Todas as cores do Ódio - Introdução da dragonesa Aryaell (Descontinuado)

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Todas as cores do Ódio - Introdução da dragonesa Aryaell (Descontinuado)

Mensagem por Admin em Qui Jul 24, 2014 3:48 pm

[Resumo: Aryaell é a filha adotiva de Nogard Der Claws, patriarca da família Der Claws. Chamada de Aymée entre os dragões vermelhos, ela decide se rebelar contra o regente após descobrir que seus pais foram mortos por ele quando pequena. Aryaell é derrotada por Nogard no covil dele e levada até a prisão da Montanha de Fogo. Tyrell, seu irmão adotivo mais velho, a liberta. Aryaell vai para as montanhas mais baixas falar com a fada anciã Jessy Fairheart, e formula com ela um plano para derrotar Nogard e acabar com seu domínio tirânico.]



Narrador
*O lar da linhagem Der Claws de dragões vermelhos, a Montanha de Fogo, recebia de forma literal este nome, pois o ponto mais alto era um vulcão adormecido que também servia de covil para os principais membros da família. Nos pontos mais baixos da cadeia de montanhas vivia seres arcadianos, como gnomos, duendes e fadas, que formavam uma comunidade pacífica. A comunidade arcadiana tinha relações com outras cidades pelas comarcas, fazendo parte, inclusive, de diversas rotas de comércio. O covil dos dragões, entretanto, era isolado, e apenas curiosos estúpidos e aventureiros mais estúpidos ainda chegavam até lá, apenas para serem destroçados por algum Der Claws.
O patriarca da linhagem, Norgard Der Claws, explorava a comunidade arcadiana em troca de proteção. Era isso o que ele declarava, mas todos sabiam que a realidade era outra. Os arcadianos pagavam tributos por puro medo da família Der Claws. Com isso, o tesouro aumentava a cada ano, fazendo alguns aposentos do covil se encherem de ouro e objetos valiosos até o teto. Norgard se orgulhava de sua natureza. Passava a maior parte do tempo em sua forma draconiana. Nas raras vezes em que precisava agir de forma diplomática, ele assumia sua forma humana. Não escondia sua identidade, deixando que todos soubessem com quem estavam lidando.
Norgard sempre tratou Aymée de forma severa. O gesto máximo de afeto que ele já realizou foi ter elogiado a prismática em um de seus treinamentos, quando ela derrotou outros três dragões vermelhos. Nunca deu um abraço, nunca a chamou de filha. Para ele, ela era apenas uma arma poderosa que ele moldava e melhorava com o tempo. A única coisa que ele ensinou a ela foi que os dragões são superiores a qualquer outra raça. O afeto vinha dos filhos de Norgard. Eram três: Tyrell era o mais velho e o que passava mais tempo na comunidade arcadiana como humano. Saskia era a do meio e a que tratava melhor Aymée. E Yeven era o mais novo e o que mais seguia os conceitos de seu pai à risca. Ele tratava Aymée da pior maneira possível e era visto frequentemente humilhando os arcadianos sem qualquer motivo. Aymée era mais nova que todos eles.
Aymée aprendeu que os Der Claws possuíam um ritual de passagem para a vida adulta, que acontecia quando se atingia a maioridade. Aymée atingiu esta idade, mas Norgard não se pronunciou sobre o ritual. Iria Aymée confrontá-lo sobre isto?*

Aymée
*Aymée, ao contrário do que o "pai adotivo" imaginava, vinha sendo constantemente instruída sobre suas origens, verdadeiro nome e o que acontecera. Nem ela saberia dizer quem era o encapuzado que surgia e sumia na floresta em questão de segundos, logo após repassar mais uma lição. Isso se dava há anos, desde que ela atingira idade suficiente para ter uma boa compreensão das coisas, e até o presente momento maquinava uma vingança. Vingança esta que não veio como esperada, pois na noite anterior o pai iniciara o irmão mais novo (como fizera anteriormente com os outros dois) e na tarde recorrente, que deveria ser destinada ao ritual de Aymée, bem...Nada foi declarado pelo regente Vermelho, portanto seu silêncio explicitara que tal detalhe não iria mais seguir o rumo planejado. Passada com a situação, a prismática entrou no covil, e seguindo o tapete grosso de lava há muito seca, se dirigiu para o trono. Uma escrava procurou intervir, dissuadir a jovem de se meter com o "pai", porém foi brutalmente arremessada para fora do covil por Yeven. Aymée se voltou imediatamente, espalmando as mãos no peito do caçula Vermelho e o empurrando com força suficiente para fazer com que tropeçasse.*

Qual o seu problema, afinal? Tem medo de ser passado pra trás, maninho?

