Narrador
* O homem ia virando-se para Marissa... Ele pegava um pedaço de pão, o recheava com algumas passas e então mordia...Ele demorava algum tempo para responde-la porque estava comento e assim que terminava ia falando* Capitão Jake Sullivan Delancy, às suas ordens senhora.... Bem.... Não exatamente às ordens..*ele sorria e piscava* Sabe como é né? É apenas modo de falar....*sorria um pouco mais.... A criada que acompanhava Marissa aproximava-se da mesa* O que a senhora deseja? *A mulher estaria disposta para servir Marissa, como bem preferisse*

Marissa
*Maeissa se acomodou em um lugar a frente de Jake e escutou o que ele dizia. Ela detribuiu o sorriso de forma breve e levantou as sobrancelhas quando viu a piscada que o homem lhe dera e disse-lhe* É sei sim....sobre o que o senhor perguntou para a criada sobre mim...bem...ainda não descobri se sou um brinquedinho...ou apenas uma transação quase que comercial para ele...*sorriu novamente e olhou para a criada* Ah...bem eu gostaria de pão. ..queijo e presunto!!!! Muito obrigada, mas sabe eu poderia me servir sozinha...Não quero dar trabalho!!!

Narrador
*Marissa tomou o desjejum junto a Jake... Ele deu pouca atenção ao comentário dela a respeito de como Adarin a considerava.... Talvez isso não mudasse sua vida... A criada serviu o desjejum, apenas no começo.. E depois deixou a jovem livre para comer como bem quisesse... O desjejum era farto... Jake acabou antes da jovem e se retirou da mesa, dizendo apenas um "até logo" e assim foi adentrando pela casa... Duas criadas o acompanharam... A jovem mal terminava o desjejum e via Adarin aparecendo...* Bom dia! Vejo que terminou do desjejum... Hora de fazer seus exercícios diários.... *Ele estava com uma calça negra e botas de couro... Usava uma camisa branca de amarras, mas a manga não era larga. Em relação ao dia anterior, vestia roupas simples, apesar delas serem de um bom tecido..* Vamos! *ele indicava a saída com um meneio de cabeça e já ia caminhando... Se o seguisse, atravessariam os cômodos da casa e terminariam num pátio amplo.. A casa era murada e com isso não poderiam ser visto por pessoas fora da casa....*

Marissa
*Marissa apenas olhou para Jake quando ele se retirou e continuou comendo em silêncio. Ficou pensando qual era a função daquele homem na propriedade e, talvez, nos negócios de Adarin. Quando estava finalizando seu desjejum viu Adarin se aproximar e cumprimentá-la, obviamente ele não tentou ser simpático. Aliás, é claro que como ela somente significava um negócio ele não tinha porque ser simpático, ela bem compreendia isso, mas já se convencera a buscar uma relação melhor com o homem. Não sabia quanto tempo passaria ali e ter um relacionamento ruim com o dono de sua alma, provavelmente não lhe ajudaria em nada. Assim ela olhou-o e disse* Bom dia pra você Adarin! *sorriu brevemente e começou a se levantar. Olhou para a criada que lhe acompanhara e disse* Obrigada pela atenção!!! *voltou-se para o homem novamente e disse* É....vamos lá! Acho que estou pronta...Bela vestimenta! *seguiu-o e observou o pátio que adentrara, observou os muros e depois olhou-o novamente e aguardou o que faria*

Narrador
*A criada havia feito um meneio para Marissa... Adarin lhe dissera após ouvir o elogio* A bajulação não lhe ajudará muito, Marissa! *pouco depois eles estavam no pátio... Havia lá uma cadeira... Sobre a cadeira haviam roupas dobradas e duas espadas de madeira... Ele apontava para esta cadeira... * Troque as vestes e me mostre o que sabe com a espada... Eu presumo que deva ser completamente inábil.... Mas ainda assim que quero ver um pouco.... Pelo menos para me divertir um pouco.... *ele ficava no mesmo lugar a esperando fazer o que havia dito*

Marissa
*A garota riu quando ouviu a repreensão e disse* Não estou buscando ajuda....é somente um elogio....acho que você não está acostumado a ouvir muito isso...*riu e observou as roupas que estavam dispostas sobre a cadeira. Passou os olhos pelas espadas e disse* Você está certíssimo...meu caro....sou péssima em espada...meu pai não me ensinava muito as coisas....ele somente deixava que eu manejasse adagas e cavalgasse com uma perna de cada lado do cavalo....de resto...eu era uma boa milady! *deu de ombros e foi até as roupas, apanhou-as e se trocou para começar o treino*

Narrador
Ele ainda lhe deixou usar adagas? Interessante! Ele lhe deixou cavalgar com uma perna de cada lado do cavalo? *ele riu um pouco* Deveria fazê-lo de outra forma? *Marissa mal tinha se despido e começava a trocar as roupas.. Uma calça e uma camisa.. As roupas pareciam com as de Adarin... Ela ouviu um assovio e algumas palmas.... Jake estava se aproximando do local... Adarin olhava de lado* Assim vai deixar a garota acanhada... *jake ria e abanava a mão* Não ligue menina, pode continuar o espetáculo.... *ele ria divertidamente e Adarin seguia falando com ele* Você trouxe as mercadorias? *jake ria* Por favor, está falando com o grande capitão Jake... Tenha mais respeito....*ele dizia de modo debochado e ajeitava o sabre no flanco esquerdo... Adarin ia falando* Entenderei como um sim! *ele olhava Marissa que a esta altura ja estava vestida* Vamos lá! Mostre o que sabe!

