O FIM (para Lei Keylosh, pelo menos)

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O FIM (para Lei Keylosh, pelo menos)

Mensagem por Admin em Sab Ago 05, 2017 8:41 pm

Aqui é o Carlos, player do Lei Keylosh.

Não sei se alguém irá ler isto, já que o fórum está abandonado, mas senti a necessidade de escrever sobre minha "aposentadoria" do RPG (e definitiva desta vez). Já que postei sobre todos os jogos ocorridos, por que não fazer uma última postagem de despedida?

Ao longo dos 17 anos em que joguei RPG (um pouco em mesa e a maior parte online), vi jogadores parando de jogar por diversos motivos. Alguns não conseguiam arranjar tempo para se dedicar, outros achavam que estavam velhos demais para isso e forçaram a si mesmos a parar, outros simplesmente perderam o interesse e outros ainda passaram por situações traumáticas/problemáticas/humilhantes nos jogos ou fora deles e por isso se afastaram.

Admito que, durante os anos de jogos, observando todas essas desistências, pensei em fazer o mesmo em várias ocasiões. Eu não sabia se era hora de parar, não sabia se era a coisa certa a se fazer e qual momento seria o ideal. Por fim, eu concluí que isso viria naturalmente. Enquanto o RPG continuasse me proporcionando diversão e escapismo nas horas vagas, eu continuaria jogando. Enquanto as estórias e os cenários continuassem me inspirando, eu continuaria bebendo desta fonte até que ela se esgotasse.

E ela se esgotaria de fato, mas não repentinamente. Foi um processo lento, que começou com a criação deste fórum em 2014. De algum modo, eu sabia que essa seria minha última empreitada no RPG descritivo online. No fundo, eu sabia que seria meu último projeto e, portanto, fiz questão que ele tivesse um final digno para todos os jogadores envolvidos e, principalmente, para mim mesmo.

Apenas o fato de ter conseguido dar um desfecho satisfatório a um personagem usado por tantos anos, ao lado dos jogadores mais próximos e de confiança que eu conheci ao longo do caminho, fez com que eu me sentisse muito sortudo. Claro, algumas estórias paralelas ficaram em aberto, mas assim é o RPG, não é? Sempre deixando um gancho para uma próxima partida, mesmo que ela nunca venha. Entretanto, eu acredito que tenha conseguido oferecer ao meu personagem a coisa mais próxima de um "final feliz".

Nestes 17 anos de jogos fiz muitos amigos, alguns dos quais conheci pessoalmente. Também fiz muitos inimigos, mas isso é natural para aqueles que colocam paixão em seus hobbys. Nada do que aconteceu com o meu personagem realmente existiu e, no entanto, de algum modo, as experiências dele fazem parte da minha vida, parte de quem sou. A estória de vida de Lei Keylosh vai estar presente em minha mente até meu último dia e sempre vou lembrar-me das aventuras dele com carinho.

O RPG foi uma distração em tempos difíceis. Foi um canal para desenvolver habilidades artísticas, como escrita, edições de imagens e vídeos, e uma forma de adquirir mais conhecimentos gerais. Foi um meio para que eu me expressasse e um reflexo de tudo o que eu pensava e sentia. O RPG me serviu bem. Lei Keylosh me serviu bem e agora ele merece um descanso.

Eu posso assumir daqui, Lei. Muito obrigado por tudo o que você proporcionou para mim. Peço desculpas pelas situações difíceis nas quais te coloquei, mas você aguentou tudo e nunca desistiu. Estou orgulhoso de você, seu mago maluco, como tenho certeza de que você está orgulhoso de mim. Agora vai ficar com sua família e aproveita o seu "Felizes para Sempre", que você fez muito por merecer.

Adeus, Lei Keylosh, e muito obrigado.
Do seu amigo
Carlos

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