Narrador
*As marcas no corpo de Yeven denunciavam o ritual pelo qual ele passara no dia anterior. Eram runas dracônicas marcadas em seu corpo por seu próprio pai, Norgard. Após receber o empurrão, Yeven imediatamente assumiu a forma dracônica. A sala do trono era gigantesca como uma imensa caverna, construída nas entranhas do vulcão. Havia espaço suficiente ali para se transformar e até mesmo para voar de forma limitada. O dragão vermelho rugiu, ameaçando Aymée.*

Vê estas marcas, maninha? Agora sou um Der Claws por mérito e por direito. Algo que você nunca será, dragãozinho arco-íris! *Uma voz irrompeu o reduto, ecoando através das paredes rochosas. De trás do trono surgiu a imensa figura dracônica de Norgard.* BASTA!! Aymée, você nunca entrou aqui sem permissão! Se isto voltar a se repetir, será punida! Se tem algo a dizer, então diga agora!

Aymée
*Aymée não recuou ou teve qualquer sobressalto, tampouco tratou de se transformar. O sorrisinho sarcástico que brotava era tão insultante quanto a sua atitude de permanecer humana, que claramente queria dizer algo como "até nessa forma mais fraca eu sou melhor que você". Antes que a pequena começasse qualquer palavra, o rugir do pai e sua presença se fazem notar. Aymée o olha de canto, o sorrisinho se alargando.*

Oh, perdão, papai. Perdão, mas devo o lembrar que eu não preciso de permissão para entrar nos meus próprios domínios?

*E ergue a mão, o impedindo de a atropelar, prosseguindo.*

Segundo lugar, "papai", meu nome não é Aymée. Eu sou Aryaell Swlleaeyen, e creio que isto seja o bastante para perceber que o seu segredinho agora é nosso.

*E com leve riso, assume a forma dracônica.*


Última edição por Admin em Seg Dez 29, 2014 11:48 pm, editado 3 vez(es)
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Re: Todas as cores do Ódio - Introdução da dragonesa Aryaell (Descontinuado)

Mensagem por Admin em Qui Jul 31, 2014 4:53 pm

Narrador
*Mesmo em forma dracônica, a expressão de Norgard se alterou depois da última frase dela. Até mesmo Yeven ficou em silêncio, fitando o próprio pai, esperando a reação dele. Norgard disse, com ar grave.* Seu nome é aquele que eu lhe dei quando a encontramos na vila destruída ao sul. Seu nome sempre foi e sempre será Aymée. Onde ouviu isto? Quem lhe deu tal informação??

Aymée
*Incrível como mesmo na forma dracônica ela conseguia demonstrar diversas expressões, como a atual, de sarcasmo.*
- Ah, paizinho, não é mais segredo o quê aconteceu...
*Sorrindo, da maneira que podia naquela forma, prosseguiu em tom irônico.*
-Não haja como um ancião gagá, está longe disso. Sabe exatamente que me chamo Aryaell e que não revelarei minhas fontes. Ou talvez você seja realmente um tolo, e sabemos que tolos não podem governar... Isso me lembra o quê estou a fazer aqui.

Narrador
Eu sei o que você está a fazer aqui! *Respondeu Nogard de imediato.* Você está a ir embora! Não aturarei mais nenhum ato de desrespeito em meu covil! *Yeven deu o que parecia ser uma risada e moveu o pescoço, ouriçado, as escamas erguendo-se ligeiramente. O clima ficou tenso rapidamente na sala do trono e qualquer ato das duas partes iniciaria uma luta.*
*Até que uma quarta pessoa adentrou o covil. Era Saskia em sua forma humana. Ela gritou o nome de Aymée e correu até a prismática.* Aymée! Finalmente lhe achei! Procurei por toda parte! Eu queria... *Foi só então que Saskia percebeu o clima tenso. Ela complementou.* Eu preciso lhe dizer algo! Por que não vem comigo??