Marissa
*A garota sorriu e disse* Em poucos casos as garotas cavalgam com uma perna de cada lado....em geral cavalgam de lado, pois o vestido impede que abram completamente as pernas, além disso, é contra a etiqueta feminina. Homens e mulheres se portam de maneira distintas...*ia dizendo isso e mudando as roupas até ouvir um assovio e as palmas de Jake, levantou a cabeça rapidamente e fingiu não lhe dar muita atenção, mas sua curiosidade ficou estimulada quando ouviu Adarin questionar ao capital sobre uma mercadoria. Ela se pôs ereta após estar completamente vestida. Passou os olhos pelos dois homens e apanhou uma das espadas e disse a Adarin* Ok....vamos lá...*empunhou a espada, deu alguns passos e disse* É pra eu lhe atacar? *ela parecia insegura...sabia que era péssima naquilo*

Narrador
Isso não é cavalgar... Isso é ser carregada.... É completamente diferente.... *ele sorria de canto de boca... Quando a jovem ja estava pronta e perguntava se era para lhe atacar, ele lhe mostrava as mão abertas* Eu tenho alguma arma? Se fosse para me atacar eu diria, "vamos, me ataque!". Mas não é o caso.... Mostre alguns movimentos que sabe.... Enquanto eu analiso o modo como se move... *ele ia caminhando na direção da cadeira para pegar a outra espada e logo voltava para junto de Jake. Ambos ficavam olhando para a garota*

Marissa
*Marissa empunhou a espada novamente e disse antes de executar o primeiro movimento* Isso é cavalgar para uma dama....é como eu disse homens e mulheres se portam de formas diferentes.....Adarin...*depois fez um primeiro movimento que teria como objetivo bloquear um possível ataque. Assim a espada tinha uma posição vertical para baixo levemente inclinada para frente. A garota tinha as perna levemente abertas uma a frente e a outra para trás, sendo que a da frente estava um pouco flexionada. O braço livre estava levemente encurvado muito próximo da cintura. Depois a garota realizou um outro movimento que seria a reprodução de um possível ataque...dessa maneira, o seu braço livre tomou um outra posição, agora arqueado para cima e o braço com a espada agora realizava um movimento mais horizontal, mas a espada estava apontada para cima e levemente inclinada. Aqueles movimento eram quase artificiais, talvez a menina já vira o pai ou outras pessoas praticarem esgrima e é claro aquilo seria um desporto, mas para um conflito eram perfeitinhos, quase mecânicos demais. Não havia naturalidade nem agressividade neles. Ela parou e olhou para Adarin e Jake, mas ficou em silêncio esperando as risadas*





Narrador
*quando a garota terminou e olhou para os dois... Os viu olhando um para o outro e Jake aplaudiu* Isso foi realmente bonito.... Muito bonito.. para uma criança é claro... *ele sorria.... Adarin ia dando uns passos a frente* Quer lutar como uma duelista? Só mover o braço não será o suficiente... Precisa saber como mover todo o corpo... E saber que uma boa espada longa poderá seu braço para longe da guarda.... Ele segurava a espada de madeira... Ele a empunhava na mão esquerda, e ia circulando Marissa* Parece que de algum modo você viu um movimento ou outro... Será que conseguiria se defender usando eles?

Marissa
*Fez uma careta para Jake quando ele lhe aplaudiu e zombou. Adarin se aproximou e questionou a eficácia de seus movimentos, ela sabia que não eram suficientes para uma luta de verdade. Antes de dizer qualquer coisa riu e disse para Jake* Não atrapalhe...isso já está sendo bastante difícil...*desviou o olhar ainda rindo e falou para Adarin* Eu sei que não seriam suficientes....*ia o olhando enquanto caminhava ao seu redor* Então...me mostre...

Narrador
*Jake deu de ombros* Não foi a minha intenção... *ele ia virando para sair do local* Eu vou indo! Quando acabar aí, se quiser me procurar eu estarei na Jóia Branca....*ele fazia um breve aceno para a jovem* Bom treino! *e logo se retirava do local... Adarain havia feito apenas um meneio afirmativo com a cabeça, e tão logo voltava a atenção para Marissa, lhe dava uma pancada no braço que segurava a espada... Ele moveu a mão como se fosse estocar, mas quase ao final no movimento girou levemente o braço e o pulso, e lhe bateu com a espada, próximo ao ombro..... Após isso ele afastou-se dela e começou a lhe ensinar o básico a como se mover e como atacar adequadamente*

Marissa
*Marissa observou Jake indo embora após falar o local onde estaria. De repente sentiu a batida que levara de Adarin e fez uma careta, ao mesmo tempo em que esfregou rapidamente o braço no local atingido. Colocou-se, finalmente, em posição e o olhou, vendo o que faria, levou mais uma pancadinha e arrumou o corpo esperando o próximo movimento. Assim, a aula continuou com Adarin lhe ensinando golpes e movimentações para se esquivar, etc. A garota não podia reclamar tinha sido bastante aprazível e instrutivo*

Narrador
*Marissa tivera um treino duro e cansativo.... Após lhe ensinar alguns movimentos o homem voltou a fazer um breve duelo com ela... Apesar de não lutar com todo potencial, ele não pegava exatamente leve... Como se lhe fosse alto extremamente divertido ver as expressões de dores que a jovem fazia, a cada vez que recebia uma pancada... Ao final de tudo ela estaria cansada e dolorida, principalmente na região dos braços e costelas.... Ao final do treino ele pegou a espada das mãos dela* Muito bom, Marissa! Você apanha como ninguém, e tenho que dizer.. *ele ia sorrindo de modo sarcástico* É quase esplêndido... Vamos! Agora que você divertiu-se um pouco, vamos que vou lhe mostrar a cidade e lhe passar algumas recomendações... Logo eu terei de sair, e quero ao menos que você possa conseguir sobreviver por mais algum tempo... Quero que sua alma tenha um ótimo sabor, quando ela finalmente vier para as minhas mãos..... *Ele ia seguindo a frente da jovem, deixava as espadas sobre a mureta do quintal e logo estariam atravessando a casa, seguindo em direção a entrada.... Do lado de fora, eles saíam num grande pátio, a frente grades negras cercavam a construção... Um grande portão de ferro estava fechado e nas laterais do mesmo, havia uma guarita em cada lado, com um guarda.... Do lado de fora da construção, havia uma grande praça, que não passava de um espaço vazio, com alguns canteiros de plantas... As casas ao redor eram igualmente grandes, feitas de pedras cinzentas.*

Marissa
*Marissa deu de ombros e sorriu dizendo e parecia um pouco ofegante por causa de todo o esforço físico que fizera ao longo do treino* Bem...por enquanto apanho...em breve não acontecerá mais!!! *afastou os cabelos um pouco suados do rosto e concordou em ir a cidade com Adarin. Conforme caminhava, observa tudo, e tinha a sensação de que aquele lugar era solitário e pouco receptivo. Não tinha certeza sobre isso, mas era o que pensava a primeira vista. Algumas construções eram bonitas, mas rústicas e feitas de pedras. Ela olhou para o homem e disse* Há quanto tempo mora por aqui?

