A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

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A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg Mar 17, 2014 1:08 pm

[Resumo: Um goblin chamado Turik invade a casa do prefeito da Cidade do Porto e o mata. Como barganha para salvar a própria pele, ele diz conhecer um túnel que leva diretamente até o centro do reino de Altonia. Lord Cerberus, que dominou secretamente a Cidade do Porto, se interessa pela proposta do goblin e acompanha a caravana até a floresta de Altonia.]

Chegando na floresta, encontram Hurowog, soldado teraniano, que acabou de fugir do assentamento goblin. Cerberus usa Turik para fazer um acordo com o líder do assentamento e o velho goblin guia Cerberus e Hurowog através do túnel, que acaba em Altonia. Hurowog questiona os planos de Cerberus e entra em conflito com ele. Cerberus mata Hurowog e acaba descobrindo um cristal psiônico no corpo do rapaz. Ele ativa o cristal e ouve a mensagem de Lei Keylosh dizendo que todos os refugiados de Terânia devem ir até a cidade de Lagus.

Um construto guardião aparece no local e mata o velho goblin, pois o mesmo estava banido do reino. Cerberus dá o nome falso de Altair para o construto e é levado até o quartel da guarda mais próximo. Lá ele conhece a agente da Inteligência de Allagrite chamada Aline Dempsey, que o leva até o regente de Allagrite, Lorde Locust. Locust envia Aline e Altair para Porto a fim de tentar resolver a questão de modo pacífico.

Cerberus, que se trata de outra cópia, recebe Aline e Altair. O regente de Porto nega todas as acusações, o que deixa seu "irmão" Altair enfurecido. Cerberus envia uma carta à Locust propondo uma aliança entre as duas cidades. A aliança é feita. Enquanto isso, Cerberus secretamente recruta uma milícia na periferia de Allagrite para iniciar seus novos planos.]





Narrador
Os habitantes da Cidade do Porto sequer notaram a dominação de Lord Cerberus, conforme o mesmo e seus subordinados haviam previsto. Baltazar ainda mandava na cidade e - pensava ele - ainda tinha posse de todo o seu ouro, sem saber que não passava de uma marionete nas mãos dos verdadeiros novos donos. As rotas de comércio continuavam funcionando e as transações eram feitas à todo vapor. Era natural que, juntamente com as mercadorias, chegassem notícias de todo lugar. E uma notícia em particular talvez despertasse a curiosidade de Lord Cerberus.

Um comerciante cujo destino era a cidade religiosa de Domine Mathesis teve que retornar de lá com toda a sua mercadoria, pois a cidade estava fechada por período indeterminado. Buscando saber o que acontecera, o comerciante ficou sabendo que a cidade foi invadida por um grupo de hereges. Coincidentemente, o Reverendo Pride, a figura religiosa de maior peso e prestígio de lá, havia desaparecido. Não havia mais informações. A cidade tentava deliberadamente abafar o ocorrido para que a notícia não se espalhasse.

Um dia depois da chegada desta notícia, um outro fato curioso ocorreu dentro da cidade: Um grupo de goblins e hobgoblins, que havia vindo até Porto há três dias alegando trabalhar com a compra e venda de escravos, invadiu a casa do prefeito Baltazar e o tomou como refém. Exceto pelas forças de Cerberus presentes na cidade, não havia muita resistência, e o grupo daqueles seres ardilosos soube se aproveitar disso. Um serviçal chegava até Cerberus com a notícia, complementando que os goblins não queriam ouro, escravos, mercadorias ou navios. A única exigência deles era "saber quem realmente estava no poder na Cidade do Porto."

Cerberus
Cerberus passava o dia vagando, ora pela cidade, ora pelas vilas próximas a porto. Não ia muito longe, pois ocupava-se muito com as decisões a serem tomadas para a evolução da conquista em Porto.
Positivamente, ninguém ainda havia percebido a dominação da cidade, tudo bem que burburinhos começavam a crescer, pois estranhos soldados chegavam do continente destruído de Argvhal, ainda era um contingente menor, Cerberus planejava pôr sua própria escolta na cidade, seria uma mudança tão sutil que os moradores mal perceberiam. Além do mais, Baltazar era um homem fácil de ser manipulado, desde que na conversa as palavras ouro e poder estivessem em jogo ele sempre dizia sim às sugestões.

No entanto, apesar da sutil dominação da cidade, os burburinhos tinha se tornado um pouco mais avolumados do que apreciaria. Tão logo isso se fez presente. Um dia após uma estranha notícia de impedimento de transações com a cidade de Domine Mathesis, um grupo de goblins chegou até a cidade de Cerberus, e ainda fizeram de refém a sua marionete. Isso atrapalhava o jogo, mas existia algo de excitante em intervenções inesperadas. O Lorde iria a encontro deles, isso era evidente.

Cerberus estaria à porta da casa do prefeito rapidamente, vestia-se com um kimono de seda preto, com desenhos de flores perdendo suas pétalas, tais detalhes pareciam sangue escorrendo no pano negro. Consigo apenas dois guardas, que mal tinham rostos, a armadura cobria-os por inteiro, e sobre os rostos máscaras que lembravam lobos. Um deles carregava espada e o outro uma besta, cuja flecha engatilhada estava inflamada.

Sem muita cerimônia, a não ser que fosse impedido enfaticamente, Cerberus adentraria a casa, que já lhe era bem conhecida.

- Disseram-me que Baltazar está preso. Vim negociar a sua libertação!

Narrador
Era de se imaginar que os habitantes que estavam do lado de fora da casa do prefeito já haviam fugido para longe. Os que estavam dentro, como serviçais e outros funcionários, se tornaram reféns dos goblins. Como os habitantes não estavam acostumados a ver Lord Cerberus na rua, ainda mais em plena luz do dia e acompanhado de dois soldados, as pessoas se afastavam com medo, o que o permitiu alcançar a casa com facilidade. Era uma pequena mansão de dois andares, sendo que o andar de cima era um mezanino. A casa não tinha divisórias de salas, era apenas um cômodo amplo e em cada canto era administrada uma área da cidade: A mesa do tesouro da cidade, a mesa de registro de entrada e saída de mercadorias, etc.

Cerberus teria uma visão ampla da situação assim que atravessou a porta. Baltazar estava lá em cima, envolto de dois hobglobins que o seguravam, que possuíam a altura aproximada de um humano comum. Havia um goblin, de menor altura, à frente, na beirada do mezanino, que parecia ser o líder do bando. Ele fitava Cerberus lá de cima e era nítido em seus olhos que estava gostando de observar tudo de forma superior, como se ele agora mandasse na cidade. Além dele, havia muitos outros espalhados pela casa. Uma contagem mental rápida de Cerberus revelaria que havia quinze daqueles seres ali. A maioria estava no primeiro andar, ao redor de Cerberus e seus soldados.

O goblin segurava uma pequena adaga, que ele apontou para Cerberus, falando com desprezo em seguida:

- Veio negociar, hã?? E quem seria você, por acaso?? Veio representando o dono desta cidade?! Ele acha que somos idiotas! Acha que não percebemos que o senhor Baltazar aqui não manda mais na Cidade do Porto! Todos nesta cidade são muito estúpidos para perceber isto, mas ninguém engana a Turik e seus comparsas!

Turik fez um sinal com a mão para um dos hobglobins, que deu um soco na barriga de Baltazar. Turik continuou em seguida:

- Baltazar, meu amigo, não me leve a mal! Você era um bom parceiro de negócios! Nós tínhamos um negócio lucrativo, até você abaixar as calças para quem quer que esteja controlando esta cidade! Então eu pensei: Que melhor maneira de atrair o verdadeiro dono do que ameaçar o dono interino?? Nada pessoal! Espero que entenda! - O goblin deu uma gargalhada.

Cerberus
Cerberus manteve sua cabeça baixa, os soldados ao seu lado mantinham-se em guarda.

- Milorde, não é de meu feitio mentir! Baltazar é o único que manda m Porto!

Baltazar estava desesperado em cima do mezanino, e agora nem gritar podia, se debatia, tentando se safar daquela, mas a faca em seu pescoço o paralisou, os olhos dele estavam esbugalhados.

Talvez Turik não tenha percebido, mas do lado de fora da casa um burburinho começava a se formar, como se os curiosos tivessem sabido da notícia. Dentro da casa Cerberus mantinha-se como vítima das circunstâncias.

- O que hei de fazer, senhor!? Disse-lhe a verdade...está prestes a matar o líder da cidade...

Do lado de fora um homem encapuzado incitava Heitor, um político jovem, contrário a esbórnia de Baltazar.

- Entre, salvará o lider do povo e eles o aclamarão....

Narrador
Turik não notou o barulho dos curiosos no lado de fora. Estava concentrado tentando descobrir a verdade ali dentro, mas ficava claro que isso não estava levando a nada. Após ouvir o que Cerberus disse, ele segurou a cabeça de Baltazar pelos cabelos e disse:

- Bem, neste caso, eu estou assumindo o controle da Cidade do Porto!!

E, em um movimento rápido, cortou a garganta de Baltazar com a adaga, deixando que o sangue do homem escorresse do mezanino até o chão. Em seguida, ele apontou para Cerberus e disse:

- Sou o novo líder e farei as coisas do meu jeito! Nunca gostei de conselheiros! Matem--nos!!

Imediatamente, dez goblins e hobglobins que estava no andar de baixo começaram a se movimentar, cercando Cerberus e seus dois soldados.

Cerberus
Cerberus esboçou um sorriso, mas Turik não veria, pois a cabeça do Lorde estava abaixada. Ouviu o grito suíno de Baltazar morrendo enquanto suas cordas vocais eram cortadas junto com as artérias e veias do pescoço, o cheiro de sangue invadiu-lhe as narinas, era como o doce de uma maçã.

- Baltazar, não! - Estendeu a mão para onde Baltazar era morto e lágrimas rolaram em seu rosto. - Senhor, por que fizeste tal absurdo?!

Naquele momento, do lado de fora Heitor tomava sua decisão final, ele e mais quatro de seus soldados correram para dentro da casa incentivados pelo homem de capuz.

- Vamos homens ou perderemos nosso líder!

Os goblins cercavam Cerberus quando Heitor e os seus entraram. Cerberus virou-se para a entrada quando eles cruzaram a porta.

- Senhor, eles mataram Baltazar! - A voz de Cerberus trepidava, como se lamentasse muito o fato. -  Não podemos permitir!

Heitor começaria o ataque imediatamente, os guardas que seguiam Cerberus também iriam lutar, o Lorde, no entanto, estava de olho em Turik.

Narrador
A casa viraria um campo de batalha. Heitor, seus homens e os dois soldados de Cerberus, totalizando sete pessoas, enfrentariam dez inimigos, entre eles sete goblins e três hobglobins. A julgar pela falta de treinamento adequado de combate das criaturas verdes, mesmo em desvantagem numérica, Heitor e seus homens conseguiriam fazer frente aos adversários. Isto deixaria o caminho livre para Turik, que permaneceu no mezanino, enquanto cinco de seus comparsas restantes, três goblins e dois hobglobins, se posicionaram ao redor do pequeno líder para protegê-lo.

Como não havia outra saída daquela casa a não ser através da porta pela qual Cerberus havia entrado, o pequeno bando de goblins permaneceu lá em cima, torcendo para que seu grupo vencesse o embate. Turik havia caído na ótima atuação de Cerberus: Ele realmente achava que Cerberus não passava de um conselheiro e não o considerou um adversário no presente momento. Um erro que lhe custaria a vida, provavelmente.


Cerberus:
Cerberus não fazia nada, além de fitar Turik, no entanto não ria, ainda estava com a expressão amedrontada que demonstrara a Heitor. Realmente o goblin tinha sido incauto, invadira a cidade de alguém sem contingente de lutadores nenhum, achou que teria o jogo nas mãos se pegasse um simples ventriloco de poder. Cerberus olhou para seus soldados e apontou para as subidas do mezanino, mandou-os ir até lá e os seguiu enquanto o portador da besta e o espadachim abriam caminho em meio ao pequeno exercito dos monstrengos. Assim que o caminho foi aberto, Cerberus gritou a Heitor:

- Milorde, não deixe que eles fujam, capturem o protegido! - Apontou para Turik com a unha negra do indicador. - Mataram Baltazar...

Heitor estava com o ego inflado de orgulho, ele podia sentir o respeito na voz de Cerberus, ele tinha certeza, tinha sido como o encapuzado lhe falara, ele seria o Senhor de Porto agora, assim que pegasse aquele assassino o povo o aclamaria. E foi o que fez,  ajuntou seus homens e foi em direção ao mezanino, Cerberus mandou seus soldados para porta e eles a fecharam. Heitor mandou que seus homens atacassem:

- Eu quero aquele vivo!!! - Apontou para Turik. Cerberus se aproximou de Heitor, apoiou-se em seu ombro. - Muito bem, Milorde! Salvou nossa cidade!

Da boca de Cerberus saiu um gosma escura , um pequeno ponto preto que rastejou pelo cabelo de Heitor e se misturou a ele, sumindo.


Narrador:
Pouco a pouco os goblins e hobglobins eram derrotados e Turik finalmente começava a perceber o erro que havia cometido. Os soldados começaram a subir a escada até o mezanino e entraram em combate com as criaturas restantes. Turik ficou sozinho ali, sem ter para onde correr, pois a única saída da casa estava trancada. Ele olhou ao redor procurando alguma solução com os olhos e, ao não encontrar, seu olhar repousou em Cerberus.

O goblin rosnou de raiva e gritou, saltando do mezanino rumo à Cerberus, segurando a lâmina de sua adaga virada para baixo com as duas mãos e visando enterrá-la em alguma parte do corpo do "conselheiro".

Cerberus:
Heitor se aproximava de Turik para pegá-lo, empunhava uma espada e andava devagar, esse foi o tempo que deu para que o goblin pequenino tentasse matar Cerberus. Apesar de tudo o Lorde estava atento. Cerberus gritou, e deixou que o monstrengo caisse sobre ele, o goblin tinha certeza que tinha lhe cravado a adaga, no entanto, jogados no chão ele pode ouvir o riso baixo de Cerberus.

- Hahahaha...tolo monstro, jamais entre no covil de um monstro sem conhecê-lo.

Sangue saiu na adaga quando Cerberus empurrou o goblin para longe de seu corpo, Cerberus estava sangrando, mas nele existia apenas um pequeno arranhao, mas em que saia muito sangue.

- Acudam-me, esse monstro me machucou...Milorde, Heitor, deverias mostrá-lo como exemplo de sua justiça, mate-o para que todos vejam que és um homem bom, perfeito para reinar no lugar de Baltazar!

Cerberus cobrira a ferida e chamou seus guardas, apoiou-se neles. Heitor estava sobre o mezanino e inflara o peito, ele estava achando o poder que tanto procurara, ele gostava.....muito.

- Abram as portas, convidem a população, faremos justiça em nome de Baltazar, Heitor, o justo, não permitirá que nenhum agressor saia impune de Porto. Nossa cidade é a cidade da Justiça!

Cerberus riu de canto. Discretamente se retirou, assim que pôs os pés nas ruas voltou a andar normalmente.

- Maldito goblin, rasgou meu kimono! Tragam-me o corpo daquele maldito após ser executado, Sir. Mark! - Mark era o que segurava a espada, ele deu meia volta, assistiria a execução. O encapuzado se juntou a eles, revelando sua face, era o próprio Lorde Cerberus, a sua segunda cabeça.


Narrador

*Turik ficou intrigado pelo que Cerberus dissera. Aquela frase não condizia com a próxima atitude do "conselheiro". Algo estava muito errado ali, mas o goblin não teve tempo para pensar nisto. Olhou rapidamente ao redor e viu que sua trupe havia sido derrotada. Em seguida, viu Heitor ordenando que permitisse a entrada da população para linchá-lo. Em uma última tentativa para salvar a própria pele, Turik largou a adaga e apontou as mãos para Heitor, dizendo.*
Espere, Heitor! Se me poupar, eu posso lhe oferecer muito mais do que ouro e rotas de comércio! Esta era apenas uma pequena parte de meu grupo! Eu lidero um bando muito maior, que reside na floresta ao redor de Altonia! Eu posso lhe mostrar a rota secreta para lá! Você poderá ter uma fortuna muito maior do que jamais sonhou!
*Cerberus pôde ouvir Turik claramente enquanto deixava a casa. O goblin dizia a verdade ou era blefe para salvar a própria pele? De qualquer maneira, se a população realmente entrasse, nada impediria a morte do goblin.*

Lord Cerberus
As portas estavam abertas, mas a população não entrava, porque os guardas estavam na porta, no entanto, olhavam curiosamente para dentro. O burburinho era enorme.* - Agora tens medo monstro maldito?! Agora que sua morte urge à porta?! *Heitor parecia determinado, não parecia que desistiria, no entanto parou um pouco.* - Acha que vou cair nessa?! Se é verdade, me dê alguma prova de confiança. *Heitor era arrogante e ganancioso, facil de ser enganado, talvez a determinação que ele viu nos olhos não fosse realmente dele e sim da ordem que lhe tinha sido passada por Cerberus. Turik tinha conseguido a atenção dele, mesmo com a ordem do conselheiro.*

Narrador
Sim, sim, é verdade! *Dizia o goblin, que chegou a ajoelhar para suplicar por sua vida. Ele continuou, fitando Heitor.* Ora, por que eu mentiria? Para que você me matasse quando chegássemos até a floresta?? Meu bando pode não ser bom em combates, mas se há uma coisa que sabemos é encontrar passagens nos buracos mais escuros, passagens que ninguém mais sabe que existem!
*O goblin continuou falando, percebendo que prendera a atenção de Heitor e que talvez ele não o matasse até o fim da explicação.* Eu sei como entrar em Altonia através dos túneis subterrâneos, mas eu nunca conseguiria dominar a primeira cidade deles com meu bando. Todos sabem que Altonia é enorme e possuem um exército muito poderoso. Eles só não se tornaram um Império até hoje porque suas cidades são muito afastadas umas das outras.
*Enquanto explicava, Turik olhava para a entrada da casa com desespero e de volta para Heitor.* É por isso que queria as forças da Cidade do Porto! Baltazar não cedeu, mas estou vendo que você é um homem inteligente, Heitor! Você irá aceitar minha proposta, não??

Lord Cerberus
*Heitor guardou sua espada e no mezanino ele tratou de pegar uma cadeira, silenciando o local por muito tempo. Sobre o silêncio pairava apenas as vozes da multidão fora da casa. Com grande cerimônia Heitor sentou-se, como um rei.* - Você tem motivos para mentir! E apesar de dizer que não é forte, ainda assim tentou invadir Porto com esse contingente ridiculo de monstros. Eu devia matá-lo! * Nesse momento Sir Mark, que havia voltado para pegar o corpo do goblin após sua morte, saiu da casa.* - No entanto não o farei...Irei prendê-lo e iremos ao seu reduto no entardecer do proximo dia! * Heitor alisou a cadeira em que estava sentado, olhou para seus homens* - Tranquem-no, saiam pelos fundos, os cidadãos de Porto precisa receber seu novo monarca! *Turik tinha conseguido afinal o que queria. Aquela altura Cerberus estava sendo avisado por Sir Mark sobre a mudança de ideia de Heitor.* - Infernos! O maldito não sabe obedecer uma ordem sequer, devia ter conseguido um menos arrogante! *falou a sua segunda cabeça* - Sir Mark, solicite gentilmente a presença de Heitor em meus aposentos, diga-lhe que ao anoitecer o estarei esperando. *A segunda cabeça seguiu o caminho de volta à casa, ainda encapuzado. O outro continuou rumo aos seus aposentos*

Narrador
*Turik permaneceu no andar de baixo e, ao ouvir a ordem de Heitor, ele se curvou novamente.* Obrigado, Heitor! Prometo-lhe que não irá se arrepender! *O goblin seria levado em seguida e sequer ligaria caso os soldados não fossem nada gentis. Era melhor ficar com alguns machucados do que morto. Ele esperaria até o entardecer do próximo dia.* [ Se quiser fazer a cena do Cerberus com Heitor, pode descrever! ]

Lord Cerberus
*O homem encapuzado chegaria às masmorras algum tempo depois que os guardas de Heitor sairam. Ele passou sem grandes problemas e sem ser notado. Logo Cerberus estaria diante da cela de Turik, observando-o através das grades.* - Espero que estejam te tratando conforme merece, Mestre Goblin! * Cerberus sorriu e retirou o capuz* - Você me deu um pouco de trabalho hoje, mas devo te agradecer! Baltazar estava se tornando um estorvo...

Narrador
*Turik estava no canto escuro da cela, curvado e comendo com a mão o que foi lhe oferecido, caso ele tivesse sido alimentado. Ele se assustou com a voz que surgiu repentina e olhou para o homem, reconhecendo-o. O goblin foi até as grades, que ele segurou com força.* Então você queria se livrar de Baltazar! Eu não estava completamente errado... Você trabalha para Heitor?

Lord Cerberus
*Cerberus olhou-o com seriedade, que foi se perdendo em uma intensa gargalhada* - O que?! *Continuava a rir, só parou depois de algum tempo, enxugando os olhos, pois realmente estava achando-o engraçado* - És uma piada mesmo Mestre goblin, invade Porto com um contingente ridículo de camponeses e acha que conseguirá um novo acordo e depois diz que Heitor é o meu Mestre! Eu deveria tê-lo deixado morrer mesmo! *Na verdade ele tinha dito isso a Heitor, fora o monarca que decidira não cumprir, devido ao que o goblin havia dito* - No entanto, acredito que fez uma proposta muito interessante ao meu mestre! *Riu* - O que exatamente tem a oferecer?!

Narrador
*Turik permaneceu fitando Cerberus com cara de poucos amigos durante as risadas do Lorde. Entretanto, o que ele disse depois fez o goblin perceber finalmente a verdade.* Se não obedece à Heitor, então possui outro mestre! Ou você mesmo é o mestre! Turik não estava errado, afinal! Vou apresentar plano ao verdadeiro líder da Cidade do Porto!
*Turik se ajeitou, segurando as barras da cela de maneira mais firme. Cerberus tinha de olhar para baixo ao falar com ele, devido à pouca altura da criatura.* Existe um caminho secreto pela floresta que leva diretamente até Altonia! Série de túneis construídos há muito tempo atrás, não sei por quem. Túneis levam até ponto estratégico do reino, que fica a uma distância igual de todas as cidades de Altonia. Ponto perfeito para montar base, saquear e retornar todo dia.
*Turik até mesmo falava com entusiasmo.* Eu não tenho goblins suficientes para fazer isto. Não tenho um exército, mas você tem, mestre. Turik mostrará o caminho a você e tudo que pede em troca é a própria liberdade e a vida.