Aymée
-Seu covil? Oh, sim, até o momento pode chamar de seu. Até o momento.
*Próxima à entrada, de frente para os dois Vermelhos. Não eriçava as escamas como Yeven, porém estava pronta para qualquer briga iminente.*
-Baixe as escamas, Yeven, não passa de uma iguana que assusta com o urro do pai. (Mesmo sentido que 'anda com as pernas de outro', mas obviamente adaptado)
*Os três se encaravam, aguardando pelo primeiro ataque, sendo interrompidos por Saskia. Aryaell não se virou, não desviou os olhos do pai e irmão adotivos.*
- Saskia, acho melhor você sair, estamos resolvendo um problema.
*Ainda que disfarçada, a urgência do recado foi recebida claramente pela irmã.*

Narrador
*Enquanto o clima permanecia tenso, Saskia insistiu, ainda na forma humana, se aproximando e tocando a pata traseira de Aryaell.* Aymée, aconteceu algo na vila das fadas! Eles precisam de você! Por favor, venha comigo! *Yeven deu mais uma risada, dizendo.*
Sim! Vá até lá, irmãzinha! Inferiores devem ficar com inferiores! *Nogard rosnou alto, olhando para o filho mais novo.* Basta, Yeven! Você é um Der Claws agora, aja como um! Aymée, conversaremos sobre sua insubordinação depois. Saskia, leve-a daqui. Apenas não estejam nas montanhas baixas amanhã, pois farei a coleta mensal de tributos. Yeven me acompanhará, pois ele deve saber como instaurar o medo em raças inferiores.
*Saskia suplicou à Aryaell uma última vez.* Venha, vamos... Não vale a pena, irmã.
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Re: Todas as cores do Ódio - Introdução da dragonesa Aryaell (Descontinuado)

Mensagem por Admin em Sab Ago 30, 2014 10:35 pm

Aryaell:
Saskia...

*E se interrompeu, escutando Yeven com um revirar de olhos. Pensou em prosseguir a discussão, e foi quando Saskia a tocou na pata outra vez. Aryaell respirou fundo, desistindo da idéia por enquanto. Seria muito arriscado, Saskia talvez intervisse por ela e acabasse machucada... Bufou e tornou à forma humana, saindo logo atrás da "irmã".*

Isso não vai ficar assim. Não vai.

Narrador:
*Nogard não disse nada enquanto as duas saíam do covil. Yeven também não se manifestou, embora estivesse claro em sua face draconiana que queria rir. Não o fez porque o pai havia ordenado assim.*

*Enquanto andavam nos corredores do covil em direção à saída e, de lá, para as montanhas baixas, Saskia falou.* De alguma forma, eu... Sabia que este dia chegaria. Quero dizer, pela forma como nosso pai lhe tratou todos esses anos... Você daria uum basta algum dia.

Aryaell:
*Não estava nada satisfeita, resquício algum de bom humor. Saskia notou que os olhos da irmã, que mudavam de cor constantemente, agora não trocavam mais do que vermelho para amarelo, amarelo para laranja e alguma ordem aleatória nessas três cores. Inclusive, essas mesmas cores nos cabelos eram as mais vibrantes, no momento. Aryaell deu um longo suspiro, antes de responder.*

Eu quero você e Tyrell longe daqui. Imediatamente. Fale com ele e vão para algum lugar seguro. Logo os encontrarei.

Narrador:
*Saskia segurou as mãos dela, fitando-a.* Por favor, não faça nada do qual irá se arrepender, Aymée. E há outra coisa... Deveria ser surpresa, mas dada a circunstância atual, é melhor que eu diga... Tyrell preparou uma festa para você na vila das fadas, em homenagem à sua maioridade. Ele está lhe esperando.

Aryaell:
*Parou, a olhando, um tanto quanto impaciente. Já ia interromper, quando a irmã contou da festa. A cromática arregalou os olhos, começando a rir. Riu quase que descontroladamente; e assim que conseguiu retomar o controle, se desculpou.*
Desculpe, Sassy. Desculpe. É que... Veja a ironia da situação... E... Eu não sei o quê fazer, agora. O mais sensato seria adiar essa festa, Saskia. Vamos adiar e celebrar junto com a queda de seu pai e Yeven.

