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Mensagem por Admin em Qua Jan 15, 2014 7:55 pm

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Há cerca de 100 anos uma civilização estranha nasceu em Uolia. No início sequer se tratava de uma civilização, e sim apenas um grupo de sacerdotes e missionários itinerantes que cultuavam uma religião de um deus supremo, absoluto, onipotente e onisciente. Com espadas afiadas e palavras profundas conseguiram arrebatar um bom numero de fieis pelo reino. O tempo foi passando e a cidade cresceu junto com os fortes dogmas que permanecem por lá. Com sua burocracia religiosa, surgiu em Uolia a primeira e talvez a única cidade cujo sistema religioso se pautava em um Deus único e onipresente, Um Deus Salvador.

A cidade ocupa uma planície fértil circundada pelo rio Trantes que desagua no mar do norte. Às vezes o rio se enche de sedimentos, porém durante decênios foi usado por pequenos barcos que transportavam rio acima a tão necessária madeira originária das árvores do interior. A cultura da terra, a extração de pedras preciosas, juntamente com o comércio da madeira, fizeram com que Domine Mathesis crescesse economicamente muito rápido.

Para chegar até a cidade, que era circundada pelo rio, era necessário atravessar uma ponte de pedra que foi construída com o primor e arte da engenharia que florescia pelo reino. Quando atravessada, se chegava a um portão de ferro enorme com cruzes sob um escudo talhado no seu centro, ladeada por uma guarnição de “Soldados de Deus”, que guardavam a entrada da cidade com suas bestas apontadas para qualquer visitante. Ao atravessar os portões da cidade já podiam se ver as altas torres, giraldas e sinos das várias catedrais que existiam por ali. Equipes formadas por milhares de prisioneiros capturados pela inquisição religiosa foram forçados a extrair pedras de calcário e, com muito capricho, moldá-las em grandes e pesados blocos. Dois milhões de blocos foram cortados e levados por carroças até o local da extensa ponte ou aqueduto, permitindo que Domine Mathesis tivesse seu próprio abastecimento de água em todas as casas e um eficiente sistema de esgoto.

Um conflito de poder entre o Estado Democrático e a Igreja gerou-se no seio da cidade. Com o florescimento dos conhecimentos, da literatura, da arquitetura e das artes, começaram a surgir defensores de um estado democrático que tinham a intenção de reunir o maior número de pessoas e planejar um golpe contra o atual regime. A igreja, que sempre detivera o poder dentro dos muros da cidade, se viu pressionada e ameaçada a perder sua hegemonia para este grupo de subvertidos. Por isso, reuniu toda sua guarnição de “Soldados de Deus“ e, em um contra golpe antecipado, executou todos os representantes deste “estado”, e por fim criminalizou toda forma democrática e liberdade religiosa, caracterizando este episódio como Golpe Religioso Mathesiano. Isto culminou na ditadura da igreja que vigora por esta cidade há mais de duas décadas, punindo seus transgressores com o mesmo destino que tiveram os mentores da democracia. Portanto, os portões de Domine Mathesis são fechados e protegidos por guarnições inteiras de soldados. Os que querem visitar a cidade tem que estar de acordo com os princípios religiosos nela pregados. Todos os comerciantes que entram e saem de Domine Mathesis são inquiridos e tem suas mercadorias vistoriadas por uma inspeção rigorosa.

O Culto a um Deus Onipresente é a filosofia de vida que mais fortemente caracteriza a cidade de Domine Mathesis. Toda a base da religião Mathesiana se resume no ínicio e no fim dos tempos. Segundo a religião Mathesiana, o mundo foi criado do nada absoluto e voltará ao nada. A religião Mathesiana descreve seu Deus não apenas por suas ações (como criador e salvador), mas também com palavras que ilustram certas características principais da imagem divina. Tais palavras são tomadas de nossa esfera imaginativa para descrever “aquilo que não é deste mundo”, ou seja: Um espírito, um espectro, um ser sobrenatural que tudo sabe, tudo vê e tudo pode, existindo desde sempre e para sempre. Ele existiu antes que o mundo fosse criado e permanecerá sempre o mesmo. Deus é Deus. Através desta alegoria, podemos perceber que esta estabilidade do divino permite um controle das massas por dogmas, o que facilitou, durante todas estas décadas, a manutenção da ditadura religiosa e a ascensão suprema do poder da igreja.

O conceito de pecado é tido como o único sistema de leis em Domine Mathesis. O pecado designa aquilo que rompe com a intenção de Deus para a vida humana e não implica apenas em quebras individuais de Suas leis. O pecado é mais profundo e permanece no coração ou na vontade maligna do homem. É esta tendência da vontade que os Mathesianos chamam de “pecado real” e é punido severamente pelas leis Sagradas Mathesianas, com penas que vão de humilhação publica, prisão perpétua e até a morte de diversas maneiras.
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