Lord Cerberus
* Assim que conseguiu parar de rir Cerberus deu sua atenção ao goblin, olhava-o diretamente. Cerberus não tinha lá modos tão refinados, seus pés estavam no chão e ele se portava sem se preocupar muito com o que estava ao redor, sempre parecia bem a vontade com o espaço em que estavam , apesar da prisao nao ser.* Você não é tão tolo quanto eu imaginei, foi capaz de salvar a propria vida....* o goblin contou enfim a proposta que tinha feito a Heitor, envolvia tuneis, exercitos, uma aliança com aquele povo.* - Escute-me bem goblin, por que acha que eu me envolveria com você? Seus soldados mal foram capazes de derrubar um idiota lutador de Heitor....seriam capazes de lutar ao lado de meu exercito? * Cerberus aproximou o rosto do goblin, estava com uma expressao amedrontadora* - Ou está escondendo algo de mim? NADA FICA ESCONDIDO DE MIM...* a expressao foi a de um enlouquecido em um instante, o que deu bastante enfase ao que estava dizendo, assim como sua voz firme e compassada. Olharia o goblin nos olhos e ficaria um tempo assim.* - Irei jogar o jogo...iremos com você, mas... não pense em nada que possa ferir um de nós....* Cerberus estendeu a mão para o goblin* Dê-me a mão...

Narrador
*Turik respondeu à primeira pergunta de Cerberus imediatamente.* Não! Meu bando não lutará, não somos soldados e nem fortes o bastante para isto! Mas oferecemos a oportunidade para que você o faça! Turik não esconde nada de... *E não conseguiu terminar a frase, pois deu um pulo para trás, se assustando com o modo como Cerberus havia falado.
Ainda tremendo nas pequenas pernas, Turik respondeu.* Não vou tentar ferir milorde e nem ninguém que o segue. Turik promete! Para quê quer minha mão, senhor? *Turik sabia que não adiantava muito perguntar. Já era um luxo estar vivo naquele momento. Com muito medo, ele colocou o braço para fora da grade, estendendo a mão para Cerberus.*

Lord Cerberus
*Cerberus sorriu* - Dê-me sua mão logo, goblin! * Ele segurou a mão de Turik com certa agressividade, puxando-o de encontro às grades e o mordeu bem nas veias do punho. Cerberus pegaria o sangue do goblin e o guardaria dentro de um pequeno frasco de vidro que escondeu dentro da manga de sua roupa* - Isso vai garantir que você não faça nada...*o Lorde colocou o capuz de volta* - Se tu mostrares que és um bom goblin talvez eu lhe presenteie com um bom lugar entre minhas tropas...talvez consiga proteção para o seu povo embaixo de minhas...asas *Ele riu, ironizando o que tinha dito* - Claro que eu não sou o que chamariam de um pai bondoso, mas você talvez tenha algo melhor do que sonhou durante sua vida inteira... *Aguardaria alguns instantes para que o goblin falasse alguma coisa se quisesse e logo depois partiria*

Narrador
*O goblin gemeu de dor quando Cerberus mordeu seu punho, com sua pele esverdeada. Em seguida recolheu o braço, segurando o pulso mordido com a outra mão, como um animal ferido acuado. Ele respondeu, antes de Cerberus partir.* Sim, mestre... Pode confiar em Turik. *E permaneceria em sua cela, aguardando o momento de partir para a floresta ao redor de Altonia.*

Lord Cerberus
*O sol estava a pino quando Heitor reuniu o que ele chamava agora de sua guarda pessoal. Eram quatro dos seus amigos, que ele julgava que o mlhor protegeriam. Todos eles treinavam, mas não eram tão bom assim, mas iriam com ele pela confiança. Cerberus estaria junto a Heitor, ele conseguira a confiança do homem facilmente.* - Milorde Heitor, acha mesmo que é interessante confiar neste que matou Baltazar?! *Heitor ignorou o que Cerberus disse* - Guardas amarrem a mão desse monstro, esperarei do lado de fora. *Cerberus olhou o goblin e riu, o olhar dele refletia um grande sarcasmo* - Senhor, irei com vocês! *Heitor bufou* - Faça como quiser, Milorde. *Os guardas pegariam o goblin e amarrariam suas mãos, em seguida sairiam rumo as imediações de Altonia. Dali pra frente o goblin estaria no controle. A saída da cidade foi tranquila, os cidadaos estavam perplexos com os fatos recentes, nao entendiam como aquele ser conseguira matar Baltazar.*

Narrador
*Caso a notícia tivesse se espalhado pela cidade e eles passassem com Turik na rua antes de sair, era natural que o goblin recebesse a hostilidade da população, a menos que Heitor impedisse a manifestação. Tendo suas mãos amarradas, o goblin dava direções para a caravana. Aquele era território desconhecido para Cerberus, já que ele havia vindo de outro continente. Talvez Heitor conhecesse alguma parte da floresta, caso ele tenha nascido e crescido na Cidade do Porto, mas provavelmente não conhecia muito além disso, já que diziam que a floresta de Altonia era tão perigosa quanto vasta.
Turik os guiou através de uma estrada que circundava a floresta. Ele disse para que saíssem da trilha e seguissem floresta adentro, fazendo o grupo de homens marchar entre densas árvores. Aquela posição ficava cada vez mais perigosa, pois se houvesse inimigos escondidos, o grupo seria alvo fácil. Era o cenário perfeito para uma armadilha. Turik tratava de tranquilizar Heitor e seu grupo.* Não se preocupe, senhor! Cortaremos caminho por esta trilha! Chegaremos bem mais rápido até a entrada dos túneis!
*A floresta era densa, de modo que a temperatura lá era amena e a umidade alta. Nem mesmo a luz do sol conseguia atravessar as altas copas das árvores, proporcionando uma mudança de cores no ambiente. Tudo ali ficava meio esverdeado, o que ofereceria a camuflagem perfeita para atacantes escondidos na vegetação alta. Até o momento, entretanto, nada havia acontecido.
Caso Heitor concordasse em continuar, alcançariam um descampado onde havia um pequeno curso d'água e uma formação que lembrava uma pequena piscina natural. Turik fez um sinal e disse para Heitor.* Senhor, podemos parar para descansar aqui! Seus homens precisarão de toda sua energia para atravessar os túneis!


Última edição por Admin em Seg Dez 29, 2014 11:09 pm, editado 5 vez(es)
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Re: A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui Abr 03, 2014 3:24 pm

Cerberus
*Nenhum deles pareciam preocupados com traição, achavam que estavam no controle do goblin, só pelo motivo dele estar amarrado. Heitor era novo no cargo e arrogância prevalecia sobre a sabedoria. A vantagem deles, no entanto, caminhava logo atrás do grupo. Cerberus tinha tomado suas precauções, Heitor estaria protegido enquanto lhe fosse útil. * - Milorde Heitor, descansar pode ser importante, parece que teremos um caminho um pouco grande para percorrermos ainda. *Heitor parecia não dar bola para Cerberus, mas acabou que todos pararam para descansar no local indicado pelo goblin. Cerberus iria até o goblin, que seria amarrado a uma arvore proximo ao lugar onde os cavaleiros descansavam* - Eu espero que não tenha planejado nada, seu monstrinho de merda! *Ele levaria a mão até o local da mordida* - Você não tem sua vida mais!

Narrador
*Turik pareceu estranhamente satisfeito ao ver que os homens de Heitor haviam parado para descansar naquele local. Depois que foi amarrado à árvore, o goblin ficava olhando ao seu redor a todo momento, ansioso. Ele tentou disfarçar quando Cerberus se aproximou, e depois disse.* Mestre, eu nunca planejaria nada contra você ou Heitor! Turik vai cumprir com a palavra! *O goblin suava frio, por algum motivo. Ele certamente escondia algo.*

Cerberus
*Cerberus tinha muito costume com mentiras, ele vivia cercado de homens que não queriam simplesmente morrer por terem feito algo que não foi ao seus gosto, Lordes que queriam proteger suas terras e famílias, mentira era um prato diário que o oriental engolia.* - Seu coração está acelerado pequeno goblin! E por que está suando frio?! *Ele já tinha desconfiado.* - Milorde Heitor...*falou em tom alto* -...acho bom seguirmos viagem...AGORA! *Cerberus frisou o tom de comando, Heitor fingiu não escutar, mas deu as ordens para que todos se organizassem para partir. O oriental retirou um frasco com sangue dentro de seu kimono* - Turik, seria sábio de sua parte nos levar para o local certo agora! *O sangue revirou-se dentro do frasco, Turik sentiria seu braço queimar, as suas veias ficavam negras a partir do local da mordida. Era como veneno se espalhando.*

Narrador
*O goblin gemeu, sentindo aquela dor que vinha de suas veias. Enquanto os homens se preparavam para partir, Cerberus ouviria gritos e sons de batalha em um ponto na floresta próximo dali. Havia também grunhidos de uma besta e o som de garras cortando carne. Essa mistura de sons ecoava pela floresta até o local onde eles estavam.
Não demorou muito até Cerberus perceber alguém se aproximando por entre as árvores. Era uma silhueta cambaleante, orelhas pontudas e altura mediana. A figura surgiu, saindo da sombra das árvores, e caiu de cara no chão. Era um hobglobin, com um ferimento profundo no abdômen claramente causado por garras enormes. Seus trajes se assemelhavam aos trapos que Turik usava.
Assim que se recuperou da dor causada por Cerberus, Turik fitou o hobglobin, e seu olhar denunciava que ele conhecia a agora defunta criatura.*

Cerberus
*Cerberus sorriu ao ver que o plano do goblin havia falhado, ainda que soubesse que outro mal os esperavam em seguida, visto que um dos goblins havia sido atacado* - Parece que seu plano não vai funcionar corretamente goblin! * Os cavaleiros de heitor ficaram apostos e o monarca logo atras deles, se escondendo, não era tao corajoso assim frente ao desconhecido, apenas arrogante. O oriental olhava para o lado em que vinha o barulho, não teriam como fugir, senão voltar pelo mesmo caminho.* - O que vem atrás de nós hein goblin?! Alimentaremos-no com seu corpo...*sorriu, estava excitado pela possibilidade da batalha, apesar de tudo*

Narrador
*Turik respondeu à Cerberus de forma desesperada, agitando-se sob as cordas.* Eu não sei!! Eu não sei, eu juro!! Aqui é o ponto de encontro de meu bando! Eles deveriam vir para cá! Tem alguma coisa errada e aquilo na floresta não é um de nós! Não deixe Turik nas mãos daquela coisa, eu imploro!! *Turik deveria estar realmente com medo para ter admitido que aguardava seu bando.
Não demorou muito até que os sons da besta ficassem mais próximos. Agora os urros se assemelhavam aos de um urso. Logo, mais silhuetas surgiram nas sombras das árvores e vários goblins e hobglobins apareceram naquela clareira. Mas não para realizar a emboscada e atacar o grupo de Heitor, e sim fugindo. Todos eles estavam feridos e desesperados. Assim que avistaram os humanos ali, os goblins pararam de correr, sem saber o que fazer. Não sabiam se os humanos os atacariam, mas também não voltariam correndo para a besta.
Momentos de um silêncio perturbador se sucederam, cortados apenas pelos sons da criatura que se aproximava e o ofegar das pequenas criaturas. Elas esperavam alguma ação do grupo de humanos - e de Heitor e Cerberus por tabela.*
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Re: A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter Abr 22, 2014 10:35 am

Lord Cerberus
- Medo goblin?! Pois saiba que eu o darei a criatura enquanto fugimos e escravizarei seu povo, eles saberão que é por sua culpa que sofrerão! *Cerberus aguardava ansioso, viu os goblins saindo do mato com cara de quem viu a pior das montruosidades, era divertidissimo ver que a emboscada tinha se virado contra eles, mas agora estavam sob a mesma ameaça. * - O que quer que eu faça?! Você conhece a floresta! Leve-nos daqui seu incompetente! *Heitor e seus cavaleiros se viram estremecidos ao perceber a grande quantidade de goblins, no entanto, ao ve-los amedrontados se seguraram um pouco. * - Conselheiro, temos que sair daqui imediatamente! *Cerberus virou-se a Heitor, quase rindo, mas conseguiu segurar* - Sim, Milorde! è o mais adequado! *Heitor procuraria um possivel caminho que estivesse inverso ao caminho em que o monstro estava vindo e seguiriam por ele correndo. Atrás, Cerberus agora é quem cuidava do goblin, ele não o deixaria fugir. O agarrou pelo braço e o saiu puxando, andando depressa*

Narrador
*Ao ver que os humanos não os atacariam, os goblins feridos correram floresta adentro, desaparecendo de vista. Havia uma pequena trilha por entre a floresta densa que Heitor poderia pegar que era na direção oposta ao avanço da criatura. Supondo que já tinham certa vantagem de distância para a besta, eles conseguiriam despistar a ameaça. Turik era praticamente arrastado por Cerberus, já que não conseguia acompanhar a corrida do lorde, devido às suas pequenas pernas.
Alcançariam outro descampado em um terreno elevado, de onde era possível ver grande parte da floresta por cima. Os sons da besta desapareceram, assim como qualquer rastro da mesma. Assim que percebeu que estavam fora de perigo, mesmo se ainda estivesse sendo segurado por Cerberus, Turik recuperou o fôlego e apontou um ponto na floresta, dizendo.* Ali! Ali é a entrada para o túnel! Mas agora há um monstro na floresta!

Lord Cerberus
*Todos seguiriam o caminho, liderados por Heitor, em sua mente a imagem do goblin morrendo, era como contos de terror para uma criança. Logo eles estavam a salvo, pelo menos aparentemente* - Tunel? *Riu* - Você espera que eu acredite nisso Turik? Você quer que depois de tentar emboscar todos nós, acreditemos que esse lugar nos levara até Altonia!*Heitor que estava um pouco ofegante aproximou-se e colocou sua espada na garganta do goblin* - Por quê eu não lhe mato agora? Tentou me trair trazendo a todos para a boca de um monstro! Onde está o resto de vocês, não iremos a Altonia mais, iremos caçar goblins!

Narrador
*O goblin se encolheu ao sentir a lâmina de Heitor em sua garganta. Ainda tremendo, ele respondeu.* E-eu não sabia da criatura, eu juro!! E-eu apenas queria me encontrar com os de meu bando e depois os levaríamos até a entrada do túnel! O túnel existe, senhor!! *Cerberus percebia que a parte de Turik sobre "se encontrar com seus amigos" era mentira, mas ele falava a verdade quanto à criatura e o túnel. Turik complementou.*
Vocês matariam Turik de qualquer maneira depois de descobrir o túnel, não matariam? Turik não é bobo! Mas agora todos estão em perigo por causa da criatura! Deixe-me ajudá-los a matar a besta e depois eu os levarei até o túnel!

Lord Cerberus
- Não seja ridículo, monstro! Acha que minha mãe me pariu sem cabeça? *Heitor precipitou a espada no pescoço do goblin e parou quando começou a sangrar* - Milorde...*Cerberus sorriu com malícia, mostrando sua satisfação. O goblin veria que ela não se importava se matassem ele* - Acredito que Turik terá uma proposta atraente para nós...Por que não forjamos uma aliança?! Soube que goblins podem ser excelentes espiões, ou no caso desses coletores...tenho certeza que ele terá prazer de nos apresentar à sua tribo e os fará nos pagar uma pequena parcela pelo nosso protetorado, por exemplo, as criaturas que mataram alguns agora pouco...*Apesar de deliciosamente divertido, seria bom começar a ter um pouco mais de influência nas proximidades da cidade...criaturas vivas, em geral, são mais úteis que mortas.* - Então Turik...o que nos diz?

Narrador
Sim! Sim, claro! *Turik aceitou a proposta imediatamente, principalmente depois que o primeiro filete de sangue escorreu pela pressão da lâmina em sua pele.* A tribo de Turik pode espiar nas redondezas, informar sobre todas as ameaças e pagar uma quantia para Heitor! Heitor pode ficar com Altonia toda para si! Peço apenas que deixe Turik e o que restou de seu bando com vida!
*Caso Heitor confirmasse o acordo, Turik estaria pronto para leva-los até o túnel. Seria um bom lugar para acampar caso os homens decidissem fazê-lo, pois o terreno era elevado e sem nenhuma árvore em volta. Restava saber se tinham um plano para enfrentar a ameaça na floresta ou se partiriam imediatamente.*

Lord Cerberus
- Sim, é claro que vai! *Disse Heitor com determinação, retirando a espada do pescoço do goblin. Cerberus riu e amarrou as mãos e os pés do pequenino, os nós estavam bem apertados, para que ele não conseguisse se mover muito.* - Ficaremos aqui...*Heitor começou a dizer mas foi interrompido por um pigarro do Lorde* - Queira me perdoar senhos, mas acredito que não seja tão confiável esse local, estamos totalmente descampados aqui e ainda há um monstro na floresta. Talvez um local mais escondido....*Heitor ponderaria durante um tempo* - Aqui está ótimo, Conselheiro. Das coisas de guerra eu entendo, então apenas cuide de fazer esse goblin nos colocar na direção certa! *Cerberus sorriu, mas não era bem isso que tinha em mente, Heitor estava mais teimoso que o antigo monarca, infelizmente era necessário* - A seu gosto, milorde! *O oriental pegaria o goblin pela corda e o arrastaria para as proximidades do tunel, onde montaria a barraca em que ficaria* - Goblin, é melhor não ter outro ataque, dessa vez eu não irei te puxar para salvar...*sorriu amigavelmente, deixando-o lá e indo conversar com a Guarda do monarca*

Narrador
Sem ataques, meu senhor! Sem ataques! *Reafirmou Turik, enquanto era arrastado por Cerberus. O Lorde notaria que as coisas haviam se acalmado na floresta. Não havia pássaros fugindo em voo ou criaturas correndo, apenas um silêncio perturbador. Enquanto montava a barraca, o goblin traiçoeiro foi incapaz de manter a boca fechada e dizia.* Você é o Conselheiro e é muito mais inteligente ou capaz que Heitor. Devia matá-lo, tomar o lugar dele. Turik o ajudaria! Conselheiro poderia entrar em Altonia sozinho!
*Antes que Cerberus pudesse voltar para o acampamento de Heitor, uma voz próxima respondeu ao goblin.* Pena que não vai poder contar com os seus amigos, seu goblin nojento! *Um homem se aproximou. Tinha os cabelos castanhos nos ombros e barba. Tinha algo aceso na boca que lembrava um charuto, mas devia ser algo que ele encontrara na floresta e enrolara. Trajava um uniforme militar azul escuro que já estava completamente sujo e ele havia rasgado as mangas da parte de cima. O brasão no uniforme continha dois leões, um olhando para o outro, e uma coroa no topo.*
[Imagem rápida só pra saber como é o jeitão dele, depois procuro uma melhor: http://pmctvline2.files.wordpress.com/2012/09/opieblog.jpg]
*

Lord Cerberus
- Não seja tolo, monstrinho! Você não entende coisa alguma sobre política, então apenas se aquiete! Lembre-se que você foi tolo o bastante para invadir a minha cidade! *Cerberus riu. Ele não iria montar a própria barraca, chamaria a Guarda para fazer isso, mas foi interrompido por uma voz, em seguida por um homem estranho. O Lorde o olhou de longe, ajeitou os cabelos e riu* - Não deve tratar os prisioneiros dos outros assim, isso compete a mim! *Cerberus não parecia intimidade, apesar da aparição repentina, ele não se sentia ameaçado por nada, ou melhor, por poucas coisas. Era um tanto confiante demais e isso se transformava em uma aura de arrogância nesses momentos em que deveria estar surpreso* - Você deveria ter mais cuidado ao entrar em acampamentos, existem soldados que se assustam muito fácil e matam muito rápido! *O tom era de clara ameaça*

Narrador
Oh, é mesmo?? *O homem barbudo respondeu, dando uma risada e se aproximando de maneira tranquila. Ele deu um último trago no que estava fumando e jogou a ponta em uma direção, ameaçando iniciar um incêndio na floresta. Depois deu uma olhada nos soldados e fitou Cerberus, dizendo.*
Eu adoraria testar isto, mas, sabe como é... Estou sozinho, perdido nesta floresta e longe de casa. Talvez não seja uma boa hora para fazer inimigos. Exceto por esse seu prisioneiro asqueroso. Os amiguinhos dele me capturaram, mas eles não esperavam pelo ataque da fera. Ah, só um minuto.
*O homem então foi até uma árvore próxima, abaixou as calças ligeiramente e urinou no tronco. Enquanto fazia isso, acenou com a mão livre e continuou falando.* O nome é Hurowog, muito prazer. Eu sou de Terânia... Quer dizer, era. Muita merda aconteceu lá.

Lord Cerberus
*Cerberus nem responderia à provocação, o homem sabia que não estava em vantagem mesmo se apresentando petulante daquela forma. O Lorde fez menção de sair dali, acreditava que ele não tentaria nada demais nem mesmo com o goblin, uma vez que já lhe tinham dito que estava sob a guarda daquele grupo, no entanto se deteve, o homem tinha conhecimento sobre alguma coisa, e Cerberus apreciava informações* - Por acaso isso é um pedido para lhe deixar vivo?! *Fez uma pausa, observando que o homem urinava* - Seus modos são tão encantadores que ganha cada vez mais credibilidade....no entanto, você ganhou minha atenção...estou certo que talvez interesse à monarquia de Porto!
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Re: A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qua Maio 21, 2014 4:13 pm

Narrador
Porto?? Onde fica isso?? *Respondeu o homem, ajeitando as calças enquanto voltava para perto de Cerberus.* É, bem... Eu não costumo admitir, mas... Preciso de ajuda para me localizar nestas terras. Eu não sei onde diabos estou e você parece ser um homem bem informado, até mesmo perigoso. Seus homens não conseguiriam me fazer suar, mesmo se quisessem, mas você, meu amigo... Há algo em você, não consigo dizer o quê exatamente.
*Deu uma cusparada em um arbusto próximo. Modos ou higiene realmente não eram seu forte.* Preciso ir até um lugar chamado Lagus, uns amigos meus estão me esperando lá. Então eu proponho o seguinte: Eu te ajudo a fazer seja lá o que pretende nesta floresta, principalmente se isto envolver torturar este goblin... E você me ajuda a sair daqui. De acordo? Ora, vamos, é um ótimo negócio para você. Eu sei lutar e sei onde ficam as emboscadas destes goblins nojentos.

