"Usque ad finem tempus" (Encerrado)

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"Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Sab Ago 20, 2016 10:15 am

[Resumo: Voltaire vai até Domine Mathesis para contar a Lei Keylosh que sua filha Ialanna, a menina que Lei teve com Ameline Silverleaf, é vítima de uma terrível maldição. Voltaire diz que voltará em dois dias para Mathesis a fim de levar Lei até Ialanna.]




*    Alguma coisa misteriosa pairava naquele lugar... O encontro vespertino não foi por acaso... O ambiente agitado... A ventania e o prenúncio da chuva alimentava conjecturas... Um evento de má sorte? Apenas o tempo poderia dizer...

     Voltaire se despedia de Oberon, homem com as vestimentas negras e uma faixa dourada à cintura, características dos sacerdotes de Ogma, senhor do conhecimento. Fez menção de realizar nova indagação, mas logo silenciado com o aceno positivo, do clérigo.

     O paladino não falou, não mais,  assentindo com gesto de mão e cabeça, mantendo a postura ereta e  séria. Compreendendo o que devia ser realizado, o servo de Ogma não perdeu tempo: retirou um pergaminho mágico, imediatamente aberto e recitado....

     O lugar era estranho.... Diferente..... Precisou de um tempo até se recuperar do efeito teleporte sobre o corpo e sentidos gerais. Quando reabriu os olhos notou ao longe a vista de uma cidade:  Domine Mathesis. Demorou para seguir em direção ao seu destino, procurando analisar a paisagem ao redor e demais detalhes locais.

     A primeira coisa notavelmente visível era a túnica negra, com uma cruz alva bordada. A capa escarlate fechava o aspecto sombrio, da indumentária. Carregava no pescoço um crucifixo de prata, com uma pedra vermelha incrustada. O corpo era protegido por uma cota de malha, cor de prata, de fino acabamento e bem trabalhada: as proteções se prolongavam,  atingindo as pernas e braços. No peito ostentava as condecorações e medalhas adquiridas em detrimento aos serviços prestados aos Justiceiros Sagrados. O grande escudo de aço, com a simbologia dos justiceiros era evidente. Pela cintura repousava, pelo menos, uma espada larga, outra longa e uma maça-estrela de material desconhecido. Luvas grossas protegiam as mãos e permitiam segurar a poderosa lança de cavalaria, preenchida com runas e sinais enigmáticos. Os cabelos ruivos, aparados até a altura dos ombros, permaneciam agitados e levemente revirados: a barba e o cavanhaque eram impecáveis. Preso à sela de montaria um elmo grande, com runas em dourado.

      A montaria, uma águia gigante, alçou voo ao comando do justiceiro, seguindo  até os portões da misteriosa cidade, parando a mais ou menos 300 metros. Aguardava ser recebido ou recepcionado pelos guardas da cidade. A posição ereta da lança era uma postura de paz. Não desejava nenhum conflito, preparado até para deixar o local sem causar nenhum dano, se o povo daquele lugar fosse hostil.


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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sab Ago 20, 2016 10:54 am

Ainda enquanto sobrevoava a região com sua águia gigante, Voltaire notou que o único acesso à cidade se dava através de uma ponte larga e comprida, que passava sobre o rio e desbocava nos portões principais. Ao se aproximar a pé, o paladino já conseguia ouvir o barulho de trânsito de pessoas e animais. O som das carroças pesadas sobre a madeira da ponte, os cascos dos cavalos, o murmúrio indistinto de camponeses, mercadores, soldados e todo tipo de gente indo e vindo. Ficava claro que a cidade abrigava uma rota de comércio, o que atraía viajantes de todas as partes do continente.



Sendo assim, ninguém barraria a entrada de Voltaire. Sua presença, entretanto, seria notada pelos soldados, devido a seus trajes incomuns. Curiosamente, todos os soldados da cidade portavam uma cruz parecida com a do paladino em seus trajes, mas ficava claro que não pertenciam ao mesmo deus ou religião. Voltaire notaria uma população mista no interior da cidade. Alguns dos habitantes usavam roupas e cabelos bem conservadores e outros despojados, evidenciando um choque de culturas. A cidade toda era composta por uma única rua larga e comprida que acabava em uma imponente catedral. Era uma cidade religiosa em sua essência, mas que abriu suas portas para a diversidade.

Caso Voltaire quisesse falar com as autoridades da cidade, poderia abordar um soldado da guarda ou simplesmente tentar conseguir informações se misturando. Ao longo da rua ficavam várias tendas dos mercadores e também havia uma taverna grande que comportava o fluxo de pessoas.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Qua Ago 24, 2016 1:02 am

Se a cidade já parecia multicultural inicialmente, talvez não fosse uma grande surpresa para Voltaire ver que havia, entre os soldados, uma jovem que devia ter seus 18 anos, cabelos lisos e longos e traços orientais. O peculiar ficava por conta dos olhos azuis, o corpo até um pouco franzino em meio a trajes que lembravam quimonos e um daisho preso à cintura. Conversava com desenvoltura e alegria com os soldados, rindo em alguns momentos.

Toda aquela descontração foi interrompida quando alguns soldados notaram Voltaire e chamaram a atenção da jovem. Ela olhou o estranho e até arqueou um pouco as sobrancelhas, cruzando os braços e inclinando o rosto um pouco para o lado. Tinha a peculiar sensação de já ter visto o homem antes em sua vida, embora não soubesse quando ou onde o provável encontro teria acontecido. Não seria ela, no entanto, a se aproximar: aguardaria que Voltaire desmontasse e se aproximasse, tomando a iniciativa de se apresentar a ela e aos soldados da guarda da cidade.

Talvez ele mesmo tivesse a sensação de que conhecia aquela moça. Talvez os traços não fossem estranhos a ele, ou até mesmo o tom dos olhos azuis ajudasse Voltaire a se lembrar de algum velho conhecido. Não demonstrava hostilidade ou medo, apenas o misto habitual de desconfiança e curiosidade que visitantes sempre despertavam nela.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Qua Ago 24, 2016 6:14 am

*        Uma cidade maior do que esperava... Por algum tempo permaneceu com o olhar perdido em direção as construções, casas e peculiaridades locais. A vista provocava lembranças de um tempo diferente. Porém, a alegria durou pouco, principalmente ao notar a movimentação de soldados, que o fez recordar a razão de estar naquela  cidade.