*Sorriu, um tanto quanto... maliciosamente, para quem conhecia seu lado doce quase em tempo integral.*

Narrador:
"Queda"? Você quer dizer... Matá-los, Aymée? Por que você quer fazer isto? Vingança pelo modo como ele a tratou, ou pelo que ele faz com as comunidades das montanhas baixas? *Saskia fitou-a, apreensiva.*

Aryaell:
*Cruzou os braços, inclinando de leve a cabeça.*

Sim, vingança, Sassy. Não pretendo matar nenhum dos dois. Não de imediato, quero dizer. Não mentirei para você, querida irmã: eu vou torturar ambos até que morram. Mas lhe prometo que farei tudo ao meu alcance para manter os dois vivos pelo maior tempo possível...

Narrador:
*Saskia fitou Aryaell assustada, levando a mão à boca.* Eu não achava que... Deuses... Eu não sei o quê... Eu preciso... *E ela saiu correndo. Assim que alcançou uma área aberta, transformou-se e foi voando na direção da vila das fadas, provavelmente onde Tyrell estava.*

Aryaell:
*Suspirou, e seguiu andando "tranquilamente". Não tentou impedir Saskia, apenas se dirigiu para onde o pai e irmão "adotivos" estariam, caminhando em passos não tão rápidos assim. Enfim, chega, e vai procurar pelos dois vermelhos.*

Narrador:
*Estavam ainda na sala do trono. Ambos ainda estavam em suas formas dracônicas e conversando em sua língua natal. Os dois notaram Aryaell ao mesmo tempo. Yeven foi o primeiro a reagir.* Não acredito que você voltou! Mas que garota abusada!

Aryaell: *Parou na entrada, cruzando os braços e sorrindo.*

Ah, maninho, há coisas que se aprende bem com o irmãozinho mais velho.

*Piscou, assumindo a forma dracônica em seguida.*

Narrador:
*Yeven se ouriçou, soltando um rugido agudo, enquanto Nogard permaneceu parado. O patriarca falou então.* Eu lhe avisei sobre o que aconteceria caso retornasse, Aymée. Mas não irei puni-la do modo tradicional. Você quer realmente se tornar um de nós, não? Pois terá a sua chance.

*Ele então olhou para Yeven, dizendo.* Derrote-a, Yeven. Mostre o que é ser um verdadeiro Der Claws, mas não a destrua. Ainda tenho planos para aproveitar todos esses poderes, todas estas cores.

Aryaell:
Paizinho, acredite, vai ficar orgulhoso ao ver que aprendi bem seus ensinamentos... E as aproveitará, você e Yeven...

*Virou a cabeça na direção do irmão.*

Pare de ficar chiando feito um calango, Yeven. Você é só faísca.

Narrador:
*Yeven deu outro rugido e partiu em direção de Aryaell, planando baixo, tentando agarrá-la com as patas traseiras, as asas bem abertas. Em um combate normal, Aryaell nunca seria derrotada por Yeven. Ele era um dragão jovem, mais novo que ela, e não possuía seus poderes. Mas Aryaell podia sentir uma energia a mais no ar. Uma magia muito poderosa emanando de Nogard e de todas as paredes de rocha do covil. Aquela energia interferia nos poderes de Aryaell, limitando-os e minando sua resistência pouco a pouco.*

*Ainda assim, Yeven teria que se esforçar muito para conseguir ser páreo para a cromática. Ele usou tudo o que podia: Ataque com garras, asas, rabo, mordida, baforada. Saiu muito ferido do combate e só sobreviveu porque todas as energias de Aryaell foram sugadas. Enquanto Yeven permaneceu deitado, sangrando bastante e a cromática residia fraca no chão, a risada de Nogard foi ouvida. O patriarca falou então.*

Ora, Aymée... Realmente achou que eu toleraria este ato de insubordinação em meu próprio covil?? Eu estou em minha casa! Aqui, minha magia é predominante! Guardas!! Levem-na até o calabouço!! Pensarei em uma punição adequada a ela!

*Ao retomar a consciência, Aryaell se viu em um calabouço de paredes de pedra. Estava acorrentada à parede através de grilhões nos pulsos e pés e uma corrente curta. Estava nua e, apesar de seus esforços, não conseguia se transformar ou usar qualquer um de seus poderes. A "cela" não tinha porta, de forma que havia apenas uma passagem vigiada por um guarda que dava para o resto do covil.*

*Ela não sabia quanto tempo havia ficado ali, mas calculava que se passara horas. Ela ouviu duas vozes vindas do lado de fora da cela. Uma era de um dos guardas e a outra parecia ser Tyrell. Ele estava discutindo com o guarda.*