Lord Cerberus
- Oras....lhe dei mais valor do que merece! Nem ao menos sabe por onde andas...*Cerberus ajeitou o kimono e torceu o rosto com aqueles modos, o Lorde não fazia o tipo nojento, mas não suportava certos modos grotescos e o homem parecia-lhe um troglodita* - Admitir o erro é um bom passo, teria sido mais inteligente se tivesse pensado em sua fraqueza antes de se revelar....*Cerberus riu* - Oras....*olhou-o de cima a baixo senhor...*a palavra saiu em tom desdenhoso, como se o tratamento não coubesse mesmo ao homem* -...devo presumir que é um vidente? *Riu, a arrogância escorrendo por entre seus poros*

Heitor se aproximou deles, com dois de seus guardas com as espadas desembainhadas* - Encontrou um parceiro, Conselheiro? *Heitor riu em deboche. Cerberus o ignorou*- Milorde, imagino que os modos de nosso convidado o agrade mais...*Sorriu, mas não deu espaço para que Heitor respondesse, pois continuou seu discurso* - ... esse tolo apareceu em nosso acampamento. Acredito que estamos com sorte, os prisioneiros não querem nem mesmo lutar, apenas se entregam* Cerberus ainda não tinha vasto conhecimento sobre o continente, Lagus era um nome familiar, mas não tinha fixado em sua mente rotas ou meios de viagem até lá. Não costumava cortar um queijo do meio para as beiradas. O Lorde ficou observando o homem, enquanto Heitor permanecia em silêncio esperando que o Conselheiro desse algum veredicto.* - Ele nos oferece como troca por sua vida a ajuda enquanto estivermos na floresta....*Cerberus parou de falar, dando a Hurowog o tempo para se explicar a Heitor*

Narrador
Hey, hey, esperem um minuto! *Disse Hurowog, erguendo os braços.* Eu não sou prisioneiro de vocês e nem dei minha vida em troca de ajuda! Eu apenas quero sair desta maldita floresta e talvez possa ajudar vocês a bater em alguns seres indesejados enquanto saímos. *Hurowog olhou de relance para Turik, que ainda estava amarrado. O goblin disse.*
Meus senhores (referindo-se a Cerberus e Heitor), a entrada do túnel está no caminho a frente. Turik os leva até lá, como prometeu! Turik e seu bando não poderiam proteger a entrada com força bruta. Por isso, Turik camuflou a entrada do túnel. Apenas eu sei o ponto exato! *Hurowog interferiu, dizendo.* Vocês devem estar loucos se pensam em seguir o que esse asqueroso está dizendo! O bando dele me capturou. Ele está obviamente levando vocês para uma armadilha!

Lord Cerberus
*O Lorde olhou Hurowog com intensidade* - Talvez você dê um bom bobo da corte! Acha que conseguiria sair daqui com vida? *Cerberus não tinha o intuito de matar ninguém, estava se divertindo com a situação apenas. Heitor tirou empunhou a espada* - Não acho que devemos acreditar nesse homem! *Cerberus observou Heitor* - Um aprendizado sábio é confiar pouco em todos, milorde! Creio que nenhum desses dois têm o suficiente para nos causar problemas, mas a floresta pode fazê-lo! Sabemos que existe algo que espantou os goblins andando por aí. Manter Turik sob nossa posse é primordial, ao que parece a vida dele é importante pra seu povo, viera busca-lo afinal. Quanto ao...*olhou com desdém para Hurowog* - .... Sr. Hurowog, é certo que não merece a gratuidade de nossa violência, apesar de...*Cerberus caminhou para perto de Hurowog e olhou-o bem nos olhos* -...Espero que o Sr não esteja mentindo pra mim....sabe que está em menor número não é? *Hurowog sentiria uma aura negra que dava peso ao ar quando Cerberus se aproximasse, era como estar só no escuro, ouvindo barulhos de passos ao seu redor*

Narrador
*Hurowog permaneceu parado fitando Cerberus. Gotas de suor lhe escorreram pela testa. Embora tentasse não demonstrar, a aura negra do Lorde causava medo nele. Observando-o de perto, Cerberus podia perceber que Hurowog não era tão velho. Pelo contrário, exceto pelo cabelo e barba, ele parecia muito jovem. Teria mesmo toda a experiência em combate que ele disse ter? Ele respondeu, olhando para outra direção.*
Claro que sei, seu medonho! Eu consegui escapar de um bando de goblins, mas não seria capaz de enfrentar todos vocês sozinho. Ouçam, não me importa para que vocês estejam nesta floresta. Eu não estou aqui para impedi-los e nem para julga-los. Eu era um bom moço em Terânia... Na medida do possível... E para quê? Fui perseguido lá e tive que fugir porque o idiota do comandante das tropas tentou tomar o poder. Ele está em Lagus agora e, enquanto eu não for lá para acertar as contas com ele, eu andarei com vocês. Tudo bem? Ótimo! Peça ao seu amigo para guardar a espada. *Disse Hurowog, referindo-se à Heitor.*
*Turik aguardava a decisão, pronto para indicar o ponto exato a eles caso decidissem prosseguir. O local ficava quase nas cercanias da floresta, próximo dos grandes muros que cercavam Altonia.*

Lord Cerberus
- Não blefe...não seria capaz nem de passar pelo nosso pior lutador! *Cerberus se afastou de Hurowog.* - De qualquer forma suas habilidades não me importam. O que gostaríamos de saber é sobre como chegou aqui e o que sabe do lugar para onde vai! *O Lorde fez um gesto para Heitor, dizendo-o que podia guardar as armas. Cerberus começava a achar que aquela viagem em grupo fora uma tolice, antes tivesse somente ele e o gnomo, goblin...seja lá o que aquele monstrinho fosse* - Na certa se você foi perseguido era porque não foi tão bom moço assim....*Heitor e os guardas colocaram suas espadas nas bainhas, um deles voltou aos afazeres, deveriam preparar o acampamento* - Heitor, como monarca a decisão é sua! Assegurarei-me de ambos que se encontram aqui...*Heitor olhou com desconfiança, não conhecia muito bem Cerberus, somente que o posto de Conselheiro lhe fora dado assim que chegara à Porto, não sabia do que ele era capaz e não conseguia se lembrar por que o mantinha no cargo* - Bem...será sua responsabilidade, Conselheiro. Tudo que eles fizerem será sua responsabilidade e responderá juntamente a eles...*Cerberus deu um pequeno sorriso, abusando da tolice de Heitor* - Com toda certeza, milorde! Agora, se me permite...gostaria que um de seus guardas montasse minha barraca naquele lugar! *Apontou perto do local onde o goblin estava amarrado* - Hurowog poderá ajudar...tenho certeza! *o monarca não pareceu dar muita atenção a Cerberus, deu as costas e voltou para perto dos servos, onde eles arrumavam uma fogueira e uma tenda*

Narrador
Está de brincadeira? Acha que eu montarei barrac... *Reclamou Hurowog, e apenas um olhar daqueles de Cerberus seria o suficiente para que o jovem mudasse de ideia rapidamente. Ele foi ajudar o guarda a montar a pequena tenda, mas acabou fazendo sozinho por saber montar mais rápido e de maneira mais eficiente. Se não fosse um bom combatente, pelo menos possuía habilidades de sobrevivência. O goblin, que não era nenhum santo, dava pequena risadas enquanto observava o rapaz fazendo a vontade de Cerberus, sem saber que ele mesmo também estava sendo manipulado pelo Lorde. Todos ali estavam e ninguém havia se dado conta.*
*Assim que terminou, Hurowog fitou Turik e depois Cerberus, dizendo.* Posso bater nele, só um pouco? Você disse que precisa dele vivo, mas não inteiro. Bem, como eu estava dizendo, eu vim do reino de Terânia. Eu fazia parte de um grupo de treinamento especial lá. A filha do comandante, aquela delícia, treinava lá também. Mas o pai dela foi burro o bastante pra invadir o prédio dos juízes do reino e tentou tomar o controle. Aí a Inquisição veio em peso e eles perseguiram todos que tinham alguma ligação com o comandante. E eu fui idiota de apoia-lo. Se eu soubesse que acabaria em merda, nunca teria apoiado aquele lunático. *Após uma indiscreta coçada no saco, ele continuou.*
Eu fugi sem saber para onde estava indo. Já viu um daqueles agentes da Inquisição? São implacáveis! Eles me perseguiram por dias, mas acabaram desistindo quando cheguei nessa floresta. O comandante enviou uma mensagem para todos dizendo para se encontrarem em Lagus e que nos buscaria se acionássemos nossos cristais psiônicos. Sabe o que é um cristal psiônico? *Hurowog meteu a mão no bolso da farda e retirou um pequeno cristal bruto de cor púrpura.* Eu ainda não ativei o meu e acho que não irei.

Lord Cerberus
*Cerberus sumiu durante algum tempo em que Hurowog armava a tenda, tinha entrado pela floresta e ido verificar e certificar que ficariam seguros e ninguém sairia dali. Após algum tempo retornou e antes de chegar à sua barraca conversou alguma coisa com os guardas de Heitor. Ao se aproximar Hurowog lhe propôs a pequena vingança contra Turik* - Hum...posso pensar a respeito, talvez alguns pequenos cortes nos braços, uns tapas na cara não o machuquem tanto...ele merece, mas antes quero que me conte o que sabe sobre o povo goblin, afinal ficou preso com eles algum tempo não é?! Acaso sabe onde fica o acampamento deles?* Cerberus sentaria no chão em frente a tenda, estava tranquilo, sem aquela aura tão obscura o rondando* - A sua única tolice foi ter ficado para trás, meu caro...ou talvez por ter pensado mais com o saco do que a cabeça...na certa não apoiou o levante por causa da ideologia de seu comandante.* Fez uma pausa observando os modos do homem* - Nunca vi Inquisição alguma, mas estou certo que eles não são nada comparados aos generais do local de onde vim...A Morte é uma libertação quando se está na presença deles.* Cerberus olhou para a pedra, levou o corpo a frente com certo interesse* - Jamais vi um desses! O que isso faz? *o Lorde tinha uma vaga ideia do que era, mas em Argvhal os cristais eram usados para outras finalidades, amplificações de poderes, rituais, não para ser um continente de energia*

Narrador
*Respondendo ao que Cerberus havia perguntado sobre o acampamento goblin, Hurowog apontou uma direção, respondendo.* Eles andam em pequenos grupos pela floresta, mas o acampamento maior fica naquela direção, passando por um pequeno rio e depois de um gigantesco pinheiro, em uma depressão do terreno. *Turik falou lá de onde estava amarrado.* A árvore é um carvalho, seu humano ignorante! Os olheiros ficam na copa das árvores e lançam redes nos invasores! Foi assim que você foi capturado!
*Depois, sobre o comentário de Cerberus, o rapaz respondeu, sentado sobre um tronco à frente da tenda.* É... talvez tenha sido por causa da filha gostosa dele. Ela tem os olhos puxados como você. *Hurowog jogou o cristal para Cerberus, respondendo.* Não sei te dizer os detalhes técnicos, mas eu sei que essa coisinha aí permite aos soldados teranianos conversarem entre si mentalmente e saberem a localização uns dos outros. Se ele for acionado, provavelmente o comandante, ou melhor... Ex-comandante, saberá onde estou. Eu já tentei usá-lo para ir até o comandante, mas não consegui. O cristal não emite nenhuma direção. Deve ser porque está longe de Terânia. *O rapaz deu de ombros.*

Lord Cerberus
- Entendi...Os goblins são nômades Turik?! *Cerberus perguntou observando o cristal em suas mãos* - Então você se deixou ser pego por goblins que atiram redes de cima de uma árvore. Certo! *Riu.* - Não tenho dúvidas que foi pela filha gostosa dele, mas você sabia que não tinha nenhuma chance com esses modos! * O Lorde iria apenas mexer na pedra, não infundi-la em sua energia, acaso fosse percebido antes da hora isso poderia causar desafios desnecessários* - Que tolice! Como uma pedra dessa lhe foi confiada então se não sabe ao menos usá-la!? *Jogou a pedra de volta ao homem e riu* - Seu valor ao comandante talvez seja ter ficado de isca para trás, para deixar os Inquisidores perdidos. *Se levantou do chão* - Dê-me sua mão Hurowog! *Esperaria até que o homem obedecesse*

Narrador
*Turik respondeu rapidamente.* Sim, a maioria são, mestre. Mas meu bando decidiu instalar-se nesta floresta. É mais seguro. Turik queria enriquecer o bando, por isso fui até a Cidade do Porto negociar a entrada secreta para Altonia! *Hurowog fez uma cara insatisfeita e disse.* Ouça, eu estava cansado da fuga, está bem?? Parei para dormir perto do acampamento deles. Os covardes nojentos me capturaram no meu sono.
*Hurowog pegou o cristal de volta, guardando-o.* Sim, talvez eu tenha servido de distração para a Inquisição. O comandante vai pagar por isto, se for verdade. *Olhou com uma cara desconfiada para Cerberus.* Ei, eu apenas disse que você tem os olhos daquela gostosa. Isto não significa que quero me casar com você! Por que está pedindo minha mão??
*Ele estendeu a mão para Cerberus mesmo assim. Não sabia se era medo ou influência daquele homem. Valia a pena lembrar que Hurowog não lavou as mãos após urinar há horas atrás.*

Lord Cerberus
- Goblin, eu simplesmente não sei nem como você entrou na cidade, foi uma tentativa ridícula! Mas há males que vem para o bem! *Cerberus segurou a mão de Hurowog, sorriu* - Você é muito espirituoso, Senhor! Realmente foi uma piada divertida...*Como tinha feito com Turik antes, ainda na prisão ele o mordeu repentinamente, segurou a mão dele bem firme para que ele não a recolhesse de volta* - Perdoe o mal jeito...estou sem uma adaga. *Riu. Do sangue que escorria da mordida Cerberus recolheu uma pequena quantidade* - Bom, se vamos permanecer juntos, acho melhor começar a tomar banhos...*complementou a piadinha de Hurowog feita anteriormente. Ele mostrou o pequeno frasco de sangue e o guardou em seguida* - Bem....de manhã sairemos para visitar os goblins!

Narrador
*Assim que sentiu a mordida, Hurowog recolheu o braço para trás, soltando um pequeno gemido de dor que mais parecia um rosnado. Cerberus teria tempo de recolher o sangue mesmo assim. O rapaz disse.* Está maluco?? Você morde todo mundo que conhece??
*Ele se levantou, ainda nervoso pela mordida.* Esqueça o banho! Ficarei longe de você! Alguém me acorde quando estiverem partindo pela manhã! *E se afastou, ficando em outro lugar para passar a noite. Turik observou Cerberus, comentando.* Mestre, o senhor retirou meu sangue e agora o sangue daquele humano. Sangue é importante para você, não é? Haverá muito sangue para pegar em Altonia, senhor!

Lord Cerberus
- Às vezes eu os como também! *Riu fazendo uma expressão de pena.* - Quanta moleza, não aguenta uma mordida, e ele ficou com raiva só porque o mandei tomar banho! * Ele ficou sério novamente ao ver o homem se afastar* - Não ouse fugir, homem, ou irei matá-lo! Eu sou pior do que Inquisidores, tenha certeza! *Virou-se para a barraca e aguardou para ouvir Turik* - Goblin, iremos render seu povo, sua família serão os servos de Heitor e vocês irão me servir...garantirei que não haverá mais nenhuma emboscada ou outra invasão ridícula. Aí então terei certeza de onde me levará...ou acha que sou idiota?! Você quer nos levar direto ao ataque do exército de Altonia, acredito que esse seja seu plano...*Ouviu o que ele ouvira do sangue e de um sorriso* - Você acha que sangue é importante pra mim? Não, sangue não é importante pra mim...é importante para vocês! *Deixou apenas essas palavras pairando no ar e entrou pra tenda*

Narrador
Não, mestre, essa não é a intenção de Turik! Não tenho acordos com ninguém em Altonia! Eles são fortes e mantém os goblins longe de suas fronteiras! *Turik dormiria ali mesmo, amarrado, enquanto a noite invadia a floresta. Talvez Heitor quisesse deixar soldados de vigília, caso a besta atacasse novamente, mas não haveria qualquer sinal da fera até o amanhecer.*

Lord Cerberus
- Não mesmo, goblin, não mesmo! *Finalizou Cerberus já de dentro da tenda. Heitor deixaria dois guardas de vigília divididos em turnos, e é claro, ele não participaria de nenhum. Na verdade Heitor estava intrigado com os fatos naquele dia, estava satisfeito de sua primeira atitude como monarca ser uma prisão, mas por que ele quis vir até Altonia?! Ele dormiria um pouco durante a noite, mas a maior parte do tempos esses tipos de pensamentos ocupavam sua mente. Cerberus teve uma excelente noite de sono, mas como de costume se levantou cedo e tomou providências quanto aos preparativos que deveria fazer.Ao amanhecer foi ver se tudo estava certo no acampamento, ao que parecia nada de estranho havia acontecido. Verificou o goblin e procurou Hurowog, depois iria até a tenda de Heitor, conversaria com ele e era certo que o monarca concordaria em irem até os goblins. Cerca deuma hora após o amanhecer todos seriam acordados para tomarem o desjejum e partirem finalmente*

Narrador
*Hurowog estava lá, entre os homens de Heitor, com algo enrolado e aceso na boca, perguntando a todos se alguém ali tinha alguma bebida alcoólica. Turik havia acordado pelo barulho do acampamento e agora estava salivando de fome, observando a todos comerem.*
*Partiriam então. Hurowog ia dando as direções, mas o senso dele era horrível. Sempre quando ele se perdia, bastava apenas pressionar Turik e então estariam no caminho certo de novo. Chegaram até o pequeno rio que ficava à frente da grande árvore de carvalho. Antes de atravessarem o rio, Hurowog fez todos pararem, apontando o curso raso da água.*
Parem!! Há armadilhas embaixo d'água. Quando você ia nos contar sobre isso, seu goblin maldito?? *Turik ergueu os ombros, até onde conseguia, respondendo.* Turik não sabe o local exato de cada armadilha de seu bando! É impossível saber!

Lord Cerberus
*O Goblin seria alimentado a mando de Cerberus, tudo bem que não seria nenhum prato especial, mas mataria a fome. Assim que partissem Hurowog estaria coo guia, apesar de ter o senso de direção de um morto vivo* - Agora percebemos porque você foi uma presa fácil! Mal consegue refazer o caminho que fez há um dia atrás! *O lorde suspirou. Turik estaria junto com ele, sendo puxado por uma corda, como um animal doméstico.
Após andarem durante algum tempo se perdendo e achando outra vez, eles finalmente chegaram ao local. Cerberus desamarrou Turik* - Que peninha, goblin, se você soubesse iria sofrer menos, não é mesmo! *O Lorde sorriu, Heitor e os guardas sentiram também aquela sensação de vingança quando o Conselheiro insinuou o que seria feito*

- Veja bem Goblin, você vai na frente e verifica onde estão as armadilhas pra gente! Só espero que não tenham feito nada letal! *Cerberus pegou o frasco que continha o sangue do goblin e aguardou.* - Espero que não tenha nada contra ao pequeno favor que lhe peço! *Mostrou a ele o frasco de sangue* - Coloque a suas roupas nele e cubram seu rosto com um elmo... vamos ver o que acontece!

Narrador
*Conforme Cerberus ordenara, Turik foi vestido com as roupas de um dos soldados, incluindo o elmo. Todo o traje ficaria enorme nele e ele andaria de forma desengonçada, mal enxergando para onde estava indo. O goblin movia os braços e falava palavras de um código provavelmente combinado entre os de seu bando, tentando avisá-los de sua presença.
No meio da travessia do rio, o goblin gritou de dor depois que um som metálico de gatilho foi acionado. Havia uma armadilha de urso no fundo do rio de águas rasas. A perna do goblin ficou presa, mastigada pelas mandíbulas metálicas. Hurowog deu uma sonora risada e movimento nas árvores próximas era ouvido. O assentamento goblin provavelmente já sabia da presença deles ali.*

Lord Cerberus
*Cerberus, apesar de gostar de um pouco de sofrimento alheio, naquele momento não achava graça, suas pretensões envolviam mortes, mas só as necessárias, gostava do modelo utilitarista das coisas. Preso na metade da travessia o goblin não lhe serviria muito - É uma grande merda! Precisamos saber qtos estão ali, apesar de idiotas eles conhecem melhor o terreno! *Suspirou* - Se quer algo bem feito, faça você mesmo! Goblin idiota...Hurowog, resgate o monstrinho, já que eles não se revelaram os tirarei da toca! *Cerberus sempre achava idiotice utilizar energia sem um bom motivo e obrigar goblins a servi-lo não era algo tão nobre, eles não pareciam muito úteis, no entanto não queria arriscar a caravana, pois essa sim era importante para seu trabalho em Porto.* Fiquem aqui, os chamarei quando for oportuno, e não sejam capturados! * Cerberus se afastaria, conforme ia se afastando, seus cabelos negros iam deslizando pelo chão, como se fossem matéria liquida, logo outro Cerberus tomou forma.* Oh...que desperdício...terei que me alimentar....* Os dois se desmancharam em massa negra e como uma víbora foram rastejando para dentro da água, alcançariam o outro lado rapidamente e permaneceriam naquela forma, iriam verificar os arredores, desarmando armadilhas e verificando o contingente de goblins em vigia, os que estivessem muito separados dos grupos seriam atacados, desmaiados, para que não interferissem.*

Narrador
Agora vou ter que salvar este merda? Excelente... *Reclamou Hurowog, enquanto ia até ali para abrir as mandíbulas metálicas e retirar Turik da armadilha. As duas formas sombrias de Cerberus seriam mais do que suficientes para desarmar todas as armadilhas do perímetro e anular todos os sentinelas goblins. Uma porção deles estava escondida entre os arbustos próximos, segurando zarabatanas com dardos envenenados, e outra porção na copa das árvores, onde tinham flechas apontadas para Heitor e seus homens. Em alguns minutos Cerberus seria capaz de anular todas as defesas do perímetro. Caso ele retornasse para perto do grupo, veria Hurowog carregando Turik no ombro, pois agora o goblin sequer conseguia andar. O caminho para o assentamento goblin estava livre.*
*Os goblins ali viviam em pequenas cabanas em uma parte convexa do terreno, uma "cratera" no meio da floresta. A maioria deles se escondeu em suas cabanas apenas observando o grupo de Heitor adentrar. (Ou quem quer que tenha entrado de fato.) Alguns murmuravam o nome de Turik e o fato de ele ser prisioneiro daqueles humanos. Um dos goblins, que parecia mais velho e experiente, se aproximou e disse, olhando para Turik.* Turik, vejo que não retornou sozinho de sua viagem até a CIdade do Porto.