        Circulou algumas vezes pelo território, sem a intenção de atacar ou cometer algum ato estúpido, apenas desejava observar de outros ângulos e talvez notar detalhes que em terra não fosse capaz. Ademais, a jovem oriental chamou sua atenção, principalmente as vestes. Desta maneira resolveu pousar próximo dos soldados e da oriental.

           - Saudações! Estou a procura de um homem chamado Lei, Lei Keylosh. A informação que recebi é a de que Lei está morando nesta cidade. Será que algum dos senhores poderia ajudar, de algum modo?

* Manteve o tom cortês, oscilando o olhar entre os soldados mas principalmente analisando as vestimentas da jovem e outros detalhes que pudesse fazê-lo elucidar as duvidas e sombras em sua mente e memória.

Enquanto aguardava o pronunciamento dos homens e da jovem sobre a questão, começou a construir no imaginário conjecturas daquela visita, entre as possíveis formas de recepção e desfechos, lançando longo e misterioso suspiro, na conclusão. Aos soldados e a jovem, o homem aparentava ter aproximadamente 30 anos, não mais do que isto.  *
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qua Ago 24, 2016 4:16 pm

[ "Aproximadamente 30 anos". Você não engana ninguém, Vovoltaire LOL ]

O soldado para quem Voltaire perguntou não precisaria se esforçar muito para atender o pedido. Caso a jovem oriental de olhos azuis não estivesse perto o bastante para ouvir o paladino, bastava que o soldado fizesse a comunicação:

- Certamente, senhor. Espere um instante. - Então, virando-se na direção da jovem oriental, o soldado diria, em volume mais alto de voz. - Hatsuko, há um homem aqui que deseja falar com o seu pai! - Os homens já conheciam o temperamento da moça e seu modo de agir. Todas as vezes em que ela ajudava na guarda perto dos portões, qualquer assunto relacionado à família Keylosh teria que passar por ela primeiro. Até porque, quando alguém chegava na cidade e procurava por algum Keylosh, geralmente era encrenca.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Qua Ago 24, 2016 10:29 pm

Durante o período em que Voltaire circulou próximo à entrada da cidade, Hatsuko não tirou os olhos dele. Havia aquele sentimento incômodo de já ter visto o homem em algum lugar no mundo e também o receio de que ele fosse capaz de um ataque surpresa. Voltaire não parecia ser um comerciante, um camponês ou viajante. Era um cavaleiro e, com aquela cruz enorme na roupa, poderia ser um dos loucos que dominavam a cidade logo que chegaram.

A oriental ficava com uma das mãos pousada sobre a tsuka de sua katana. Talvez ele se lembrasse daquele conjunto de armas: tinha uma aparência mais antiga apenas de estar bem cuidado, devia ter pertencido a outra pessoa antes de chegar nas mãos de Hatsuko. Sua audição mais aguçada permitiu que ela ouvisse o nome de seu pai antes que o soldado a chamasse, fazendo com que ela já se aproximasse com as sobrancelhas um pouco arqueadas. Devia ser mesmo alguma encrenca.. Seu pai nunca fora muito ajuizado...

- Sou Hatsuko, filha de Lei Keylosh. Quem é você, senhor? E o que quer com meu pai? Se quiser entrar, terá que deixar essa sua montaria e todas as armas aqui com os soldados. - não era um tom de voz e uma postura que permitisse a Voltaire questiona-la. Era uma baixinha, no "alto de seus 1,68m, bastante decidida e "invocada".
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Qui Ago 25, 2016 5:50 am

*      Oscilava a atenção entre o soldado que falou e a própria oriental. A expressão permaneceu cortês, pelo menos até o momento em que a jovem mencionou o próprio nome. O olhar, de puro espanto, perdurou  alguns instantes. Olhou-a de forma intensa, parecendo enxergar além daquele momento: inevitavelmente teve a mente completamente dominada por lembranças do passado, fatos que talvez fossem melhor permanecer aonde estavam enterrados.

- Hat-su-ko..... Sim, Hatsu-ko.... Em um primeiro momento gostaria de falar com vosso pai aqui mesmo. Não tenho a intenção de causar algum desconforto ou talvez, de prolongar um provável...

*      Gaguejou ao pronunciar o nome Hatsuko e quando repetiu tornou a fazê-lo. As considerações finais eram ponderações que realizava consigo mesmo. Não encarou a jovem de forma permanente, desviando lentamente o olhar a uma direção aleatória. A pergunta, em tom quase inaudível, saiu sem querer dos próprios lábios*

- Minami..... Está bem?

*     Para a maior parte das pessoas presentes, talvez mesmo todos não soubessem a razão daquela pergunta. Era provável que o próprio justiceiro também não o soubesse. Mas, de qualquer maneira, a questão foi lançada no ar. Aos poucos redirecionava o olhar e a expressão de espanto cedia espaço a cordialidade.

      Esboçou o desejo de realizar novas perguntas e questionamentos, mas acabou desistindo. Porém, as expressões, o olhar e a postura denunciavam reflexões e muitas dúvidas sobre inúmeras questões, só não realizadas porque julgava não ser o momento adequado. Ademais, não tinha como adivinhar se as reações da jovem terminariam em ações positivas, negativas ou mesmo violentas. Portanto, optou pelo silêncio.*
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Qui Ago 25, 2016 8:43 am

Hatsuko mais uma vez arqueou as sobrancelhas diante da expressão de surpresa do cavaleiro. Também o olhar intenso deixou a oriental um pouco desconfortável, levando-a a deixar mais uma vez a mão sobre a tsuka de uma das armas. Virou-se um pouco após Voltaire expressar o que desejava e assentiu para o soldado que a chamou instantes antes.

- Vá buscar meu pai, por favor. Eu aguardarei aqui com esse senhor.

Reparava então na montaria no mínimo peculiar de Voltaire durante aqueles minutos de silêncio. Sua surpresa foi enorme ao ouvir o nome de sua mãe e a pergunta sobre como ela estava. Para Hatsuko, aquilo era uma demonstração a mais de como ambos já deviam se conhecer de algum lugar, embora ela não conseguisse se lembrar de onde ou quando. Sabia que havia crescido em outro lugar, diferente tanto da cidade dos IK quando de Domine Mathesis, mas não se lembrava onde era, não tinha um nome em mente.