Narrador
*Adarin apenas sorriu a respeito do comentário da jovem* Veremos! *Pouco depois estariam na rua. Por onde estavam as casas mantinham aquele padrão da casa de Adarin, eram grande e de pedras cinzentas... * Uns 3 anos mais ou menos. Estava aqui antes do grande crescimento... Aqui mesmo no Distrito Cinza... Se bem que na época não tinha este nome. Era apenas Ravínia... Bem... *Algumas pessoas iam passando pelas ruas.. A julgar por suas vestes, estavam no setor nobre da cidade... Eles desciam as ruas de pedra* Acontece que há pouco mais de um ano, Ravínia transformou-se numa grande cidade e ficou dividida em dois distritos, o da Pedra Cinza e Pedra Branca. Desde essa mudança a cidade tornou-se mais poderosa em muitos aspectos, e também mais perigosa, para certas práticas e por isso também tornou-se oportuna para mim... *ele sorria* A verdade é que você não deve dar muita bandeira no distrito branco... Lá é onde é onde existe o bairro do templo. Acredite! Pode ser um dos bairros mais perigosos que você pode ir... O poder mágico que possuem naquele distrito não deve ser subestimado. Tudo vem da Fonte do Centro ou Flor Central.... Ela é a chave do poder e crescimento da cidade. Este distrito é governado por um pequeno conselho... Nada mais do que 3 pessoas... Mas o outro, é controlado apenas por uma pessoa... *ELes agora iam entrando por ruas mais movimentadas.. Agora ruas amplas e grandes* O pode militar está aqui no distrito cinza...*ele apontava alguns guardas e depois apontava outros em específicos... Que vestiam casacos* Aqueles são os "capas vermelhas"... São a elite de soldados daqui.... Lembre-se de uma coisa... Eles até podem ser subornados, mas será preciso algo realmente valioso para isso... Então, se possível, nos os deixe ver o que não deve ser visto.... *ele sorria gentilmente.. Estavam seguindo por outra rua e ele apontava um local... Uma placa com um letreiro escrito Jóia Branca, abaixo uma pedra branca cravejada* Ali é a taverna que Jake havia mencionado. Quer vê-la?

Marissa
*Marissa concordava enquanto alternava o olhar para o homem e para a cidade ao redor* Hum...distrito braco....não ir...anotei mentalmente! *fez um sinal como se estivesse checando um lista* Por que é tão perigoso? O poder mágico que existe lá é mais perigoso que você?! *o olhou séria. Se Adarin tivesse cuidados e restrições em relação àquele distrito então talvez algo pior que ele pudesse agir naquela região. Até porque seu governo se dava por apenas uma pessoa. Em meio a conversa e a caminhada ela começava a saber mais sobre o funcionamento do lugar. Olhava para os capas vermelhas e voltou-se para Adarin e disse* São mercenários? Continuando a caminhada aproximaram-se da taverna que Jake falara quando ainda estavam na casa de Adarin. Ela concordou em conhecer e assim se encaminharam para lá....enquanto adentravam ela perguntava para o homem* O que ele faz? Digo....o que Jake faz para você?

Narrador
Bem, talvez você precise ir até o Distrito Branco ou pelo menos se aproximar mais dele. Mas não se preocupe, apenas não fique dando oportunidades para ser pega. E sobre o poder mágica de lá. Bem, de um modo geral não é perigoso para mim. Mas certamente eu preciso manter as aparências não é? Mas para você poderia ser perigoso. Ainda mais caindo nas mãos de um Djin.... *ele olhava os soldados* Não! São soldados, guardas que patrulham entre os Distritos... *ele iam se aproximando mais da taverna.* Jake? Bem...*ele sorria de modo divertido* Ele é um comprador. Ele é um comerciante que já foi um pirata. Ele costuma trazer coisas que outros comerciantes não trazem. Além do comércio geral trazido de Tover.... *eles iam adentrando a taverna. Um ambiente amplo e modestamente limpo. Não seria uma taverna qualquer, tanto que poucos estavam mal vestidos por ali. Até mesmo as atendentes estavam bem vestidas em seus vestidos estrategicamente decotados... Mesas se espalhavam por lá, num canto haviam alguns alvos e algumas pessoas jogavam dardos* Acho que ele deve ter mudado de idéia... *Dizia Adarin após olhar brevemente o local*

Marissa
*ela o olhava de forma analítica era difícil compreender tudo que o homem dizia ele sempre deixava as frasea ou ideias no ar....como se precisassem ser completadas por mais alguma coisa. Marissa, certamente, tinh curiosidade de bisbilhotar a vida de Adarin, mas tudo a faria perder dias de vida. Ela nao falava muito e ouvia mais guardando informações mais importantes e descartando outras que só a faziam se irritar com o homem. Quando adentraram na taverna ssus olhos ficarak admirados....tudo possuia certo zelo que nunca tinha visto em outros estabelecimentos como aquele. Olhou para Adarin e disse* nossa....nunca vi uma taverna assim...*procurou Jake com os olhos e voltou a falar* Bom.....não podemos ficar aqui sem ele? É um lugar admirável. ...tem música? *riu esquecendo temporariamente de sua condição*

Narrador
*Adarin olhava a jovem falando. Realmente a taverna era bem arrumada e bonita. Certamente frequentada por pessoas mais importantes e endinheiradas.* Podemos ficar onde quisermos. Não precisamos de Jake para ficarmos em algum lugar... *ele sorria e seguia em direção a uma mesa, onde puxaria uma cadeira para a jovem sentar* Música? Sim! Mas costumam tocar mais a tarde, quando há um maior movimento na taverna. *ele indicou um homem que conversava com uma atendente junto ao balcão. Um homem alto, de cabelos castanhos presos num rabo de cavalo, não muito longo, com um cavanhaque bem desenhado. Estava bem vestido, com botas de couro que pareciam novas, uma calça bege, levemente justa e uma camisa branca de mangas largas e amarras na gola* Aquele é um dos músicos. Se souber pedir ou puder pagar, ele pode tocar agora algumas canções para você. *Adarin ia sentando-se à mesa, ficando de frente com Marissa* QUer pedir algo?