Lord Cerberus
*Cerberus logo colocaria muitos guardinhas para dormir. Após achar que estava tudo em segurança voltaria a tomar a forma normal, dispensando o outro da mesma forma como o tinha trazido à vida. Chamaria a todos para entrarem na tribo. Se colocaria ao centro da tribo e falaria em tom alto* - Goblins, o monarca de Porto exige a presença de seus líderes, venham até nós. *Era uma parte do show que o Lorde adorava, ele aguardou até que alguém se aproximasse e este se dirigiu à Turik. Heitor já estava ao lado do Conselheiro, Heitor sorria, achando que a conquista era um grande feito, mas Cerberus apenas se deliciava com a sensação da conquista, que apesar de pequena lhe era gratificante. Heitor começou* - Líder Goblin, como prova de boa fé de Porto, após a invasão de alguns do seus em nossa cidade e o assassinato de nosso monarca, oferecemos a rendição de seu povo. Entregamos a vós o assassino Turik e recolheremos a lealdade de todos vocês...*Bradou em bom som para que os que estavam escondidos também o ouvissem. Cerberus apenas observava, tratando de reparar se não havia mais alguma surpresa á espreita*

Narrador
Espere um minuto! *Hurowog disse, frente ao que Heitor anunciara. Ele literalmente jogou Turik ao chão e se aproximou de Heitor.* Não está pensando em deixar estes goblins ilesos, está? Eles me capturaram e agora você diz que assassinaram o monarca de sua cidade! Devem ser punidos! *Turik ainda estava amarrado e não conseguia andar. Permaneceu ali no chão enquanto o goblin mais velho se aproximou dele, dizendo.*
Turik, você nunca me disse que pretendia assassinar o líder da Cidade do Porto. Veja a consequência de suas ações. *E depois o goblin fitou Heitor, dizendo.* Vocês poderiam matar a todos nós aqui. Não temos chance de sobreviver sem nossas armadilhas. Não temos escolha a não ser servi-lo. Peço apenas que poupe nossos infantes.
*O velho goblin caminhou um pouco para o lado, continuando.* Posso lhes assegurar que o rapto do jovem humano não aconteceu com o meu consentimento. Eu sempre aconselhei todos de nossa tribo a nunca se aventurar para fora da floresta ou ter contato com qualquer outra raça. A confusão da fuga deste humano pode ter despertado a besta na floresta. Minha tribo... O servirá da maneira que desejar.

Lord Cerberus
*Cerberus olharia para Hurowog e riu* - Pensando? Meu querido, se você não percebeu eu já estou fazendo isso. Não se intrometa nos negócios da monarquia de Porto, por gentileza! *Era lógico que a educação dele não era verdadeira, anunciado isso claramente pelo tom de voz de desprezo.* - Bem, Sr. Goblin! *Disse ao mais velho* - Deixarei Turik aos seus cuidados, deixarei com vocês um dos homens de Porto, como prova da aliança que estão estabelecendo conosco, voltaremos depois para buscar Turik, assim que eles estiver melhor, ele e seus familiares, gostei tanto deles que os quero perto de mim! *Sorriu, juntando as mãos e as esfregando uma na outra. Bateu uma palma* - Bom, com Turik incapacitado, creio que o conhecimento da floresta seja algo que todos vocês possuem. Preciso saber se existe mesmo um túnel até Altonia, foi algo que seu jovem goblin nos prometeu também, mas eu não acredito muito nas palavras dele... *Heitor não estava ali naquele momento, como um bom monarca estava se entretendo com outras coisas, na verdade era um comportamento estranho de sua parte, sempre tinha interesse em dominação, mas agora estava entretido com as armadilhas, cercado por dois de seus guardas. * - Heitor, vai deixar aquele resolver tudo por si mesmo?! *O homem parou de mexer numa daquelas redes que ele analisava* - Não me encha Sir. Patrick, ele é o Conselheiro, está apenas resolvendo as coisas, além do mais o que os goblins são? Estou interessado em outros lugares, isso aqui é mera excentricidade...*O homem nem tinha entendido muito bem o que ele falara, então deu a conversa por encerrada*

Narrador
*Hurowog ficou quieto depois da resposta que recebeu, e o velho goblin respondeu para Cerberus.* Então Turik errou duplamente ao lhes revelar este segredo. Não há como negar agora, nem se eu desejasse. Sim, existe um túnel para Altônia. Eu o usava em minha juventude e sempre guardei este segredo para proteger as tribos goblin. Eu apenas compartilhei esta informação com aqueles nos quais confiava... Ou achava que confiava. *O velho fitou Turik de relance, enquanto o mesmo era levado até uma das cabanas pelos outros goblins. O velho continuou.*
Suponho que queira saber onde se encontra o túnel. Eu o levarei até lá, humano, mas devo adverti-lo de que se tem intenções destrutivas quanto à Altônia, apenas a morte o espera do outro lado do túnel.

Lord Cerberus
*Hurowog era mais esperto que Cerberus supôs, afinal ele se calara finalmente. O Conselheiro prestava atenção ao que o outro goblin dizia a respeito do tunel.* - Ora, não o julgue mal, aposto que as intenções eram boas, simplesmente ele foi tolo por fazer o que fez por não saber com o que mexia, Porto tem pessoas fortes para defendê-la, afinal é uma cidade de comércio, se não tivesse ela seria dominada facilmente. * Fez uma pausa, imaginando a tolice que estava dizendo* - Bem, se esse túnel realmente existe eu pretendo saber onde ele fica... e se o senhor já passou por ele é certo que consegue fazer o caminho de volta...* Riu* - Peço que venha conosco e me mostre...*Cerberus olhou para os lados* Acredito que não teremos nenhuma desavença aqui, então podemos partir imediatamente, não é? * Ele nem deu atenção sobre o que o velho falara, a morte não era algo que o preocupava, o que poderia ter de tão perigoso ao fim de um túnel? Ele queria descobrir*

Narrador
*O velho goblin concordou e partiram imediatamente. Turik ficaria ali no assentamento. Ele não conseguia sequer andar, mas se Cerberus quisesse deixar alguns soldados vigiando-o, o velho não iria se opor.*
*O velho goblin mandou desativar todas as armadilhas para que pudessem pegar a trilha oeste da floresta. Seguido por Cerberus, Heitor e seus homens, caminharam por cerca de vinte minutos até alcançar uma pequena clareira. Havia uma área coberta por folhas secas e plantas rasteiras. O velho goblin remexeu a bolsa de couro que trazia consigo e retirou uma runa, que brilhou ligeiramente. Ele se concentrou e murmurou algumas palavras e a runa brilhou mais forte.*
*Segundos depois, a camada de folhas desapareceu, revelando-se apenas uma ilusão. No lugar dela havia uma portinhola de madeira, provavelmente construída pelo velho goblin, que estava trancada por um antigo cadeado. Ele retirou a chave de sua bolsa e abriu o cadeado e em seguida a portinhola, que espalhou pó e sujeira por todo lado. Abaixo estava a entrada de um túnel estreito e escuro, tão estreito que acomodava apenas um homem por vez. Era preciso também se manter arqueado pelo fato do túnel ser muito baixo. Claramente foi feito por goblins para goblins. O velho falou.*
Este túnel acabará em um local situado entre as três principais cidades de Altonia. Eu não faço este caminho há muitos anos, portanto, não sei se houve alguma mudança lá. Não sei o que espera por vocês do outro lado.

Lord Cerberus
Todos seguiriam com o goblin sem muito alarde, ora ou outra o silêncio era quebrado por uma tosse, um pigarro ou conversas sussurradas, Cerberus ficara quieto o caminho todo, sua mente estava julgando as opções que tinha. Um túnel de goblins que levava próximo até três cidades importantes, ele não queria alarde em suas conquistas por enquanto, então aquilo seria de muita utilidade. O Conselheiro notou que o goblin tinha algum conhecimento de magia o que queria dizer que o tunel podia estar enfeitiçado de alguma forma, acreditava que nada de muito forte para detê-lo. Aguardou até que o goblin mostrasse o túnel.
- Mudanças não são importantes, teria que vê-lo de qualquer forma. Eu gostaria de saber se existe algum tipo de magia impregnada neste local...
Aguardaria a resposta do goblin e viraria-se a Heitor.
- Daqui pra frente iremos eu e um de seus guardas, você retorna à cidade Milorde, é o mais certo a se fazer, sem você a cidade estará condenada.
Heitor tinha ficado excitado com a viagem, mas naquele instante concordou com Cerberus. O que atraiu a estranheza por parte de seus soldados.
- Voltaremos a Porto!
Cerberus olharia o goblin.

- Você vem conosco!

Narrador
*Mesmo tendo perguntado, caso Cerberus verificasse ele mesmo se havia alguma magia hostil no local, a resposta era negativa. O único traço de magia que surgiu ali foi quando o velho goblin acionou a runa. O túnel, pelo menos nos metros iniciais, era um túnel qualquer. Seu único defeito era ser muito pequeno para um humano comum. O goblin fez um negativo com a cabeça.*
Não há qualquer outro feitiço aqui, posso lhe garantir. E imaginei que iria querer que eu fosse, como garantia. Não faço esse caminho há muitos anos. Vamos ver se os cristais de luz que coloquei ao longo do túnel ainda estão lá. Ninguém entrou aqui, a não ser que Turik tenha desvendado o segredo da runa sem meu conhecimento, o que acho muito difícil. Em que posição da fila deseja que eu vá?
*Cerberus teria que definir a ordem de entrada para o resto do grupo, incluindo Hurowog. O cabeludo deu uma risada, estalando as mãos.* Vejam só! Conheci um lugar diferente ontem e conhecerei um hoje! Vocês da Cidade do Porto sabem passear como ninguém!

Lord Cerberus
- Tudo bem! O Velho primeiro, o cavaleiro de nossa Majestade, Hurowog e eu. Seguiremos dessa forma! *Cerberus ponderou alguns instantes, enquanto isso o monarca e os demais se retiravam, retornariam dali, passariam pelo acampamento goblin e em seguida seguiriam de volta a Porto.* - Por favor, primeiro o Senhor! * Estendeu a mão, mostrando o caminho ao velho Goblin, como se o convidando a entrar. Em seguida indicaria o caminho aos outros da mesma forma e entraria logo atrás,fechando a fila.* - Muito bem, Mestre Goblin, o que aconteceu para terem que construir esse tunel?

Narrador
*Naturalmente, o velho goblin caminharia sem problemas dentro do túnel que foi feito para ele. O único ali que se sentia mal era Hurowog. O jovem parecia ter algum problema com lugares apertados. Enquanto Hurowog suava frio, o velho goblin respondeu à Cerberus.*
Acredite se quiser, mas não tivemos a intenção de fazer este túnel e sequer sabíamos que ele daria em Altonia. Na época nem sabíamos que Altonia existia e o reino ainda não havia se expandido. Estávamos procurando qualquer coisa valiosa que pudesse haver embaixo da terra para sustentar nosso acampamento. Encontramos apenas estes cristais de luz. *Conforme avançava no túnel, o velho ia tocando os cristais, que acendiam.*
*O túnel era muito extenso. Cerca de meia hora se passou e ainda não era possível ver nenhum vestígio do fim. A escuridão cercava os quatro viajantes, pois os cristais que ficavam para trás iam se apagando. Parariam para descansar caso Cerberus permitisse. Hurowog piorava a cada minuto, começando a tremer e balbuciar algumas palavras.* Tenho que... sair daqui... tenho que sair...

Lord Cerberus
* Assim como determinado por Cerberus eles adentraram o caminho debaixo do solo, nada de muito novo, apenas falta de luz, um certo clima claustrofóbico de aperto, umidade e desamparo. Algo que era corriqueiro em certo lugares por onde o Conselheiro passara. De qualquer modo aquela viagem vinha demorando mais que o planejado.* - Curioso, velho, como vocês sobrevivem nessa floresta? O que me lembra de algo, o que era aquilo que estava nos seguindo quando chegando. Vocês tem muito medo de um monstro que ronda a floresta, quem é ele? * Cerberus usava um tom alto para que sua voz fosse bem projetada e ultrapassasse o mantra daquele homem medroso, Hurowog. O Conselheiro não se importava com o homem, desde que não caísse a sua frente a atrapalhasse ainda mais aquela procissão pelo túnel.*

Narrador
*O goblin respondeu.* A comunidade sobreviveu graças ao meu conselho para que não se envolvessem com outras raças. Como já deve ter ouvido falar, goblins não possuem uma expectativa de vida muito grande. A maioria faz armadilhas em florestas e vive de saques. Mas eu tentei fazer com que minha comunidade pensasse diferente. Infelizmente, Turik seguiu sua natureza goblin muito mais que os meus conselhos.
*Hurowog estava perdendo ritmo. Caso não chegassem logo, o rapaz realmente iria desmaiar ou coisa pior. O velho continuou então.* Nunca havíamos visto uma besta daquele tamanho em nossa floresta. Ela apareceu logo depois que o seu amigo de azul fugiu de nosso assentamento. *Logo após a resposta do velho, uma leve corrente de vento foi sentida. Estavam chegando perto da saída do túnel. O vento fez Hurowog se sentir um pouco melhor para que terminassem o trajeto.*
*O túnel terminava abruptamente e depois se tornava vertical. Era preciso escalar alguns metros até alcançar a boca da passagem. A luz do sol atravessava o que parecia ser uma camada de folhas cobrindo a saída. O velho goblin a atravessou primeiro, seguido pelos outros. Encontraram-se em uma extensa planície, onde não havia quase nenhuma árvore em um raio de quilômetros. Era possível ver, a partir dali, os altos muros que separavam Altonia do resto do território, e a fronteira de cada uma de suas grandes cidades.*
*O velho goblin olharia ao redor, coçando a própria cabeça.* Hmm... Estranho. Lembro-me que autoridades altonianas haviam descoberto o túnel. Eles não cobririam isto com uma camada de folhas e galhos...
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Re: A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg Jun 02, 2014 11:31 am

Lord Cerberus
- Infelizmente seus conselhos não foram suficientes, e acredite, entendo exatamente o que diz. * Fez uma pauso e sorriu* - Mas costumo ser mais incisivo, surte mais efeito..
O Conselheiro ficaria calado por algum tempo, assim como o guarda, que estava ali mais desconfiado do que qualquer um, por isso ficava calado, para que nem se lembrassem dele caso ocorresse algum imprevisto.
A brisa que entrara, indicando que estavam chegando animou um pouco. Os passos aumentaram de velocidade e tão logo estavam subindo rumo à saída. O goblin então se pronunciou e estava coberto de razão na sua suspeita. - Só agora que me conta que as autoridades já sabem dessa passagem? Pelas barbas de meu pai! * Cerberus se irritou e imeditamente procurou indicios de terem sido descobertos, estavam num descampado, estavam desprotegidos.

Narrador
*Não havia qualquer sinal de algum soldado ou qualquer outra testemunha por perto. De fato, sequer estavam em uma estrada do reino. Estavam em uma área isolada, provavelmente parte de uma grande fazenda. O velho goblin deu de ombros, respondendo à Cerberus.* Saber que o túnel era conhecido não iria mudar nada. Se fôssemos pegos de imediato, teríamos que responder às autoridades de qualquer maneira.
*Hurowog deitou na grama, respirando de forma melhor. Depois de se recuperar, ele se levantou e fitou Cerberus, indagando-o.* Por que está com medo das autoridades, conselheiro? Afinal, o que você realmente quer neste reino, hã? Acho que a sua farsa já foi longe demais. Diga quais são suas verdadeiras intenções. *O tom de Hurowog mudou drasticamente com aquelas perguntas. Assumia um aspecto mais sério, quase como se ele estivesse interpretando um personagem anteriormente.*

Lord Cerberus
- Informação faz toda diferença, meu velho! *Disse Cerberus calmamente enquanto percebia que não havia nada que deveria temer de imediato. Observou enquanto Hurowog se recompunha, pensava também em sobre o que faria, na verdade aquela ida até era apenas para reconhecimento de terreno, os demais passos seriam planejados posteriormente.*
Os pensamento de Cerberus iam longe quando Hurowog o interpelou com seus questionamentos. Avidamente o conselheiro tomou-o como alvo* - Não ouse comigo Hurowog! Não penses que por estar vivo podes me questionar! *Ao contrario do homem, o tom de Cerberus manteve-se como d costume, no entanto o modo como pronunciou as frases deu a entender da segurança que tinha sobre a posição que tomava. Ele não parecia ter poder, ele o tinha de verdade*

Narrador
*Hurowog abriu os braços, com um sorriso irônico.* Ora, vamos! É óbvio que há algo de muito estranho com você e com toda esta situação! Você se declara um conselheiro e Heitor deveria ser o líder, mas você influenciou todas as decisões dele, fazendo algumas você mesmo! Diabos, você até mesmo o enviou de volta à cidade! Qual é o seu jogo, conselheiro? Por que o interesse neste reino?
*O velho goblin interferiu, dizendo à Hurowog.* Meu jovem, eu não acho que você devia... *E Hurowog replicou.* Sim, eu devo! Eu sou Hurowog, membro das forças de elite de Terânia, e se você, conselheiro, ou Heitor, tiverem más intenções quanto a este reino, então eu colocarei fim a estes planos, aqui e agora!

Lord Cerberus
- Infelizmente não pude enganá-los com grande eficiência por causa dos eventos que ocorreram durante nossa estadia nessa viagem! E foi muito inteligente até mesmo pra você deduzir isso, Hurowog! *Cerberus estava debochando do homem, isso era fato, mas mantinha o tom de ameaça, ainda que nesse meio tempo de comédia* - Eu volto a repetir, meu jovem, se queres permanecer vivo deve se calar! *o homem estava sendo mais inoportuno que o de costume, isso não seria bom para ele.Cerberus deu um tempo, imaginando que com suas ameaças o homem se calaria, mas não foi o que aconteceu* - Você era um membro...*O conselheiro aproximou-se de hurowog, enfiando-lhe o dedo na cara* - ...você não é mais nada aqui, nada além de um tolo. *Se o homem não fizesse nada para se defender teria a garganta comprimida por Cerberus, que utilizaria apenas uma das mãos.* - Talvez eu deva terminar com isso agora então! Eu não gosto de ameaças...o que você acha? Quer lutar por sua vida?!

Narrador
*Hurowog engasgou com o agarre no pescoço dado por Cerberus. Ele segurou o braço do Lorde com as duas mãos e tentou se desvencilhar, sem sucesso. Com dificuldade, ele respondeu.* Era tudo o que eu... Precisava ouvir...
*Em seguida, Hurowog soltou um grito que mais se pareceu com o urro de um animal, mesmo com a garganta apertada. Seu corpo começou a aumentar de tamanho e os pelos cresceram. Curiosamente, suas roupas não se rasgaram. Ao invés disso, desapareceram e se transformaram em uma pequena tatuagem no ombro de Hurowog. O aumento de massa empurraria Cerberus para trás e em poucos segundos, o rapaz havia se transformado em um urso atroz.*
*O velho goblin constatou o agora óbvio.* Ele não fugiu da besta da floresta. Ele É a besta da floresta! *E começou a correr para uma direção aleatória. O urso Hurowog urrava, furioso, pronto para avançar.*

Lord Cerberus
Cerberus não estava com muita brincadeira, Hurowog poderia perceber, pois a mão o apertava bem, mas o que o Conselheiro não esperava é que o homem tivesse um truque nas mangas. O homem começara a se transformar, então, por precaução, Cerberus se afastou, ele era esguio e isso dava-lhe uma mobilidade grande. Assistia enquanto o homem concluia sua transformação, Cerberus ficara surpreso, não exatamente com a transformação, mas por aquele homem ter conseguido guardar segredo. O Conselheiro manteve-se sério, naquele momento o guarda entrou em sua frente, como se fosse protegê-lo, sacando sua espada
- Me poupe, você tem mais medo do que esse velho goblin!
Cerberus permaneceu atrás do guarda, que mesmo com seu deboche tinha permanecido entre ele e o urso.
- Vamos, me impeça!
o tom de voz era petulante, como se tivesse certeza que Hurowog nada podia fazer contra ele. Cerberus pegou o vidro de sangue que tinha retirado mais cedo de Hurowog. Com a unha negra cortou a propria pele, da qual um sangue bem escuro escorreu e misturou o sangue de Hurowog ao seu próprio na ferida.
- Vamos, estou esperando!

Narrador
* O urso Hurowog urrou mais uma vez e partiu em carga contra o soldado e Cerberus, visando rasgar os dois com suas grandes garras. Entretanto, devido ao que Cerberus fizera, algo aconteceu com ele.*

Lord Cerberus
Ao que parecia Hurowog só tinha o corpo forte, Cerberus o dominaria facilmente, aliás, isso nem seria necessário. O Conselheiro não se moveria do lugar,e Hurowog poderia tocá-lo facilmente, talvez isso tenha assustado um pouco o urso, pois pareceu aturdido, na certa esperava que sua transformação causasse grande comoção.
- Saia da frente guarda!
O guarda permaneceria na frente de Cerberus, que acabou por não se importar mais.
- O que há Hurowog?! sua transformação não lhe vale de nada?
O corpo de Cerberus não indicava alguma capacidade de luta corpo a corpo, mas porque ele permanecia confiante?

Narrador
*O urso Hurowog avançou ferozmente, desferindo um golpe com uma das patas no peito do guarda à frente de Cerberus, que não só partiria a armadura peitoral do homem ao meio, mas rasgaria sua carne, jogando o homem vários metros para o lado. O próximo alvo seria Cerberus.*

Lord Cerberus
Um sorriso abriu-se nos lábios de Cerberus enquanto o urso avançava. O guarda não mostrou-se grande impedimento para ele.
- Vamos ursinho!
O Lorde preparou-se para o impacto, mas ainda sorria, irritantemente.