- Sim, está. De onde conhece meus pais? Principalmente... Minha mãe? Ela ficou muito tempo presa e nunca te vi na cidade dos Imperial Knights, quando ela começou a morar comigo e com meu pai.

O olhar que Voltaire passava a receber após a pergunta era quase inquisitivo. Hatsuko queria saber, queria aquelas respostas enquanto aguardavam pela chegada de Lei. Apesar de tudo, não esboçava qualquer reação que pudesse indicar violência ou outro aspecto negativo.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Qui Ago 25, 2016 8:46 am

Hatsuko mais uma vez arqueou as sobrancelhas diante da expressão de surpresa do cavaleiro. Também o olhar intenso deixou a oriental um pouco desconfortável, levando-a a deixar mais uma vez a mão sobre a tsuka de uma das armas. Virou-se um pouco após Voltaire expressar o que desejava e assentiu para o soldado que a chamou instantes antes.

- Vá buscar meu pai, por favor. Eu aguardarei aqui com esse senhor.

Reparava então na montaria no mínimo peculiar de Voltaire durante aqueles minutos de silêncio. Sua surpresa foi enorme ao ouvir o nome de sua mãe e a pergunta sobre como ela estava. Para Hatsuko, aquilo era uma demonstração a mais de como ambos já deviam se conhecer de algum lugar, embora ela não conseguisse se lembrar de onde ou quando. Sabia que havia crescido em outro lugar, diferente tanto da cidade dos IK quando de Domine Mathesis, mas não se lembrava onde era, não tinha um nome em mente.

- Sim, está. De onde conhece meus pais? Principalmente... Minha mãe? Ela ficou muito tempo presa e nunca te vi na cidade dos Imperial Knights, quando ela começou a morar comigo e com meu pai.

O olhar que Voltaire passava a receber após a pergunta era quase inquisitivo. Hatsuko queria saber, queria aquelas respostas enquanto aguardavam pela chegada de Lei. Apesar de tudo, não esboçava qualquer reação que pudesse indicar violência ou outro aspecto negativo.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Admin em Qui Ago 25, 2016 2:35 pm

[ Pode responder pra Hatsuko primeiro, Volt, teria tempo de sobra na ação. ]

O guarda saiu prontamente para cumprir a ordem de Hatsuko e correu até uma construção grande próxima da catedral. A julgar pelo tamanho do prédio e a quantidade de pessoas saindo com papéis nas mãos, era de se supôr que se tratava do coração administrativo da cidade. Alguns minutos se passaram e o guarda saiu do prédio com outro homem. Os cabelos loiros estavam amarrados em um rabo de cavalo e a barba volumosa aparada. Seus trajes eram negros mas leves, de forma a aguentar as horas mais quentes do dia. Ao longo do caminho até os portões, o homem cumprimentou várias pessoas, deu ordens à outras e foi parado pelo menos três vezes por mercadores diferentes, mas que ele rapidamente dispensou.

Quando o homem já estava há alguns metros de distância foi que Voltaire conseguiu confirmar: Era realmente Lei. O barbudo estava muito diferente de quando o paladino o viu pela última vez, ainda quando residiam na Cidadela dos Justiceiros Sagrados. Lei não lembrava nem um pouco aquele homem quebrado e atormentado que fora detido nas celas da Cidadela. Havia ganhado alguns quilos, estava corado e ativo, parecia feliz. Cumprimentou todos os guardas com um movimento de mão e eles o cumprimentaram de volta. Sequer olhou para o forasteiro, indo até Hatsuko e beijando-a na testa, hábito que sempre teve desde quando a garota era bebê.

- Então, quem é que queria me ver...? - Só então virou-se e viu Voltaire. O choque do reencontro ficou claro em seus olhos. A quantidade de memórias e sentimentos que aquela presença trazia à tona em sua mente era grande demais para organizar. Lei precisou de alguns instantes para acalmar os pensamentos e conseguir falar alguma coisa. - A descrição do guarda foi familiar, mas eu teria perdido todas as apostas do mundo se tentasse adivinhar quem era... Voltaire Loferron. Há quanto tempo. - Disse aquilo sem nenhum entusiasmo na voz. Antes que o paladino pudesse responder algo, Lei complementava: - Venha, esta não é uma conversa para ocorrer no meio da rua. Venha também, Hatsuko. Os demais, voltem ao trabalho e cuidem da águia, mas não a coloquem junto com os cavalos.

Lei, Hatsuko e Voltaire se dirigiram então para o prédio administrativo, e Voltaire poderia prosseguir a conversa durante a caminhada, se desejasse.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Qui Ago 25, 2016 4:33 pm

   - Sua mãe, a conheço desde quando nem se ouvia falar de Lei. Minami esteve por muitos anos sob minha proteção e demais justiceiros... Pois as terras do passado eram intolerantes as diferenças e licantropos em geral. Mas isto tem mais ou menos um pouco mais de 20 anos, se não estiver equivocado no tempo.
Sangrei muitas vezes em defesa de Minami... Em uma época aonde os Justiceiros eram mais complacentes com os outros, mais tolerantes...


   *Sorriu de leve, permanecendo com a mesma expressão, lembrando do passado e dos mais diversos acontecimentos. Aos poucos o sorriso se esvai e a seriedade volta a fazer parte do semblante.*

   - Era apenas uma menina de oito anos, mais ou menos, quando tudo aconteceu. Talvez até com idade inferior, mas já habitou a Cidadela dos Justiceiros Sagrados e posteriormente o Mosteiro, último lugar em que esteve antes de seguir para os cavaleiros imperiais. Desde esta época perdi o contato, não apenas pelos acontecimentos, mas pela frágil relação diplomática entre justiceiros e imperiais.

*Ao notar a aproximação de Lei terminou imediatamente o diálogo. Com gesto de cabeça o cumprimentou, logo falando.*

- Saudações. Vejo que o tempo foi generoso convosco. Que bom!