Marissa
*Marissa o acompanhou até a mesa e sentou-se na cadeira deslocada por ele. Depois olhou ao redor, voltou-se rapidamente para o homem indicado por Adarin e depois olhou para o próprio Adarin e disse* Não seria uma má ideia ouvir boa música quando esta fosse entoada.....*ela fez uma cara desconfiada quando ele perguntou se ela gostaria de ouvir algo e respondeu* Bem se isso nao custar mais dias da minha vida e se o senhor dançasse nao seria ruim fazer algum pedido...*riu e continuou observando o local e as pessoas com atenção*

Narrador
*Adarin coçou ligeiramente o queixo ouvindo a jovem falar.. E então arqueando uma das sobrancelhas ele ia falando* Eu tenho cara de dançarino de taverna? Eu receio que dias de sua vida não paguem a refeição do bardo. Apenas moedas, e pelo que sei ele só aceita as de ouro. Mas me diga uma coisa? Você gostou mesmo dessa taverna? No distrito branco tem uma maior que essa. Sei que não é tão arrumada, mas é grande.... Sabe, eu acho que você não vale a pena o investimento. Você não tem mesmo o que eu quero. Sabe... Falta sede, falta fome em seu sentimento. Ele é simplesmente abrandado por qualquer distração. Se quiser eu posso conversar com o taverneiro e pedir para que fique aqui. Eu realmente sei que você quer ficar. *ele sorria e gesticulava com uma das mãos* Quem não gostaria não é? Olhe em volta? Bom ambiente, bons pratos, boa clientela... E você não precisaria pagar nada para ouvir música.. *ele passava a mão direita nos cabelos por um momento, fazendo uma breve pausa sobre o que falava e então dava um bom suspiro* Está feito! Você não tem mais dívidas comigo.... *ele simplesmente se levantava e ia saindo do local*

Marissa
*Marissa se levantou e caminhava indo atrás dele enquanto dizia* Minha sede é abrandada por qualquer distração? Eu ouvi bem? *se posicionou em frente ao homem e colocou as mãos na cintura, continuando a falar com um tom de voz um pouco alto* Acho que voce não me conhece o suficiente mesmo....ou me conhece está a todo momento me testando de forma insuportável. Eu vendi minha alma e a merda do resto dos meus dias pra um sei lá o que....que eu suponho que seja um demônio....e você está me dizendo mesmo que minha sede está desfocada? A minha sede é encontrar quem matou meus pais.....e ae forem as hienas então
...minha sede será para derrotá-las.....logo, não venha me dizer que eu não valho o seu maldito investimento.....só porque uma hora em meu dia e na sua presença eu quis ouvir boa música ao invés de ouvir os pensamentos que me atordoam o tempo todo desde que meus pais morreram. *riu de maneira desiquilibrada* Eu não sou vítima. ....e não quero ser tratada como uma, mas também não sou uma princesinha....por isso lhe garanto que minha sede nunca será desviada....até porque eu sou a garota que mesmo sem saber lutar matou as pessoas que executaram o crime contra meus pais. Garanto que seu investimento está muito seguro....meu senhor!!!! *fez uma pequena reverência e voltando a posição normal o encarou*

Narrador
*Adarin seguia adiante mesmo com ela falando.. Mas como ela falava em tom alto ele parou e virou-se... Claro que aquele comportamento da jovem chamava atenção. Ele apenas a olhava com um semblante de quem está quase para rir de uma piada... E quando finalmente Marissa se curvou, ele soltou uma risada e Marissa sentiu um forte impacto que a jogou para trás, a fazendo cair no chão* Sobreviva e me mostre que vale a pena... E lembre-se, nunca mais levante sua voz para mim, Marissa....* a jovem havia caído no chão da taverna e as pessoas a olhavam... Adarin havia lhe virado as costas e deixava o local... Uma jovem atendente se aproximou dela.. Usava um vestido comum com um avental sobre ele e tinha os cabelos presos numa trança, castanhos, e por sobre ele um lenço. Tinha por volta dos 30 anos.* Você está bem menina?

Marissa
*Marissa sentiu o corpo sendo empurrado para trás e caiu. Olhou para Adarin sem medo, não se abatera pela reação do homem e tinha um pequeno sorrisinho no canto na boca, o homem não era burro deveria ter percebido. Ele a advertira sobre a maneira como ela deveria falar com ele e antes que ele partisse ela falou com uma voz que não parecia de total obediência* Como quiser, meu senhor!! *Quando a atendente se aproximou e perguntou sobre seu estado ela sorriu e disse* Estou ótima.....obrigada pela preocupação. Consegui o que queria....*foi se levantando e, então, decidira voltar para a casa do "benfeitor" a caminhada não era tão exaustiva *

Narrador
*Marissa deixara a taverna. A mulher afastou-se dela e ela seguiu para fora... A caminhada não fora longa e tão pouco complicada, por isso ela voltava sem problemas para a mansão de Adarin. Porém esta estava trancada. Do lado de dentro via um homem cuidando das plantas. Ele tinha por volta dos 40 anos, cabelos brancos misturados a fios castanhos. Uma uma roupa simples, e ia podando algumas plantas*

Marissa
*Quando ela chegou viu a propriedade trancada e viu um homem, possivelmente era o jardineiro. Ela aproximou-se do portão e falou* Com licença....acho que ainda não nos conhecemos mas meu nome é Marissa sou hóspede do sr. Adarin...poderia me deixar entrar?

Narrador
*O homem ia parando o que ia fazendo e caminhando até diante do portão* A senhorita não pode entrar. O senhor Adarin disse que está proibida. É melhor a senhorita ir embora, ou terei de chamar a guarda... *o homem então ia se afastando do local, deixando Marissa para trás.. Ele ia voltando a fazer o que estava fazendo e a garota percebia que a situação realmente estava se complicando*

Marissa
*Marissa levantou as sobrancelhas e exclamou * O que?????? Desgraçado!!!! *riu nervosa* Filho de meretriz....*voltou a olhar para o homem e disse novamente* Bem...muito obrigada, mas será que eu poderia falar com Jake por um instante?

Narrador
*Marissa via que o homem agora não lhe dava mais nenhuma atenção... Ele nem mesmo a respondia sobre o pedido de falar com Jake. Estaria agora por sua conta e risco..* Ei garota! *dois homens usando mascaras metálicas e um robe vermelho por sobre a roupa, tendo peitorais de couro batido como armaduras, espada longa nas costas, uma clava de madeira na cintura e uma besta leve do outro lado estavam bem atrás dela, se aproximando* Você estava fazendo baderna da taverna. E agora está aqui uma vez mais querendo perturbar a paz local. Se continuar com esse comportamento dentro dos muros de Ravínia, nós a levaremos presa. *quem falava era o homem, que estava um passo a frente. Mas Marissa seria incapaz de distinguir qualquer traço racial do homem.. Apenas saberia que era de cor morena.*