Narrador
*E o urso concluiu o ataque, desferindo um golpe com a pata na cabeça de Cerberus, visando causar o maior dano possível nele.*

Lord Cerberus
Cerberus gargalhou, a voz ficou estranha quando foi acertado pelo urso, foi como rir com uma mão sobre a boca. A risada cessou e o corpo de Cerberus foi ao chão fazendo um barulho surdo.
Daria tempo para Hurowog, mas assim que o urso pensasse que tinha ganhado o Conselheiro levantaria do chão. Uma risada e ao contrário do que se imaginaria o homem levantara-se apenas com um pequeno feixe de sangue escorrendo pela boca. Ele levou a mão até o sangue, limpou-o com o dedo e levou o sangue a boca.
- É sério? Eu esperava mais de um urso!
Cerberus fez um estranho som com o pescoço ao dobra-lo para o lado.
- Antes que me ataque de novo, devo lhe dizer um pequeno segredo...te farei sofrer...ou deveria dizer, você vai se fazer sofrer?
Cerberus olhou o urso imaginando que ele o atacaria de novo.
( O poder é ativado posteriormente, após a oferta de sangue. Cerberus sofre dano reduzido, e depois transfere o dano recebido para o corpo que compartilha de seus sangue, nesses caso Hurowog. )

Narrador
*O urso Hurowog recebeu o dano na própria cabeça, relativo ao golpe que ele deu em Cerberus. Ele não entendeu como Cerberus conseguiu ataca-lo, mesmo estando caído. O urso chacoalhou a cabeça e não parou para pensar, pois estava em estado de fúria absoluta. Ele partiu em novo ataque contra Cerberus, agora abocanhando a cabeça do Lorde em apenas uma mordida para mastiga-la.*

Lord Cerberus
Cerberus permaneceu quieto como da primeira vez e antes de ser atingido pelo urso ele usou as próprias unhas para se furar. Isso era estranho, infligir dano a si mesmo numa luta, mas comparado ao dano que Hurowog daria aquilo não era nada. O Conselheiro girtou como um louco e então Hurowog o atingiu com a bocarra, mas para surpresa do urso, a carne de Cerberus parecia macia, sem intervenção de ossos, e pior, ele mesmo não deveria sentir dor, mas era como se alguém estivesse cravando os dentes e seu pescoço. Se ele continuasse a dor aumentaria, a pressão seria a mesma de sua mordida.
- Ursinho? Está doendo?
Cerberus falava como se não houvesse alguém mordendo seus pescoço
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Re: A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Ter Jun 10, 2014 5:30 pm

Narrador
*O urso urrou de dor ao sentir o pescoço sendo mordido. Estranhou o modo como o corpo de Cerberus se comportou frente à mordida dele. Ali estava um homem com muitos mistérios e truques. Hurowog nunca seria páreo para ele. Mesmo sentindo a dor causada pelo próprio movimento, o urso ignorou os sintomas e, em um ato desesperado, tentou dar uma última mordida para arrancar a cabeça de Cerberus.*
*A dor refletida para ele com o ataque foi tão forte que o urso caiu inconsciente, após um barulho alto de ossos quebrando. O rapaz voltou à sua forma humana tamanho foi o ferimento, e permaneceu imóvel ao chão. Ainda respirava, mas com dificuldade, e seu rosto estava voltado para a grama.*

Lord Cerberus
O urso caíra diante da própria força, era como parecia, Cerberus não lutava tão bem, mas naquele caso ele não precisava lutar bem. O Conselheiro limpou as feridas com a mão e bebeu o sangue que saia delas, apesar de o efeito da mordida ter sido em Hurowog ele tinha marcas no pescoço e sangrava um pouco.
- Ao que vejo você não é muito inteligente mesmo, não percebeu, não é? Não faço nada em vão....
Cerberus agachou-se e em seguida deitou-se perto do homem, de bruços, proximo a ele e ficou observando ele respirar com dificuldade.
- Sabe, é muito difícil controlar o desejo da Morte...você me deu algum prazer hoje...
Num toque carinhoso Cerberus alisou a cabeça do homem.
- Em geral eu gosto de virgens, mas devo dizer que me desgastei um pouco, usar magia me machuca também....
Riu
- Apesar de que machucou mais você!
Ele continuava a acariciar o homem, deitaria sobre seu corpo em seguida, abrindo seu kimono e tocando-o com sua pele gelada.
- Posso sentir a Morte por perto...
Por fim, rasgaria um buraco no pescoço do homem com suas unhas e beberia seu sangue, nesse momento ele não estava atento ao redor, se concentrava em sorver o resto de vida restava em Hurowog.

Narrador
*Cerberus percebeu que Hurowog tentou falar um palavrão ou xinga-lo, mas seu pescoço estava muito ferido, impedindo-o até mesmo de falar. Ele se debateu ligeiramente, mas não conseguia sair do lugar, possibilitando a Cerberus fazer o que quisesse. O Lord conseguiria beber todo o sangue de Hurowog, o sangue de um metamorfo, um homem-urso.*
*Caso Cerberus mexesse na carcaça restante, perceberia que Hurowog morreu segurando algo, com o braço oculto embaixo do próprio corpo de bruços. O objeto emitia um brilho púrpura. Era o cristal psiônico que Hurowog mostrou à Cerberus no acampamento. Como Cerberus havia analisado anteriormente, o objeto não continha nenhum feitiço hostil. Mas agora parecia conter uma mensagem e, a julgar pelo conhecimento básico de artefatos que Cerberus possuía, bastava toca-lo para ouvi-la.*

Lord Cerberus
Após ter sorvido até o último vislumbre de essência vital do homem-urso, Cerberus sentiu-se um pouco melhor. Suas feridas começaram a cicatrizar, como se aquela profanação de corpo houvesse lhe restaurado também um pouco de vida. Ainda despido ele levantou-se e remexeu o corpo ao perceber o brilho púrpura.
- Hum...isso talvez possa ser útil!
Cerberus segurou o corpo de Hurowog e o colocou sobre suas pernas, ainda não havia tocado o cristal. Ele começou a recitar alguns versos no ouvido do homem morto e depois, com uma das feridas ainda abertas, retirou sangue e jogou-o dentro da boca de Hurowog. ( Reanimar cadáver - Huorowg não terá consciência, Cerberus só vai controlar o corpo)
Assim que terminou o feitiço o conselheiro soltou o corpo no chão e levantou-se, vestindo-se com o kimono. Huorowog também se levantava, agora sob o controle do Conselheiro. Cerberus limpou as feridas pra que não parecesse muito machucado e em seguida fez com que o cadáver tocasse o cristal.

Narrador
*Cerberus receberia a mensagem do cristal psiônico através de seu mais novo morto-vivo, sem precisar toca-lo diretamente. O objeto emitiu um brilho mais forte e a mensagem era ouvida diretamente na mente. Era uma voz masculina que dizia.*
"Eu sou o comandante das tropas terrestres de Terânia, Lei Keylosh. Eu fiz algo que colocou todos aqueles que conheço e que me apoiam em perigo. Caso você seja uma destas pessoas e esteja em fuga de Terânia, continue ativando o cristal. Ele emite um sinal que eu consigo receber. Eu irei até você, não importa onde esteja.
Todos os que puderem devem ir até a cidade de Lagus, ao leste. É a cidade que circunda a taverna mais famosa deste reino. Lá será o ponto de encontro para todos que estejam fugindo da Inquisição. Caso você não souber do que estou falando, este cristal deve ser retornado imediatamente até a cidade de Lagus.
Não desistam, nos encontraremos novamente."
*Era o fim da mensagem, que se repetiria toda vez que o cristal fosse acionado.*

Lord Cerberus
Cerberus entendeu a mensagem claramente.
- Ora, ora, não é que afinal Hurowog foi útil para alguma coisa!
Cerberus manteve Hurowog sobre feitiço e o fez segurar o Cristal.
- Precisarei fazer uma visita a Altonia.
Procurou o goblin por ali, se o visse iria faze-lo levar até o Centro de Altonia, caso contrário procuraria por si mesmo, mas antes, esconderia o corpo de Hurowog e o cristal em algum lugar seguro.

Narrador
*O velho goblin havia corrido como nunca em sua vida e estava bem afastado, mas totalmente à vista, considerando que não havia nenhuma árvore ou floresta em um raio de quilômetros. Ele voltou para perto de Cerberus após a luta e disse.* Eu não ia parar de correr. Minha vontade era de sumir em Altonia ou voltar para o túnel. Mas então lembrei que a segurança de minha tribo depende de meu acordo com você.
*O velho goblin olhou ao redor.* Existem vários centros, Conselheiro, pois existem várias cidades. Mas a maior delas é Allagrite, a cidade dos construtos. Existem vários goblins que são familiarizados com as bugigangas mecânicas construídas naquele lugar. *O único lugar ali para esconder Hurowog e o cristal era o túnel, que poderia ser camuflado, exatamente como ele estava antes.*

Lord Cerberus
- Claro, claro!
Cerberus terminava de se arrumar, e ainda controlando o corpo o faria se jogar pela abertura do túnel.
- Ao contrário de Turik, você é bem sensato, mas para que fique tranquilo, desde que seu povo não se intrometa em meus assuntos vocês ficarão bem e protegidos.
O homem tomaria o rumo do local indicado pelo Goblin.
- O que quero é ir onde os governantes moram, é só isso que preciso pelo momento.
O homem voltou e arrumou o tunel, algo que tinha se esquecido, escondendo-o da melhor maneira possível. Depois voltaria-se para o Goblin.
- Enquanto caminhamos, diga-me o que sabe sobre as relações de Altonia com as demais cidades e regiões por aqui!

Narrador
*O goblin respondeu, enquanto caminhava com Cerberus.* Não sei muito sobre a política de Altonia. Passei apenas alguns meses em Allagrite, realizando alguns serviços para os goblins que moram lá. Mas sei que Altonia possui cinco grandes cidades e que dominam por igual. Então imagino que as decisões sejam tomadas por um conselho com os líderes ou algo assim.
*Antes que o velho goblin pudesse continuar, ambos sentiram um tremor sob seus pés. Uma porção de terra à frente deles explodiu ao ar e algo muito grande saiu de lá, deixando uma cratera na grama. Era um construto de algum tipo, uma criação formidável. Tinha uma grande esfera no lugar das pernas, que lhe permitia uma grande mobilidade e agilidade. Uma voz metalizada saiu da criatura.*
Alto! Vocês estão trespassando a área permitida pela soberania de Allagrite! Identifiquem-se imediatamente ou sofram as consequências! *O velho goblin deu um pulo de susto e escondeu-se atrás de Cerberus.*



Lord Cerberus
- Uma lástima, me pouparia algum tempo. Mas se existe um conselho, eles devem tomar suas decisões em conjunto, logo precisariam de um local para tal, mas...
O Lorde sorriu e prosseguiu em sua caminhada junto ao goblin, agora mais em silêncio. Apenas voltou a falar quando o construto irrompeu na frente deles, quase o fazendo gritar de susto.
- Miseráveis! Onde já se viu fazer isso com viajantes!
Cerberus observou a criatura, já vira artifícios mecânicos semelhantes, mas aquele parecia mais sofisticado do que os que tinha avistado.
- Meu nome é Lorde Altair, e venho de Porto para ter com o Conselho!
O Lorde mudara sua fisionomia, apesar de achar que o construto não entenderia, ele fazia uma expressão aflita, como se o assunto fosse de extrema importância.

Narrador
*O velho goblin não ousou desmentir a nova identidade de Cerberus, achando incrível esta habilidade do homem. A face inexpressiva e mecânica do construto fitou Cerberus por um momento e depois fez o mesmo com o velho goblin. A voz metalizada voltou a falar.*
- Lorde Altair, está em companhia de Zirax; Raça: Goblin; Expelido de Altonia há *pausa* quinze *pausa* anos atrás, acusado e condenado por tráfego ilegal de componentes mecânicos. A presença de Zirax aqui configura transgressão da norma 1.128 que dita a não-permanência do goblin e seus comparsas neste setor. Acompanhem-me até as autoridades de Allagrite para julgamento posterior ou sofram as consequências.
*Dito isto, o construto virou-se e começou a "deslizar" em direção à cidade mais próxima, cujo contorno de seus grandes prédios era visível ao horizonte.*

Lord Cerberus
Cerberus suspirou
- Por que não me avisou deste incidente antes velhote?
O Lorde tinha interesse em seguir adiante, no entanto aquele era um entrave, estar em companhia de um banido não traria mais confiança. De qualquer modo ainda conseguiria informações. O Lorde preferiu seguir o construto, então, antes oferecesse um voto de confiança, para que não pensassem logo que a traição era um componente substancial do que o homem pretendia.
- Tudo bem! Vamos adiante!
Cerberus mantinha sua expressão aflita, so mudava-a quando falava ao goblin, apesar de achar que o mecha não saberia discernir informações, quem o controlasse na certa saberia.

Narrador
*O velho goblin, ou Zirax, como o construto o chamara, hesitou por um momento.* E-eu achei que... O banimento não existia mais. Não! Eu não posso voltar para lá! Eles me expulsaram da primeira vez, mas não serão tão gentis agora! Eu ficarei preso aqui para sempre! Eu preciso voltar!
*A pequena criatura voltou correndo na direção da entrada do túnel, que já estava um pouco longe. O construto deu meia volta, virando apenas a parte de cima do corpo, e disse.* Goblin Zirax, você tem trinta segundos para retomar sua rota original e seguir esta unidade, ou esta unidade responderá de forma letal! *E o construto começou a contagem regressiva, enquanto o velho continuava correndo.*
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Re: A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg Jul 14, 2014 3:54 pm

Lord Cerberus
- Tudo bem, velho! Fique...
Não teve tempo de terminar a frase, pois o goblin já corria do construto. Cerberus gostara do velhote e sua deferência, mas não queria arriscar seus planos. Que grande merda o goblin tinha feito, dissuadir pessoas era mais fácil do que seres progaramados, a única maneira de proteção contra eles que Cerberus conhecia era a destruição. o Lorde tentaria salvá-lo entrando na frente do construto ao fim da contagem, mas não sabia qual seria a arma utilizada, mas ainda assim, achava que poderia incomodar, mas se não tivesse jeito o goblin teria que ser sacrificado, uma atuação direta não seria possível.

Narrador
*O construto mexeu-se um pouco, ficando mais ereto, e falou para Cerberus.* Lorde Altair, você está obstruindo o trabalho desta unidade. Você tem dez segundos para se afastar, ou sofrerá as consequências! *E a unidade fez nova contagem regressiva. A julgar pelo corpo do construto, Cerberus podia supor que ele possuía armas nos antebraços. Tudo indicava que se tratavam de lâminas, parcialmente visíveis através do "esqueleto" metálico da criatura.*

Lord Cerberus
- Esta unidade está sendo muito pouco educada, eu preciso de ajuda rápida e até agora só fui ameaçado. Por favor...
Cerberus não poderia fazer mais nada, apenas saiu da frente, esperando que suas palavras tivessem sido escutadas por alguma coisa viva, caso contrário o goblin estaria morto ali mesmo. Apesar de não ser de seu gosto, não iria arriscar-se nem ferir seu orgulho por uma peça pouco fundamental.

Narrador
*O construto respondeu de imediato.* Aguarde no local, Lorde Altair, para posterior averiguação. *Em seguida, o construto deslizou com uma velocidade incrível na direção do velho goblin. Conforme observado, uma lâmina retrátil foi sacada do antebraço do construto, que atravessou o corpo do goblin de maneira violenta no peito. O construto recolheu a lâmina suja de sangue, enquanto o corpo do goblin permaneceu ao chão.*
*O construto retornou para perto de Cerberus e disse.* Siga-me, Lorde Altair. *E retomou o caminho original, rumo à cidade que deixava uma silhueta no horizonte.*
*Andaram uma boa porção do descampado até alcançar uma estrada. Ali já havia movimento, com mercadores, ferreiros, artistas e todo tipo de pessoa transitando. A maioria deles possuía algum artefato que usava a magia vigente na cidade, desde manoplas que se mexiam sozinhas até construtos completos, como o que escoltava Cerberus.*
*Cerberus se depararia com uma construção magnífica. Havia um gigantesco abismo à frente, com a margem oposta há cerca de um quilômetro de distância e havia uma ponte, mas estava suspensa. Muitas pessoas estavam paradas ali, aguardando a autorização para a passagem. O construto dourado apontou o que parecia ser um pequeno quartel da guarda da cidade e ordenou que ele aguardasse ali.*
*Sem muita demora, um homem de meia-idade se aproximou. Trajava um uniforme militar dourado e tinha um aparato no lado esquerdo do rosto que substituía seu olho, e que se mexia de forma aleatória.* Sou o capitão Henry Fork da guarda de Allagrite. Segundo minha unidade, você é Lorde Altair, correto? Lorde, poderia explicar-me o que estava fazendo na área proibida, juntamente com Zirax, que foi banido deste reino há muitos anos atrás?

Lord Cerberus
E foi Cerberus atrás do estranho constructo. Era notável o que aquela nação tinha feito e era d se esperar que seria difícil conquistá-los, pelo menos pelos meios bélicos. De qualquer forma ele teria que esperar pra ver o que aconteceria e quem eram os senhores de Altonia.
Ao longo do caminho ele foi decorando e marcando o caminho em sua memória, para o caso de precisar.
Cerberus estava gostando de tudo que via, principalmente após chegar a cidade, possuiam grandes recursos por ali e usavam-no com bastante inteligência, e por vezes abusavam disso também.
Depois de algum tempo o constructo mostrou a ele um local, onde ele aguardou, percebeu que vinha em sua direção alguém que na certa seria graduado na posição militar, graças a avareza e soberba dos homens era possível perceber claramente, simplesmente pelas vestes. Ele sorriu e fez uma mesura.
- Milorde Fork, é um prazer conhecê-lo. Me chamo Altair e venho da cidade de Porto. Eu gostaria de me desculpar, mas não tinha conhecimento das proibições naquela área, mas devo acrescentar que foi por motivo de necessidade.

Narrador
*Fork permaneceu fitando Cerberus por alguns segundos e voltou a perguntar.* Muito bem. Mas qual é sua relação com o goblin Zirax? Por que estava em companhia de um banido naquela área? A propósito... *O capitão abriu um papel e o observou atentamente, murmurando.* O que há naquela área? Hey, soldado! Contate a cidade, pergunte a eles o que...
Isto não será necessário, capitão. *Interrompeu uma voz feminina por trás dele. A mulher retirou uma pequena placa do bolso interno de sua farda que continha o brasão de Allagrite ao lado de um símbolo e o nome dela, e a mostrou para Fork.* Aline Dempsey da SIA, Serviço de Inteligência de Allagrite. Este homem vem comigo. Sua função termina aqui, capitão Fork. Bom trabalho.
*Dito isso, Aline fez um sinal para Cerberus para que a seguisse, e começou a caminhar na direção da grande ponte levadiça que pairava sobre o abismo. Nenhum soldado da guarda ousou interromper a ela ou a Cerberus.*

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Re: A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui Jul 31, 2014 4:57 pm

Lord Cerberus
Ao que parecia o homem estava determinado em saber sobre o companheiro de Cerberus, e ele não teria outra escolha se não alterar um pouco a história. Sua boca abriu para iniciar a história, mas a entrada de uma mulher impediu que começasse.
O Lorde virou-se para ela e não deixou transparecer sua vontade de rir, ao que parecia Fork acabara de perder seu poder, de qualquer forma, não seria bom exaltar os ânimos de ninguém, ele acabara de chegar, e conquistar uma cidade grande leva tempo e aliados são necessários, pelo menos quando não se quer usar a força. Cerberus seguiu adiante, junto a oficial Aline, como de costume ele foi observando o caminho cuidadosamente, procurando suas possíveis saídas, acaso precisasse.*

Narrador
*Enquanto aguardava a ponte se reposicionar, Aline quebrou o silêncio.* Então, senhor Altair... Quer me explicar o que estava fazendo na zona A-15, que é uma área proibida por conter um túnel que passa por baixo dos muros de Altonia, em companhia de Zirax, um goblin que foi banido por tráfico ilegal de componentes metálicos e substâncias alquímicas?

Lord Cerberus
Cerberus estava um tanto distraído com as paisagens e os planos, a voz de Aline foi como um despertador de sua mente. Ele sorriu, amainou a voz, apesar de ainda manter o tom de preocupado visivel nela.
- Milady, tive que vir até aqui, Porto está a ponto de ser segregado, e como bem sabe, a miséria toma conta da população quando o caos reina, eu vim aqui após uma  tomada de poder que ocorreu, meu falecido Senhor Baltazar me mandou em busca de ajuda, o goblin foi o único que me ajudou quando estive perdido na floresta e me trouxe até aqui. Venho com humildade pedir ajuda para reaver o poder em Porto.
Aquele homem era bem convincente, em momento algum gaguejou.

Narrador
*Aline permaneceu fitando-o por alguns momentos, até que a ponte abaixasse completamente. Após começar a atravessar a mesma, ela replicou.* Se precisava de ajuda, Lorde Altair, por que não bateu à porta da frente? Ou acreditava que a única forma de entrar em Altonia fosse por um túnel abaixo da terra? Ou Zirax lhe disse que aquela era a única entrada e o senhor acreditou? *Antes que Cerberus pudesse responder, ela suspirou e balançou a cabeça.* Bem, não importa, pois não tenho como verificar isto. Zirax não pode ser interrogado porque foi morto pelo Construto Guardião, algo que eu previa que iria acontecer caso ele voltasse. Mesmo depois de anos insistindo à administração de Allagrite para que a ordem fosse retirada, nada foi feito.
*Aline continuou, depois de desviar de um veículo mecanizado que passou com pressa pela ponte.* O próprio fato de o túnel ainda existir é ridículo. O conselho de Altonia decidiu deixá-lo aberto porque queria explorar as possibilidades. Este foi o resultado. *Aline fitou Cerberus novamente enquanto andava.* Mais alguém sabe da existência do túnel, Lorde Altair? Tenha em mente que alguns construtos estão se dirigindo até o local agora. Se mais alguém utilizou o túnel, saberemos. *Cerberus deveria se lembrar que havia deixado o morto-vivo Hurowog e o cristal psiônico na entrada do túnel.*

Lord Cerberus
- Milady, era o único caminho que eu poderia vir, já que foi o único que me foi mostrado. Não sou conhecedor dos caminhos, eu apenas os sigo com a ajuda de alguém. Lastimo pelo meu companheiro Zirax, que apesar de tudo era um bom goblin, queria protegê-lo, mas sua criatura foi irredutível quantos as ordens que tinha recebido.
Cerberus fez uma pausa solene e prosseguiu com suas explicações.
- Vieram mais pessoas, eu estava com guardas, um deles morreu após um ataque que sofremos e seu corpo está ainda por aqueles lados, o outro bravamente atraiu a criatura para longe de nós.
Cerberus amaldiçoou sua sorte, não imaginara que eles mandariam investigar os túneis depois de aparecerem voluntariamente para vê-los, o cristal seria achado, mas ele não poderia fazer nada, esperava que não conseguissem ativá-lo, apesar dessa ser uma possibilidade quase nula, afinal, eles dominavam tecnologia.