*Fez uma pequena pausa, sinalizando para que Lei não seguisse para a cidade.*

- Prefiro conversar ao ar livre mesmo, por mais estranho que possa vir parecer para vós.  Caso não se importe ali mesmo já seria o suficiente. E perdoe por vir sem avisar. Acredito que seria uma das últimas pessoas que imaginou estar aqui, mas a gravidade da situação me fez procurá-lo

*Ao focar atenção a Hatsuko, o semblante se transformava em algo ameno e o tom de voz, sem a natural austeridade.*

  - Sua mãe deve ter muito orgulho de vós Hatsuko. E a julgar pelo que meus olhos enxergam, tem muita razão!

* Procurava ser ao menos gentil com a menina: por mais que a oriental tivesse uma postura  de soldado, não impedia os gestos de pura cordialidade, por parte de Voltaire.

Por fim, alçaria voo para um lugar próximo, a fim de conversar, mas ao ar livre, longe de qualquer tipo de confinamento.*
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Qui Ago 25, 2016 5:04 pm

À medida que Voltaire explicava como ele havia conhecido sua mãe, algumas lembranças voltavam à mente de Hatsuko. Talvez sua expressão denunciasse que não se sentia tão feliz ou à vontade com o encontro, apesar de tentar manter uma postura neutra. Por vezes apertada um pouco a empunhadura da espada.

- Acho que sei quem é você. Manteve minha mãe aprisionada em um “mosteiro” por anos. Já ouvi meu pai falando também que você a trouxe de volta, contra a vontade dela, da morte.

Hatsuko voltava a cruzar os braços, inclinando um pouco o rosto para o lado antes de voltar a falar. Já sentia o cheiro de seu pai ficar mais forte, mesmo que não se virasse para isso. Aquela jovem era também uma licantropa, exatamente como Minami.

- É o culpado por minha mãe nunca querer sair de casa, o culpado por ela ter renunciado ao daisho – indicou as armas que carregava presas ao quadril – e o jogado longe. Entendi... Poderia saber o que veio fazer aqui?

Virou-se para receber seu pai, fechando os olhos ao receber o beijo carinhoso na testa. Era um dos poucos momentos em que sorria genuinamente, desde o momento em que Voltaire pousou ali com sua água.

- É o homem que aprisionava minha mãe, não é, pai? – voltava o olhar para o cavaleiro mais uma vez. – Sim, ela tem orgulho de mim... Apesar de só ter me conhecido depois que eu já tinha quase 10 anos, já que ficou presa por sua causa.

Depois que ele alçasse voo, Hatsuko viraria para o pai.

- Não vai deixar esse velho pegar a mãe de novo, né?? Se for deixar, mato você e mato ele também! – não havia um tom de brincadeira na voz da primogênita de Lei, muito embora ele soubesse que ela não seria capaz de matar o próprio pai. Matar Voltair, no entanto...
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Qui Ago 25, 2016 5:31 pm

*Ouviu as colocações da oriental, porém não se abalou com as mesmas. O tom cordial continuou*

   - Sim criança, sou culpado. Sou culpado por oferecer abrigo a vossa mãe, por muitos e muitos anos, quando o restante do mundo oferecia a exclusão e o desprezo. Sou culpado por trazê-la de volta "à força", impedindo que você hoje fosse uma órfã. Devo ser culpado também por hoje estarem morando aqui nesta cidade. Deixe-me ver, pelo que mais sou culpado...?

  *A encarou profundamente, mas em tom piedoso, sem apresentar nenhuma raiva ou ressentimento. Em sua lógica procurava demonstrar o quanto o pensamento de Hatsuko era errado e influenciado por pontos negativos e tendenciosos. Quanto ressentimento, quanto ódio, como alguém ainda podia agir assim? Pensou, mas por fim balançou negativamente a cabeça, com olhar à jovem, murmurou*

  - Acredito que deva ampliar a maneira como analisa os fatos, pois é sábio se informar de toda uma história, não apenas de fatos ou boatos que considera errados e realizar o julgamento. E se isto não significa nada para vós serei obrigado a reservar as outras palavras ao puro silêncio.

*Suspirou profundamente, mas manteve o olhar em direção a jovem, chegando a responder a questão*

   - Estou aqui para conversar com vosso pai, apenas isto. Não para trocar acusações ou provocações. Por fim, estou apenas aguardando a chegada de Lei, sem nenhuma outra intenção.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Qui Ago 25, 2016 5:51 pm

Hatsuko pareceu realmente ofendida com a resposta recebida. Parecia que aquele velho era louco ou, pelo menos, que morava em um mundo próprio, com uma realidade criada por ele mesmo. Balançou a cabeça em negativa, lentamente.

- E quem disse que não sou órfã de mãe? Ela nunca pôde me ensinar nada enquanto estava presa. E agora, solta, também não me ensina nada porque não quer nem mesmo sair de casa... Eu não sei se o que eu ouvi é a pura verdade. Não sei mesmo... Acho que nunca vou saber. Mas eu sei, velho, que minha mãe era muito diferente do que ela se tornou agora.

Chegou a chutar despretensiosamente um montinho de terra antes de continuar.

- Ela derrotou meu pai umas duas vezes. Deu uma surra imensa nele... Agora? Pf... Agora ela só fica em casa cuidando dos meus irmãos. - indicou mais uma vez as armas - Ela jogou fora a história dela! Isso não significa nada? Acha mesmo que foi um salvador na vida dela? Eu acho que devia rever seus pensamentos, velho.