Aryaell:
*A suspeita de que algo estava errado se confirmou durante o combate: sentia-se fraca à cada minuto, principalmente quando usava algum poder. Perto de dar a  mordida que mataria Yeven, transformou-se automaticamente para a forma humana, caindo desmaiada. Guardas a removeram e levaram para uma cela especial, onde a mantiveram presa desde então. Acordou com gritos, e ainda tonta, começou a se levantar. Foi aí que percebeu as correntes, limitando-a a poquíssimos movimentos. Lá fora, as vozes se identificavam como as de Tyrell e de um guarda.*

Narrador:
*Logo a voz de Tyrell ficou mais alta. Ele estava se aproximando.  Não demorou muito até surgir na entrada da cela, e fitou Aryaell com surpresa. O guarda ainda insistia que ele não poderia entrar, mas acabou desistindo, já que já havia falhado em sua tarefa. Ele apenas disse para Tyrell.* Se alguma palavra desta visita chegar aos ouvidos de Nogard, você também será punido, Tyrell. Se não contar nada, eu não contarei nada.

*Ele não prestou muita atenção no guarda, se aproximando de Aryaell. Tirou o casaco que estava vestindo e o colocou sobre ela.* Pelos deuses, Aymée... O que aconteceu?? O que você fez??

Aryaell:
*Esperou por ele o mais perto possível da entrada, o máximo que as correntes permitiam. Deixou que Tyrell colocasse o casaco sobre si, respondendo sem grande emoção.*

- Desafiei Nogard e quase matei Yeven. Seu pai colocou alguma espécie de campo no covil, o que me fez desmaiar. Isso explica o quê faço aqui. Saskia disse que iria procurá-lo. Onde ela está?

Narrador:
Ela está na vila das fadas. Eu estava lá e ela veio até mim desesperada, disse que você pretendia fazer algo do gênero... Aymée, você está louca? Por que fez isto?? Você podia ter morrido! *Disse ele, fitando-a, tocando-lhe o ombro.*

Aryaell:
- Não me pergunte o quê já sabe. E assim que me livrar daqui, vou terminar o que comecei. Aliás, como está Yeven?

Narrador:
Ele vai sobreviver, mas estará fora de ação por um tempo, até os ferimentos cicatrizarem. Você se recuperou bem mais rápido do que ele. *Tyrell ficou em silêncio por algum tempo e depois disse.* Então você quer realmente matar Nogard. Por que decidiu isso agora? E por que não me avisou??

Aryaell:
Eu sempre quis, Tyrell. Não avisei nem você e nem Saskia. Não quero que se metam. Isso é entre seu pai e eu. E agora, Yeven. Escute bem, Tyrell: Eu NÃO quero que se metam nisso. Compreende?

Narrador:
Você não pode me pedir isso. Não pode. *Respondeu Tyrell em relação à vontade dela de ele e Saskia não interferirem. Ele olhou para outro lado e suspirou. Ainda estava sentado ao lado dela no chão da cela.* Acha que eu também não quero acabar com Nogard? Ele é meu pai e eu sou o herdeiro de seu legado, mas é um legado que eu não quero. Eu nego! Todas as atrocidades que ele cometeu contra os arcadianos... Isso tem que parar.

*E depois a fitou novamente.* Mas ele é muito poderoso, isso é fato. Mais poderoso do que todos nós. Eu já pensei em diversos planos com as fadas, mas nenhum deles era bom o suficiente. Nenhum de nós podia fazer frente à Nogard... Exceto você. Eu nunca soube se você apoiava ou repudiava Nogard, é por isso que nunca pedi sua ajuda.

Aryaell:
*Escutou tudo em silêncio, respondendo após alguns segundos.*

- Non estou pedindo. Estou afirmando. E Tyrell... Se eu tivesse deixado minhas intenções claras desde o início, já estaria morta.

*Sorriu.*

- Eu vou acabar com esses dois, querido. Aliás, como disse à Saskia: eu vou prendê-los e torturá-los até que a Morte decida tomá-los de mim.

Narrador:
Não gosto da ideia de torturar, mas... Vários arcadianos querem se vingar de Nogard pelo que ele fez. Ver Nogard derrotado e torturado seria uma maneira de acalmar as comunidades das montanhas baixas, antes que eles façam uma rebelião. Nem todas as fadas e gnomos são pacíficos como dizem as histórias...

*Tyrell coçou o queixo, pensativo.* E depois, o que acontece? De acordo com a sucessão, eu assumiria o trono.