Narrador
*Aline pareceu tratá-lo de forma menos incisiva após as explicações de Cerberus. Ela começava a acreditar que aquele homem foi pego no meio de tudo aquilo. Talvez Zirax tivesse usado aquele lorde para voltar para Altonia. Até que os achados no túnel fosse relatado, Aline não desconfiaria mais dele. Enquanto adentravam a cidade, ela disse.* Aquele túnel é, naturalmente, uma questão de segurança de Allagrite, Lorde Altair. Quero que me acompanhe para falarmos com o regente da cidade. Depois disso, estará livre para ir. *Passavam pela rua principal da cidade, repleta de transeuntes e mercadores. Todos ali possuíam algo mecânico, desde pequenos instrumentos até membros inteiros do corpo substituídos por aquela tecnologia mágica.
Cerberus notava que ninguém na rua cumprimentava Aline, mas também não estranhava sua presença. A dado momento ela pegou uma rua menor e paralela, cortando caminho e saindo da multidão. Acabaram saindo em uma praça dourada feita ao redor de um robusto prédio.  Quando já estavam quase entrando, um rapaz de cabelos pretos abordou Aline. Ele já devia estar esperando ali há algum tempo.* Aline! Aline, espere! Vamos conversar! Dê-me uma chance! *A moça bufou e olhou na direção oposta, fazendo um gesto para que ele fosse embora. O rapaz insistiu e ela disse.* Winfred, vá embora! Estou trabalhando! *E adentraram o prédio. O rapaz tentou segui-los, mas foi barrado por um soldado e um construto guardião na porta.*

Lord Cerberus
- Penso que sim! Apesar de seus maquinários fazerem um bom trabalho de defesa, há coisa que se deve cuidar. Como eu e o regente de Porto deveríamos ter feito.
Cerberus suspirou e deu por encerrada sua participação na conversa. Seguiu a moça por onde ele o levou, ainda atento aos lugares e diversidade que se apresentavam, tudo parecia interessante, mas não de um modo que poderia se utilizar de imediato. Mas algo se mostrou a ele, um rapaz se aproximou de Aline. o Lorde o cumprimentou e depois seguiu Aline, aquela mulher tinha coisas que preferia manter longe, e Winfred era uma delas, agora restava saber o motivo.*

Narrador
*Após passar pelo hall de entrada, foram até uma larga plataforma bem no meio do salão. A princípio nada acontecia, eram apenas os dois parados ali em cima daquela coisa. De repente, a plataforma começou a se mover para cima, levando os dois até os andares superiores de forma muito lenta. Era de se perguntar se não teria sido mais rápido subir as escadarias, mas o andar do regente devia ser o último e Aline não parecia afim do esforço.*
*A agente permaneceu encostada em uma das grades da plataforma, de braços cruzados e emburrada. Por vezes fazia um negativo com a cabeça. Parecia querer dizer algo, mas conteve-se por duas vezes. Ela não aguentou na terceira.*
Inacreditável. Não acredito que ele veio me procurar aqui. Ele cometeu o erro e agora tenta se fazer de vítima... *Ela respirou fundo, ajeitando-se.* Perdão, senhor, você não é obrigado a ouvir isto.

Lord Cerberus
Cerberus seguiu-a de pronto, andava com altivez, mas não tinha em sua face o tom ameaçador da nobreza costumeira. Permaneceu em silêncio, apenas observava, e claro, notou que Aline queria muito conversar, e foi o que ela fez ao entrarem no elevador.
- Tudo bem, minha querida, não me tornei Conselheiro por um motivo qualquer. Fale!
O Lorde se fez receptivo, e sua disponibilidade talvez fizesse a inibição da moça partir.

Narrador
*Ela ficou relutante a princípio. Fez um negativo com a cabeça, escondendo o rosto com uma das mãos. Depois, ajeitou os cabelos para trás, dizendo.* Agradeço a preocupação, milorde, e não quero ofender, mas eu não deveria discutir meus assuntos pessoais com estranhos, ainda mais por ser da Inteligência...
*Ela moveu a cabeça para trás, dando uma risada irônica.* Há! Inteligência! Eu não fui nada inteligente! Eu deveria saber que ele estava me traindo, aquele canalha! E ainda com a Rose? Aquela... Vendedora de flores barata?? As flores dela nem são reais! *Por fim, ela deu um soco na grade do elevador, que chacoalhou um pouco.*

Lord Cerberus
Cerberus calou-se apenas, a aprtir do que disse cabia a ela decidir, achava que talvez ela falasse demais naquele momento de tristeza, mas não era um tópico de enorme importância para se preocupar. Ele permaneceu olhando-a, enquanto a via ter lapsos, ora era da inteligência, ora uma pessoa que tinha terminado com o namorado, pelo menos era o que indicava tudo aquilo.
- Não há inteligência em que ama, não é mesmo?
Naquele momento, talvez quem tenha tido um lapso era Cerberus, no entanto, prosseguiu.
- Ele era um homem muito importante pra você, não é!? Mas não parece que vocês frequentam os mesmos lugares...

Narrador
Não frequentamos. Não mais, pelo menos. *Respondeu ela, cruzando os braços, recostada à grade.* Ele foi importante para mim um dia. Eu achava que era a pessoa certa para construir algo juntos... Eu estava errada, obviamente. *Um novo silêncio se fez, seguido de um tranco do elevador. Haviam chegado ao andar desejado. Aline abriu a grade e fez um sinal para que Cerberus a seguisse, passando por um pequeno corredor que dava acesso à um grande hall. No final do hall, em frente à uma grande vidraça, estavam várias pessoas reunidas ao redor de uma grande mesa.*
*Um deles, que parecia ser o líder, avistou Aline e imediatamente fez um sinal para que todos deixassem o hall, permanecendo apenas ele, a moça e Cerberus. Foi só então que Aline se aproximou, falando com ele e apontando Cerberus.*
Lorde Locust, este é Lorde Altair. Ele estava presente no túnel da zona A-15. *Aline explicou o restante, contando ao homem tudo o que Cerberus havia lhe contado, em como havia sido expulso da Cidade do Porto e agora pedia ajuda. O homem se aproximou de Altair, fazendo um movimento com a cabeça que foi acompanhado do movimento de seu olho mecânico.* Lorde Altair, sou William Locust, regente de Allagrite. Se o que minha agente diz é verdade, então Allagrite e talvez toda Altonia também correm perigo. Afinal, o que impede os invasores da sua cidade de usarem o túnel para invadir Altonia, principalmente se eles tiverem seguido o senhor?

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Re: A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Seg Nov 10, 2014 12:07 pm

Lorde Cerberus
Cerberus seguira Aline, atento a tudo e a todos, como de costume, logo eles se deparariam com o Regente de Allagrite, o qual Cerberus cumprimentaria com sua urbanidade costumeira.
- Milorde Locuste, é um prazer conhecê-lo, uma pena que seja em momento tão inoportuno, peço perdão por trazer notícias ruins, mas temo que sua preocupação possa se tornar real.
Cerberus suspirou, como se lamentando
- Sinto ainda mais, por trazer a vocês uma notícia sobre minha própria família! Aquele que está por trás do ataque da cidade é meu irmão...
Cerberus calou-se, esperando que a notícia revelada causasse o impacto que previa!

Narrador
*Como esperado, Aline colocou a mão na boca, fitando Cerberus surpresa. Locust também ficou surpreso, mas tentou não demonstrar. Ele apenas cruzou os braços, fitando Cerberus.* Seu irmão? Como pode o sangue do seu sangue invadir sua cidade e expulsá-lo?
*Locust andou um pouco, se aproximando.* Diga-me, o que ele pretende? Com quantos homens ele conta, quais suas forças? Allagrite é a primeira linha de defesa de Altonia e agora este assunto passou a ser de meu interesse. Não há garantias de que seu desonrado irmão - com o perdão do termo - não vá tentar expandir suas conquistas.

Lorde Cerberus
Cerberus manteve o silêncio, sentindo o ar pesado da surpresa de ambos, ficou satisfeito com o resultado, para tanto já estava providenciando os atos do novo rumo de seus planos, Porto começava a se movimentar.
- Lorde Locust, penso que o sangue das pessoas só as unem quando o coração os une também, caso contrário é apenas sangue. Meu irmão nunca fez parte realmente da família, excluiu-se por si só e foi contra todos nossos preceitos.
Cerberus suspirou, contendo a voz e simulando emoção, deu um breve tempo para se recuperar das "lembranças" e prosseguiu.
- Viemos de outro continente para além mar, Argvhal é seu nome e tudo que sobrou de lá foram cinzas,mas não foi meu irmão que o destruiu.
Novamente uma pausa.
- Mas ele lutou com aqueles que o destruiu e ganhou o respeito de alguns, por isso, acredito que o exercito seja um pouco grande, apesar de não ter números exatos, mas o contingente que invadiu Porto não foi um dos maiores. E como você mesmo disse, não há garantias de que meu irmão não expanda suas posses.

Narrador
*Locust esperou que Cerberus lidasse com suas próprias emoções, que ele acreditava serem genuínas, para depois dizer.* Seu irmão não destruiu sua terra natal, mas fez algo pior. Esperou que consolidassem um novo lar para depois tirá-lo de você. Lorde Altair, saiba que fico tocado com sua história, mas eu também tenho que me preocupar com o futuro de minha cidade.
*Locust andou um pouco em outra direção, continuando.* Eu o ajudarei a retomar o controle de Porto, mas deve haver algum benefício para Allagrite e para Altonia como um todo. Minha primeira condição é que a localização do túnel deve ser mantida em total sigilo. Ninguém pode saber disto. Ao primeiro sinal de que você ou alguém de sua confiança vazou esta informação, eu interromperei meus esforços.
*Ele virou só o rosto em seguida.* A segunda coisa que exijo é rotas comerciais e exclusividade em alguns acordos assim que Porto for sua novamente. Acredito que achará muito benéfico manter boas relações com Allagrite. Caso estiver de acordo com minhas condições, enviarei você, Alice e um grupamento para Porto. Entenda, seria irresponsável de minha parte invadir a cidade ou tratar este assunto com violência. Quero tentar uma solução pacífica antes de tudo.

Lorde Cerberus
O Lorde se recompôs, conforme Locust havia esperado. Atento ouviu as propostas do homem. Ele imaginava que o homem pediria algo em troca, no entanto, Locust não tinha ideia do erro que estava cometendo.
- Infelizmente foi o que aconteceu, agora dependo de sua misericórdia para poder voltar à Porto. Estou ciente de que Allagrite necessite de recompensas, afinal é uma situação difícil, devo desculpar-me por não ter oferecido nada imediatamente, no momento só posso esperar que me ajude sem mesmo a certeza de que posso lhe dar algo em troca, só trago a mim mesmo, pois foi o que restou.
Respirou profundamente.
- Fica claro pra mim que quem estende a mão m momento de necessidade torna-se amigo, e como uma nação amiga, Porto abrirá seus portões de bom grado. Temos especiarias de todos os lugares desta terra e de terras ao redor, posso te oferecer parte daquilo que a Cidade recebe pelo comércio e assim que consolidar novamente o governo podemos discutir mais a fundo essa questão.

Narrador
*Locust fez um afirmativo com a cabeça.* Está acertado então. Quero que vá com Aline para Porto. Ela será a minha representante e tentará firmar um acordo pacífico com seu irmão. Caso ele se recusar ou tentar atacar qualquer um de vocês, estará declarando guerra à Allagrite, pois quebrará uma cortesia diplomática. Nem os piores adversários atacam seus mensageiros.
*Locust ergueu o braço, fitando-o.* Lorde Altair, o grupamento estará pronto em algumas horas, mas imagino que esteja cansado e faminto da fuga. Poderá ficar na cidade e então partem amanhã. Está de acordo?

Lorde Cerberus
Ah como eram previsiveis os governantes, nada era de bom grado e tudo era pela população, ainda que a ameaça pudesse cair por sobre sua cidade ele ainda não se conteve em pedir um bom adiantamento. De qualquer forma, tudo andava nos conformes até aquele momento, o cenário já estava criado.
- Se assim o quer Milorde. Penso que meu irmão ainda conserva os bons costumes, seu único mal é a ganância..talvez seja o desvio de conduta mais encontrado atualmente, o problema é que ele tem um exercito e poder. Será bom descansar após esse tempo de viagem, agradeço a cortesia!
Cerberus sorriu e reverenciou Locust. Se me permite, ficaria agradecido em poder comer algo.

Narrador
Certamente, milorde. Aline, leve-o até o salão de jantar e depois indique-o um dos aposentos de visitantes. *Locust devolveu a reverência e Aline fez um sinal para que ele a seguisse. Não conseguiram deixar a sala do trono antes que um oficial surgisse do elevador, esbaforido. Ele parou diante de Locust e disse.*
Lord Locust! Descobrimos um corpo e um cristal mágico na boca do túnel da área proibida A-15! Foram descobertos logo depois que Lorde Altair foi escoltado até o quartel! *Locust fez um sinal com a mão, fitando Cerberus.* Lorde Altair, você estava no túnel há apenas algumas horas. Pode me explicar o que significa estes achados?

Lorde Cerberus
Cerberus ia saindo quando o oficial entrou esbaforido, o assustando com tamanha pressa. Logo ouviu Locust.
- Como contei a Milady Aline, fui atacado por um besta, e os remanescentes de Porto que vinham comigo como minha guarda foram mortos, esse é o corpo que encontraste, aliás, deveriam ser mais de um corpo. Quanto ao cristal, nada sei que possa te ajudar, não pertence a mim!
Cerberus falou com firmeza, reforçando a história que tinha dito a Aline.
- Acredito que na atual circunstância possa desconfiar de mim, mas eu nunca fui um bravo guerreiro Milorde e só estou a salvo graças aqueles que morreram naquele lugar para que eu pudesse cumprir a promessa que fiz ao meu Senhor!

Narrador
*Locust coçou o queixo, fitando Cerberus por alguns segundos e depois disse.* Acredito em sua palavra, Lorde Altair, mas gostaria que não deixasse nenhuma informação de lado a partir de agora. Se houver outros corpos, ou qualquer coisa relevante, eu gostaria de saber. Fui claro? *Ele permitiu que Cerberus e Aline deixassem aquele andar, ficando sozinho com o oficial.*
*Desceram até o salão de jantar e Aline o acompanharia na mesa, apenas comendo algumas frutas. Ela não comentaria nada sobre o ocorrido, mas estava mais pensativa do que quando entrou no prédio com ele. Em seguida ela a levaria até o aposento e diria para estar no pátio térreo aos primeiros raios da manhã, quando ela e os homens estariam prontos.*

Lorde Cerberus
- Lorde Locust, será como me pediu. Obrigado!
Se retirou da sala, retomando o caminho anterior.Desceram até uma sala onde havia um banquete.
- Milady Aline, está tão calada. A ida até Porto a deixa assustada?
Cerberus notara a mudança. talvez ela começasse a desconfiar de algo, apesar de que não achava que havia alguma falha naquilo que contara, não houvera nenhum segredo exceto pela pedra, que agora tinha sido descoberta. Não alongaria assuntos com Aline, exceto se ela se puxasse mais assuntos. Durante a noite Cerberus daria uma pequena volta da cidade, buscando os lugares menos frequentados pelas altas classes, no entanto, muito frequentados pelas informações deles. No entanto, cerberus ainda permaneceria também no castelo.

Narrador
Hm? Não, na verdade não, Lorde Altair. *Respondeu Aline, retornando de alguma distração.* Claro, tudo pode acontecer, mas estaremos bem protegidos. Levaremos dois construtos guardiões e homens bem treinados.
*Por motivos de segurança, Cerberus não poderia deixar a cidade, mas não era um prisioneiro. Ele andaria pela cidade e notaria que sempre havia pelo menos duas pessoas seguindo-o. Pessoas com roupas civis, mas eram claramente agentes à paisana. Eles não fariam nada, apenas mantinham Cerberus em seu campo visual a todo momento desde que ele deixara o prédio.*
*A pobreza da periferia de Allagrite contrastava com o requinte dos bairros mais ricos. A tecnologia ali era escassa, e os poucos que possuíam partes do corpo mecanizadas não tinham dinheiro para a manutenção dessas partes, deixando-as defeituosas ou incompletas. Qualquer um que sequer prometesse tecnologia para aquelas pessoas ganharia a confiança delas. Era algo que poderia ser importante para Cerberus no futuro próximo.*
*Os agentes não seguiriam Cerberus assim que ele retornasse ao prédio. Conforme Aline havia dito, lá estavam ela e os soldados prontos no pátio para a partida aos primeiros raios da manhã. Atravessaram a grande ponte levadiça do abismo, que se movia em horas pré-determinadas e era o maior trunfo da defesa de Allagrite. A caravana formada por veículos mecanizados magicamente seguiria pela estrada para oeste seguindo a margem do rio, até chegar à Cidade do Porto.*

Lorde Cerberus
- Sim, creio que seus sentinelas sejam muito capazes, fiquei aterrorizado com o ataque ao meu pobre amigo goblin.
Dali ele terminaria de comer e se retiraria para o quarto, saira às escondidas À noute e se certificou de não ser seguido, inclusive utilizou-se de uma capa para que seu rosto não fosse visto, e de costume, agora teria um terceiro nome. Verificou que a cidade não era tão rica e pomposa como se mostravam, o que era de praxe, somente uma vez em sua longa vida é que viu uma cidade em que até mesmo servos eram bem tratados financeiramente, uma única, nunca mais obteve essa visão. Entraria em algum bar, e procuraria pessoas mais abertas, para que pudesse conversar e entender um pouco das coisas que se passavam em Allagrite.

Narrador
*Enquanto os agentes ocupavam-se com a cópia deixada por Cerberus, ele teria mais liberdade para explorar a cidade. Adentrou uma taverna na periferia frequentada principalmente por humanos. Aparatos mecânicos eram vistos aqui e ali no recinto, a maioria defeituoso ou quebrado de alguma forma, como o braço mecânico responsável por despejar vinho em canecas que sempre molhava seus clientes.*
*A primeira coisa a chamar atenção foi um homem sentado ao balcão, maltrapilho e com uma barba desgrenhada, que segurava uma grande caneca de alguma coisa muito alcoólica e fedorenta e esbravejava à plenos pulmões.* Bah!! Cidade do progresso uma ova!! Aquele bunda mole do Locust só está lá porque os vencedores da guerra permitiram! Faz quanto tempo que ele está prometendo verba para reparar nossas bugigangas? Desde sempre!!

Lorde Cerberus
*Pois Cerberus assentou-se com aquele homem de aspecto asqueroso, com um movimento de mão pediu que lhe servissem e servissem seu novo amigo*
- Então, aceita uma bebida? Me chamo Lamar...Gostaria de um pouco do seu tempo.
Ele fora incisivo propositalmente, acreditava que o bebado não estaria se importando com coisa alguma mesmo.
- Esse lado da cidade está meio decadente mesmo...

Narrador
*O velho ficou eufórico com a oferta de bebida.* Estão vendo?? Aqui está uma pessoa educada! É claro que aceito uma bebida, meu bom homem! Qualquer homem que oferece uma bebida ao velho Julius é um homem decente! *Ele fez um sinal ao taverneiro para que servisse a ambos e então complementou.*
Está totalmente decadente, Lamar! Locust está ignorando completamente este lado da cidade! Já é hora daquele incompetente sair! Juro que se me pagasse mais uma bebida, eu começaria uma campanha para colocar você no lugar dele!

Lorde Cerberus
- Nossa..uma tanto precipitado de sua parte. Mas devo supor que não seja o único que esteja insatisfeito com a situação dessa cidade.
Fez uma pausa e tomou um pouco da bebida que o taverneiro ttrouxe
- Sua proposta me interessa muito Julius, e você ter sido direto me poupou muito tempo.
Ele retirou algumas moedas do bolsa. Dez, para ser exato, reluziam.
- Fique com essas como minha parte no nosso pequeno acordo. E por agora eu gostaria que você me contasse sobre como as coisas acontecem naquele Conselho que tem o Poder de Altonia.

Narrador
*O homem abriu um sorriso de orelha à orelha ao ver as moedas. Cerberus era agora o melhor amigo que ele tinha no mundo. Enquanto pedia mais uma bebida, o homem respondeu prontamente.*
Bah, aquele Conselho é uma piada! Deixaram que Locust ficasse como regente de Allagrite porque precisavam de um cachorro encoleirado para tomar conta de Altonia! As outras duas cidades, Korhaus e Espennia, fazem o que querem com Locust, todos podem ver isto! Se eu fosse ele, colocava aquelas cabeças de metal para funcionar e dominava todo este lugar! Não deixaria que ninguém me desse ordens!
*Por "cabeças de metal", o homem se referia aos Construtos Guardiões. Era o termo usado popularmente para se referir aos construtos.*

Lorde Cerberus
- Um cachorro encoleirado serve pra muitas coisas Julius. Mas eu não gosto deles tanto quanto você. Talvez o regente só esteja um pouco acanhado para se libertar das correntes....eu acho que a gente deveria ajudar.
Sorriu de forma despretensiosa, como se acreditasse que poderia fornecer ajuda à cidade.
- Você me ajudou muito com essa informação, meu caro. Agradeço muito. Mas espero que isso aqui fique entre nós por enquanto
Cerberus perdiu que ele guardasse segredo, mas na verdade, pensava que aquele homem não tinha essa capacidade, e esperava que ele passasse à frente a conversa.
- Mas não se esqueça do nome que direi, Cerberus é quem tem olho por aqui.
Com isso ele finalizaria a conversa e sairia, retornando aos aposentos em que Altair estava. Agora era só aguardar que a cidade começasse a falar por si mesma.