Marissa
*Marissa olhou para o homem que a ignorava e então percebeu a aproximação dos outros dois que eram guardas. Eles estavam lhe chamando a atenção pela discussão com Adarin e agora porque ela insistia em falar com Jake na porta da casa de Adarin. Olhou para os homens e disse educadamente* Sinto muito...minha intenção não era causar nenhum transtorno...não serei causadora de problemas....*falando isso fez um leve meneio com a cabeça e virou-se de costas para a casa. Não poderia mesmo ficar lá por conta da ordem de Adarin. Agora tinha que procurar um trabalho e um lugar para dormir, não necessariamente na mesma ordem. Porém seja lá o que fizesse teria que ser bem feito para que ela valesse o "investimento" dele...obviamente ela estaba fora da cadeia o que era o mais importante, o resto seriam escolhas feitas com maturidade....ela teria que fazê-las.*

Narrador
*Os guardas faziam um leve meneio e saíam do caminho dela a esperando passar e seguir adiante... Assim que ela tomasse algum caminho, seria ainda observada por um momento e então deixariam o local, voltando a patrulha que faziam... Marissa agora talvez estivesse em maus lençóis agora... Precisava se virar sozinha na cidade e mal a conhecia. Tudo que sabia era sobre o perigo a respeito da mágica do Distrito Branco e da taverna luxuosa do Distrito Cinza*

Marissa
*Marissa deu algumas olhadas para trás vendo que foi observada por mais algum tempo. Quando percebeu que eles, finalmente, se retiraram, se escondeu atrás de outras construções e ficou ali por algum tempo para saber se alguém iria sair da habitação. Obviamente, não poderia ser Adarin já que ele mesmo tinha armado aquilo tudo. No entanto, se Jake saísse talvez pudesse conseguir um aliado, ainda que ele bem poderia ser um submisso ao "benfeitor" então talvez não valesse a pena tentar uma aproximação, pois poderia não ser confiável...mesmo assim a garota permaneceu a observar a casa por mais alguns momentos depois que os guardos se foram*

Narrador
*Marissa teve de esperar algum tempo e então finalmente havia visto o Halfling que lhe acompanhara parte da noite passada. Até o momento em que ela esperava seria a única criatura que havia saído da casa de Adarin. Não havia nenhum sinal de Jake... Na verdade, era possível que este nem mesmo estivesse lá... Pois tinha ido a taverna, e não tinha sido mais visto por ela ou mesmo Adarin.*

Marissa
*Observou o Hafling por alguns instantes e pensou em se aproximar, mas ao mesmo tempo ele era um servo fiel de Adarin não seria sensato procurá-lo, pois ele não lhe atenderia e poderia até mesmo prejudicá-la. Balançou a cabeça negativamente e decidiu voltar para o centro do vilarejo. Assim caminhou voltando para a taverna novamente e, parando em frente o estabelecimento, o ficou observando a construção e as pessoas que entravam e saíam. Adentrou no local de forma cautelosa e observou as mesas, bem como os clientes para ver se algum deles seria Jake. Depois, aproximou-se do balcão e falou para o atendente.* O senhor é o dono daqui?

Narrador
*Marissa acabou voltando até a taverna. Já próxima do estabelecimento ela observava que ali apenas entravam pessoas que possuíam um certo status ou pelo menos possuíam um pouco mais de dinheiro. Não era um lugar para os menos abastados. Ela foi entrando ao local e seguiu direto ao balcão. O atendente era um homem de uns 30 anos. Cabelos loiros, sem barba. Ele aproximava-se de Marissa, por trás do balcão* Ah.. Não senhora! *O homem a olhava ligeiramente desconfiado... Afinal de contas Marissa havia chamado bastante atenção para si mesma, quando resolveu falar alto com Adarin.*
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Re: A Fuga de Marissa (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Jan 16, 2015 3:25 pm

Marissa
*Ela observou o atendente e agradeceu com a cabeça e sorriu brevemente. Desviou o olhar virando-se de costa para o balcão, depois de alguns poucos instantes ela voltou-se novamente ao atendente e disse* Seria possível eu conversar com o dono do estabelecimento. Sou nova na cidade estou a procura de um trabalho....na verdade preciso muito de um trabalho! *mordeu a boca esperando que tivesse sucesso na investida. Após ser renegada por Adarin teria que se virar e um trabalho era o mais urgente*

Narrador
*Quando Marissa virou as costas para o homem ele ia voltando ao trabalho, mas fazia uma nova pausa... Ele a olhava ainda desconfiado* Melhor ver em outro local, menina. Você já chamou bastante atenção quando veio aqui com o Senhor Adarin! Ele é um bom cliente, sua presença aqui o manterá afastado. Não queremos uma pessoa que afaste os clientes e faça escândalos... Se você não tem para onde ir é melhor até o bairro branco. Eles possuem abrigos e a maiorira dos visitantes acabam indo para lá.

Marissa
*Marissa sorriu e disse* Tenho certeza que eu não o afastaria...até porque ele liga muito pouco para mim ou quase nada. Será que eu poderia falar com o dono do estabelecimento, por favor? Não trarei mais problemas...e o que ocorreu anteriormente com ele fora apenas um desentendimento repentino...nada que possa continuar! *levantou uma das sobrancelhas* Posso fazer qualquer coisa...limpar...servir mesas...é...cozinhar! Por favor....o senhor não me conhece, sei que posso ter dado uma má impressão, mas não sou qualquer parva que anda por aí a criar más situações! Meu nome é....M..*pausou pensando se deveria dar o verdadeiro nome, mas pensou que se conseguisse um trabalho e visse Adarin por lá ele mesmo poderia chamá-la pelo nome e assim ficaria em maus lençóis* Bem meu nome é Marissa...