Aryaell:
- Eu lhes darei esse gostinho.

*E sentando-se de maneira mais confortável, continuou.*

- Imagino que assuma. Mas se seguir seu pai, eu o mato também.

Narrador:
*Tyrell a fitou, sorrindo.* Eu sei que mata. E eu nunca me permitiria seguir os passos horrendos de meu pai. Mas primeiro... Vamos tirar você daqui. *Ele olhou na direção da porta para ver se o guarda não estava observando.* Quando era mais jovem, meu pai me ensinou tudo o que era necessário saber sobre este covil, acreditando que eu tomaria o lugar dele. Eu sei quase todos os segredos daqui.

*Tyrell segurou os grilhões dela e se concentrou. Algumas runas dracônicas brilharam no metal e as peças se abriram. Depois fez o mesmo com os tornozelos.*

Aryaell:
*Apenas sorriu, se aproximando dele e ficando na ponta dos pés, lhe dando um selinho.*

- Agora pegue Saskia e suma daqui. Não interfiram.

*Passou pelo guarda, quebrando o pescoço do mesmo com a maior facilidade. Seguiria andando.*

- Onde ele está?

Narrador:
*Ele ficou surpreso com o selinho. Ainda estava em dúvida se os sentimentos deles eram declarados ou não. Mas o que realmente o surpreendeu foi vê-la matando o guarda à sangue frio. Ele se aproximou, furioso.* O que está fazendo?? Meu pai é o alvo, Aymée!! Este guarda estava apenas fazendo seu trabalho! Não mate inocentes!

*Ele olhou para outra direção.* E, além do mais, você será derrotada novamente se lutar com ele aqui, como já aconteceu! Nós temos que atrai-lo para fora do covil!

Aryaell:
- Eu já o vi cuidando de alguns prisioneiros, Tyrell. Não se meta no que eu faço. Vá para qualquer lugar com Saskia, descerei para a vila das fadas. Logo ele irá recolher os tributos, e eu o farei me pagar, também.

Narrador:
*Ele permaneceu fitando-a por alguns momentos e disse, antes de sair.* Apenas... Lembre-se de quem é o opressor aqui, Aymée. *Ele saiu da cela rumo à uma área mais aberta no interior do grande vulcão e, embora não gostasse, se transformou e começou a dar rasantes para distrair a guarda e fornecer uma oportunidade para que Aryaell escapasse. Bastava que ela alcançasse qualquer área externa e ali poderia se transformar para voar em direção à vila das fadas.*

*Já estava quase amanhecendo quando ela alcançou as montanhas mais baixas. Alguns habitantes da vila chegaram a achar que Nogard havia chegado mais cedo, mas respiraram aliviados quando perceberam que era Aryaell. Um dos gnomos disse que a fada líder da vila, Jessy Fairheart, esperava Aryaell para conversar com ela. Provavelmente era sobre a festa que fizeram para a cromática, na qual ela mesma não pôde comparecer na noite passada.*
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Re: Todas as cores do Ódio - Introdução da dragonesa Aryaell (Descontinuado)

Mensagem por Admin em Seg Nov 10, 2014 2:25 pm

Narrador: *O gnomo indicou uma casa bem grande no centro da vila. Era de alvenaria misturada com troncos de árvores entrelaçados e outras formas de vida vegetal. Depois de atravessar um corredor estreito, chegava-se até a câmara central, onde residia Jessy Fairheart, a fada anciã da vila. Aryaell já visitara aquele lugar muitas vezes em sua infância, na maioria das vezes escondida de Nogard.

A fada fez um sinal para que ela se aproximasse. Fitou a cromática, dizendo.* Tyrell contou-me sobre o ocorrido e disse que iria libertá-la quando partiu daqui, mas sinto que isto desencadeará uma série de eventos. Vejo ódio em seus olhos, querida. Você descobriu a verdade sobre si mesma, não? Por isso confrontou Nogard.
Aryaell: *A olhou, braços cruzados.*
- Sim. Eu não me importo com o quê acontecerá, e tão logo encontre Nogard... Bem, as coisas serão como têm de ser.
*Não falou nada, nem tentou detê-lo. Após alguns segundos, retomou a caminhada e saiu da gruta, alçando vôo ao chegar em local propício para a transformação. Não foi para o vale das fadas, e sim para onde Yeven deveria estar se recuperando. Não matou os guardas, dessa vez, apenas os pôs para dormir. Voltou à forma humana e encontrou o irmão deitado, na mesma forma que ela, completamente ferido. O acordou, tocando em seu rosto delicadamente.*

- Shh.. Não diga nada, Yeven...