Hatsuko também se calaria para aguardar o pai.. Voltaire não mudaria sua opinião, nem que mostrasse a ela um "vídeo" de como era a vida de Minami no passado.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Ago 26, 2016 1:10 am

Lei estranhou o pedido de Voltaire de conversar ao ar livre, principalmente em um horário tão movimentado da cidade, mas não recusou. O paladino não precisaria voar com sua águia pois a cidade não era tão grande assim. Ele poderia conduzir sua montaria ao seu lado, desde que a águia não fosse muito grande e não atrapalhasse o fluxo de pessoas na rua. Deixaria Voltaire escolher qualquer ponto, um banco ao redor de uma fonte ou algo do gênero. O barbudo não ouviu o diálogo entre Voltaire e Hatsuko, chegando apenas a tempo de ouvir a pergunta da moça sobre o paladino. Esperou que eles estivessem longe dos guardas para responder:

- Sim, é ele mesmo, Tsu. Este é o homem que impediu que sua mãe fizesse parte da sua infância. - Lei respondia para Hatsuko mas fitava o paladino. - Eu sei que você mataria a nós dois, minha garota, mas não se preocupe. Este homem nunca mais tocará em Minami. - Fitou Voltaire em tom sério, mas um segundo depois sorriu. - Mas tudo isso está no passado, certo?? Agora pode dizer ao que veio, Voltaire. Por onde andou todos estes anos? Como descobriu que eu estava aqui? A propósito, Hatsuko vai ficar aqui e vai ouvir tudo o que você tem a dizer. Isso não está aberto a discussão. - Terminou de falar, passando o braço ao redor dos ombros de Hatsuko e mantendo-a junto a ele desta forma.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Sex Ago 26, 2016 10:42 am

  - Sim, criança... Permaneça aprisionada as verdades que deseja ser realidade. És muito jovem ainda ou mesmo inexperiente para compreender as mais diversas facetas de uma questão.

*Respirou profundamente. Tinha pena de Hatsuko. Não disse isto, mas foi o que sentiu naquele instante. Falou quando Lei chegava mesmo, em tom tranqüilo, entretanto*

   -E o ser humano é assim mesmo, apenas procura se recordar de fatos, danos ou ações que pensa ser negativa a si mesmo, esquecendo todas as outras coisas positivas. Definitivamente interessante...

*Ouviu as palavras de Keylosh, mas Lei  parecia não ter compreendido que ao AR LIVRE significava FORA DA CIDADE. O caminho tomado foi para próximo a entrada da mesma, não rumo ao interior.*

   - Ah sim, verdade. Mas seu pai esqueceu de dizer que o justiceiro presente também foi responsável por cuidar de tua mãe, alimentá-la, protege-la e abrigá-la por muitos anos, isto enquanto Lei liderava uma das  facções criminosas mais terríveis do reino, na época: A Sociedade Negra. Inclusive Lei e sua sociedade ameaçou, por muitas vezes, a existência de Minami, já que só praticavam o mal. Esqueceu de mencionar disto, velho amigo?

*O comentário acima foi logo após as palavras de Keylosh a Hatsuko. E não parou por aí, prosseguindo, em tom tranqüilo de voz, como de costume*

   - Ah sim ele também esqueceu de dizer que conheceu sua mãe nos justiceiros. Assim, da forma como estão hoje. E que recebeu abrigo e proteção dos justiceiros, quando era um criminoso procurado, tentando buscar "redenção": nenhum outro grupo ofereceu a mão, apenas os "odiosos justiceiros", ou este "monstro" que vos fala. Enfim, deixarei os comentários para vocês e seus iníquos juízos de valor, que faltam com a verdade: por mais que queiram lembrar apenas o que vos interessa estarei aqui para recordar tudo, desde o princípio.[/i

    - Por último a jovem pode ficar, não vejo problema. Porém, o tom autoritário que manteve ao se manifestar sobre a questão é espantoso. Faz muito tempo que não vos falo e pelo visto, os anos nos imperiais concederam a ti certas peculiaridades...

*Por fim esperou a acomodação de Lei e Hatsuko próximo a entrada da cidade para poder falar. Deixaria de lado novos comentários e ataques, mesmo que fizessem não mais responderia: para ele já bastava o mencionado e os fatos apresentados.*
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Sex Ago 26, 2016 2:24 pm

- Não sou criança... Já passei por muito mais coisas do que poderia imaginar, velho. - não respondeu com rancor ou grosseria, apenas tentou dizer a Voltaire que ela não era assim tão "idiota" quanto ele poderia supor.

Entretanto, Hatsuko ficou um pouco sem graça com todo o discurso feito por Voltaire, já que de fato desconhecia a maior parte daqueles detalhes - exceto o passado obscuro de seu pai, esclarecido anos antes após o incidente com Jason Keylosh e uma gravidez indesejada. Um breve e baixo rosnado poderia ser ouvido após Tsu se lembrar desse último fato.

Permaneceu ao lado de Lei, com os braços cruzados e o olhar vez ou outra desviando do cavaleiro para olhar a montaria. Ao lado do pai, a semelhança física com Minami era ressaltada, exceto pelos olhos tão azuis quanto os dele. Além disso, parte de sua "postura militar" deu lugar a algo mais relaxado, menos rígido enquanto aguardava que o visitante se manifestasse.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Ago 26, 2016 4:46 pm

Lei atenderia o pedido de Voltaire de conversar fora da cidade, mas não seria imprudente. Destacaria 5 guardas para acompanhá-los. Atravessariam a ponte da entrada e escolheriam algum ponto em terra, mas não muito longe. Lei, sua filha e o paladino se afastariam um pouco dos soldados para conversar. Lei ouviu a tudo o que Voltaire disse, ainda abraçado lateralmente à Hatsuko. O barbudo ficou em silêncio por alguns segundos depois que o paladino terminou de falar, fitando-o com uma expressão de raiva. Parecia que ia descarregá-la verbalmente, mas então começou a rir. Gargalhou, na verdade, até perder o ar. Precisou se apoiar em Hatsuko para não cair de tanto dar risada. Enxugou as lágrimas de riso e se recompôs, para só então responder à Voltaire:

- Ah, meu velho amigo, acho que é sua memória que já está falhando! Como é possível que eu tenha ameaçado Minami com a Sociedade Negra se, no dia em que eu a conheci, eu estava lutando contra o Seguidor de Apocalipse chamado Crestfallen sob a sigla dos Justiceiros Sagrados? E você diz que abrigou Minami na Cidadela... Na verdade você tentou mudar a natureza dela pois nunca aceitou sua licantropia e seu modo instintivo de agir. Tentaram moldar Minami segundo os seus modos civilizados, repreendendo-a e jogando-a nas celas da Cidadela dezenas de vezes pelas mãos daquele lunático do Logan Devendeer. EU fui o único que aceitei como ela era, que caçava e comia carne crua com ela! - Ele fez uma pausa, balançando a cabeça negativamente em descrença pelo que ouvira do paladino. Deu alguns passos, afastando-se de Hatsuko:

- Deixe-me ver se entendi bem... Você fica anos sem aparecer e, um belo dia, descobre que eu estou nesta cidade, vem até mim e começa a vomitar um monte de baboseiras sobre o que aconteceu no passado? Eu não sei o que pretende com isso, Voltaire, mas eu tenho uma coisa para lhe dizer. - Lei se aproximou de Voltaire, encarando-o a apenas centímetros de seu rosto, e prosseguiu:

- Não estamos mais na Cidadela, velho. Aqui as suas leis e regras de conduta não se aplicam. Está vendo aquela cidade? Chama-se Domine Mathesis. Ela é o que é hoje por causa da MINHA família! Por causa do NOSSO suor, sangue e lágrimas! E eu não deixarei nada e nem ninguém mudar isso! Eu não sigo mais nenhum deus, imperador ou conjunto de leis, Voltaire. Eu faço o que eu quiser, onde quiser. Eu poderia montar em você agora e socar essa sua cara falsa até se tornar um monte de carne disforme, ou poderia deixar Hatsuko lhe cortar em vários pedaços. E não seríamos acusados ou punidos, porque os Keylosh são a lei por aqui! Portanto, seu velho desprezível, é melhor que diga logo o que quer, antes que eu e minha filha percamos a paciência! Fale!
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Sex Ago 26, 2016 5:51 pm

- Prometi a mim mesmo que não responderia mais a nenhum dos devaneios mencionados Lei. Acredito que és inteligente o bastante para saber que a Sociedade Negra, liderada por você não pregava o amor e o bem comum, mas defendiam tudo de podre que existe. Ou os estupros e assassinatos que realizavam eram algo que não ameaçavam? As ideias pregadas por vocês e respectivas ações eram sim uma ameaça a todos, inclusive a Minami. Mas como  nunca compreendeu a diferença do certo e do errado e mesmo fazendo inúmeros atos de perversidade se considera "bom".... É realmente engraçado...

*Não desviou o olhar ou mudou de postura, observando Keylosh com   piedade.*

  - Guarde suas ameaças para si mesmo, pois não fazem diferença: não tenho medo de você ou de qualquer pessoa que esteja nesta cidade. E se hoje estou aqui de frente para vós aturando teus acessos de loucura, que não condizem com a realidade, é porque a vida de um inocente pode estar em jogo. Provavelmente seu último filho....

*Calou-se, por instantes, balbuciando a seguir*

   - Ah sim..... Virou tirano desta cidade então, interessante para alguém que fala em supostas crueldades. Não existe nada mais justo do que tomar uma cidade para si e se proclamar dono da mesma, que puro ato de nobreza!

*Foi completamente irônico naquele último comentário. Mas sem desviar o olhar completou*

   - Vai querer continuar a me ouvir Lei, ou acredita que minhas proposições são estúpidas? Acredita mesmo que me despencaria até este lugar, após todos estes anos para divagar fatos sem sentido?

*A resposta seria conclusiva para saber como procederia a partir de então. Não iria continuar com as colocações se viesse a acreditar que elas seriam total perda de tempo.*
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Sex Ago 26, 2016 6:51 pm

Por um instante achou que Lei socaria o rosto do velho e até se preparou para segura-lo e impedir alguma loucura. O acesso de risos, no entanto, a desarmou por completo e tudo o que fez foi de fato suportar o peso de seu pai, apenas para ouvir mais uma versão que desmentia a anterior.

Hatsuko devia estar com a expressão mais confusa possível depois de ouvir tudo o que os dois argumentaram. Eram versões absolutamente opostas e àquela altura nada fazia qualquer sentido para a metamorfa. Estava inclinada a acreditar em Lei, óbvio. Ele era seu pai e nunca havia mentido para ela nem inventado alguma história para engana-la. As lembranças que tinha de Voltaire eram muito vagas e, em toda a sua vida, a impressão que tinha desse homem era a pior possível.

- Pai... Calma. – pediu, sem alterar o tom de voz depois de ouvir as ameaças feitas ao velho. Olhou por cima do ombro para ver qual seria a reação dos 5 soldados, preparada para talvez conte-los antes que eles próprios decidissem fazer ‘justiça’ contra Voltaire.

Voltou a parar ao lado do pai enquanto o paladino falava e até empalideceu ao ouvir que talvez o último filho – seu irmão – estivesse em perigo.

- Mas Lei, Ryo e Aethelwulf estão aqui em Domine, pai. Eu vi todos enquanto conversava ali na porta, estavam brincando! Lagertha ainda nem mesmo sai de casa sozinha. Esse velho já deve estar caduco para dizer uma coisa dessas. – arqueava as sobrancelhas diante da penúltima declaração do cavaleiro, respondendo-a ela mesma. – Meu pai não é tirano. Nem nunca tomou essa cidade ou se proclamou dono dela. Nós vivemos aqui e estamos sujeitos aos mesmos deveres e direitos que qualquer outro cidadão mas todos aqui, Voltaire – esse é seu nome, não é? Pois bem. Todos aqui, Voltaire, são gratos ao que nós fizemos quando essa cidade era assombrada por líderes que usavam essa mesma cruz que você tem no peito. Eu, minha mãe, meu... ahn... ex-marido... e meu pai lutamos para defender Domine. Pergunte aos soldados, se quiser, ou a qualquer mercador que passar aqui! E meus irmãos estão todos aqui! Estão todos seguros!