Narrador
*O taverneiro suspirou um pouco enquanto ouvia Marissa, parecendo um pouco contrariado... Mas por fim parecia ceder, suspirando uma vez mais...* Meu nome é Julio! *ele ia indicando um dos bancos diante da bancada* Sente-se que eu mandarei chama-la! Mas lembre-se de que a senhora Irene é bastante exigente... Eu já volto! *o homem ia deixando o serviço de lado por um momento e caminhava na direção do salão... Ali ele falava com um jovem que estava limpando as mesas e este logo ia saindo da taverna.... O homem voltava para trás do balcão e ia arrumando algumas garrafas* Ela deverá chegar logo! *Marissa ia esperando algum tempo... A essa hora a fome já batia forte, já estavam bem além do horário de almoço. O movimento na taverna ia aumentando.... O homem então ia indicando a Marissa uma mulher de uns 40 anos, bem vestida e bem cuidada. Usava belas jóias. Seria um pouco mais baixa que Marissa, também com cabelos loiros, estes presos num cóque bem penteado. Ela seguia até o balcão calmamente e o atendente a cumprimentava e logo indicava Marissa* Boa tarde senhora! Esta jovem gostaria de conversar com a senhora.... *A mulher fazia um meneio com a cabeça* Tudo bem! Firmin informou que a menina procura por um emprego não é? *ela ia olhando Marissa de cima a baixo. Tinha olhos castanhos firmes. Apesar da idade ainda possuía sua beleza*

Marissa
*Marissa sorriu para o atendente quando este lhe disse o nome. Já era um avanço. Aceitou de bo vontade esperar pela dona do local e então sentou e ficava observando o ebtra e sai do estabelecimento que a cada minuto se intensificava. Marissa também começava a sentir fome, pois fazia horas que não comia nada. Forçava-se a manter concentrada não permitindo que a fome tomasse conta dela. Depois de algum tempo foi chamada por uma mulher bem vestida e bastante bonita, uma beleza que combinava bem com sua idade. A mulher fora falar com a garota e ela respondeu de forma educada* Isso mesmo...sou nova na cidade....preciso muito de um trabalho para manter-me.....posso limpar, servir mesas, cozinhar.....Não se arrependeria em contratar-me....*sorriu brevemente percebendo a análise da cabeça aos pés que a dona lhe fazia*

Narrador
*Irene observava Marissa calmamente* Observo que você sabe falar bem, mas ainda faltam alguns modos a você... Como se chama? Está me pedindo emprego, mas se sequer apresentou-se primeiro. De onde veio menina? Alguém lhe recomendou minha taverna? Como veio até Ravínia e o que a trouxe até aqui? *A mulher ficava diante de Marissa. A jovem perceberia que haviam homens por perto parecendo atentos a conversa. Estavam bem vestidos e armados, provavelmente guarda-costas.*

Marissa
*Marissa balançou a cabeça como se pedisse desculpas pela sua falta de atenção. Sorriu brevemente e disse* Ah perdoe-me...meu nome é Marissa....tenho 20 anos ....*fez uma pequena pausa e aí então resolveu falar algo a respeito de sua origem. Obviamente não poderia dizer que até um tempo atrás estava presa e que vendera sua alma para Adarin em troca de sua liberdade e uma possível vingança aos homens que mataram seus pais.* Bom....meu reino está em guerra há algum tempo....os homens de nossa família morreram e minha mãe adoeceu ao longo da viagem e eu continuei a viagem sozinha....*como responderia seu contato com Adarin, caso fosse questionada sobre isso?!* Eu estive mais cedo aqui hoje....sr. Adarin me ajudou antes de eu chegar aqui....tive alguns problemas com malfeitores e senhor Adarin me livrou deles....mas aqui estou sozinha....necessito muito desse trabalho para retomar minha vida! Sei que a senhora não me conhece, mas por favor senhora Irene....seu estabelecimento como notei é bastante frequentado....eu não criarei problemas aqui...nem para seu negócio! *a olhou como se implorasse*

Narrador
*A mulher a olhava calmamente enquanto Marissa lhe contava a história... Ela parecia avaliar as palavras de Marissa... E por fim sorria...* Então Marissa.... Farei um pequeno teste com você. Lhe darei abrigo e comida por esse tempo, e será esse seu pagamento... E então por uma semana irei observar seu comportamento e sua eficiência como atendente. Se considerar que faz um bom trabalho, eu a manterei e lhe pagarei pelos serviços, do contrário e a dispensarei e não vou querer discussões.... *Ela fitava a garota, esperando por sua resposta* Está de acordo?
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Re: A Fuga de Marissa (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Mar 20, 2015 12:35 pm

Marissa
*Marissa sorriu satisfeita para a mulher e meneou com a cabeça em sinal de agradecimento. Afinal, conseguir um trabalho, depois do que ocorrera com Adarin era importante. * A senhora não se arrependerá. ...farei juz ao voto que estás a me dar *olhou ao redor e disse novamente* Quando posso começar?

Narrador
*A mulher olhava calmamente para Marissa* Bem, eu espero que não... Pode começar agora mesmo! Mantenha as mesas limpas e sirva as mesas que lhe indicarem... Se puder manter o ambiente limpo e arrumado. Eu vou considerar que poderá continuar trabalhando aqui. Ande ajeite seu decote, pegue um avental e pode começar! * a mulher ia seguindo até o taverneiro, dizendo a ele que agora Marissa iria trabalhar la... Ia deixando a jovem com ele, que pedia para um jovem pegar um avental e uma vassoura... Logo Marissa já começaria a ter trabalho para fazer.... Pois o movimento estava bom aquela hora do dia... Não estava ainda cheia e por isso ela conseguiu até um tempo para almoçar, pois já estava morta de fome.... No início da noite um homem de pés descalços, usando uma calça velhaca com uma pele de tigre amarrada na cintura foi entrando no estabelecimento. Ele tinha por volta dos 18 anos.. Era belo, mas tinha um certo aspecto selvagem. Tinha cabelos castanhos e olhos da mesma cor, com a pele morena de Sol... Ele ia entrando e pegando um lugar mais discreto... O movimento da taverna ainda estava aumentando, e as pessoas ali no local pareciam surpresas em ver aquele homem ali*

Marissa
*Marissa sorriu para a mulher e concordou com tudo que dissera. Depois seguiu até o balcão onde recebeu seu avental e uma vassoura e, possivelmente, um pano para limpar as mesas. Colocou-se a trabalhar e se esforçou para fazer seu melhor. Enquanto o movimento não estava intenso pôde almoçar rapidamente para, logo, voltar ao trabalho. Mais tarde quando já havia muitos clientes no estabelecimento e a noite caia adentrou no local um homem jovem, mas de figura bastante estranha. A garota limpava uma mesa na entrada da taverna e parou por um instante para observá-lo. Olhou-o, mas continuou o trabalho. No entanto, percebeu que muitos clientes também o olhavam e ela se questionava quem seria aquele*

Narrador
*o taverneiro gesticulava para Marissa* Anda vai atendê-lo! *os outros atendentes estavam ocupados com diversos clientes. Acabaria sobrando para a jovem ir atender o cliente... Quando Marissa se aproximou veria que o jovem tinha a barba feita, mas tinha os cabelos despenteados... Ele tinha uma olhar selvagem, ao mesmo tempo que tinha uma expressão calma* Ei garota! Eu quero um pato assado. É o melhor da cidade o que fazem aqui. E uma garrafa de vinho!.... *ele não demorava a pedir, quando Marissa chegava diante de sua mesa..... Ao fundo dois bardos começavam a tocar e animar o ambiente. *

Marissa
*Marissa viu o gesto do taverneiro e concordou com a cabeça. Pendurou o pano que usava para limpar as mesas na cintura do avental e encostou a vassoura na parede mais próxima. Mal tinha se aproximado da mesa e o rapaz já fazia pedidos com tom de voz alta. Ela sorriu brevemente e confirmou o pedido* Certo...pato assado e uma garrafa de vinho....fique a vontade, já vou providenciar sua refeição. Logo será servido! *disse educadamente e foi até o balcão repassando ao taverneiro o pedido* Um pato assado e uma garrafa de vinho para o rapaz!