*E murmurando, aproximou o rosto do dele.*

- Lhe darei as coisas que sempre quis... O trono e isso.

*O beijou, sem deixá-lo falar mais nada.*

Narrador: *Seria fácil para ela seguir o rastro de Yeven, já que passou a vida inteira com ele e conhecia como ninguém seu cheiro, principalmente depois do que o rapaz sangrou. Ele se assustou com a presença dela e, mesmo depois do beijo, disse.* O que está fazendo aqui?? Como saiu de sua prisão??

Aryaell: - Shh, maninho... Era tudo pura atuação. Não pude contar, talvez não desse certo, então tive de fingir tudo... Desculpe se o machuquei muito, eu nunca iria matá-lo...

*Roçou os lábios pelos dele.*

- Sei que quer... Eu também o quero, Yeven... Sua força, eu... Sei que é errado, mas o quero tanto...

Narrador: Ora... *Ele pareceu engolir a história, tamanho era seu ego. Deu um sorriso orgulhoso.* Eu sabia que era apenas uma questão de tempo até você perceber quem era o melhor dos irmãos Der Claws... Se fizer tudo comigo, eu posso até mesmo fazer meu pai lhe perdoar.

Aryaell: - Eu sempre soube, Yeven... Sempre soube...

*O calou com um beijo, montando sobre o mesmo. Deslizou as mãos por seus braços, prendendo-os com força contra a cama. A boca na do dragão, despejou ácido garganta abaixo, matando-o quase que na hora, quase sorrindo ao ver a agonia de Yeven -só não o fez porque usava a boca para cuspir o ácido... Soltou-o, já morto, levantando-se e limpando a boca, sem ter o menor dano com isso. Só então saiu dali e alçoou vôo, transformada, indo para o vale das fadas. Se informou com o gnomo e foi de encontro à fada.*

- Aqui estou, o quê queria comigo?

Narrador: *Yeven sequer conseguiu reagir. Seu corpo foi consumido pelo ácido em poucos momentos. Aryaell teria que tomar cuidado para deixar o covil sem ser avistada antes de se dirigir até a vila das fadas. Chegando na casa de Jessy Fairheart, a fada anciã mandou todos os outros seres ali saírem, ficando à sós com a cromática, antes de responder.*

Tyrell me contou sobre o que aconteceu e ele saiu daqui dizendo que a libertaria. Eu sinto que isso desencadeou uma série de acontecimentos sem volta. Você descobriu a verdade sobre si mesma, não? É por isso que se rebelou contra Nogard?

Aryaell: - Se sabe tanto, Fairheart, por quê me questiona? Não tenho tempo para conversas, está na hora de acabar com Nogard e sua tirania. Pule a introdução, querida, vá direto ao assunto. Não temos muito tempo.

Narrador: Eu também quero o fim da tirania de Nogard. *Respondeu a pequena fada, andando de um lado para outro.* Mas o que acontece depois? Quem governará a Montanha de Fogo? Vejo ódio em seus olhos, um ódio talvez incontrolável. Dê-me motivos para acreditar que você não será um novo Nogard quando o velho morrer.

Aryaell: - Isso será decidido depois, por Tyrell, Saskia e eu. Entraremos num acordo. E meu ódio acabará assim que fizer o mesmo com aquele cretino. Meu ódio tem um foco, Jessy, e não é o povo da Montanha ou do seu Vale.

Narrador: *A fada permaneceu fitando-a e respondeu.* Muito bem, eu acredito em você. Eu sei que é poderosa, menina, mas Nogard é um ancião. Ele é mais poderoso do que qualquer um aqui por natureza. Mas isso não quer dizer que seja invencível.

*A fada fez um sinal para que ela a seguisse e deixaram a casa, caminhando até um local na praça principal da cidade, que era bem extensa.* A festa ontem, além de parabenizá-la pelo inicío de sua fase adulta, também serviria para discutirmos sua participação no plano para derrubar Nogard. Mas eu ainda não sabia se você iria concordar ou não. Havia o perigo de você ser fiel a Nogard e revelar a ele o plano. Eu precisava ter certeza. Agora que já sei, precisamos nos apressar.