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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sex Ago 26, 2016 7:29 pm

O pedido de Hatsuko fez Lei se acalmar um pouco. O barbudo cruzou os braços e deixou que a filha falasse. Quando ela terminou, ele apenas complementou, ainda fitando Voltaire:

- Hatsuko está certa. Todos os meus filhos estão na cidade e vivem bem, nenhum deles está em perigo. É claro que, vindo de você, seu paladino maluco, poderia ser apenas mais um de seus planos para tirar de mim alguém que eu amo. E ela também está certa em relação à cidade. Mathesis era controlada por um grupo de homens religiosos que portavam cruzes muito parecidas com a que você carrega. Eles exploravam a população e faziam coisas terríveis com seus fieis nos calabouços. Nós mudamos tudo isso. Hoje Mathesis é uma cidade segura e aberta ao comércio e outras culturas. E como minha filha disse, os habitantes de bem sabem disso e reconhecem nosso trabalho. Portanto, procure saber mais sobre a situação antes de opinar, Voltaire. - Lei fez uma pausa, dando alguns passos para o lado, pensativo, e continuou:

- Não pode ser meu último filho. Apesar de que... Você não sabia dos filhos que tive com Minami desde que me mudei para cá. O último que você viu provavelmente foi... Ialanna, a filha que tive com Ameline Silverleaf. É dela de quem você está falando? - Voltou a fitar Voltaire.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Sex Ago 26, 2016 7:40 pm

Ficou um tempo em silêncio, com a cabeça um pouco inclinada para o lado enquanto olhava Voltaire. Desviou o olhar para Lei, franziu a testa e contou alguma coisa nos dedos. Por fim, respirou mais profundamente e falou:

- Espera aí, pai!!! Você tem outra filha??? Com outra mulher???? E se ela é a última... Isso quer dizer que.... Que ela é mais nova do que eu e você traiu minha mãe??

Agora era Hatsuko que estava furiosa. No "alto" de seus 1,68m, ela encarava seu pai enquanto aguardava por explicações. Pouca coisa - ou talvez nada - poderia ser pior que uma revelação como aquela.

- Você devia estar cuidando de mim e estava siricuteando com outra mulher??? PAI! Eu só posso aconselhar para que torça pra esse velho estar mesmo caduco! Mãe vai arrancar suas bolas quando descobrir uma coisa dessas.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Sab Ago 27, 2016 11:22 am

* Achava graça da situação. Lei era um bandido conhecido da  região, que tentou a redenção e que falhou todas as vezes, não apenas nos justiceiros mas em todos os outros grupos em que esteve presente, tendo sempre que sair as pressas por ter cometido irregularidades devido a sua natureza má e caótica. Poderia voltar a enumerar os milhares de erros ou falhas do antigo líder da sociedade negra, mas não perderia tempo com estas coisas, não mais. Ademais, as palavras mencionadas por ele ainda pouco e recordadas mentalmente pelo paladino diziam tudo sobre o senso de justiça e verdade de Keylosh:

"Eu não sigo mais nenhum deus, imperador ou conjunto de leis, Voltaire. Eu faço o que eu quiser, onde quiser. Eu poderia montar em você agora e socar essa sua cara falsa até se tornar um monte de carne disforme, ou poderia deixar Hatsuko lhe cortar em vários pedaços. E não seríamos acusados ou punidos, porque os Keylosh são a lei por aqui!

O que mais chamava a atenção do paladino era a maneira como Lei analisava de forma torpe  a realidade. Não tinha medo das ameaças, porque sabia como agir perante qualquer agressão, mas era preocupante ver que após todos estes anos a mente do ex- imperial definhava. Realmente, para alguém que dizia ser "a lei", o senso de justiça estava completamente corrompido. Poder absoluto, ou o mesmo que tirania, aonde não há regras ou alguém que possa contestá-lo. Um grande exemplo de justiça. E tinha pena de Hatsuko. Pelo que notava ela não passava de um boneco de sabugo de milho nas mãos do pai, que lhe escondia inúmeras verdades, como os milhares de filhos sem pai que Lei havia deixado por estas comarcas e que provavelmente ainda o fazia, mas em segredo é claro...*
O suspiro foi  longo. Fitou Lei e Hatsuko pausadamente, antes de continuar*

     - Pelo menos minhas colocações chamaram a atenção dos dois. E claro, dela mesma: Ialanna. A última filha que tive e ainda tenho contato. Ela mesma. Os documentos estão no Mosteiro. Vim aqui Lei porque sei que é pai dela. Não sei até onde vai sua consideração paterna para com e menina, mas ela vai precisar sim de tua ajuda. E mesmo sendo o "monstro" que diz vim aqui vos alertar para o fato, considerando vossa paternidade. Detalhes, não posso, por hora. Mas o perigo envolvendo-a tem haver com Sammaster e o Culto do Dragão. São as únicas coisas que posso vos dizer.....

*Esperou a reação final dele e mesmo Hatsuko para saber como deveria proceder. Estava cansado daquela situação e a expressão não dizia o contrário.*
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sab Ago 27, 2016 4:02 pm

Lei arregalou os olhos ao ouvir a reação de Hatsuko. Tratou de tentar explicar a situação imediatamente antes que começasse a apanhar da filha também. Coçou a cabeça, olhando para ela:

- Ha ha, calma Tsu, não é o que você está pensando! Depois que você nasceu, eu e sua mãe nos separamos. No período em que morávamos na Cidadela foi onde eu... hã... tive a outra filha com a Ameline. E além dela... mais duas mulheres... Mas não tive filhos com elas, juro! Pelo amor de todos os deuses, não conte para sua mãe, ou espere até que eu esteja presente! Por favor, por favor! - Lei estava literalmente implorando. Passado o momento de descontração - ou de dor, dependendo do que Hatsuko fizer - Lei voltou a fitar Voltaire com expressão séria e respondeu:

- Voltaire, você ainda não entendeu, não é? Eu não preciso do seu julgamento ou da sua aprovação. Tudo o que você está pensando de mim neste momento NÃO ME IMPORTA nem um pouco! É irônico que você me chame de monstro, pois isso anula o seu trabalho e o dos seus colegas Justiceiros. Pois, caso não se lembre, eu me entreguei ao seu julgamento e você me enviou até o Templo da Redenção aos cuidados de Kyrea. Você, ela e Viviane cuidaram da minha redenção. Ou seja, perante as suas regras, eu sou um homem perdoado. - Fez uma pausa, dando alguns passos em outra direção, e continuou:

- Mas então você vem aqui, sem nem mesmo entender o que aconteceu nesta cidade, e diz que um dos meus filhos está em perigo e usa isso para me mostrar o quão péssimo eu sou como um homem e como um pai? Inacreditável. De qualquer modo, Ameline vive com Vlad Kain, que ainda é Justiceiro Sagrado, caso a sua ordem ainda exista. Ela está em boas mãos, o que significa que você terá que explicar exatamente como eu poderia ajudar, ou vou considerar que este é mais um dos seus planos malucos para me prejudicar. E para deixar claro, eu e ninguém da minha família irá pisar neste seu Mosteiro ou qualquer lugar próximo dele.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Sab Ago 27, 2016 4:54 pm

- Eu não sei como vocês dois irão resolver isso, nem como você vai explicar pra mãe que vai sair pra salvar uma filha que ninguém sabia que existia...