Narrador
*O homem curvou-se, prestando toda atenção do mundo em Cerberus, esperando para ouvir o tal segredo. Depois de ouvir aquele nome, o homem naturalmente tinha dúvidas.* O quê? Quem ou o quê é Cerberus? Espere! *Sussurrou, mas o lorde já havia se retirado da taverna. Cerberus não teria dificuldade em esgueirar-se através das ruas escuras e retornar ao aposento na torre, onde sua cópia Altair residia, após fazer um excelente trabalho em atrair os guardas que o seguiram por toda a noite.*
*No dia seguinte, pela manhã, conforme combinado, lá estava Aline no pátio juntamente com um batalhão de soldados e alguns construtos guardiões, prontos para partir para a Cidade do Porto em suas caravanas mecânicas mágicas.* Pronto para partir, senhor Altair? Vamos resolver isso de uma vez por todas. *Disse a moça, sem mencionar em nenhum momento sobre os guardas que o seguiram na noite passada.*

Lorde Cerberus
*A discrição de Cerberus era notável. Ele nada diria a respeito da sua percepção dos guardas, até porque isso não tinha importância. Ele se retirava de Altonia com a certeza premente de que seria uma cidade um tanto quando fácil de se apossar. O Lorde no comando tinha fome de poder ao que lhe pareceu pela voz do homem na taverna.
No horário combinado ele desceria ao encontro da Comitiva. Aline estava um tanto mais confiante, apesar de manter uma desconfiança costumeira de pessoas que trabalham em serviços de inteligência.*
- Bom dia, Milady Aline. Estou pronto para partir. Gostaria de resolver essas questões o mais breve possível.

Narrador
Eu também, Lorde Altair. *Respondeu Aline com um afirmativo e então deu a ordem para que saíssem. Ela e Cerberus foram no interior de um veículo no meio da fila da caravana. Os homens e suas máquinas adotaram um ritmo puxado para que cobrissem a distância até Porto rapidamente.*
*Chegariam em Porto com o sol à pino. Aline mandou a caravana parar a metros de distância dos portões da cidade e disse à Cerberus, ainda dentro do veículo.* Muito bem, Lorde Altair, vamos testar as verdadeiras intenções de seu irmão. Venha. *Fez um sinal para que ele a seguisse e desceu do veículo, se aproximando um pouco dos muros de Porto. Ela falou em voz elevada em seguida.*
Atenção, soldados de Porto! Sou representante de Lorde Locust, regente de Allagrite de Altonia, e desejo falar com seu regente! Estou acompanhada do irmão de seu regente, Lorde Altair, que vem em paz! Por favor, deixe-nos entrar para que possamos entregar nossa mensagem!

Lorde Cerberus
Cerberus não conversaria muito durante a viagem. Aline perceberia que ele estava irrequieto, provavelmente por causa do encontro com o irmão. Não demoraria muito e as máquinas mostrariam o quanto de agilidade elas acrescentam a uma viagem, chegariam logo ao destino.
Porto estava lá, uma cidade parecida como uma joía ao longe devido ao belo castelo erigido entre as muralhas e o mar. Ao redor a muralha que antes tinha um tamanho razoavel, tinha dobrado seu tamanho. Não era de se estranhar, a cidade estivera movimentada durante aquele período fora.
- Sim, vamos em frente.
Cerberus sairia do carro seguido de Aline, ele tomaria a frente ligeiramente. Aline então chamou a atenção do guardas do Portão. Não eram qualquer guarda, eram dois homens de dois metros de altura que estavam um de frente para o outro na arcada. Algo neles era diferente, os cabelos eram cinzentos, apesar do corpo de aparente juventude. Eles não se moveram, apesar de desviarem o olhar brevemente para a mulher. Lá de dentro um outro homem, bem diferente daqueles dois saiu de dentro da muralha, atraves de uma porta ao lado.
- Boa tarde viajantes de Allagrite, - O homem sorriu, mas não era um sorriso comum, os seus dentes eram pontiagudos e ele possuia uma língua bifurcada, como uma serpente. Os olhos do homem eram brancos e ele se vestia com túnicas sobrepostas de aparência luxuosa.
- Vejo que não voltou sozinho, Mestre Altair. - o ofídio sorriu e voltou-se para Aline, aproximando-se. - Perdoe meus modos. Me chamo Nagariat, sou o novo Conselheiro do Rei, como deve saber, Lorde Cerberus. Porto está aberta a visitantes, não precisam temer.
Nagariat estendeu a mão permitindo a passagem e convidando Aline.
- Nós os aguardávamos - Deu uma risada. - Tenho certeza que Altair se lembra do caminho, infelizmente não poderei seguir adiante com vocês!
O ofídio sumiu pelo mesmo lugar que tinha saído, assim que eles passaram pelo portão, os guardas altos permaneceram quietos, apenas seguindo-os com os olhos

Narrador
*Aline ficou ligeiramente apreensiva enquanto Nagariat falava, principalmente ao conferir a aparência estranha daquele homem. Enquanto atravessavam os portões, de volta ao interior do veículo, Aline perguntou à Altair, em um último momento de conversa reservada entre os dois.*
Então seu irmão se chama Lord Cerberus... Como ele estava esperando seu retorno, Altair, se você disse que fugiu de Porto?
*Independente da resposta dele, desceriam novamente em instantes. Aline ordenaria a seus homens que ficassem de prontidão e com uma fuga planejada, caso tudo desse errado. Ela esperaria que Altair a guiasse até a presença de Cerberus, já que Nagariat havia afirmado que ele conhecia bem a cidade.*

Lorde Cerberus
Altair voltou ao veículo e ficou calmo enquanto Aline tomava o trabalho de desconfiar.
- Ele me conhece bem o suficiente para saber que eu não deixaria o povo de Porto à sua mercê.
Fez uma pausa e olhou profundamente para a moça
- Milady, me perdoe, mas acha que meu irmão destruiu um continente inteiro sendo inocente?
O olhar de Altair queria incriminá-la de duvidar dele, mesmo que ainda não o tenha posto em palavras.
Tão logo a frente enquanto desciam, Altair tomou a frente e como sempre fazia, apontava os caminho esticando o braço e permitindo a passagem da jovem.
- É por aqui Milady.
As construções de Porto não eram gigantescas nem opulentas, mas era fácil identificar os centro de comando pelas caracteristicas abobadas piramidais. Eles entrariam numa daquelas construções e após um corredor cujas paredes eram adornadas por pinturas dos antigos monarcas eles entrariam na Câmara do trono, em que Cerberus estaria em algum lugar, apesar de eles não verem, estava tudo selado com mantos escuros, impedindo a luz do sol, não havia ninguém no trono, que ficava no alto de uma escadaria de tres degraus.
- Bem vindos....
A voz suave de Cerberus ecoou pela sala.
- A que devo a honra dessa visita?

Narrador
*Conforme avançavam pelo corredor, Aline ficava mais apreensiva. Possuía treinamento para lidar com as mais diversas situações de perigo, mas havia ali algo... Sobrenatural, que não sabia identificar. Assim que chegaram na sala escura do trono, a moça chegou a colocar a mão sobre o cabo da kukri na cintura, quando ouviu aquela voz onipresente. Procurou se controlar e respondeu em seguida.*
Eu sou Aline Dempsey, representante da cidade de Allagrite do reino de Altonia. Vim a mando do regente de Allagrite, Lorde Locust. Segundo o relato de Lorde Altair, ele era o regente de Porto e você o expulsou, tomando para si o controle da cidade. Além disso, recai sobre você as acusações de pilhagem e morte de inocentes em outras regiões.
*Aline parou para respirar e continuou, com mais firmeza.* Lorde Locust exige que o controle da cidade seja devolvido à Lorde Altair de forma pacífica. Caso contrário, haverá.... Consequências desastrosas.

Lorde Cerberus
Houve um silêncio extenso após a jovem ter terminado de falar e em seguida uma risada irrompeu pela sala e em seguida sons de passos.
- Minha jovem, Aline, não é isso? Creio estão enganados quanto a mim.
Cerberus saiu das sombras, caminhando vagarosamente, descendo os degraus que levavam ao trono, parando no último deles. A feição era idêntica a de Altair, como era de se esperar.
- Primeiramente que meu irmão não era regente, ele era conselheiro, e em segundo lugar jamais tomei essa cidade, eles me escolheram. Ou acaso viu algum tipo de rebelião aqui. Sou aceito, eu trouxe paz a esse povo, os protejo como Altair jamais poderia fazer. Nada mais justo que eu permaneça com alguns bens.
Ele sorriu e observou a tensão no corpo de Aline.
- Cerberus, não seja mentiroso, sabe bem que tomou tudo aqui utilizando de força, ou meu amo morreu por causas naturais?
Altair disse com o tom claramente irritado.
- Não ouse em minha casa Altair, não te dei a liberdade da palavra, o assunto é entre mim e Aline.
A tensão dos dois cresceu, mas Altair cedeu, estava em território inimigo.
- Então me diga, Senhorita, qual interesse de vocês na causa de Porto, ao que me consta nem negócios vocês tem conosco, a não ser uma ou outra rota comercial privada. O que temem?
Cerberus abriu um sorriso presunçoso, ajeitando o kimono negro que ele vestia, agora muito bem colocado, inclusive utilizando um calçado fechado.
- Que mal vocês pretendem me causar? Ou que vocês pensam que podem me causar?

Narrador
*Aline olhou com firmeza para Cerberus, permanecendo parada, mas era claro que estava nervosa, até mesmo com medo daquele homem misterioso.* Altonia é o reino mais próximo de Porto. É natural que Lorde Locust se preocupe com alguém que já tomou uma cidade e que tem um passado de conquistas sórdidas em outro continente. Estou errada, Lorde Cerberus? Não é bom para ninguém ter um genocida aumentando seu poder.
*Aline cruzou os braços, tentando transmitir uma firmeza que, no fundo, era falsa.* Allagrite possui um exército bem treinado, além dos famosos Construtos Guardiões, maravilhas mecânicas imbatíveis. Caso eu não voltar com uma resposta positiva, ou algo acontecer comigo ou com Altair, Lorde Locust responderá com força. Isto posso lhe garantir, Lorde Cerberus.

Lorde Cerberus
- Você machuca meu coração falando assim, Senhorita Aline. Jamais matei ninguém, eu apenas governo para o povo, não tenho culpa dos desejos doentios que eles tem. Sempre fui libertário, as pessoas fazem o que querem, não interfiro em suas vidas. Eu diria apenas para não levantar falso testemunho a respeito de mim.
Desceu o último degrau e deu alguns passos à frente, com um movimento de mão, abriu uma das cortinas, iluminando a belíssima sala do trono.
- Você não sabe coisa alguma do meu passado, e vem com toda sua empáfia de heroína me dizer o que eu devo ou não fazer. Pois lhe direi que não existe nada que me tirará daqui. E direi ainda mais, você vai me ajudar a permanecer aqui.
Ele sorriu, agora um pouco mais amistoso, deixando a tensão dissipar.
- Locust, é certo, que terá interesse no que tenho a oferecer.Sou o monarca de Porto, a cidade que possui a melhor Marinha deste continente, e que conhece o muito além mar. Posso oferecer a vocês meus cientistas, que podem melhorar seus maquinários. Sei que Allagrite tem suas misérias, e Locust na certa gostaria de uma cidade mais forte.
Cerberus mostrou que não era a violência que gostaria de usar, aproximou-se de Aline, após ir até uma mesa ao lado do trono e selar um pergaminho.
- Tome, esses são meus termos para vivermos em comunhão. Até mesmo meu irmão poderá voltar.
Altair se enfureceu
- Não é possível que farão acordos com essa víbora. Me recuso a acreditar. Guerreiem a meu favor, é isso que pedi a Locust.
Cerberus se afastou, , guardas entraram ao ouvir a voz alta, Altair avançava para cima de Cerberus, mas foi agarrado pelos guardas.
- Não sou bem eu quem é o mal aqui. Agora se retirem! Tenho muito a resolver.
Deu as costas aos dois.Altair começou a gritar impropérios ao irmão. enquanto os guardas o retirava da sala.

Narrador
*Sem muitas opções, Aline pegou o pergaminho e disse.* Ouvirá a resposta de Lorde Locust muito em breve, Lorde Cerberus. Com sua licença. *Fez uma pequena reverência e começou a se retirar, saindo juntamente com Altair que era carregado até a saída. Uma vez lá fora, Aline esperaria que os guardas soltassem Altair e se afastassem, para então comentar.*
Odeio ter que dizer isto, Altair, mas seu irmão está certo. Exceto pelo seu relato, não temos nenhuma prova de nenhuma barbárie que ele tenha cometido. E se Cerberus não representa perigo para este continente, é certo que Locust irá querer firmar algum tipo de acordo com ele. Se o seu irmão será leal ou não ao acordo, veremos.

Lorde Cerberus
- O que?
Altair se desvencilhou dos guardas e começou a se ajeitar, mas seu tom de voz ainda alterado.
- Vocês acreditarão nele?
Altair se mostrou ultrajadado.
- Pois escute bem o que tenho a dizer. Vocês irão se arrepender disso tudo.
Foi se acalmando com o tempo, mas o silêncio se apossaria de sua boca naquele momento.

Narrador
*Aline retornaria para Allagrite e Altair poderia vir com ela se quisesse. Não tinha certeza se ele iria permanecer em Porto, mesmo depois de Cerberus ter dito que ele poderia ficar. Caso voltasse para Allagrite, Altair continuaria recebendo abrigo e proteção. Aline entregaria o pergaminho com a proposta para Lord Locust.*
*Locust responderia à proposta enviando outro pergaminho através de um mensageiro de Allagrite. No documento de resposta, ele dizia que aceitava o acordo, mas que gostaria de firmar as condições e selar o arranjo em pessoa. Na carta, ele convida Cerberus e sua caravana para um banquete a ser realizado dali a duas noites, no salão do prédio principal de Allagrite.*
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Re: A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Dez 12, 2014 5:28 pm

Lord Cerberus
• *Altair voltaria em silêncio, sem grande questionamentos ou sem expressar seu descontentamento com toda aquela história.
Aline decerto entregaria a proposta sem grande dificuldade e sem ousar abri-la. Ao que parecia tudo correria muito bem, conforme o planejado.
Pouco tempo depois um mensageiro chegaria para mostrar o contentamento de Locust, não exatamente isso, mas Cerberus imaginava que o homem queria mais poder, e era isso que ele oferecera, um exército fora do comando das cidades de Altonia, Locust não era idiota, apesar de bem mandado.
Uma carta de resposta seria mandada de volta. Os seguintes dizeres estariam nela:
"Lorde Locust,
Peço desculpas pelo meu desagradável irmão tê-lo colocado diante dessa situação delicada. Diante dessa frágil relação, fico feliz em comparecer em sua cidade para uma amigável visita a fim de tratar de assuntos de interesse de nossas cidades.
Cerberus"
Juntamente com a assinatura, uma insignia marcada sobre o papel, três lanças cruzadas, com chamas sobre ela.
Duas noites depois Cerberus tomaria o caminho de Allagrite, juntamente à sua comitiva Nagariat, o ofídio que os tinham recepcionado outrora, e dez guardas reais, que vestiam-se com armaduras delicadas feitas de um metal prateado, todos carregavam o símbolo das lanças incendiadas.
Cerberus estaria com roupas formais, um kimono, vermelho, com fios dourados desenhando flores por toda a extensão do pano. Os cabelos pretos presos em um coque, realçando seu rosto naturalmente branco e ossudo. os olhos eram atentos, apesar de meio puxados.

Narrador
*Cerberus e sua comitiva seriam identificados já na grande ponte do abismo, a "única" forma de entrada em Altonia. Após atravessarem a ponte levadiça, seriam escoltados por construtos guardiões até o prédio onde ficava o regente. O salão ficava naquela área, em uma construção ao lado do prédio. Era um galpão grande e alto, perfeito para ocasiões como esta.
Cerberus, Nagariat e seus dez guardas seriam recebidos no salão. Como esperado, lá estava Lorde Locust ao centro da mesa do banquete. Ao seu lado estava Aline Dempsey, trajando um vestido vermelho e cabelo arrumado, muito diferente de como andava em seu cotidiano. Altair não fora convidado. Isso era medo de Locust que ele pudesse estragar as negociações? Ou medo que ele revelasse à Cerberus sobre o túnel secreto? Locust se levantou e se aproximou de Cerberus, estendendo a mão para o regente de Porto.*
Lorde Cerberus, finalmente nos conhecemos pessoalmente! Eu sou Lorde Locust. Sejam bem vindos à Allagrite. Por favor, fiquem à vontade. Bebam e comam. Mais tarde farei o anúncio de nossa aliança.

Lord Cerberus
- Excelente!
Cerberus se sentia triunfante ao ver a porta gigantesca se abrir para ele e isso tudo sem que quase nenhum sangue molhasse a terra.
Todos entrariam, curioso por conhecer Allagrite, e os guardas ficaram bem contentes ao ver aqueles guardiões mecânicos, seria menos risco para eles, principalmente ao se tratando de proteger Cerberus.
Logo estavam na frente do salão. Nagariat entrou antes e anunciou a entrada do Lorde. Cerberus se sentia a vontade nesses tipos de situação, ele gostava, era um de seus pecados.
- Lorde Locust é um prazer conhecê-lo. Conheça Nagariat, meu Conselheiro e amigo.
O ofídio sorriu e fez uma breve reverência.
- É um prazer Milorde.
Cerberus observou os demais convidados,a jovem Aline chamava a atenção.
- Milady, é um prazer revê-la!
Os guardas reais iam entrando enquanto isso, se postando nas saídas do grande salão.

Narrador
*Locust cumprimentou Nagariat com uma reverência, enquanto Aline fez o mesmo com Cerberus.* Milorde, igualmente... *Respondeu a moça, sem muito entusiasmo. Ela não gostava daqueles eventos com toda aquela pompa, mas sabia que sua presença era importante. Ela não gostou de reencontrar Nagariat. Não gostava de sua aparência estranha.*
*Locust fez um sinal para Cerberus.* Venha, Lorde Cerberus, sente-se comigo. Precisamos acertar os últimos detalhes de nossa aliança. Então depois todos saberão. *E falou mais baixo a ele, enquanto caminhavam aos assentos.* Deve ter percebido a ausência de seu irmão. Eu não quis a presença dele, pois isso poderia causar... Atritos desnecessários entre vocês...

Lord Cerberus
Nagariat sabia que causava uma forte impressão, e gostava disso. Ele fez questão de cumprimentar Aline, pedindo-lhe a mão para que pudesse beija-la.
Cerberus acompanhou Locust.
- Sim, vamos prosseguir com nossos negócios. Quanto a meu irmão, você fez bem. Iria atrapalhar essa festa tão agradável. Seria desnecessário trazê-lo aqui para isso.
Assim que assentou-se, aguardou que Locust introduzisse seus pontos.

Narrador
*Aline cumprimentou o ofídio com leve expressão de nojo, sentindo aquela língua bífida roçar-lhe as costas de sua mão. Ela tentaria se sentar o mais longe possível dele, mas ninguém iria fazer-lhe uma desfeita se ele pedisse um assento ao lado dela. Enquanto isso, bebidas e comidas dos mais variados tipos eram servidos à mesa e Locust começava a falar, após molhar a garganta com vinho.*
Gostaria de começar pedindo desculpas, Lorde Cerberus. Talvez eu tenha sido deveras agressivo ao enviar Aline e Altair até sua cidade, com a ameaça de conflitos. Obviamente eu não havia enxergado ainda todo o potencial de Porto. O fato é que existem mais duas cidades importantes em Altonia, Korhaus e Espennia, que não me dão o valor adequado. Eu tenho o maior poderio bélico do reino e sou a primeira e última linha de defesa. Nada mais justo que Allagrite ser a cidade mais importante, concorda?
*Locust pigarreou, olhando ao redor, e continuou, em tom mais baixo.* O que estou querendo dizer, Lorde Cerberus, é que me ajude a derrubar o conselho atual de Altonia e a instaurar um novo conselho, formado por nossas cidades. Com o meu poderio bélico e o domínio de todo o território altoniano e suas rotas exclusivas de comércio, seremos uma grande potência. Você me ajudará nisto, milorde?

Lord Cerberus
Cerberus se serviu com um pouco de vinho e pôs alguma coisa no prato, não era uma de suas comidas favoritas, nem sabia o que era. Atentou-se então ao que Locust dizia.
- Está perdoado milorde, sei como é difícil manter a paz, então sempre devemos estar prontos para a guerra. De qualquer forma, isso aqui já é pedido de desculpas mais que suficiente.
Tomou um pouco de vinho enquanto observava Nagariat ocupado em deixar as pessoas desconfortáveis.
- Vê? - Apontou para Nagariat - Somos como aquele ofídio, que é abominado por todos a cada ação que tem que tomar. Ser o líder de uma nação não é fácil, temos que nos responsabilizar pelas coisa e deixar de nos importar com outras.

Lord Cerberus
Locust estava com mais sede de poder do que ele podia imaginar, já falara abertamente sobre suas propostas para o governo, sinal de que a carta tinha sido de grande valia.
- Estou de pleno acordo contigo. As demais cidades dependem de você e não o contrário. Que oferece poderio a essa nação é Allagrite, que se ocupa em defender suas fronteiras. Penso que você deveria ter o maior Poder do Conselho.
Cerberus deu uma olhada ao redor, para perceber se alguém prestava atenção a eles
- Milorde Locust, decerto que não me oporei à suas forças militares - riu em tom de brincadeira - Estou aqui exatamente para ajudar. Acho extraordinário o seu trabalho em Allagrite e todas essa maravilhas mecânicas, e olha que eu vi pouco ainda. Agora..eu irei precisar que me coloque a par da sua situação política e de como funciona as coisas nas outras cidades. Estou certo que juntos faremos muito por nossas cidades!

Narrador
Certamente, Lorde Cerberus. *Locust comeu uma fatia de um assado e depois continuou.* A cidade de Espennia é o centro intelectual do reino. Lá estão os maiores pensadores e inventores de Altonia, compondo uma cultura de sabedoria que abrange muitas áreas, como filosofia, ciências humanas e exatas, arcanismo, etc. Se eu sou o "braço" de Altonia, Espennia com certeza seria o "cérebro".
*Ele fez uma pausa para engolir e prosseguiu.* Sendo assim, Korhaus seria o coração da besta altoniana. É a cidade mais importante atualmente. Ali nasceu o reino de Altonia, abrigando as famílias mais tradicionais e nobres, as primeiras que chegaram até esta região há séculos atrás. Após a guerra interna que tivemos, eles me colocaram como regente de Allagrite, achando que eu seria controlado por eles para sempre. Tolos.
*Locust deu um pequeno soco na mesa e continuou.* Korhaus ainda controla toda Altonia. Sempre foi assim e sempre será. A não ser que nós façamos algo, milorde.