Narrador
*o rapaz fazia um meneio com a cabeça e via a jovem se afastando.. O taverneiro ouvia os pedidos e sorria* O de sempre.... Não esperava o senhor Shiva aqui tão breve. Os outros devem estar na cidade também... *ele falava se afastando para ir na direção da cozinha e confirmar os pedidos... Agora com musica rolando e casa cheia, Marissa tinha aquela sensação gostosa de estar num boa taverna. Não uma repleta de bêbados, desordenada e suja.. Mas numa alegre e bem frequentada. O rapaz de sua mesa parecia gostar da música e as pessoas não se aproximavam, mas o olhavam como se ele fosse alguém importante, apesar das vestes*

Marissa
*Marissa olhou curiosa para o taverneiro quando ele lhe falou sobre o cliente e perguntou* Quem é esse homem? Parece que todos o olham como se fosse importante...*olhou para o rapaz que estava sentado e parecia apreciar a música e voltou-se para o balcão esperando para saber se teria que servir o cliente recém chegado*

Narrador
*O taverneiro voltava um pouco depois e ia servindo uma bebidas ouvindo a pergunta de Marissa* Ah.. verdade.. Você é nova aqui.... Ele é um dos senhores da Distrito Branco... Quer dizer... Ele é um dos 3 poderes de lá.. ou os 3 deuses, como chamam.... É claro que ele é importante e também poderoso. De tempos em tempos ele vem para a cidade. Quando está lá, ele vem até aqui comer pato assado... Tome! *ele pegava um copo e uma garrafa de vinho* Leve para ele! *falava deixando tudo sobre o balcão*

Marissa
*Ela acompanhou a explicação do homem e disse para si mesma* Distrito branco....*lembrou-se que Adarin tinha falado algo sobre esse lugar....se não estivesse errada tinha lhe recomendado que não fosse até lá....ou que se fosse tomasse cuidado. O taverneiro entregou-lhe vinho e mandou-a servir ao cliente. Ela pegou e foi até a mesa do mesmo e disse* Com licença...aqui está vosso vinho...posso servir ou prefere se servir? *olhou rapidamente para o balcão para ver se o pato estava pronto. Voltou os olhos para o cliente e percebeu que era realmente jovem, mas parecia muito surrado...suas roupas eram também bastante estranhas. Aquele homem poderia lhe ensinar algo sobre combate.....era poderoso....ela poderia tirar proveito daquela coincidência. Se conseguisse se aproximar dele seria muito útil. Sorriu brevemente aguardando a resposta do homem*

Narrador
*Assim que ela colocava o vinho sobre a mesa ele o pegava e o servia* Quando alguém quer servir, não pergunta.... *ele enchia o copo. Ele parecia ter modos simples...Marissa via que o pato ainda não estava pronto* Você é nova aqui não é? É a primeira vez vejo você..*ele bebia um bom gole do vinho de uma só vez e abria um largo sorriso ao terminar o gole, retomando fôlego* Muito bom!



Marissa
*Marissa levantou as sobrancelhas e pensou "Comecei bem". Disse educadamente* Desculpe-me....*meneou com a cabeça buscando se retratar e, então, respondeu* Sim...sou nova aqui....fui contratada hoje mesmo! *sorriu um pouco sem graça, não podia falhar senão dona Irene a demitiria e aí estaria em maus lençóis de novo*

Narrador
Está desculpada! *ele meneava a mão parecendo nem ter se incomodado com nada.... * Hummm.. Então foi hoje mesmo.. *ele dava de ombros* Boa sorte no trabalho! Sei que as pessoas aqui ganham bem... *Marissa via o pato sendo posto sobre o balcão.. Uma travessa grande com um pato inteiro. Ele ia indicando* Acho que aquele é o meu...

Marissa
*A garota sorriu brevemente e pediu licença encaminhando-se para o balcão. Olhou para o taverneiro rapidamente dizendo* É o pato do senhor Shiva, certo?! *Assim que recebesse a resposta apanharia a travessa com o pato, o recipiente estava ainda quente, por isso a moça utilizou o pano com uma das mãos para não queimar-se. Encaminhou-se novamente para a mesa do cliente e depositou a travessa na mesa. Depois foi até o balcão e apanhou prato para que Shiva se servisse, bem como um garfo e faca grandes para que se quisesse cortasse a ave. Voltou à mesa e arrumou esses objetos na frente do homem e disse* Precisas de mais alguma coisa senhor? *o olhou seriamente*

Narrador
*Marissa servia o homem que usava só o garfo e faca, deixando o prato de lado... Ele destroçava o pato, comendo com vontade, mas ainda assim sem pressa.... Marissa voltava a trabalhar e via muitas pessoas de posses por lá... Conhecia pelo porte e vestes... Conforme as horas se passavam vinha uma preocupação para a jovem.. Onde dormir. A taverna ainda estava movimentada e algumas belas mulheres circulavam pro lá, damas da noite, que costumavam fazer companhias aos homens solitários ou talvez não tão solitários assim.. Mas bem, não seria exatamente um problema dela. Até mesmo aquelas mulheres pareciam ter alguma classe.. E elas abordavam os clientes certos. Sem se exibirem demais...*

Marissa
*Marissa olhava o cliente diversas vezes ao longo da noite, mas por muitas vezes era acometida pela preocupação de onde dormiria. No final da noite quando o movimento voltava a ser fraco foi até o taverneiro e disse* Será que não haveria algum lugar por aqui para eu dormir? Não tenho para onde ir essa noite....*olhou ao redor para saber se alguém precisava ser atendido. Vira ao longo da noite várias mulheres que acompanhavam aos clientes....prostitutas...algumas com boas roupas e ares de boas mulheres, mesmo assim eram rameiras. Muitos clientes com posses eram abordados por elas e cediam facilmente. Ela não conseguiria deitar-se com qualquer um para conseguir dinheiro, mas de alguma maneira admirava aquelas mulheres pois eram espertas. Ela teria que ter sua própria esperteza para se virar*