Hatsuko estava meio "em choque" com o que ouviu tanto de seu pai quanto de Voltaire. Tudo já parecia estranho logo no começo da conversa e agora a expressão no rosto de Tsu era o reflexo do que sentia: decepção.

Respira mais profundamente e começou a se afastar para retornar para a cidade.

- Vou deixar vocês sozinhos. Acho que não tenho mais nada pra ouvir ou falar... E não vou te ajudar a salvar essa outra filha, pai. Nenhum dos meus irmãos vai.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Sab Ago 27, 2016 5:28 pm

(As palavras sublinhadas foram pensamentos de Voltaire. Nada daquilo foi externado. E se você ver bem quando Voltaire fala de monstro ele está se referindo a si mesmo ou a forma como Lei quer fazer valer a imagem do justiceiro. Assim, não chamou Lei de monstro)

* Voltaire ouvia as colocações de Lei, sendo a maior parte sem sentido ou como de costume, colocações sobre fatos que Keylosh havia compreendido errado. Suspirou, mas o suspiro a seguir foi longo. Girou os olhos, ao ver que Lei queria a todo custo dar a ele mesmo a redenção, coisa que nunca alcançou de fato, no máximo fingiu, e bem, por algum tempo. Todavia não deixou de falar*

   - Lei.... É sua filha.... Seu sangue..... Independentemente de tudo, teu sangue.... E não seja infantil, não estou aqui para te prejudicar. E foi você mesmo que forçou a presença de Hatsuko, portanto lamento.

   - Como acha que poderia ajudar? Os problemas pela frente são grandes. Batalhas surgirão e cedo ou tarde vão envolver sua atual cidade, também. E mais, tua filha pode vir a ser sacrificada, no processo, ao ser definitivamente controlada por esta força maligna de milênios. Vim aqui porque acredito que ao menos merecia saber que o sangue de teu sangue está sendo ameaçado. Até você mesmo merecia saber disto.

*O tom era cordial. E terminou dizendo*

   - Gostaria de colocar uma pedra no passado. Pelo menos se vier a cooperar conosco. Concordas?
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sab Ago 27, 2016 5:47 pm

Lei ouviu o que Hatsuko disse e abaixou levemente a cabeça, enquanto a observava se afastar. Sua expressão demonstrava tristeza pelo que sua filha havia dito. Demorou alguns segundos até se recompôr e olhar para Voltaire novamente para responder:

- Heh. Não, Voltaire, você não quer colocar uma pedra no passado. Se quisesse, não começaria a conversa jogando o passado em minha cara. Eu vou ajudar, mas que fique claro que farei isso por Ialanna e por mais ninguém. E se, a partir de agora, você disser qualquer outra coisa sobre mim e minha família, QUALQUER COISA, eu acabarei com você. Fui claro?? - Olhou na direção da cidade rapidamente e depois para Voltaire, complementando:

- Diga, o que eu preciso fazer? Se for necessário que eu viaje, tenho que preparar tudo na cidade para a minha ausência.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Sab Ago 27, 2016 5:59 pm

Hatsuko de fato se afastaria, parando próximo aos 5 soldados destacados por Lei para segurança. Parecia se sentir mais próxima deles que de seu pai após ouvir que ele tinha outra filha. Quantos outros deviam existir? Talvez ele não fosse mesmo tão confiável quanto Tsu pensava.

Por ser licantropa como a mãe, a conversa dos dois seria ouvida por ela com relativa facilidade apesar da distância entre eles.

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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Sab Ago 27, 2016 7:25 pm

- Pare de me ameaçar Lei. Não tenho medo de você. Serei obrigado a falar toda vez que alguma injustiça ou meia verdade surgir. Sinto muito...

   -Esta situação apenas nos desgasta. Apesar de que infelizmente apenas trouxe a tona o ocorrido. Desde o momento que cheguei fui criticado de forma vil e injusta. Mas tudo bem. Chega de discussão. Estamos acertados enquanto a isto? Basta de conflitos. Pelo menos por enquanto! E se tudo der certo para sempre!!!!!

  -Faça os preparativos. Estarei aqui esperando, mas se precisar de que precisas de 2 ou mais dias irei entender e voltarei depois.    

*Aguardou a resposta de Keylosh. Estava cansado, não fisicamente, mas de discutir coisas que não seriam resolvidas. Esperava que Lei também estivesse com o mesmo espírito.*
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Admin em Sab Ago 27, 2016 7:40 pm

Lei deu outra risada e respondeu:

- Oh não, paladino, não é a mim que você deve temer! Se eu o levar até o centro de Mathesis e gritar que você estava com os religiosos que abusavam de seus fieis antes da mudança na cidade, você terá que enfrentar uma multidão enfurecida. Será que o infalível paladino Voltaire está preparado para matar inocentes para salvar a própria vida? E não, nunca seremos amigos. Eu nunca o perdoarei. Como eu disse, farei isso por Ialanna. Volte daqui a dois dias, estarei pronto para partir. Poderá ficar na cidade se desejar, ninguém fará nada contra você, se assim eu permitir. Até daqui a dois dias.

Lei deu as costas para Voltaire sem sequer fazer um cumprimento e foi até Hatsuko e os guardas, para então o grupo retornar para a cidade. Uma pequena reunião familiar o aguardava, onde teria que explicar à sua esposa e filha sobre o período em que teve a meia-elfa portadora da maldição. Se ainda estivesse vivo depois disso, Voltaire o encontraria na data marcada.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Minami / Hatsuko em Dom Ago 28, 2016 7:46 pm

Hatsuko retornaria com Lei e os guardas para a cidade, em absoluto silêncio. Voltaire não recebeu mais que um olhar de despedida... Não havia o que falar.
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Re: "Usque ad finem tempus" (Encerrado)

Mensagem por Voltaire J.S Templário em Qui Set 01, 2016 2:57 pm

(Preciso de mais um tempinho para arrumar os jogos. Logo estarei aqui)
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