*Jessy fez um sinal e alguns gnomos e outras fadas ao redor começaram a trabalhar na praça. Logo, runas luminosas eram marcadas por aqueles seres, formando um círculo de atuação.* Faça com que Nogard pouse exatamente aqui e nossa magia o enfraquecerá. O suficiente para que você possa derrotá-lo. Acredito que você seja a única que pode fazer isso.

Aryaell: *A acompanhou, vendo as runas e sorrindo.*

- Estão prontos? Ótimo, fiquem em posição, e mande alguém avisar Nogard de que...

*Olhou para o céu, vendo o dragão ao longe, vindo em sua direção. Riu, preparando-se.*

- Acho que ele já encontrou o quê sobrou de Yeven. Fiquem à postos.

Narrador: Não! É muito cedo! *Disse Jessy, observando a gigantesca sombra do dragão se aproximando.* As runas ainda não estão prontas. Tentaremos complementar com magias à distância! *Jessy e todos os outros arcadianos correram e se esconderam ao redor. Nogard ia para o ponto onde sempre ficava para recolher os tributos, mas mudou seu curso ao avistar Aryaell na praça lá embaixo.*

*O dragão pousou à frente dela, chamas saíam de suas narinas e boca.* Aymée... Você matou meu único herdeiro verdadeiro. Agora você e todos os habitantes destas montanhas perecerão. Eu queimarei a todos, incluindo Tyrell e Saskia, e recomeçarei a linhagem Der Claws em outro lugar. Uma verdadeira linhagem desta vez. Está satisfeita? Era isso que queria desde que veio para cá? Condenar todos à morte?

Aryaell: - Que pena, papai... Sinto muito por sua perde.

*Sorriu, sem prosseguir aquele discurso, transformando-se de imediato e lançando um belo cone de ácido no rosto do cromático, "à queima-escama". Estava realmente tomada pelo ódio, e ele poderia ver isso nos olhos brilhantes da prismática.*

Narrador: *O ácido escorreu pela face do dragão vermelho. Parte de suas escamas foi derretida, mas aquilo não foi o suficiente para tirá-lo de ação. Nogard deu uma risada e depois agitou seu corpo draconiano.* Uma pena. Eu poderia usar seu poder. Devia tê-la matado quando tive a chance!

*O dragão avançou contra ela com golpes de asas e baforadas. Um embate terrível, que destruía as casas e árvores ao redor. As fadas conjuravam suas magias para enfraquecer Nogard, mas o efeito ainda não tinha muito impacto. No meio da batalha, Tyrell e Saskia chegaram ao local. Tyrell não pensou duas vezes antes de se transformar e entrar na briga contra Nogard.*

Aryaell: *Aryaell deu um urro que chegou a assustar Saskia, enquanto metia-se entre Tyrell e Nogard.*

- Tyrell, não se meta na MINHA briga.

*O afastou com a cauda, avançando contra o cromático e cravando os dentes por seu pescoço. Aproveitou para vomitar ácido nas feridas.*

Narrador: *Nogard urrou de dor com o ácido expelido por Aryaell. Ele chacoalhou o próprio corpo e a jogou para longe dele. No meio da batalha, Tyrell gritou para ela.* Como pode me pedir isto?? Não ficarei parado olhando enquanto você arrisca sua vida! *Nogard deu uma risada irônica, dizendo.* Sua preocupação é algo tocante, Tyrell. Uma pena que é demasiada tarde, já que você, ela e todos nestas montanhas estarão mortos em instantes! Nenhum de vocês é digno o bastante para ser um Der Claws!

*Saskia ficava fora do conflito, apenas ajudando os feridos da batalha, já que as baforadas e golpes atingiam as casas e pessoas ao redor. Com um golpe de cauda de Nogard, o pesado corpo draconiano de Tyrell caiu ao chão inconsciente. Nogard disse então.*

Já chega! Quer provar seu valor, sua aberração draconiana?? Então lhe darei uma chance. Mas se não conseguir me matar, cada pessoa aqui que significa alguma coisa para você irá morrer! *Ele avistou Saskia ali perto, que ainda estava na forma humana, e enrolou a moça com sua cauda, suspendendo-a ao ar.* Ataque-me com tudo o que tem! Se eu ainda estiver vivo, Saskia será a primeira a morrer!
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Re: Todas as cores do Ódio - Introdução da dragonesa Aryaell (Descontinuado)

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