Lord Cerberus
Cerberus sorriu, achando graça de Locust achá-los tolos.
- Milorde, o senhor tem toda razão. É tolice julgar alguém como seu cão.
Cerberus mexeu na comida, mas a achando sem graça, comeu um pouco e tomou mais vinho.
- Veja bem, temos que começar então com os Senhores de Espennia, se eles são so que inventam seus aparatos bélicos, poderão ser oponentes a altura. Então eu sugiro que o senhor acione seus amigos. No entanto...- Cerberus o olhou com intensidade - ...o senhor deve saber que eu não gosto de derramamento de sangue. O Senhor terá seu quinhão, mas faremos tudo como deve ser, em paz.
Tomou mais um pouco de vinho e observou Nagariat se sentando à mesa ao lado de Aline.
- Acho que Aline conquistou meu Conselheiro, é uma pena que ele não seja de seu gosto. O problema das pessoas Às vezes está em ver somente pela carne que se mostra. - voltando da divagação - Mas Korhaus tem poderio suficiente para enfrentar-lo, Milorde?

Narrador
*Como era de se esperar, Aline não gostou nada do fato de Nagariat ter se sentado ao lado dela. Ela rezava para aquele jantar acabar logo. Enquanto isso, Locust concordava com Cerberus, mas com ressalvas.* Claro, Lorde Cerberus. Mas se mais uma guerra for necessária para trazer a soberania à Altonia, estaremos preparados para ela.
*Em seguida complementou.* Infelizmente sim. Korhaus pode fazer uma coisa que nenhuma outra cidade em Altonia pode: Eles controlam os Construtos Guardiões. Eles podem desativar os construtos ou até mesmo fazê-los se virar contra nós. Esta razão somente torna impossível a conquista de Korhaus à força.

Lord Cerberus
- Milorde Locust, tenho certeza de que nenhuma guerra será necessária. Fique tranquilo quanto a isso.
Cerberus não gostava de travar batalhas desnecessárias. Uma guerra seria deflagrada ali, mas não em primeiro momento.
- De qualquer modo, tens a minha palavra de que terá meu apoio.
Cerberus se levantou e com uma voz que não parecia ter, encheu o salão.

Lord Cerberus
- Boa noite, Senhores! Como sabem venho da cidade de Porto para selar um aliança convosco. Por isso, eu trouxe um presente para Milorde Locust, em sinal de paz.
Se virou ao ofídio que observava Aline com um sorriso no rosto.
- Nagariat, por favor, agracie-nos!
Nagariat levantou-se.
- Milordes, senhoras, senhores eu me chamo Nagariat, um ofídio, uma raça há muito esquecida, que ficou dormente por séculos....eu estou aqui para mostrar-lhes um pouco da minha antiga civilização.
Nagariat bateu palmas e cuspiu no chão e uma fumaça esverdeada começou a subir e encobrir-lhe. Ele começara seu show de mágica.
- Perdoe-me a ousadia, mas Nagariat é um excelente bobo da corte!
O Lorde se cansara um pouco dos desejos de Locust, queria assinar o tratado e ir em frente.

Narrador
*Cerberus pegou Locust de surpresa. Geralmente é o anfitrião da festa quem faz o discurso, mas o regente de Porto quebrou totalmente o protocolo. Locust não pareceu ligar, entretanto. Levantou-se também e deixou que Cerberus falasse. Observou com surpresa o começo da apresentação de Nagariat e concluiu, falando a todos no salão.*
Que este seja o início de uma aliança frutífera e duradoura! Um brinde à Allagrite e Porto! *Logo após beber o vinho, Locust mandou trazer os papéis da aliança e pena e tinta para que Cerberus assinasse, enquanto o ofídio se apresentava. No documento estavam descritas exatamente as exigências de ambas as partes, conforme combinadas anteriormente. Aline se sentiu aliviada que Nagariat saiu de perto. Depois levantou-se e afastou-se, percebendo que a festa já se encaminhava para o final.*
*Logo após o anúncio, Cerberus foi abordado por um homem e uma mulher. Embora se vestissem bem, seus trajes não combinavam com a gala do evento. Os dois traziam papéis nas mãos e a mulher segurava uma pena e um tinteiro pendurados em um cordão no pescoço. O homem falou.* Lorde Cerberus! Somos correspondentes do Diário de Lagus, o maior periódico destas comarcas! Teria alguns minutos para responder às algumas perguntas?

Lord Cerberus
Cerberus assinaria o acordo sem ler, afinal aquilo era só um papel, o que mais o interessava estava para além daquela cerimônia. Enquanto isso acontecia Nagariat fazia as luzes diminuirem enquanto uma névoa verde cobria o chão ao seu redor, Ele estava mostrando seu poder de duplicação, transformando a névoa em outra cópia sua.
Cerberus já havia assistido o show diversas vezes, e Nagariat não impressionava com ele e sim por suas outras habilidades.
Assinados os papéis, ele se deteve em tomar o vinho e a observar as pessoas ao seu redor, procurando perceber quem continha os poderes da cidade além de Locust. Mas foi interrompido. Duas pessoas se aproximaram.
- Pois não? - Disse com urbanidade, mas não tão satisfeito. - Claro que sim, sem problema nenhum. Vamos conversar!

Narrador
*O público do jantar observava a habilidade de Nagariat com surpresa e sua apresentação arrancava aplausos e sorrisos. Menos de Aline, que observava a habilidade do ofídio com curiosidade, além de nojo. Aquilo era um truque de palco ou a criatura realmente possuía tal habilidade?*
*A observação de Cerberus não rendeu frutos. Locust conversou com muitas pessoas durante o jantar, mas eram todos claramente subordinados a ele. Ninguém superior ou que pudesse ameaçá-lo foi visitá-lo. Ainda não, pelo menos.*
*Os intrépidos correspondentes do Diário de Lagus iniciaram as perguntas um segundo após a resposta de Cerberus, quase como se não precisassem da autorização dele para isso.* Lorde Cerberus, o senhor pretende firmar acordos com as outras duas cidades de Altonia, ou o acordo será exclusivo com Allagrite??

Lord Cerberus
Nagariat era um proeminente enganador, então aquela apresentação repetida diversas vezes não deixaria claro o que era truque e o que de fato ele conseguia fazer, a névoa verde o cobria e não permitia uma clara visão dos movimentos do ofídio. Um bom mágico jamais revela seu segredo.
Enquanto nagariat continuava o entretenimento, Cerberus era sabatinado pelos curiosos de um jornal, ou seja lá o que fosse que eles faziam.
- Eu não gosto de ser precipitado em meus intentos, até o momento tive contato apenas com Locust, esse nobre senhor a quem resolvi estabelecer uma relação. As demais cidades eu ainda não tenho uma posição, mas seria de meu agrado estabelecer uma parceria. Afinal estamos todos buscando o bem comum dos nosso cidadãos, não é mesmo?
Sorriu

Narrador
*É claro que Lorde Cerberus podia imaginar que tudo o que dizia ali iria chegar aos ouvidos das outras duas cidades, mais cedo ou mais tarde. Não só lá, mas em todos os lugares das comarcas onde o jornal era distribuído. Se Cerberus queria causar um impacto ou mesmo usar aquele veículo de comunicação a seu favor, aquele era o momento. O rapaz que fez a primeira pergunta logo emendou uma segunda.*
Mas Lorde Cerberus, todos sabem que as três maiores cidades de Altonia possuem um passado de conflitos. Acha que isto pode atrapalhar em sua intenção de estabelecer parcerias com Espennia e Korhaus?

Lord Cerberus
- Meus queridos, o passado fica onde deve ficar, não é por nada que significa passado, não é? Estou sempre aberto ao diálogo e sei que os demais senhores, assim como Lorde Locust terão o bom senso de querer paz.
Cerberus foi incisivo, talvez um tanto demais, pois o tom de ameaça quase salto aos seus dentes, propositalmente aliás. Observou as reações dos repórteres.
- De qualquer forma, Porto não está aqui para machucar ninguém, pelo contrário, assim como nossos mares, recebemos a todos de portas abertas.Mas devo acrescentar que todas elas são muito bem protegidas!
*Enquanto a festa acontecia por ali, Argan, a terceira cabeça, andava pelas ruelas e becos da cidade, buscando novamente o homem de outrora.

Narrador
*O rapaz agradeceu pela entrevista e logo eles se afastaram. Já tinham a matéria que queriam por hora, mas era evidente que Cerberus voltaria a encontrar aqueles dois em outras ocasiões, caso novos acontecimentos alterassem o cenário de Altonia.*
*A festa corria agitada no grande salão, mas a cidade estava calma lá fora. Tirando uma ou outra briga de taverna, não havia grandes incidentes. Caso Argan retornasse até a taverna que visitara anteriormente, encontraria o velho Julius, para o qual pagara uma bebida, no mesmo banco debruçado sobre o balcão e falando mal do governo atual. O velho já estava acostumado a ser ignorado, portanto não reagiria a menos que alguém lhe abordasse diretamente.*

Lord Cerberus
*Cerberus não se importaria com a retirada dos reporteres, aliás gostou deles terem ido embora, acreditava que cumpririam o papel devido.*
*Na rua Argan andava, procurando não ser notado. Voltaria ao lugar de dias anteriores para buscar a presença do homem, e como esperado lá estava o bêbado*
- Algo que não me espanta, esperar pela mudança bêbado e roncando numa taverna.
Chamaria o atendente e pediria para servir um chá.
- Como você quer mudar essa cidade bebendo assim?Lorde Cerberus está na cidade e ele precisa de uma pequena ajuda!

Narrador
*Argan não seria reconhecido. Dificilmente alguém se lembraria dele, considerando que ele visitou aquela parte da cidade apenas uma vez. O velho Julius, entretanto, se lembrava de toda e qualquer pessoa que algum dia lhe pagou uma bebida. Sua memória existia apenas para guardar isso. Ele tomou um susto com a chegada do rapaz, mas logo abriu um sorriso.*
Eu sabia que voltaria, meu bom amigo!! Ahá, eu sabia! Eu estava certo! Cerberus é realmente uma pess... *E baixou o tom de voz em seguida.* Cerberus é realmente uma pessoa. E ele está aqui?? Onde?? *O velho fez uma cara feia ao ver que ele pedia chá, mas continuou em seguida.*
Ei, ouça... Eu sei que pediu para que mantêssemos segredo da nossa última conversa, mas... Sabe como é, um velho como eu se esquece das coisas, não é? Hahaha!! *Tosse* Bem, algumas pessoas ficaram sabendo do que você me disse. Elas também querem mudar a regência da cidade. Como eles não sabiam o quê exatamente era Cerberus, eles acharam melhor usar um símbolo. Veja.
*Julius apontou para um pequeno cartaz pregado na parede mais distante da taverna. Nele, havia a palavra "Cerberus" escrita em letras estilizadas e embaixo se lia: "A mudança em Allagrite começou. Junte-se à Cerberus." *

Lord Cerberus
*Argan imaginava que Julius não seria um partidário que trabalharia com afinco, no entanto esperava um pouco mais. Mas ainda assim ele seria muito útil. Aliás, quando apontou para os símbolos ficou até surpreso. A língua dele o ajudara.*
- Bem, eu não irei me importar com isso, até porque sua língua grande nos ajudou um pouco. Já que mostrou isso, agora tenho que lhe pedir dois favores, mas para isso preciso que esteja melhor do que nessas condições que está agora.
*Assim que o chá chegasse ele daria-o a Julius*
- Você conhece essas pessoas? Queria conhecê-los, e dar-lhes a boa nova de que Cerberus está conosco nesse momento. Allagrite o recebeu.

Narrador
*Julius fez uma expressão pior ainda.* Ora, o que é isso, meu amigo?? Você me pagava bebidas, agora vai me fazer beber esta porcaria?? Argh, não acredito. Isto faz mal, sabia? *Mesmo reclamando como uma cabra velha, Julius bebeu o chá, fazendo uma careta em seguida. Depois respondeu à Argan, entre caretas e passadas de língua nos lábios.*
Hã... Sim, sim. Eu os conheço. Eles ficam no porão da taverna. Disseram que era o "quartel-general" deles. Eu sou muito velho para participar disso! Prefiro ficar aqui falando mal daquele imbecil do Locust, e bebendo algo melhor do que esta coisa, eu espero! *Julius havia apontado para uma portinhola que ficava atrás do balcão, que dava acesso ao porão. Caso se aproximasse, Argan teria a confirmação ao ver a palavra Cerberus pintada no canto superior esquerdo da porta.*

Lord Cerberus
- Apenas beba e me responda meu colega, além de que as moedas que te dei dá para você beber a semana inteira, se é que ainda te resta alguma.
Argan observou o local apontado.
- Meu amigo, eu irei até lá ver do que se trata. Fique aqui e tome seu chá. Ainda não terminamos.
* Na festa Nagariat finalizava seu show, desaparecendo por completo em meio a bruma verde que se esvaia revelando sua total ausência na sala. Era deixa de Cerberus*
- Bem, acredito que seja hora de irmos, Milorde Locust. temos uma longa viagem de volta a Porto. Mas nos veremos em breve, temos muito assuntos a tratar. Gostaria que ficasse a vontade a ir em Porto, mudamos algumas coisas por lá!

Narrador
*Locust respondeu à Cerberus, cumprimentando-o efusivamente.* Naturalmente, Lorde Cerberus. Agendaremos esta visita o quanto antes! Nossos representantes acertarão as transações comerciais. Agradeço os votos de confiança e tenha uma boa viagem de volta. *Alguns soldados acompanhariam a comitiva de Lorde Cerberus até a saída. Antes de deixar o salão, Cerberus foi abordado por Aline Dempsey, que estava de braços cruzados e tinha uma expressão desconfiada. Ela disse.*
A apresentação de seu subordinado foi algo incrível, Lorde Cerberus. Meus parabéns. Mas fico me perguntando se o que ele fez aqui foi apenas um truque de mágica ou... Uma habilidade real. E então fico imaginando que alguém como ele teria muitos usos para um regente como você...
--
*Enquanto isso, Argan descia a escada para o porão da taverna. As velas espalhadas pelo local iluminavam o ambiente de maneira precária, de modo que era preciso tomar cuidado com cada passo, a menos que Argan enxergasse no escuro. A escada dava para uma sala onde havia uma mesa central e seis pessoas ao redor dela, todas usando roupas e máscaras negras. Uma delas percebeu a presença de Argan e disse.*
Hey, amigo! Este é um clube privado. Vá embora!

Lord Cerberus
*Cerberus cumprimentou Locust e algumas outras autoridades presentes* - Sim, em breve! Ficaremos muito felizes com a visita de vocês!
Cerberus se retirava, ao que foi interrompido por Aline. Ele sorriu. Alines veria que Nagariat estava do lado de fora esperando os demais da comitiva.
- Milady Aline! Você se preocupa demais, acho que meu irmão falou demasiadamente contigo. *Riu* - Como pode ver Nagariat tem muitos mistérios, mas um bom mágico jamais revela seu segredo. Sei que há de compreender!
*Manteve o sorriso e se retirou, caminhando logo a frente dos dez soldados enfileirados que antes tinham ocupado o salão. Nagariat de longe sorriu à Aline e deu uma piscadela, em seguida entraram na cabine da comitiva. Assim que prontos os cavalos partiram puxando-os rum à saída de Allagrite.*
--------------
Argan não teria problemas com o escuro, ele até preferia. Desceria as escadas com certa facilidade. Logo estaria de frente àquele estranho grupo de pessoas que tinham se juntado a cultuar algo que nem sabiam o que era. Assim que o notaram ele soltou uma gargalhada um tanto sinistrra.
- Me convocam à sua presença e depois me mandam embora?
*Ele sumiria no escuro e seus olhos brilhariam em tom avermelhado. Como um fantasma ele apareceria no centro da mesa, tomando forma a partir da massa escura do breu. Cerberus adorava esse tipo de entrada e aquilo acabaria por faze-los temerem a acreditarem fortemente em um forte poder*
- Me chamaram, agora tomem seus lugares junto a mim. Dizei o que buscam e os darei.

Narrador
*Aline permaneceu ali nas portas do salão e fez uma careta ao receber a piscadela de Nagariat. Ela não confiava nem um pouco em Cerberus e faria de tudo para provar que ele não era quem dizia ser. Mas seria difícil mudar a mentalidade de Locust, que acreditava estar mais perto de dominar as outras cidades de Altonia.*
--
*Os mascarados se assustaram quando Argan desapareceu no escuro. Quando ele surgiu perto da mesa, os que estavam próximos se afastaram, assustados. Então um deles raciocinou, depois do que Argan disse.* Espere... Você é Cerberus? Então Cerberus é uma pessoa??

Lord Cerberus
- Uma pessoa?! *Cerberus gargalhou sumindo novamente da vista de todos, tornando-se sombra e deixando sua voz preencher o lugar, o tom dela mudou e agora a voz parecia ser três ao mesmo tempo* - Não me julguem pela sua humanidade, eu sou um deus! Atentem-se agora ao que vou dizer, vocês têm um favor que posso conceder, mas a nossa aliança deve ser selada. Eu dou o que me pedem e vocês me dão a sua alma!
* E ele reapareceu no centro com amão estendida, os olhos brilhando em vermelho.*
- Aqui está, comunguem com minha carne e serão parte de mim.
*Sobre a mão dele estavam pequenos pedaços redondos de uma matéria negra da qual parecia escorrer sangue*

Narrador
*Os seis mascarados se assustaram novamente com os movimentos de Argan. Todos eles recuaram para um lado do porão, enquanto Argan ocupava o outro. Um deles então deu alguns passos para a frente e disse à ele.*
Tudo o que queremos é que Locust seja destronado e que o governo de Allagrite retorne ao povo! Queremos Allagrite libertada! É isto o que nos dará em troca de nosso sangue??

Lord Cerberus
*Cerberus sorriu naquele momento*
- Os desejos são traiçoeiros...
*Aquele movimento demasiadamente político não era exatamente o que ele esperava, mas iria servir. O governo do povo era um erro tolo, nunca existiu povo no poder. Mas eles teriam a oportunidade de experimentá-lo.*
- Oferece-os a minha carne, filhos meus, ofereço o meu poder de transformar. Se é isso que querem eu darei a vocês!

Narrador
*Os seis mascarados se entreolharam. Argan notava que havia duas mulheres entre eles. Um deles cochichou.*
É a única forma de tomar o poder de volta, camaradas. Ele é o único que tem poder para isto.
*Um outro indagou.* Mas como ter certeza de que ele fará o que promete?
*Um terceiro respondeu.* E Locust já cumpriu alguma promessa? Já fez alguma coisa por nós, que moramos na periferia? Eu estou com Cerberus.
*Todos os outros concordaram. O mascarado à frente falou, por fim.* Que seja, Cerberus. Estamos com você. Seremos os primeiros de muitos. *E todos foram até ele para tocar sua mão, tocando também a matéria negra presente ali.*
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Re: A expansão de Lord Cerberus (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sab Dez 27, 2014 11:57 pm

Lorde Cerberus
- Eu sempre cumpro o que prometo, meus jovens pupilos. O que um deus tem a perder?
*Ele se manteve com aquele ar de poder, de como se oferecesse a vida a um pequeno grão de areia. O que eles desejavam não era difícil de conseguir depois de tomar o controle das cidades, mas para eles, seria no mínimo difícil de manter.*
- Sejam bem vindos, meus jovens. Provem de minha força e comunguem do que sei!
*Cerberus daria então uam demonstração de seus poderes aos jovens, assim que eles comessem aqueles pedaços de "corpo" eles seriam inundados de informações, poucas delas úteis, mas daria um efeito nauseante, devido ao grande número de informações que o corpo não estaria disposto a absorver de uma vez só. Como pequeno presente de confiança Cerberus deu a eles um pouco de poder, eles seriam capazes de quebrar até mesmo uma porta de madeira maciça com os braços.( Espero que não haja objeção a isso )
- Terão o que querem, mas atentem-se ao que pedi. Quando a hora chegar, vocês serão chamados a lutar a meu lado.
*Essas seriam as últimas palavras do homem que sumiria diante dos mascarados para voltar a aparecer a beira da porta que tinha entrado. *
- Um exercito a gente começa aos poucos! - riu para si mesmo ao sussurrar essa frase.
*Alcançaria Julius*
- Amigo, venha comigo! *O abraçaria, puxando-o para fora da taverna se ele nao oferecesse resistencia*

Narrador
*Os novos seguidores de Cerberus ficaram atordoados com as informações recebidas de maneira repentina e depois confiantes com a nova força concebida. Um deles falou.* Eu lhes disse! Cerberus é o único que pode nos dar a força necessária para tomar o controle de Allagrite de volta! *Frente à ordem de Argan, eles apenas fariam uma reverência ao seu novo líder e aguardariam. Mas não ficariam parados, naturalmente. Na próxima visita de Argan, haveria muito mais seguidores, uma pequena milícia.*
*Argan agarrou Julius quando o velho estava prestes a tomar um drinque para tirar o gosto daquele chá horrível da boca. Ele acompanhou Argan para fora, cambaleando.* Estou indo, estou indo!!

Lorde Cerberus
*Argan estaria com Julius do lado de fora.*
- Meu amigo, tenho uma missão para você! Evidentemente pagarei muito bem! *Balançaria uma bolsa que estava por dentro do kimono* - Uma boa recompensa por uma viagem! Eu quero que vá a cidade de Korhaus e fale a eles também da boa nova que chega na cidade! Nós não usaremos mais o nome de Cerberus. Diga a eles que a A Estrela da Manhã o manda, e que eles tenham esperança, pois a porca nobreza sofrerá com seus próprios excrementos. Quero que vá a Korhaus e beba e fale a quantos puder, silencie em sua boca o nome de seu senhor Cerberus, somos agora a Estrela da Manhã! Parta imediatamente!
*Argan passaria a ele as moedas de ouro, ofereceria a ele aquela massa negra que ofereceu aos demais dentro da taverna. Era algo importante para um velho bêbado fazer, por isso era melhor ter alguma vigilância*
- Tome, coma isto que irá melhorar de vez a sua tontura. Quanto retornar, darei a você o que quiseres!
--------
Cerberus estava a caminho de volta para Porto, pararia sua carruagem alguns quilômetros distantes da grande cidade de Allagrite e sorriria com intensidade. Tudo parecia estar ocorrendo conforme o esperado até o momento.
- Veja Nagariat, em breve estaremos com nossa grande primeira conquista em mãos.
*O ofídio sibilaria de dentro da carruagem*
- Milorde, não resta dúvidas de que em breve entraremos nesta cidade como senhores...isso nunca me preocupou. Ao contrário dos mares mais além da Passagem de Porto.
- Tudo bem Nagariat, sei que o mar o preocupa, mas até o momento não sei de tropas marítimas mais capazes de enfrentar as crias de Valíope!
- Mas devo lembra-lhe senhor, que não sabemos muito sobre nossos vizinhos ainda para que afirmemos com certeza.
- Pois isso se resolverá muito em breve, não se preocupe!
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