Narrador
*o taverneiro ia fazendo um meneio negativo com a cabeça* Aqui não pode ficar. Melhor ir pedir abrigo no templo do distrito branco... Fale com o Senhor Shiva. Ele pode leva-la até lá sem problemas. Se você não tem dinheiro, lá é a melhor opção...*Shiva já havia acabado de comer e ia contando as moedas para poder pagar pelo prato servido*

Marissa
*Marissa concordou preocupada, mas tinha que apostar qualquer coisa. Não tinha mais condições de esperar nada de Adarin, só daria à ele sua alma no final de tudo, mas por enquanto caberia a ela cuidar de si e trilhar seu caminho. Olhou para Shiva que contava as moedas afim de pagar sua refeição. Aproximou-se do cliente e disse* Senhor Shiva...com licença...*pausou a voz e pigarreou* Meu nome é Marissa...e sou nova aqui na cidade e, como eu disse ao senhor enquanto lhe servi, fui recém contratada pela dona da taverna, mas ainda não tenho um lugar para ficar...o taverneiro me disse que talvez eu pudesse encontrar abrigo no templo de seu distrito....*olhou-o seriamente* Eu preciso muito de um lugar para permanecer até que eu tenha recebido pelo meu trabalho, podendo alugar algum lugar para morar. Se o senhor pudesse me ceder algum abrigo por lá eu poderia pagar quando recebesse...ou poderia pagar com meu trabalho...posso fazer qualquer coisa....

Narrador
*Shiva ia parando o que fazia e erguia os olhos para a garota e a ouvia falar* Certo! Certamente que temos lugar para você. Não é preciso que pague. Se puder ou quiser ajudar, agradecemos. Mas não precisa sentir-se na obrigação... *ele ia deixando as moedas sobre a mesa, com alguma quantia para gorjeta* Eu já terminei de comer, e logo estarei indo embora. Você já foi dispensada do seu serviço?

Marissa
*A garota sorriu quando soube que poderia se instalar no templo do distrito branco. Ela agradeceu a Shiva com a cabeça e disse* Por favor espere um pouquinho.....*voltou-se para o taverneiro e questionou* A que horas o estabelecimento encerra o serviço? O senhor Shiva permitiu que eu me instale no templo do distrito!!! *em pensamento queria saber se estava tendo sorte ou se aquilo era um cilada. *

Narrador
*Shiva fez um meneio positivo com a cabeça* Eu a estarei esperando do lado de fora... *Ele então virava-se e caminhava para a saída. Marissa ia recolhendo o dinheiro e as coisas e então falava com o taverneiro* Hum... *Ele olhava brevemente em volta* O trabalho já não é grande agora e você precisa de um lugar para ficar... Pode ir! Esteja amanhã de volta na hora do almoço. Sem atrasos. Pode deixar o avental no balcão e ir. *ele ia recolhendo o que fora deixado pela jovem, para pode ir levar para que pudessem lavar*

Marissa
*Suspirou aliviada quando o taverneiro permitiu que fosse embora. O destino parecia lhe auxiliar. Até quando ela nao podia dizer, mas naquele momento estava feliz e satisfeita por conseguir um lugar para pernoitar. Sendo assim, guardou a vassoura, balde com água e pano que usaa ao logo da noite para limpar o estabelecimento e tirou o avental depositando-o em cima do balcão. Após tudo isso disse de forma educada ao homem* Muito obrigada....até amanhã..*fez um gesto com a mão se despedindo e saiu do lugar. Ao chegar no exterior olhou em volta procurando Shiva. Ao encontrá-lo disse* Agradeço muitíssimo sua hospitalidade senhor Shiva....eu realmente não teria onde dormir....

Narrador
*O taverneiro despediu-se de Marissa e então esta logo foi saindo da taverna. Do lado de fora Shiva a esperava. Não estava distante da taverna e logo ele ia virando-se para a jovem. Ele tinha por volta de 1,80 m, tinha uma olhar firme. Não era volumoso em músculos, mas era bem definido. Seu sorriso era largo e agradável.* Não se preocupe! Não é uma hospitalidade minha.. *Ele riu* O templo está sempre disposto a receber aqueles que precisam.... Não é preciso me agradecer...*ele indicava o caminho* Vamos em frente! *logo ele começava a caminhar, seguindo em passos calmos, passeando pelas ruas do Distrito Cinzento. Pelo caminho que tomava, estaria seguindo para o centro da cidade onde havia o Grande Mercado.*

Marissa
*Marissa notou que era consideravelmente mais baixa que Shiva. Ele teria por volta de 1,80m e a garota cerca de 1,65m...quase 20cm mais baixa. Ela o acompanhou em silêncio por algum tempo e de vez em quando o olhava parecendo curiosa ou ao menos querendo saber mais sobre ele. Depois de algum tempo de caminhada ela disse* O senhor é uma espécie de governante?

Narrador
*ele ia caminhando de modo despretensioso, observando as pessoas que ainda estavam pelas ruas... Havia um bom número de guardas, os tais capas vermelhas. Alguns seguiam em duplas e outros em trio... Chegaram no espaço do mercado central... Um espaço amplo com bancadas de madeiras armadas , cobertas por lonas, alguns espaços vazios entre elas... No centro no mercado havia uma fonte e no centro uma grande flor resplandescente de pétalas lilases (ta certo esse plural?).* Não! Sou uma espécie de deus... *ele falava em tom normal, não parecendo se vangloriar daquilo.*



Marissa
*Marissa olhou encantada para a fonte e aquelas flores e disse mais para si mesma do que para Shiva* Lindas!! *quando o homem disse que era um deus a garota pigaerrou* Nossa! Mas podem deuses viverem aqui? Você vive aqui por que quer? *pôs a mão na boca e disse* Desculpe pela intromissão. ..

Narrador
* Shiva sorria com a reação de Marissa* Eu nasci neste mundo. Portanto é nele que devo viver. Usar meus poderes para que possa transforma-lo em algo melhor... Não se preocupe, isso não é nada... *ele parava diante da fonte, que tinha a água cristalina* Gostou dela? *indicava a flor* É um presente de minha irmã... *ele sorria*
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Re: A Fuga de Marissa (Encerrado)

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